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	<title>Arquivos Artigos | Sindiprol / Aduel</title>
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	<title>Arquivos Artigos | Sindiprol / Aduel</title>
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	<item>
		<title>Assembleia Virtual de Previsão Orçamentária</title>
		<link>https://sindiproladuel.org.br/assembleia-virtual-de-previsao-orcamentaria/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[sindiproladuel]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Dec 2020 20:18:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[2021]]></category>
		<category><![CDATA[Assembleia Sindiprol/Aduel]]></category>
		<category><![CDATA[filiados]]></category>
		<category><![CDATA[Previsão Orçamentária]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Sindiprol/Aduel convoca todos os docentes, filiados, da UEL, Unespar/Apucarana e Uenp para a Assembleia Virtual de Previsão Orçamentária na terça-feira (8). Pauta: 1) Previsão Orçamentária para o ano 2021. Local: Sala do Google Meet (disponibilizada para os inscritos no formulário abaixo) Data e Horário: 8/12 (terça) às 16h30 Formulário de inscrição para a assembleia [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O Sindiprol/Aduel convoca todos os docentes, filiados, da UEL, Unespar/Apucarana e Uenp para a Assembleia Virtual de Previsão Orçamentária na terça-feira (8).</p>



<p>Pauta:<br>
1) Previsão Orçamentária para o ano 2021.</p>



<p>Local: Sala do Google Meet (disponibilizada para os inscritos no formulário abaixo)<br>
Data e Horário: 8/12 (terça) às 16h30</p>



<p>Formulário de inscrição para a assembleia de terça (8): <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://forms.gle/v1832Jr2UFctHrPU7">https://forms.gle/v1832Jr2UFctHrPU7</a></span></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="358" height="300" src="https://sindiproladuel.org.br/wp-content/uploads/2020/12/assembleia-previso-oramentria-358x300.png" alt="" class="wp-image-10151" srcset="https://sindiproladuel.org.br/wp-content/uploads/2020/12/assembleia-previso-oramentria-358x300.png 358w, https://sindiproladuel.org.br/wp-content/uploads/2020/12/assembleia-previso-oramentria.png 940w" sizes="(max-width: 358px) 100vw, 358px" /></figure></div><p>O post <a href="https://sindiproladuel.org.br/assembleia-virtual-de-previsao-orcamentaria/">Assembleia Virtual de Previsão Orçamentária</a> apareceu primeiro em <a href="https://sindiproladuel.org.br">Sindiprol / Aduel</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>O TRIBUNAL DE CONTAS E O TIDE DOCENTE</title>
		<link>https://sindiproladuel.org.br/o-tribunal-de-contas-e-o-tide-docente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[sindiproladuel]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Dec 2016 11:44:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No início desta semana (terça-feira, 13) diretores do sindicato, juntamente com a assessoria jurídica da entidade, estiveram na SETI para uma conversa sobre o andamento do processo sobre o TIDE docente que tramita no TCE e outros temas que afetam a Universidade. &#160; Entenda a questão &#160; Em junho de 2016, ao analisar uma situação [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No início desta semana (terça-feira, 13) diretores do sindicato, juntamente com a assessoria jurídica da entidade, estiveram na SETI para uma conversa sobre o andamento do processo sobre o TIDE docente que tramita no TCE e outros temas que afetam a Universidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Entenda a questão</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em junho de 2016, ao analisar uma situação especifica de aposentadoria, conselheiros do TCE indicaram compreensões diferentes sobre a natureza do TIDE dos docentes das universidades. Ao buscar uma uniformização da compreensão acerca do tema, concluíram que o TIDE dos docentes tem natureza transitória sendo, portanto, uma gratificação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A compreensão do TCE gerou a devolução às Universidades dos processos de aposentadoria em tramitação para que os valores referentes ao TIDE fossem desmembrados do salário e a incorporação do TIDE para fins de aposentadoria fosse calculada na forma de uma gratificação (e não como Regime de Trabalho), incidindo apenas sobre parte do salário e proporcional ao tempo de contribuição.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Caso tivesse sido realizado esse desmembramento os docentes poderiam ter perdido, em alguns casos, mais de 30% do salário. Mais grave ainda seria o fato de que, se consolidada a compreensão de que o TIDE é uma gratificação, isso se estenderia imediatamente aos docentes da ativa, rebaixando os vencimentos de todos e destruindo a carreira docente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os reitores das universidades não operacionalizaram os cálculos solicitados e recorreram da decisão junto ao TCE. E, em 17 de novembro, o pleno do TCE, em sessão que foi acompanhada por todos os reitores e diversas entidades sindicais, aceitou rediscutir a questão com base nos argumentos apresentados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>No entanto, a situação dos docentes que se encontram em processo de aposentadoria é dramática. Os pedidos de aposentadoria estão todos parados na ParanáPrevidência e, desde a decisão do TCE, em junho, ninguém se aposenta nas IEES paranaenses.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>A luta pelo TIDE</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Sindiprol⁄Aduel mobilizou a categoria em torno da luta pelo TIDE como Regime de Trabalho. Participou das reuniões com os docentes junto com a PRORH, reuniu-se com a SETI ainda em setembro, realizou assembleia, conversou com parlamentares e conselheiros do TCE.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Um parecer jurídico sobre o assunto foi solicitado a um escritório especializado em direito administrativo e juntado recentemente ao processo em reanálise no TCE.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O sindicato é agora considerado parte interessada na questão e acompanha de perto o andamento do processo que deve ser julgado na primeira sessão do TCE de 2017.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Temos a expectativa de que a questão se resolva no âmbito administrativo e com a maior celeridade. Existe uma compreensão unânime entre os docentes e demais autoridades acadêmicas de que o TIDE é um Regime de Trabalho e sustenta o tripé ensino-pesquisa-extensão que, por sua vez, garante a qualidade das universidades paranaenses.</p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Jornal dezembro &#8211; III Congresso</title>
		<link>https://sindiproladuel.org.br/jornal-dezembro-iii-congresso/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[sindiproladuel]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Dec 2015 11:01:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Boletins]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Leia as matérias do novo jornal do Sindiprol&#124;Aduel com informações sobre o III Congresso</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">Leia neste número:</p>
<p><a href="http://200.155.33.83/~sindiproladuel/iii-congresso-do-sindiprol%e2%81%84aduel/">III Congresso do Sindicato</a></p>
<p>Trabalhos tiveram participação intensa dos docentes da UEL, UENP e UNESPAR-Apucarana nos debates sobre a organização sindical</p>
<p><a href="http://200.155.33.83/~sindiproladuel/veja-as-deliberacoes-do-iii-congresso/">Veja as deliberações do III Congresso</a></p>
<p>Congresso delibera aproximação o ANDES-SN e criação do Conselho de Representantes de Base</p>
<p><a href="http://200.155.33.83/~sindiproladuel/inaugurado-o-centro-de-vivencia-dos-docentes/">Inaugurado o Centro de Vivência dos Docentes</a></p>
<p>Local pode receber reuniões, assembleias e atividades culturais, ou até mesmo encontros para um bate-papo informal</p>
<p><a href="http://200.155.33.83/~sindiproladuel/unespar-apucarana-tambem-tem-espaco-de-apoio-aos-docentes/">UNESPAR-APUCARANA também tem espaço de apoio aos docentes</a></p>
<p>Espaço foi cedido pelo DCE e servirá para organizar os docentes da UNESPAR</p>
<p><a href="http://200.155.33.83/~sindiproladuel/concluidos-os-primeiros-debates-sobre-autonomia-universitaria/">Concluídos os primeiros debates sobre Autonomia Universitária</a></p>
<p>Eventos evidenciaram a auto-aplicabilidade da legislação autonomista e a necessidade das universidades fazerem valer a lei</p>
<p><a href="http://200.155.33.83/~sindiproladuel/entidades-sindicais-protocolam-requerimento-junto-a-paranaprevidencia/">Entidades Sindicais protocolam requerimento junto à ParanaPrevidência</a></p>
<p>Em requerimento sindicatos questionam o não cumprimento de obrigações legais por parte do governo</p>
<p><a href="http://200.155.33.83/~sindiproladuel/filie-se-ao-sindiproladuel/" target="_blank">Filie-se ao SINDIPROL|ADUEL</a></p>
<p>Fortaleça o seu sindicato!!</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Docentes da Unespar querem fortalecimento da democracia interna e exercício da Autonomia Universitária</title>
		<link>https://sindiproladuel.org.br/docentes-da-unespar-querem-fortalecimento-da-democracia-interna-e-exercicio-da-autonomia-universitaria/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[sindiproladuel]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Aug 2014 17:39:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Galeria]]></category>
		<category><![CDATA[Local]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Sindiprol/Aduel realizou na última segunda-feira (25) mais um debate sobre Autonomia Universitária. O encontro, desta vez, foi na Unespar, campus de Apucarana, e teve a presença de cerca de 150 docentes, funcionários e estudantes. Na mesa estavam os ex-reitores da UEL Jorge Bounassar e João Carlos Thomson e o presidente do Sindicato, Nilson Magagnin [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://sindiproladuel.org.br/wp-content/uploads/2014/08/IMG_0117.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-3455" src="http://sindiproladuel.org.br/wp-content/uploads/2014/08/IMG_0117-1024x682.jpg" alt="IMG_0117" width="614" height="409" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O Sindiprol/Aduel realizou na última segunda-feira (25) mais um debate sobre Autonomia Universitária. O encontro, desta vez, foi na Unespar, campus de Apucarana, e teve a presença de cerca de 150 docentes, funcionários e estudantes. Na mesa estavam os ex-reitores da UEL Jorge Bounassar e João Carlos Thomson e o presidente do Sindicato, Nilson Magagnin Filho. Clique <a href="https://www.facebook.com/Sindiproladuel/media_set?set=a.602298606555690.1073741834.100003266688096&amp;type=1">aqui</a> para ver o álbum de fotos no Facebook.</p>
<p style="text-align: justify;">O debate teve início com as falas de Bounassar e Thomson, que foram, respectivamente, o primeiro e o segundo reitores eleitos pela comunidade universitária da UEL. A eleição para reitor tiveram início em 1986, quando a Universidade passou por um processo de democratização. Ambos sofreram com cortes violentos no orçamento efetuados pelo do governo paranaense e, por isso, tiveram que enfrentar judicialmente o Estado para garantir o funcionamento da UEL.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Unespar quer Autonomia e Democracia</strong></p>
<p><figure id="attachment_3453" aria-describedby="caption-attachment-3453" style="width: 368px" class="wp-caption alignleft"><a href="http://sindiproladuel.org.br/wp-content/uploads/2014/08/3.jpg"><img decoding="async" class=" wp-image-3453 " style="margin-left: 0px; margin-right: 10px;" src="http://sindiproladuel.org.br/wp-content/uploads/2014/08/3-1024x682.jpg" alt="3" width="368" height="245" /></a><figcaption id="caption-attachment-3453" class="wp-caption-text">Um docente denunciou &#8220;perseguição política contra colegas por parte de membros da administração&#8221; e pediu que o princípio da democracia interna fosse respeitado. &#8220;Essas pessoas [que praticaram perseguição] tem que ser expostas&#8221;, disse Bounassar.</figcaption></figure></p>
<p style="text-align: justify;">Depois da fala dos integrantes da mesa, a palavra foi aberta à plateia. Um docente denunciou &#8220;perseguição política contra colegas por parte de membros da administração&#8221; e pediu que o princípio da democracia interna fosse respeitado. &#8220;Se não houver união dos departamentos, vamos voltar daqui dez anos e ouvir a mesma coisa. As pessoas que pensam igual têm que se juntar contra isso&#8221;, declarou Thomson. Bounassar completou: &#8220;a Autonomia implica em responsabilidade. Essas pessoas [que praticaram perseguição] tem que ser expostas&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">O vice-presidente do Sindiprol/Aduel e professor da Unespar/Apucarana, Valdir Anhucci, lembrou que em abril do ano passado o Governo Beto Richa (PSDB), num ato de desrespeito à Autonomia Universitária, sediou a reitoria da recém criada Unespar em Paranavaí mesmo com uma decisão do Conselho Universitário de que a sede seria em Curitiba. Valdir também criticou a obrigatoriedade do envio da lista tríplice ao Governo após as eleições de reitor. &#8220;O que se chama de eleição é na verdade uma consulta, já que nesse modelo é o Governo que nomeia o reitor&#8221;, lembrou Bounassar.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Acórdão da Autonomia</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Durante a gestão de João Carlos Thomson, o Tribunal de Justiça do Paraná produziu um <a href="http://sindiproladuel.org.br/acordao-do-tj-pr-sobre-autonomia-universitaria-1992/">acórdão</a> fruto de um mandado de segurança impetrado pela UEL e UEM que assegura a Autonomia das Instituições Estaduais de Ensino Superior. <em>&#8220;As Universidades Estaduais do Paraná são autarquias, mas autarquias de natureza especial, porque a norma constitucional lhes assegura a autonomia, não só didático-científica, mas também de gestão financeira e patrimonial&#8221;</em>, lê-se no acórdão. &#8220;Universidade Autônoma é aquela livre da interferência de políticos, da religião e do mercado&#8221;, lembrou Bounassar durante o debate em Apucarana.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Eleição Sindiprol/Aduel: Chapa OrganizAção é eleita com 430 votos</title>
		<link>https://sindiproladuel.org.br/eleicao-sindiproladuel-chapa-organizacao-e-eleita-com-430-votos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[sindiproladuel]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Nov 2012 18:06:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque 2]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O mandato valerá para os próximos dois anos A chapa OrganizAção, a única concorrente à nova diretoria do Sindiprol/Aduel, foi eleita com 430 votos. Foram registrados ao total 444 votos: 430 válidos, 12 brancos e dois nulos. Clique aqui para ver os dados da votação por centro. O número de votos para a chapa vencedora [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O mandato valerá para os próximos dois anos</strong></p>
<p><figure id="attachment_5446" aria-describedby="caption-attachment-5446" style="width: 378px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-5446 size-medium" src="http://200.155.33.83/~sindiproladuel/wp-content/uploads/2016/06/apuracao-378x284.jpg" alt="apuracao" width="378" height="284" srcset="https://sindiproladuel.org.br/wp-content/uploads/2016/06/apuracao-378x284.jpg 378w, https://sindiproladuel.org.br/wp-content/uploads/2016/06/apuracao-768x576.jpg 768w, https://sindiproladuel.org.br/wp-content/uploads/2016/06/apuracao-1024x768.jpg 1024w, https://sindiproladuel.org.br/wp-content/uploads/2016/06/apuracao-330x248.jpg 330w, https://sindiproladuel.org.br/wp-content/uploads/2016/06/apuracao-552x414.jpg 552w, https://sindiproladuel.org.br/wp-content/uploads/2016/06/apuracao-1280x960.jpg 1280w, https://sindiproladuel.org.br/wp-content/uploads/2016/06/apuracao-414x311.jpg 414w, https://sindiproladuel.org.br/wp-content/uploads/2016/06/apuracao.jpg 1296w" sizes="(max-width: 378px) 100vw, 378px" /><figcaption id="caption-attachment-5446" class="wp-caption-text">A apuração foi feita na sede do Sindiprol/Aduel</figcaption></figure></p>
<p>A chapa OrganizAção, a única concorrente à nova diretoria do Sindiprol/Aduel, foi eleita com 430 votos. Foram registrados ao total 444 votos: 430 válidos, 12 brancos e dois nulos. Clique aqui para ver os dados da votação por centro. O número de votos para a chapa vencedora obedeceu o quórum previsto no regimento eleitoral, que é de 50% + 1. Clique aqui para ver a composição da chapa.</p>
<p>O resultado foi oficializado nesta sexta-feira pela Comissão Eleitoral composta pelos professores Jorge Bounassar Filho (Presidente), Maria Aparecida Lopes Prado e Miguel Arturo Curotto Oliveira. A votação foi realizada nos dias 6 e 7 de setembro. As urnas colheram votos de todos os centros da UEL, do HU, da COU, do EAAJ, da FECEA em Apucarana e do campus de Bandeirantes da UENP.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Sindiprol/Aduel convoca professores da UEL para assembleia na quarta-feira</title>
		<link>https://sindiproladuel.org.br/sindiproladuel-convoca-professores-da-uel-para-assembleia-na-quarta-feira/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[sindiproladuel]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Aug 2012 14:45:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque 2]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Paralisação de funcionários no mesmo dia não impedirá a entrada de professores no campus A assembleia desta quarta-feira, dia 8 de agosto terá dois itens de pauta: paralisação do dia 16 de agosto e indicativo de greve para setembro. Na UEL, o horário é às 9h no anfiteatro do CESA. Na FECEA, em Apucarana, a [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://sindiproladuel.org.br/sindiproladuel-convoca-professores-da-uel-para-assembleia-na-quarta-feira/">Sindiprol/Aduel convoca professores da UEL para assembleia na quarta-feira</a> apareceu primeiro em <a href="https://sindiproladuel.org.br">Sindiprol / Aduel</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Paralisação de funcionários no mesmo dia não impedirá a entrada de professores no campus</strong></p>
<p>A assembleia desta quarta-feira, dia 8 de agosto terá dois itens de pauta: paralisação do dia 16 de agosto e indicativo de greve para setembro. Na UEL, o horário é às 9h no anfiteatro do CESA. Na FECEA, em Apucarana, a assembleia acontece hoje, segunda-feira, na sala dos professores a partir das 20h.  A assembleia da UENP está marcada também para a quarta-feira, dia 8, às 17h, no Auditório 2, campus de Bandeirantes.</p>
<p>Na mesma quarta-feira, dia 8, os funcionários da UEL realizarão uma paralisação de suas atividades com panfletagem nos acessos de entrada da UEL. O Sindiprol/Aduel apoia a manifestação e informa que as atividades acadêmicas, inclusive as aulas, não serão interrompidas nessa data.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Algo de novo no reino das Universidades Federais?</title>
		<link>https://sindiproladuel.org.br/algo-de-novo-no-reino-das-universidades-federais-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[sindiproladuel]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 May 2012 20:47:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Boletins]]></category>
		<category><![CDATA[Boletins-grande]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Não há como prever os resultados finais da greve, mas desde já se podem perceber algumas conquistas significativas. Docentes e estudantes que ingressaram nos últimos tempos nas Universidades participam ativamente de um movimento coletivo e sentem-se parte de uma comunidade universitária que pode sim atuar unida em torno de pautas comuns. </p>
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										<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<div>
<blockquote><p><span style="font-size: medium;"><em>Marcelo Badaró Mattos &#8211; Universidade Federal Fluminense</em></span></p>
<p><span style="font-size: medium;">São muitas vezes surpreendentes os caminhos que levam a movimentos coletivos como as greves. Quem poderia prever que depois de sete anos sem qualquer greve nacional unificada as Instituições Federais de Ensino Superior viveriam uma nova greve nacional e com tanta força que recebeu em poucos dias a adesão dos(as) docentes de 44 instituições, incluindo praticamente todas as que foram criada nesses últimos anos e a maior parte das grandes federais mais antigas, como a UFRJ, UFF, UNIRIO e UFRRJ (para ficar no exemplo das do Rio de Janeiro)? Quem poderia dizer que nas novas instituições e nos novos campi das antigas, fruto do tão propagandeado processo de expansão formatado pelas regras do REUNI*, surgiriam os setores docentes e discentes mais mobilizados para esse enfrentamento? Como imaginar que até naquelas instituições em que surgiu e implantou-se uma representação docente de caráter oficialista – o PROIFES –, cujo objetivo evidente é conter as lutas da categoria, fossem ressurgir movimentos autônomos das(os) docentes, convocando assembleias, contrariando direções pelegas e construindo também lá a mobilização (e ao que parece em breve a greve)? Quem apostaria que nas Instituições Federais de Ensino Superior, que por certo forneceram muitos votos ao atual governo federal na expectativa de manutenção da política de expansão e dos reajustes salariais anuais, tão forte e resoluta fosse a adesão a um movimento acusado pelo governo e os governistas de ser fruto de uma mera manipulação política de setores oposicionistas?</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">A dinâmica dos conflitos sociais nos reserva surpresas, mas não nos dispensa de compreendê-las. Porque uma greve tão forte emergiu nestes últimos dias?</span></p>
<p><span style="font-size: medium;"><br />
Para entendê-lo é necessário reconhecer que a pauta do movimento, curta e direta, representa de fato uma forte insatisfação. A pauta: uma reestruturação da carreira docente e a melhoria das condições de trabalho. Sobre a carreira, a questão é simples: após 25 anos de aprovação do Plano Único que passou a reger a carreira docente, em 1987, sucessivas políticas salariais para a Universidade depreciaram e desestruturaram a carreira. O que se reivindica é, basicamente, uma única linha de vencimento nos contracheques (com a incorporação das gratificações e o entendimento do percentual de titulação como parte do vencimento), com 13 níveis, steps (percentuais entre os níveis) de 5%, acesso interno à carreira ao nível de Professor Titular, com paridade entre ativos e aposentados e isonomia entre professores(as) da carreira do magistério superior e da carreira de ensino básico, técnico e tecnológico. O piso para professor 20h no início da carreira seria de R$ 2.329,35 (um salário mínimo do DIEESE, calculado com base nas necessidades mínimas de um trabalhador e sua família, conforme dita a Constituição). O governo acena com uma carreira mais desequilibrada em termos salariais, com um piso baixíssimo e promoções atreladas a critérios produtivistas, visando diferenciar um pequeno contingente melhor remunerado (por projetos e pela atuação em pós-graduações) e uma imensa maioria de docentes sobrecarregados com a elevação da carga de trabalho em sala de aulas de graduação. Já quanto às condições de trabalho, cinco anos após o início do REUNI, as instituições federais criaram centenas de novos cursos e ampliaram em dezenas de milhares as suas vagas de ingresso discente. O governo, entretanto, não garantiu até agora nem mesmo o relativamente (à ampliação das matrículas) pequeno número de concursos públicos para docentes com o qual se comprometeu em 2007. As obras de expansão carecem de verbas para sua complementação, gerando ausência de laboratórios, bibliotecas e salas de aula nas novas unidades, assim como superlotação nas antigas. Some-se a isso a enorme deficiência no campo da assistência estudantil, cada vez mais necessária na medida em que entre os novos estudantes tendem ingressar contingentes cada vez maiores de trabalhadores(as) e filhos(as) de trabalhadores(as), sem condições de arcar com os custos de transporte, moradia, alimentação e material didático minimamente necessários para a vida universitária.<br />
A greve pode ter colhido a muitos(as) de surpresa, mas está longe de ser um fenômeno de difícil explicação. Professores e professoras (e estudantes que aderem ao movimento em muitas universidades) optaram por esse instrumento de luta porque estão conscientes de sua necessidade diante da deterioração de sua carreira e das condições de trabalho. E perceberam que ou freiam agora o desmonte, ou serão arrastados ao fundo do poço em poucos anos.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Greve?</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Tão logo a greve foi anunciada, surgiram de imediato combatentes antigreve no interior das Universidades. Seus argumentos não são novos para quem já viveu outros processos grevistas. Vale rebatê-los apenas para relembrar aspectos do passado recente das lutas em defesa da Universidade Pública que podem escapar aqueles(as) que a elas se integraram nos últimos anos.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;"><br />
Greves paralisam só as graduações e prejudicam apenas os estudantes de graduação? Tal argumento foi usado principalmente a partir dos anos 2000, quando a pressão das agências financiadoras/avaliadoras sobre as pós-graduações para cumprirem metas produtivistas gerou um núcleo de docentes que assumiu internamente (ou como membros de comitês das agências) o papel de feitores da produtividade coletiva, alardeando o pânico dos prazos e metas ante qualquer rumor de questionamento. As greves tradicionalmente pararam aulas de graduações e pós e podem continuar a fazê-lo. Prejudicam os estudantes? Momentaneamente prejudicam estudantes, professores e técnico-administrativos que as fazem, é óbvio, mas significam justamente o sacrifício de um calendário regular de atividades (com os prejuízos materiais e pessoais que isso pode representar) em nome de um projeto maior de Universidade Pública. Assim evitamos a cobrança das mensalidades, com a greve de 1982; garantimos os direitos dos professores precariamente contratados ao longo da ditadura, com as greves da primeira metade dos anos 1980; conquistamos a isonomia entre instituições fundacionais e autárquicas e a carreira docente, com a greve de 1987; descongelamos as vagas para concursos docentes, com a greve de 2001; barramos ou derrubamos diversas propostas e práticas desastrosas para o caráter público e a qualidade do trabalho universitário (projeto GERES; propostas de “regulamentação” da autonomia; efeitos da reforma do Estado; carreira de “emprego público”; gratificações produtivistas, quebras de isonomia e paridade e etc.), e preservamos minimamente os salários (que ainda assim perderam muito do seu valor de compra ao longo dos anos). Estivemos longe de fazer greves meramente corporativistas, pois sempre pautamos a garantia da qualidade do trabalho de ensino, pesquisa e extensão nas universidades, o que foi sempre reconhecido pelos(as) estudantes, muitas vezes com greves conjuntas, como a que já ocorre agora em diversas universidades. Seriam os(as) estudantes tolos(as), que apoiam algo que lhes prejudica tanto assim? Ou o discurso que os vitimiza em relação à greve é apenas uma artimanha de desqualificação do movimento e da consciência estudantil?<br />
Desqualificar as mobilizações de trabalhadores e de estudantes, qualificando-as como produto de minorias e forças “estranhas” (partidos, sindicatos, intenções políticas oposicionistas) ao corpo social – universitário neste caso –, é aliás uma das estratégias recorrentes nos argumentos antigreve dos setores conservadores. Um recurso retórico em tudo congruente com a longa trajetória de desqualificação da população trabalhadora pelo discurso das classes dominantes, que no Brasil sempre apontaram as “ideologias alienígenas” (anarquistas, comunistas, sindicalistas, ou o que seja) como responsáveis pelas perturbações à ordem, através da “manipulação” de grupos tomados como “massas de manobra”, enquanto a maioria do “povo” – “ordeiro e pacífico” (claro!) – assistiu a tudo indiferente, quando não “bestializado”. Teriam tanta força nas Universidades Federais dois ou três partidos de oposição de esquerda ao governo, que juntos somaram cerca de 1% na última eleição, para manipularem segundo seus interesses políticos dezenas de milhares de docentes? São as(os) docentes universitárias(os) tão parvos assim? E as(os) estudantes também? Se o Sindicato Nacional é tão carente de representatividade, por que reúne um contingente tão significativo de associados em suas sessões sindicais? Porque assembleias supostamente “ilegítimas” reúnem cada uma centenas de professores(as), que trocam informações, avaliam a situação, discutem e se posicionam coletivamente? Por certo que o questionamento à legitimidade vem sempre acompanhado de tentativas de profecias auto-realizáveis: “não vou à assembleia porque ela é ilegítima e tem pouca participação” (e não indo, contribui-se para fazer menor a participação e assim arguir sua legitimidade). O que vem muitas vezes acompanhado de uma fala ainda mais autocentrada de questionamento dos espaços coletivos de deliberação, não por cercearem a palavra, mas por aprovarem posturas contrárias às do indivíduo que questiona: “Já fui muito, mas desisti, pois o espaço é antidemocrático, já que toda vez que falei contra a greve perdi as votações”. </span><span style="font-size: medium;">Há argumentos mais falaciosos, como o de que as greves não geram resultado algum ou que esvaziam a Universidade dificultando o debate e a mobilização, ou ainda que docentes recebemseus salários quando fazem greve. Difícil tomá-los como simples fruto de diferentes visões políticas, pois falseiam a realidade. A história das greves docentes está sendo cada vez mais pesquisada e diversos trabalhos acadêmicos já fizeram o balanço e avaliaram a importância desses movimentos nas últimas três décadas. Um quadro sintético dos resultados das greves nas Instituições Federais pode ser consultado em </span><a style="font-size: medium;" href="http://www.sedufsm.org.br/index.php?secao=greve" target="_blank" rel="nofollow">http://www.sedufsm.org.br/index.php?secao=greve</a><span style="font-size: medium;">. As greves sempre potencializaram o debate – interno às Universidade e público – sobre as políticas para o ensino superior no país e parar a atividade universitária é o único meio de garantir mobilizações multitudinárias nas ruas. Que debate sobre o ensino superior estão fazendo os antigreve em suas aulas cotidianas? De que mobilizações em defesa da Universidade Pública estão participando enquanto dão suas aulas? Já quanto aos salários, não seria absurdo que o direito de greve fosse respeitado e os salários pagos, mas todos(as) se lembram de como em diversas greves que ultrapassaram um mês de duração os salários foram cortados (cuidado! O governo corta os salários de todo mundo, inclusive dos(as) que continuam dando aulas!), como na greve de 2001, em que dois meses foram sucessivamente cortados e só pagos depois que as mobilizações da greve arrancaram decisões judiciais favoráveis em meio a “guerras de liminares”.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Não é difícil entender as motivações dos(as) que se propõem a furar uma greve (fura-greves pode ser um “conceito nativo” com conotação negativa, como pelego, mas é compartilhado por todos os estudiosos dos fenômenos grevistas nas Ciências Humanas e Sociais, porque corresponde ao que expressa). Em alguns casos, acomodam-se a – e reproduzem – determinadas situações de poder; em outros estão por demais enredados em mecanismos de apropriação privada de recursos através da Universidade Pública (como cursos pagos e consultorias); algumas vezes apenas estão aferrados a defesa do governo de “seu” partido. Outras vezes, um pouco de tudo isso está presente.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Fazer a greve</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">As respostas mais significativas aos antigreve sempre foram construídas pelos próprios movimentos e seus resultados objetivos. Não se trata de docentes que não aprenderam com as lições do passado, mas de deliberada retomada de argumentos desgastados para marcar posição e construir a rede de reverberação interna às arengas conservadoras tradicionais dos governos e da mídia. No entanto, greves fortes e participativas, como esta está se desenhando desde o começo, atropelam sem maiores problemas tais tentativas de deslegitimação da luta coletiva.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Não há como prever os resultados finais da greve, mas desde já se podem perceber algumas conquistas significativas. Docentes e estudantes que ingressaram nos últimos tempos nas Universidades participam ativamente de um movimento coletivo e sentem-se parte de uma comunidade universitária que pode sim atuar unida em torno de pautas comuns. No reino do individualismo, da concorrência e do produtivismo, ouve-se um coro de vozes falando como uma só, fazendo ecoar cantos de solidariedade, dignidade, coletividade e consciência de classe.<br />
Nessa toada – de uma greve apoiada pela maioria da categoria dada a justiça de suas reivindicações e que ganha do apoio à adesão dos estudantes pelo aspecto da defesa da Universidade Pública e da qualidade do ensino – estamos diante da construção de um movimento suficientemente forte para gerar repercussão pública, apoio social e, com essas condições, dobrar o governo e garantir ganhos efetivos. Transformar esse potencial em realidade é o que nos cabe a partir de agora.</span></p></blockquote>
</div>
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		<title>O governo Dilma, a greve nacional dos docentes e a universidade de serviços</title>
		<link>https://sindiproladuel.org.br/o-governo-dilma-a-greve-nacional-dos-docentes-e-a-universidade-de-servicos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[sindiproladuel]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 May 2012 18:51:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque 1]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A rigor, em nome da inovação, as corporações querem que as universidades sejam prestadoras de serviços diversos que elas próprias não estão dispostas a desenvolver pois envolveriam a criação de departamentos de pesquisa e desenvolvimento e a contratação de pessoal qualificado. Roberto Leher – Universidade Federal do Rio de Janeiro A longa sequencia de gestos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A rigor, em nome da inovação, as corporações querem que as universidades sejam prestadoras de serviços diversos que elas próprias não estão dispostas a desenvolver pois envolveriam a criação de departamentos de pesquisa e desenvolvimento e a contratação de pessoal qualificado.</strong></p>
<p>Roberto Leher – Universidade Federal do Rio de Janeiro</p>
<p>A longa sequencia de gestos protelatórios que levaram os docentes das IFES a uma de suas maiores greves, alcançando 48 universidades em todo país (28/05), acaba de ganhar mais um episódio: o governo da presidenta Dilma cancelou a reunião do Grupo de Trabalho (espaço supostamente de negociação da carreira) do dia 28 de maio que, afinal, poderia abrir caminho para a solução da greve nacional que já completa longos dez dias. Existem algumas hipóteses para explicar tal medida irresponsavelmente postergatória:</p>
<p>(i) a presidenta – assumindo o papel de xerife do ajuste fiscal – cancelou a  audiência pois, em virtude da crise, não pode negociar melhorias salariais para os docentes das universidades, visto que a situação das contas públicas não permite a reestruturação da carreira pretendida pelos professores;</p>
<p>(ii) apostando na divisão da categoria, a presidenta faz jogral de negociação com uma organização que, a rigor, é o seu espelho, concluindo que logo os professores, presumivelmente desprovidos de capacidade de análise e de crítica, vão se acomodar com o jogo de faz de conta, o que permitiria o governo Dilma alcançar o seu propósito de deslocar um possível pequeno ajuste nas tabelas para 2014, ano que os seus sábios assessores vindos do movimento sindical oficialista sabem que provavelmente será de difícil mobilização reivindicatória em virtude da Copa Mundial de Futebol, “momento de união apaixonada de todos os brasileiros”, e</p>
<p>(iii) sustentando um projeto de conversão das universidades públicas de instituições autônomas frente ao Estado, aos governos e aos interesses particularistas privados em organizações de serviços, a presidenta protela as negociações e tenta enfraquecer o sindicato que organiza a greve nacional para viabilizar o seu projeto de universidade e de carreira que ‘resignificam’ os professores como docentes-empreendedores, refuncionalizando a função social da universidade como organização de suporte a empresas, em detrimento de sua função pública de produção e socialização de conhecimento voltado para os problemas lógicos e epistemológicos do conhecimento e para os problemas atuais e futuros dos povos.</p>
<p>Em relação a primeira hipótese, a análise do orçamento 2012[1] evidencia que o gasto com pessoal segue estabilizado em torno de 4,3% do PIB, frente a uma receita de tributos federais de  24% do PIB. Entretanto, os juros e o serviço da dívida seguem consumindo o grosso dos tributos que continuam  crescendo acima da inflação. Com efeito, entre 2001 e 2010 os tributos cresceram 265%, frente a uma inflação de 90% (IPCA). Conforme a LDO para o ano de 2012, a previsão de crescimento da receita é de 13%, porém os gastos com pessoal, conforme a mesma fonte, crescerá apenas 1,8% em valores nominais. O corte de R$ 55 bilhões em 2012 (mais de 22% das verbas do MCT) não é, obviamente, para melhorar o Estado social, mas, antes, para seguir beneficiando os portadores de títulos da dívida pública que receberam, somente em 2012, R$ 369,8 bilhões (até 11/05), correspondente a 56% do gasto federal[2]. Ademais, em virtude da pressão de diversos setores que compõem o bloco de poder, o governo Federal está ampliando as isenções fiscais, como recentemente para as corporações da indústria automobilística, renúncias fiscais que comprovadamente são a pior e mais opaca forma de gasto público e que ultrapassam R$ R$ 145 bilhões/ano. A despeito dessas opções em prol dos setores dominantes, algumas carreiras tiveram modestas correções, como as do MCT e do IPEA. Em suma, a hipótese não é verdadeira: não há crise fiscal. Os governos, particularmente desde a renegociação da dívida do Plano Brady (1994), seguem priorizando os bancos e as frações que estão no núcleo do bloco de poder (vide financiamento a juros subsidiados do BNDES, isenções para as instituições de ensino superior privadas-mercantis etc.). Contudo, os grandes números permitem sustentar que a intransigência do governo em relação a carreira dos professores das IFES não se deve a falta de recursos públicos para a reestruturação da carreira. São as opções políticas do governo que impossibilitam a nova carreira.</p>
<p>Segunda hipótese. De fato, seria muita ingenuidade ignorar que as medidas protelatórias objetivam empurrar as negociações para o final do semestre, impossibilitando os projetos de lei de reestruturação da carreira, incluindo a nova malha salarial e a inclusão destes gastos públicos na LDO de 2013. O simulacro de negociações tem como atores principais o MEC, que se exime de qualquer responsabilidade sobre as universidades e a carreira docente, o MPOG que defende a conversão da carreira acadêmica em uma carreira para empreendedores e, como coadjuvante, a própria organização pelega que faz o papel dos truões, alimentando a farsa do jogral das negociações.</p>
<p>Terceira hipótese. É a que possui maior lastro empírico.  As duas hipóteses anteriores podem ser compreendidas de modo mais refinado no escopo desta última hipótese. De fato, o modelo de desenvolvimento em curso aprofunda a condição capitalista dependente do país, promovendo a especialização regressiva da economia. Se, em termos de PIB, os resultados são alvissareiros, a exemplo dos indicadores de concentração de renda que alavancam um seleto grupo de investidores para a exclusiva lista dos 500 mais ricos do mundo da Forbes, o mesmo não pode ser dito em relação a educação pública.</p>
<p>Os salários dos professores da educação básica são os mais baixos entre os graduados[3] e, entre as carreiras do Executivo, a dos docentes é a de menor remuneração. A ideia-força é de que os docentes crescentemente pauperizados devem ser induzidos a prestar serviços, seja ao próprio governo, operando suas políticas de alívio à pobreza, alternativa presente nas ciências sociais e humanas ou, no caso das ciências ditas duras, a se enquadrarem no rol das atividades de pesquisa e desenvolvimento (ditas de inovação), funções que a literatura internacional comprova que não ocorrem (e não podem ser realizadas) nas universidades[4]. A rigor, em nome da inovação, as corporações querem que as universidades sejam prestadoras de serviços diversos que elas próprias não estão dispostas a desenvolver pois envolveriam a criação de departamentos de pesquisa e desenvolvimento e a contratação de pessoal qualificado. O elenco de medidas do Executivo que operacionaliza esse objetivo é impressionante: Lei de Inovação Tecnológica, institucionalização das fundações privadas ditas de apoio, abertura de editais pelas agencias de fomento do MCT para atividades empreendedoras. Somente nos primeiros meses deste ano o Executivo viabilizou a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, um ente privado, que submete os Hospitais Universitários aos princípios das empresas privadas e aos contratos de gestão preconizados no plano de reforma do Estado (Lei nº. 12.550, 15 de dezembro de 2012), a Funpresp (Fundação de Previdência Complementar dos Servidores Públicos Federais), que limita ao teto de R$ 3.916,20, medida que envolve enorme transferência de ativos públicos para o setor rentista e que fragiliza, ainda mais, a carreira dos novos docentes, pois, além de não terem aposentadoria integral, não possuirão o FGTS, restando como última alternativa a opção pelo empreendedorismo que ilusoriamente (ao menos para a grande maioria dos docentes) poderia assegurar algum patrimônio para a aposentadoria. Ademais, frente à ruina da infraestrutura, os docentes devem captar recursos por editais para prover o básico das condições de trabalho. Por isso, nada mais coerente do que a insistência do Executivo em uma carreira que converte os professores em empreendedores que ganham por projetos, frequentemente ao custo da ética na produção do conhecimento[5].</p>
<p>Os operadores desse processo de reconversão da função social da universidade pública e da natureza do trabalho e da carreira docentes parecem convencidos de que já conquistaram os corações e as mentes dos professores e por isso apostam no impasse nas negociações. O alastramento da greve nacional dos professores das IFES, o vigoroso e emocionante apoio estudantil a essa luta sugerem que os analistas políticos do governo Federal podem estar equivocados. A adesão crescente dos professores e estudantes ao movimento comprova que existe um forte apreço da comunidade acadêmica ao caráter público, autônomo e crítico da universidade. E não menos relevante, de que a consciência política não está obliterada pela tese do fim da história[6]. A exemplo de outros países, os professores e os estudantes brasileiros demonstram coragem, ousadia e determinação na luta em prol de uma universidade pública, democrática e aberta aos desafios do tempo histórico!</p>
<p>Rio de Janeiro, 27 de maio de 2012</p>
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		<title>Autonomia Universitária</title>
		<link>https://sindiproladuel.org.br/autonomia-universitaria/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[sindiproladuel]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Apr 2012 19:06:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Boletins]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Universidade tem por escopo o livre pensar, a pesquisa, a criação, a disseminação de conhecimentos e, em face disso, é de sua essência o culto à liberdade, não porque ela por si só se justifique como sede do saber, mas porque se concretiza institucionalmente como reunião de seres humanos, estes sim detentores da verdadeira independência cuja consciência leva ao cultivo da independência do saber.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;">Antonio Baccarin</p>
<p style="text-align: right;">Prof. Adjunto, de Direito Administrativo, do Curso de Direito da UEL</p>
<p style="text-align: right;">Revista da ADUEL, setembro de 2003</p>
<p>Muito se tem digredido sobre o tema autonomia universitária. Entretanto, as discussões adentram ao campo teórico e nem sempre traduzem propostas concretas no sentido de se amenizar os conflitos infindáveis entre a Universidade e o Estado. Por óbvio, os debates em torno do assunto devem ocorrer sempre, pois as Universidades e o Estado, por suas próprias naturezas institucionais, exprimem conteúdos de natureza diversa. A Universidade tem por escopo o livre pensar, a pesquisa, a criação, a disseminação de conhecimentos e, em face disso, é de sua essência o culto à liberdade, não porque ela por si só se justifique como sede do saber, mas porque se concretiza institucionalmente como reunião de seres humanos, estes sim detentores da verdadeira independência cuja consciência leva ao cultivo da independência do saber.</p>
<p>Por esses fundamentos, constata-se que as reflexões pertinentes à autonomia são infindáveis na medida em que revela a sede insaciável do homem em buscar a perfeição. Como se vê, esta moldura conceitual transcende a aspectos meramente jurídicos e reflete a própria dimensão do ser humano que, por sua natureza, não se conforma com as expressões estáticas de sua infinitude intelectual. Pretender limitar essa dimensão infinita é atentar contra a liberdade intrínseca que impulsiona a busca incessante do saber que leva a um novo saber.</p>
<p>Esse mesmo homem – centro de liberdade, criação e saber – enquanto expressão de uma individualidade, situa-se em um determinado momento da história e nele planta o fruto de seu intelecto. Para que isso ocorra com liberdade e autonomia faz-se necessário instrumentalizar os meios que propiciam ao homem as condições ideais para que exercite o livre pensar. Essa instrumentalização é, em verdade, quem impulsiona o debate acerca de como e quando o homem estará ambientado para poder expressar sua liberdade e criar. Como se vê, há duas frentes de embates: uma de caráter filosófico, que permeia a vida acadêmica e busca construir conceitos; outra, com perfil operacional, que tem a Universidade de um lado a exigir que não se lhe imponham peias, e de outro lado o Estado, cuja pretensão é exatamente oposta, vale dizer, fixar limites, interferir, controlar a ação institucional sob o argumento de inexistir recursos ou de fiscalizar a sua aplicação segundo conceitos ora de técnicas administrativas, ora político, ora jurídico.</p>
<p>Os litígios entre as partes envolvidas fizeram com que a autonomia universitária fosse consagrada em sede constitucional, mais precisamente no artigo 207 da Constituição Federal de 1988, onde ficou assente que as Universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial&#8230;”. A Constituição Estadual, por óbvio, reproduziu o preceito, que a bem da verdade não foi inovador, pois a Lei Federal 5.540 de 1968 – lei que definiu as diretrizes do ensino superior – já consagrava tal autonomia em seu</p>
<p>artigo 30. O regramento, de clareza solar, mesmo lançado na Constituição Federal, ao longo do tempo não foi respeitado e novos confrontos entre Universidade e Estado aconteceram e acontecem.</p>
<p>Desse embate, cuja natureza é naturalmente conflituosa, nasceu a necessidade da Universidade paranaense insurgir-se formalmente contra o Governo do Estado do Paraná no ano de 1992. À época, as limitações e interferências chegaram a ser grosseiras, pois pretendia-se limitar e controlar tudo ao âmbito da Universidade. A tal ponto que o Reitor de então, em decisão histórica, convocou sua Assessoria Jurídica e pediu providências judiciais contra o Governo do Estado objetivando a preservação da autonomia consagrada constitucionalmente. Foi então que as Universidades de Londrina e Maringá ousaram propor mandado de segurança cujo escopo foi a preservação da autonomia garantida pelas suas leis de criação e pela Constituição. Da insurgência, corporificada em mandado de segurança proposto junto ao Tribunal de Justiça do Paraná, emergiu um acórdão histórico e de rico conteúdo conceitual e filosófico. Com certeza é o mais importante julgado brasileiro a respeito da autonomia universitária pela sua amplitude e riqueza de conteúdo. Nele encontramos fundamentos que embasam a decisão consagradora da autonomia das Universidades insurgentes, tais como a de que a autonomia lançada na Constituição “retirou as universidades dos azares e percalços atinentes à administração publica, reservando-lhes papel que extrapola as normas do serviço público, resguardando-as da submissão a concepções de um momento político determinado e passageiro”.</p>
<p>Posteriormente, citando o eminente constitucionalista brasileiro,Professor Anísio Teixeira,que exalta a liberdade de apreender, de ensinar, de pesquisar e de divulgar o pensamento, a arte e o saber, como um princípio basilar do ensino, o acórdão registra que “para isto precisam viver a atmosfera de autonomia e estímulos vigorosos de experimentação, ensaio e renovação”, para depois concluir: “Não é por simples acidente que as universidades se constituem em comunidades de mestre e discípulos, casando a experiência de uns com o ardor e a mocidade de outros. Elas não são, com efeito, apenas instituições de ensino e pesquisa, mas sociedades devotadas ao livre, desinteressado e deliberado cultivo da inteligência e do espírito e fundadas na esperança do progresso humano pelo progresso da razão.”</p>
<p>Estas pérolas principiológicas desalojaram-se do livre pensar para serem transformadas em instrumentos pragmáticos de vivenciamento da autonomia. O Poder Judiciário paranaense decretou e, com isso, transformou o ideal – ao menos de um momento – em realidade objetiva que não pode ser conspurcada por condutas motivadas pelo exacerbamento de pretensões personalistas de um determinado momento político.</p>
<p>As instituições governamentais devem absoluto respeito à decisão prolatada e as Universidades não podem transigir quanto aos seus ricos conteúdos, mas ao contrário, têm o compromisso impostergável de exigir o seu pleno cumprimento para que os fundamentos maiores de sua razão de ser não soçobrem em face as tentativas permanentes de mediocrização das liberdades e do livre pensar. Este ideal de liberdade não morre porque é da natureza humana e, buscá-lo, obstinadamente, é dever de consciência de cada um.</p>
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		<title>Reajuste de função gratificada: uma marchinha que já conhecemos</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Dec 2011 16:41:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A marchinha segue o ritmo da negação do princípio da moralidade quando tomada na sua particularidade. Há, no entanto, uma questão política de fundo na forma como tratamos os recursos públicos, como a burocracia de torna autônoma diante das regras que supostamente deviam valer para todos.    </p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;">José Mario Angeli (filosofia UEL)</p>
<p style="text-align: right;"> inverno de 2011</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As conversas pelos corredores de nossa universidade, sobre a aprovação de novos valores das  FGs e CCs, a vigorarem  a partir do próximo ano letivo, com reajuste nada desprezível, levantam a questão da vantagem salarial para obtenção do título de doutor. Aliás, essa marchinha já é conhecida na UEL. Já animou outra administração. Foi trilha sonora de outro reitor que durante a campanha prometeu dar aumento salarial para professores e técnicos. Ao ser eleito para a reitoria descobriu o limite de sua competência para reajustar os salários. A saída encontrada foi o reajuste das CCs e FGs melhorando a paga dos que ocupam cargos de confiança ou daqueles que ocupam atividades administrativas por força de mandato eleitoral. A melodia e o ritmo são os mesmos, diferem somente as notas sincopadas que hoje parecem mais vibrantes: o valor das tais funções é bem maior.</p>
<p>Confesso que fiquei muito preocupado com o teor das conversas. A maioria delas versava sobre o quanto seria justo para a paga de tais funções, já que estas exigem maior responsabilidade e comprometimento na condução do destino da Universidade. Mas, mais do que o quanto, o que deveria ser o foco de avaliação é a forma de concessão de reajustes para estas funções, como elas se ampliam e a que necessidades respondem. Na forma como elas têm sido concedidas – tanto para o pessoal técnico, como para o pessoal docente – se está  construindo uma carreira paralela e com isto também fragilizando a luta salarial das duas categorias de trabalhadores da Universidade.</p>
<p>A marchinha segue o ritmo da negação do princípio da moralidade quando tomada na sua particularidade. Há, no entanto, uma questão política de fundo na forma como tratamos os recursos públicos, como a burocracia de torna autônoma diante das regras que supostamente deviam valer para todos.</p>
<p>Embora, o Conselho Administrativo esteja agindo nos limites da legalidade a questão que incomoda é a discutível legitimidade de se legislar em causa própria. Dispor do dinheiro público, que é destinado a manutenção dos serviços prestados pela Universidade, tratando de forma não isonômica os serviços e de consequência os trabalhadores da Instituição.  O que mais incomoda é o fato de reproduzir-se formas instituídas na Câmara Federal, Assembleias Legislativas e Câmara de Vereadores que nos brinda com escandalosos privilégios para mandatários e seus apadrinhados.</p>
<p>A consolidação da democracia em nosso país passará necessariamente pela desconstrução desta prática que alimenta o fisiologismo, que trás descrédito às Instituições, que manipula recursos públicos para atender necessidades privadas.</p>
<p>A questão que está colocada não é a suficiência ou não da paga para o exercício de certas funções. A questão é quem decide o que e para quem.</p>
<p>A Universidade poderia se constituir em referência de práticas que queremos ver instituídas no país. Mudar a marchinha, fazer de modo novo, restabelecer a moralidade e inaugurar uma forma nova de tratar a coisa pública.</p>
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