BENEFÍCIOS PREVIDENCIÁRIOS ESTÃO EM PERIGO

 em Boletins

Beto Richa e o roubo da ParanáPrevidência

Em reunião do ultimo dia 9 de abril, o Conselho de Administração (CA) da ParanáPrevidência adiou, mais uma vez, a aprovação do balanço de 2017. A justificativa foi que o novo presidente, o recém nomeado João Giona, homem forte do Mauro Ricardo, precisaria de mais tempo para analisar as contas. Na realidade, o problema é que o governo não quer reconhecer a dívida com a ParanáPrevidência.

De acordo com a conselheira Vilma Terezinha, que representa os servidores no CA, devido às mudanças feitas pelo governo “Em 2015, o governo transferiu mais de 30 mil servidores do Fundo Financeiro para o Fundo de Previdência. E o Tribunal de Contas do Estado já avisou que [….] se continua tirando dinheiro mês a mês, em 5 anos não terá dinheiro para pagar os trabalhadores”.

O balancete da ParanáPrevidência aponta a previsão de um rombo de aproximadamente R$16 bilhões de 2015 a 2022. Se isso se confirmar, a partir dessa data todas as pessoas que estão recebendo aposentadoria ou pensões pelo Fundo Previdenciário vão ter que passar para o Fundo Financeiro, ou seja, serão pagos diretamente pelo tesouro do Estado, o que pode vir a comprometer inclusive o pagamento dos salários dos servidores da ativa.

Quase três anos após o massacre de 29 de abril, R$6,1 bilhões foram descapitalizados do Fundo Previdenciário, devido à segregação de massa feita pelo governo. Ademais, a contrapartida patronal de inativos e pensionistas também não está sendo feita. São mais de R$304 milhões que não foram pagos pelo Estado. Sem falar na taxa de administração devida ao Fundo de Previdência que soma R$ 89 milhões, e mais créditos a receber computados em mais de R$ 166 milhões.

Segundo o economista Cid Cordeiro, o ataque do governo Beto Richa ao Fundo Previdenciário fez com que o dinheiro dos servidores no Fundo fosse reduzido à metade. “O Fundo é menor do que deveria. Hoje deveria estar com 14 bilhões de reais, mas está com a metade. A ausência de contribuição patronal sobre os inativos e o não pagamento da taxa de administração também é um agravante. Tudo isso reduz o tempo de vida sustentável do Fundo. Vai chegar o momento em que não haverá como pagar as aposentadorias”.

O ex-governador Beto Richa se gaba de ter feito o ajuste fiscal e resolvido o problema das finanças do Paraná, mas, o que de fato fez foi assaltar o Fundo Previdenciário formado exclusivamente – até agora – pela contribuição dos servidores. Agora que se licenciou, tenta esconder as dívidas que fez com o fundo da ParanáPrevidência.

Em um futuro muito próximo, os governos irão alegar que o sistema de previdência dos servidores estará falido, e utilizarão isso para justificar outros ataques aos direitos dos servidores públicos estaduais.

O Sindiprol/Aduel considera urgente a mobilização dos servidores ativos e aposentados para enfrentar esta situação e garantir que o governo reconheça formalmente a dívida que tem com o Fundo da ParanáPrevidência.

Com essa finalidade convoca assembleia docente [ativos e aposentados] no dia 26 de abril as 14 horas no centro de vivência dos docentes, no campus universitário. Nessa assembleia a pauta única será a discussão sobre a situação da ParanáPrevidência e encaminhamentos.

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