RETOMADA DAS AULAS NA UEL ACONTECE EM CENÁRIO SOMBRIO PARA AS UNIVERSDADES PARANAENSES

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Duas greves (em 2015 e 2016) provocaram o atraso do início do ano letivo de 2017 que começa na UEL somente agora. Porém, mesmo utilizando uma radical forma de protesto que é a paralisação das atividades, a comunidade universitária não conseguiu barrar os desmandos do governador Beto Richa contra o funcionalismo público estadual e contra as universidades estaduais.

Em 2015, com a cumplicidade da Assembleia Legislativa, o governador revogou a lei que garantia a reposição salarial dos servidores. Além disto, aprovou, diante dos protestos dos servidores sob bombas, o assalto ao Fundo de Previdência, que agora denuncia como incapaz de honrar as aposentadorias em um futuro não muito distante.

Em 2016, além de não honrar o compromisso assumido um ano antes, aprofundou os ataques aos servidores públicos e o desmonte dos serviços de educação e saúde no estado do Paraná. Os ataques às universidades estaduais têm sido sistemáticos e destrutivos, atingindo a autonomia universitária garantida em lei.

Utilizando-se do Tribunal de Contas do Estado, o governo questiona o TIDE como regime de trabalho docente, ameaçando destroçar a carreira dos professores universitários. Continua contingenciando o repasse de recursos de custeio e restringindo a contratação de docentes e servidores técnico-administrativos em substituição aos aposentados, ameaçando colocar todas as universidades sob o tacão do programa META4.

Por outro lado, o secretário da fazenda, Mauro Ricardo, patrocinador da expropriação dos recursos da Paraná Previdência, cinicamente vem anunciando que depois da reforma da previdência no âmbito federal, será a vez do Estado do Paraná adaptar-se às novas futuras regras como uma necessidade para que a previdência estadual não afunde.

O governo desfecha esse conjunto de ataques fundando-se em mentiras e manipulações, como foi a “projeção” de que a arrecadação de 2016 não permitiria pagar a reposição salarial dos servidores, o que se mostrou uma falácia diante do superávit anunciado no começo deste ano, suficiente para cobrir sua obrigação com os servidores.

O governador e seus assessores mais próximos encontram-se afundados em denúncias de corrupção e ainda assim prosseguem na tarefa de destruir os serviços públicos a duras penas conquistados ao longo de décadas pela população do Paraná em benefício de interesses nada republicanos. A suposta “eficiência administrativa” de que se gabam o governador e seu secretário, Mauro Ricardo, tem o intuito apenas de juntar recursos para suas campanhas e a de seus cúmplices.

O movimento de resistência

A reativação do Comitê Estadual em Defesa do Ensino Superior Público Paranaense é uma mostra dos esforços de organização de todas as instâncias da comunidade. A necessária unidade das representações na defesa da autonomia universitária e do caráter público das universidades torna-se agora uma possibilidade real.

Os docentes das universidades têm se empenhado para resistir aos sucessivos ataques do governo. No último dia 07 de abril, o Conselho Universitário finalmente aprovou o texto proposto pelo Sindiprol|Aduel como encaminhamento da deliberação das assembleias docentes durante a ultima greve para que se manifestasse contra os ataques do governo.

O texto, uma defesa da Universidade contra os ataques do governo, aprovado com apenas um voto contrário, o do representante da Câmara Municipal de Londrina, vereador Filipe Barros e a abstenção da representante da Associação Comercial de Londrina- ACIL, pode ser lido em: http://www.uel.br/com/agenciaueldenoticias/index.php?arq=ARQ_not&FWS_Ano_Edicao=1&FWS_N_Edicao=1&FWS_Cod_Categoria=2&FWS_N_Texto=24445

Atenção para o calendário de mobilizações

O período que iniciamos agora será de intensa mobilização contra os ataques aos direitos dos trabalhadores, tanto os vindos da esfera federal como os da esfera estadual.

No ultimo dia 15 de março, em conjunto com diversos sindicatos de trabalhadores participamos das manifestações contra as reformas da previdência e trabalhista e, continuamos engajados na organização das manifestações previstas para o dia 28 e 29 de abril.

Para ampliar a organização da base e defender os direitos ameaçados o sindicato está programando a seguinte agenda de atividades:

18 de abril (terça-feira) – 14 h. Reunião do Conselho de Representantes de Base

20 de abril (quinta-feira) – 14 h. Debate sobre ataques à universidade e reforma da Previdência com a presença de representantes do Sinteemar, Sesduem e Assuel

24 de abril (segunda-feira) – 14 h. Assembleia Geral de Professores (a confirmar)

28 de abril (sexta-feira) – Greve Geral contra a reforma da Previdência e atividades para lembrar o massacre do dia 29 de abril de 2015

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