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	<title>Arquivos Destaque 1 | Sindiprol / Aduel</title>
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	<title>Arquivos Destaque 1 | Sindiprol / Aduel</title>
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	<item>
		<title>29 de abril…. Não esqueceremos!</title>
		<link>https://sindiproladuel.org.br/29-de-abril-nao-esqueceremos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[sindiproladuel]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Apr 2016 01:27:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Boletins-grande]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque 1]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Para não esquecer, o Sindiprol&#124;Aduel e o Comando Docente organizou as seguintes atividades</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Na próxima sexta-feira, dia 29 de abril se completa um ano do massacre perpetrado pelo governo do Estado do Paraná contra os professores e estudantes que se manifestavam diante da Assembleia Legislativa em defesa do fundo previdenciário formado pela contribuição dos servidores. Nesse dia, a maioria dos deputados subservientes ao governador aprovaram o esbulho e o governo mandou a polícia militar reprimir violentamente os servidores que se manifestavam.</p>
<p style="text-align: center;">Para não esquecer, o Sindiprol|Aduel e o Comando Docente organizou as seguintes atividades.</p>
<p>25 de abril – Intervenção do Comando Docente na 3ª Jornada Universitária em defesa da Reforma Agrária no anfiteatro maior do CCH – 18 horas.</p>
<p>28 de abril – Lançamento do 1º Volume da Coleção Cadernos da Greve: Comissão de Ética no centro de convivência do Sindiprol|Aduel no Campus Universitário – 19 horas</p>
<p>29 de abril – Show comemorativo no Restaurante Universitário e exposição das fotos do massacre do dia 29 de abril de 2015 – 12:00 hs.</p>
<p>MESA REDONDA COM DOCENTES DO DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO</p>
<p>08:30 hrs &#8211; Sala de eventos de CCH</p>
<p>19:00 hrs &#8211; Auditório Maior do CCH</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Sindiprol&#124;Aduel participa do 35º Congresso do ANDES-SN</title>
		<link>https://sindiproladuel.org.br/sindiproladuel-participa-do-35o-congresso-do-andes-sn/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[sindiproladuel]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Feb 2016 16:47:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Boletins]]></category>
		<category><![CDATA[Boletins-grande]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque 1]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Congresso do Sindiprol&#124;Aduel deliberou:“Que a diretoria do sindicato deve buscar uma aproximação com o ANDES-SN com o objetivo de acompanhar o movimento nacional do ensino superior”.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Diretores do Sindiprol|Aduel participaram nos dias 25 a 30 de janeiro do 35º Congresso do ANDES-SN realizado na Universidade Federal Tecnológica do Paraná em Curitiba sob o tema: <strong><em>Em defesa da educação pública e gratuita e dos direitos dos trabalhadores</em></strong>.</p>
<p>Este foi o primeiro passo dado em cumprimento da resolução do Congresso do Sindiprol|Aduel de novembro de 2015, cuja principal deliberação foi “Que a diretoria do sindicato deve buscar uma aproximação com o ANDES-SN com o objetivo de acompanhar o movimento nacional do ensino superior”.</p>
<p>Deste Congresso participaram 356 delegados, 74 observadores, 33 diretores, 6 convidados e 74 seções sindicais. Os diretores do Sindiprol|Aduel estavam no congresso como convidados, mas participaram dos trabalhos dos grupos que debateram os quatro grandes temas “Movimento docente, conjuntura e centralidade da luta; Políticas sociais e plano geral de lutas; Plano de luta dos setores e, questões organizativas”.</p>
<p>Durante o congresso, os diretores do Sindiprol|Aduel se reuniram com a direção nacional do ANDES-SN para organizar o processo de “aproximação” deliberado pelo nosso congresso. Nessa reunião ficou estabelecido que:</p>
<p>A direção nacional do ANDES-SN se dispõe a vir até Londrina debater com os professores e o sindicato as particularidades da vinculação ao Sindicato Nacional.</p>
<p>Será estabelecido um calendário para realização desses debates</p>
<p>O Sindiprol|Aduel poderá participar do encontro nacional das seções sindicais das estaduais do ANDES-SN.</p>
<p>Na sequência será organizado um calendário para convocar os debates.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>UEL debate Autonomia Universitária</title>
		<link>https://sindiproladuel.org.br/uel-debate-autonomia-universitaria/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[sindiproladuel]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Oct 2015 20:38:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Boletins]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque 1]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nas próximas semanas, a comunidade universitária da UEL debaterá o tema da Autonomia Universitária. E fundamental a participação dos professores para qualificar a resistência contra a sua autonomia.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Nas próximas semanas, a comunidade universitária da UEL debaterá o tema da Autonomia Universitária, tendo como base um Relatório produzido em 2014 por uma Comissão do Conselho Universitário designada para esta finalidade. <a href="http://sindiproladuel.org.br/wp-content/uploads/2015/10/relato.pdf" target="_blank">Clique aqui para acessar o relatório</a>.</p>
<p>Em 2015 foi constituída outra comissão para organizar o debate sobre o tema. Dessa comissão participaram representantes dos sindicatos e do DCE ademais dos membros do Conselho Universitário.</p>
<p>O Sindiprol/Aduel tem se empenhado para qualificar esta discussão organizando diversas atividades com dirigentes da ADUSP, ADUNESP e com a participação do Professor Roberto Leher, ex-presidente do ANDES e atual reitor da UFRJ. <a href="http://issuu.com/sindiproladuel/docs/jornal-edi____o10" target="_blank">Veja extratos da palestra dele, no último jornal do Sindicato</a>. Também realizamos palestras e debates com os ex-reitores Jorge Bounassar e João Carlos Thomson na UEL, na UENP e na UNESPAR-Apucarana.</p>
<p>O Segundo Congresso do Sindiprol/Aduel realizado em 2013, teve como pauta o tema da autonomia e os delegados deliberaram uma resolução em que se afirma a relação indissolúvel entre autonomia e democracia interna. <a href="http://sindiproladuel.org.br/wp-content/uploads/2015/10/Deliberac-do-II-congresso-do-SindiprolADUEL.pdf" target="_blank">Veja a Resolução clicando aqui</a>.</p>
<p>E fundamental que os docentes participem destas discussões, pois atravessamos uma conjuntura na qual as universidades públicas sofrem ataques diversos à sua autonomia e ao seu caráter público e uma resposta a esses ataques só pode ser dada com amplo conhecimento dos diversos aspectos que envolve a autonomia universitária.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Calendário dos debates na UEL</strong></p>
<p><strong>27 de outubro</strong> – Autonomia Política e Democracia Interna</p>
<p>Debatedores: Professor Jorge Bounassar Filho (UEL) | Professor Luis Allan Kunzle (UFPR)</p>
<p>Local: Anfiteatro do CESA – Horário: 14 horas</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>11 de novembro</strong> – Autonomia Didático-Científica</p>
<p>Debatedores: Professor João Carlos Thomson (UEL) | Professora Claudia March (UFF)</p>
<p>Local: Anfiteatro Maior do CLCH – Horário: 14 horas</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>19 de novembro</strong> – Autonomia Financeira e Patrimonial</p>
<p>Debatedores: Professor Sérgio Carlos Carvalho (UEL) | Segundo debatedor a confirmar</p>
<p>Local: Anfiteatro Maior do CLCH – Horário: 14 horas</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>23 de novembro – Conceito e Aspectos Jurídicos da Autonomia</p>
<p>Debatedores: Professor Antonio Baccarin (UEL) | Segundo debatedor a confirmar</p>
<p>Local: Anfiteatro do CESA – Horário: 19:30 horas</p>
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			</item>
		<item>
		<title>SEM DIÁLOGO, GOVERNO E SUA BASE NA ALEP SE COLOCAM CONTRA O FUNCIONALISMO</title>
		<link>https://sindiproladuel.org.br/sem-dialogo-governo-e-sua-base-na-alep-se-colocam-contra-o-funcionalismo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[sindiproladuel]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2015 13:08:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque 1]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Governo conseguiu piorar a sua proposta anterior e perdeu a oportunidade de encerrar o movimento grevista</p>
<p>O post <a href="https://sindiproladuel.org.br/sem-dialogo-governo-e-sua-base-na-alep-se-colocam-contra-o-funcionalismo/">SEM DIÁLOGO, GOVERNO E SUA BASE NA ALEP SE COLOCAM CONTRA O FUNCIONALISMO</a> apareceu primeiro em <a href="https://sindiproladuel.org.br">Sindiprol / Aduel</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ao anunciar uma proposta de reposição de um percentual de apenas 3,45 dividido em três parcelas a serem pagas em setembro, outubro e novembro, o governo conseguiu piorar a sua proposta anterior e perdeu a oportunidade de encerrar o movimento grevista. No <a href="http://sindiproladuel.org.br/?p=4016">Projeto de Lei</a> proposto, a diferença do que não será reposto neste ano ficará para 2016 com a antecipação da data base do funcionalismo público para 1º de janeiro. Assim, ele se propõe a “compensar” as perdas impostas aos servidores pagando em parcela única a inflação calculada entre janeiro e dezembro de 2015.</p>
<p>Ao corrigir os salários com esse índice, o governo “esquece” de incorporar a inflação maior de 5% ocorrida entre maio e dezembro/2014. Ao estender a data base para janeiro/2016 sem corrigir as perdas que irão se acumular mês a mês ele nos impõe uma perda equivalente a quase a metade do 13º salário que receberemos no final do ano.</p>
<p><strong>Os deputados e as prioridades do governo</strong></p>
<p>A proposta foi construída sem diálogo com os servidores, tendo sido anunciada à APP por telefone, reproduzindo o procedimento que o governo vem adotando desde o início do conflito. Os deputados da base governista, que pareciam querer se redimir do apoio dado ao governador Beto Richa em suas trapalhadas ao longo dos primeiros meses do ano, demonstraram que não era essa, de fato, sua intenção. Em conjunto com os deputados federais Luiz Carlos Hauly e Alex Cansiani, arquitetaram um teatro e encaminharam como “muito boa” uma proposta que impõe perdas severas aos servidores públicos, livrando o caixa do governo para que ele possa anunciar, simultaneamente, investimentos em obras e repasses a prefeituras (<a href="http://www.aen.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=84303&amp;tit=Beto-Richa-anuncia-retomada-das-obras-e-define-prioridades">veja o link</a>) e assim recompor suas bases de apoio entre o empresariado. Desta maneira fica claro que a prioridade do governo não é a educação, nem a valorização do serviço público como afirma.</p>
<p><strong>Os próximos passos </strong></p>
<p>Ainda não está definido o processo de votação da proposta do governo, que pode acontecer em regime de urgência ou não, neste ultimo caso o processo se prolongaria por quase um mês. A diretoria do SindiprolAduel se mantém em Curitiba participando das várias reuniões que estão ocorrendo entre os sindicatos de servidores. Também está prevista uma reunião entre servidores e a bancada de oposição da ALEP na próxima segunda-feira.</p>
<p>Uma assembleia docente deve ser marcada para os primeiros dias da próxima semana, ocasião em que todo o quadro deverá ser apresentado aos docentes para apreciação e deliberação sobre os rumos do nosso movimento.</p>
<p>Nessa sexta-feira, 29 de maio acontece um grande ato de repúdio ao massacre. Ônibus saem de Londrina, Apucarana e Jacarezinho rumo a Curitiba nesta quinta-feira a noite. Aos que ficam por aqui, atos de Repúdio ao Massacre acontecem em várias cidades, em Londrina será as 09:00 horas, no calçadão, em frente ao Banco do Brasil.</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Governo esfacelado aprofunda crise no Estado e empurra mais setores do funcionalismo para a greve</title>
		<link>https://sindiproladuel.org.br/governo-esfacelado-aprofunda-crise-no-estado-e-empurra-mais-setores-do-funcionalismo-para-a-greve/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[sindiproladuel]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 May 2015 12:54:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Boletins]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque 1]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em Assembleia, os docentes avaliaram o movimento de greve reafirmando a luta pela reposição das perdas salariais dos últimos doze meses calculada em 8,17%</p>
<p>O post <a href="https://sindiproladuel.org.br/governo-esfacelado-aprofunda-crise-no-estado-e-empurra-mais-setores-do-funcionalismo-para-a-greve/">Governo esfacelado aprofunda crise no Estado e empurra mais setores do funcionalismo para a greve</a> apareceu primeiro em <a href="https://sindiproladuel.org.br">Sindiprol / Aduel</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://sindiproladuel.org.br/wp-content/uploads/2015/05/berenice.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-3986 size-full" src="http://sindiproladuel.org.br/wp-content/uploads/2015/05/berenice.jpg" alt="berenice" width="640" height="358" /></a>Em Assembleia na manhã desta quinta-feira (21) os docentes avaliaram o movimento de greve reafirmando a fundamental luta pela reposição das perdas salariais dos últimos doze meses em decorrência da inflação, calculada em 8,17%. A proposta absurda do governo de 5% em duas parcelas, sendo a primeira em meados de setembro deste ano e a segunda somente em 2016 é inaceitável, ultrajante até, considerando que esse mesmo governo assaltou o fundo de previdência e não teve o menor prurido em massacrar os servidores que protestavam contra esse roubo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O enfraquecimento do governo</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Para além de um direito garantido em lei, a recomposição anual das perdas é uma necessidade para manter, num plano minimamente competitivo, os níveis salariais dos docentes das IEES do Paraná, que do contrário perderão quadros qualificados para outras instituições de ensino superior, destruindo esforços de capacitação de anos e com altos custos. Não podemos permitir que o governo inaugure um período em que a reposição anual das perdas não seja cumprida regularmente sob pena de sucateamento irreversível das universidades.</p>
<p style="text-align: justify;">A posição intransigente do governador Beto Richa (PSDB) busca jogar uma cortina de fumaça sobre a profunda crise na qual ele e seu secretariado colocaram o Paraná. Denunciais de corrupção se mesclaram com o uso de violência contra servidores, aumento de impostos de todos os tipos e não se coadunam com as declarações de falta de recursos no caixa do Estado, indicando absoluta falta de transparência sobre o destino dos recursos públicos.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesse panorama o governo já viu despencar o apoio da população, e agora vê também se esfacelar a sua base na Assembleia Legislativa, cujos deputados, desgastados, entendem que o governo deve repor os 8,17% a que os servidores têm direito. Tudo leva a crer que o governador não tem clareza de quais devem ser as prioridades do Estado, e com isso ele empurra mais e mais segmentos dos servidores para greve. Nesta semana decretaram greve os agentes penitenciários. Na próxima semana outras categorias deliberam no mesmo sentido.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A manutenção do movimento </strong></p>
<p style="text-align: justify;">A assembleia reiterou a importância da manutenção da unidade do movimento de todas as IEES e delas com a APP neste momento. Lamentou o posicionamento vacilante da reitoria da UEL quanto aos encaminhamentos relacionados à suspensão do calendário de aulas e adiamento do vestibular, todas medidas indicativas que visam preservar os estudantes e a própria instituição, e já tomadas pela maioria das outras universidades.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://sindiproladuel.org.br/wp-content/uploads/2015/05/berenice1.jpg"><img decoding="async" class=" size-medium wp-image-3987 alignright" src="http://sindiproladuel.org.br/wp-content/uploads/2015/05/berenice1-300x195.jpg" alt="berenice1" width="300" height="195" /></a>Nesse sentido, ao término da assembleia, os presentes se dirigiram ao gabinete da reitora da UEL, para exigir dela um posicionamento mais claro em defesa da luta das três categorias em greve. Infelizmente, a reitora mais uma vez se limitou a defender o encaminhamento burocrático das reivindicações do movimento, colocando-se na prática contra o movimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Para os próximos dias ações em conjunto com a APP estão previstas para acontecer em Londrina, nova assembleia de docentes deve ocorrer na próxima quarta-feira, dia 28. E ainda, no dia 29, uma grande manifestação em Curitiba marcará um mês do massacre contra os servidores públicos.</p>
<p>O post <a href="https://sindiproladuel.org.br/governo-esfacelado-aprofunda-crise-no-estado-e-empurra-mais-setores-do-funcionalismo-para-a-greve/">Governo esfacelado aprofunda crise no Estado e empurra mais setores do funcionalismo para a greve</a> apareceu primeiro em <a href="https://sindiproladuel.org.br">Sindiprol / Aduel</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>ASSEMBLEIA É ADIADA. PRÓXIMOS DIAS SERÃO DECISIVOS PARA O MOVIMENTO DE GREVE</title>
		<link>https://sindiproladuel.org.br/assembleia-e-adiada-proximos-dias-serao-decisivos-para-o-movimento-de-greve/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[sindiproladuel]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 May 2015 16:27:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Boletins]]></category>
		<category><![CDATA[Boletins-grande]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque 1]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Hoje, em reunião com os sindicatos representantes dos servidores públicos estaduais, o governo deveria anunciar sua proposta de reposição das perdas salariais</p>
<p>O post <a href="https://sindiproladuel.org.br/assembleia-e-adiada-proximos-dias-serao-decisivos-para-o-movimento-de-greve/">ASSEMBLEIA É ADIADA. PRÓXIMOS DIAS SERÃO DECISIVOS PARA O MOVIMENTO DE GREVE</a> apareceu primeiro em <a href="https://sindiproladuel.org.br">Sindiprol / Aduel</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Hoje, em reunião com os sindicatos representantes dos servidores públicos estaduais, o governo deveria anunciar sua proposta de reposição das perdas salariais do período em decorrência da inflação, calculada pelos órgãos oficiais em 8,17%. Na reunião devem estar os secretários de estado da Administração, da Fazenda e da Casa Civil.<br />
A reposição integral das perdas salariais do período, na nossa data base, 1º de maio, é a única proposta aceitável pelos servidores depois do confisco do fundo previdenciário perpetrado pelo governador com o apoio da maior parte dos deputados estaduais, ancorados em episódios de extrema violência.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://sindiproladuel.org.br/wp-content/uploads/2015/05/greve-assembleia.jpg"><img decoding="async" class="alignleft size-medium wp-image-3970" src="http://sindiproladuel.org.br/wp-content/uploads/2015/05/greve-assembleia-300x200.jpg" alt="greve-assembleia" width="300" height="200" /></a>A SETI e as universidades</strong><br />
Na quarta-feira (13), por sua vez, uma série de reuniões entre sindicatos e associações que representam os docentes e demais servidores das universidades acontece na Secretaria de Ciência e Tecnologia (SETI). Tais reuniões são resultado da insistência das entidades em buscar um diálogo com o secretário João Carlos Gomes, que tem ignorado o compromisso que assinou, juntamente com o deputado Romanelli, de instalar mesa de negociação referente às questões específicas das universidades (custeio, nomeações, autonomia universitária, entre outras) no começo do mês de abril, como parte do acordo de suspensão da greve, em março.<br />
O SindiprolAduel fez diversas gestões no sentido de cobrar a instalação da mesa de negociações: solicitou audiência por ofício, teve agenda marcada para o ultimo dia 30, e desmarcada pelo próprio secretário dois dias antes. Voltou a solicitar reunião, que foi agendada para quarta-feira. Tal atitude por parte da SETI demonstra que o governo não tem compromisso com processos de negociação, como propagandeia por aí. E mais, faz parecer que a SETI ignora a situação de absoluta precariedade das universidades e o fato de todas as sete universidades públicas estaduais estarem em greve.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A continuidade do movimento</strong><br />
O comando dos docentes se reúne nos próximos dias para avaliar a proposta do governo e discutir os encaminhamentos para as assembleias da categoria na UEL, UENP e UNESPAR-Apucarana, originalmente marcadas para a próxima quarta-feira e quinta-feira, datas que podem ser alteradas em função das reuniões dos próximos dias, mas que devem acontecer ainda nesta semana.</p>
<p>O post <a href="https://sindiproladuel.org.br/assembleia-e-adiada-proximos-dias-serao-decisivos-para-o-movimento-de-greve/">ASSEMBLEIA É ADIADA. PRÓXIMOS DIAS SERÃO DECISIVOS PARA O MOVIMENTO DE GREVE</a> apareceu primeiro em <a href="https://sindiproladuel.org.br">Sindiprol / Aduel</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Reunião na SEAP deflagra campanha salarial alterando o quadro geral de mobilização do funcionalismo público</title>
		<link>https://sindiproladuel.org.br/reuniao-na-seap-deflagra-campanha-salarial-alterando-o-quadro-geral-de-mobilizacao-do-funcionalismo-publico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[sindiproladuel]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 May 2015 13:30:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Boletins]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque 1]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://sindiproladuel.org.br/?p=3963</guid>

					<description><![CDATA[<p>Ontem (terça-feira) um ato com aproximadamente 20 mil pessoas tomou as ruas de Curitiba exigindo democracia e repudiando o massacre ocorrido em 29 de abril. </p>
<p>O post <a href="https://sindiproladuel.org.br/reuniao-na-seap-deflagra-campanha-salarial-alterando-o-quadro-geral-de-mobilizacao-do-funcionalismo-publico/">Reunião na SEAP deflagra campanha salarial alterando o quadro geral de mobilização do funcionalismo público</a> apareceu primeiro em <a href="https://sindiproladuel.org.br">Sindiprol / Aduel</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem (terça-feira) um ato com aproximadamente 20 mil pessoas tomou as ruas de Curitiba exigindo democracia e repudiando o massacre ocorrido em 29 de abril. Uma delegação de docentes e estudantes da UEL esteve presente no ato ao mesmo tempo em que uma panfletagem acontecia no centro de Londrina esclarecendo a população sobre a mobilização.</p>
<p>No final da manhã, uma reunião dos sindicatos de servidores com a secretária de Administração, Dinorah Nogara, indicou que o governo não tem a intenção de repor a integralidade das perdas salariais do período em 31 de maio, gerando o acirramento nas, já muito tensas, relações com os servidores.</p>
<p><a href="http://sindiproladuel.org.br/wp-content/uploads/2015/05/Dinorah.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft size-full wp-image-3964" src="http://sindiproladuel.org.br/wp-content/uploads/2015/05/Dinorah.jpg" alt="Dinorah" width="300" height="225" /></a>A secretária apresentou três possíveis cenários para o reajuste: implantação, parcelada, do IPCA de maio (que ficará em torno de 8,4%), aplicação de apenas 5% (percentual que está previsto na Lei Orçamentária) em uma única vez, ou aplicação dos 5%, parcelado em duas vezes. Uma nova reunião na SEAP foi marcada para o dia 12 (próxima terça-feira), às 10h, quando o governo deverá apresentar uma proposta mais concreta.</p>
<p>O Prof. Evaristo Colmán, que participou da reunião representando o SindiprolAduel, ressaltou a importância da unidade dos sindicatos presentes que afirmaram categoricamente à secretária que não se aceita nada menos do que a reposição integral da inflação em parcela única.</p>
<p>A reunião foi determinante para que, no período da tarde, a assembleia da APP definisse por continuidade da greve por tempo indeterminado. Servidores da saúde, no entanto, decidiram por retornar ao estado de greve.</p>
<p><strong>Movimento nas universidades</strong></p>
<p>Na noite da última segunda-feira, os docentes da UNESPAR-Apucarana e da UENP, que formam a base do SindiprolAduel, deliberaram por manter a paralisação até hoje, com nova assembleia para definir os rumos do movimento. Também os estudantes da UEL deliberaram por entrar em greve geral por tempo indeterminado. Servidores da UEL decidiram por greve até quinta-feira (07). Os docentes das demais universidades deliberaram por manutenção da greve.</p>
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		<title>Professores da UEL aprovam greve por tempo determinado e exigem punição dos responsáveis pelo massacre do dia 29</title>
		<link>https://sindiproladuel.org.br/professores-da-uel-aprovam-greve-por-tempo-determinado-e-exigem-punicao-dos-responsaveis-pelo-massacre-do-dia-29/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[sindiproladuel]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 May 2015 21:19:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Boletins]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque 1]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Assembleia dos professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL), realizada na manhã de hoje, aprovou greve por tempo determinado, até quarta-feira</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Ainda chocados com os acontecimentos do último dia 29 de abril, quando o governo do Estado promoveu o massacre contra os servidores públicos no Centro Cívico, em Curitiba, a assembleia dos professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL), realizada na manhã de hoje, aprovou greve por tempo determinado, até quarta-feira. Trata-se de uma greve em protesto contra a violência policial a que foram submetidos os manifestantes, a mando do governador Beto Richa.</p>
<p><a href="http://sindiproladuel.org.br/wp-content/uploads/2015/05/sindiprol-aprova-greve.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-3957" src="http://sindiproladuel.org.br/wp-content/uploads/2015/05/sindiprol-aprova-greve.jpg" alt="sindiprol-aprova-greve" width="600" height="400" /></a></p>
<p>Os professores também decidiram exigir a convocação, na quarta-feira, do Conselho Universitário da UEL para deliberar sobre a decretação do título de persona non grata para os 31 deputados que votaram a favor do governo. Os professores querem que o Conselho Universitário se posicione pela revogação da lei que altera o sistema previdenciário e exigem punição dos responsáveis pelo massacre.</p>
<p>A assembleia de hoje teve a presença de mais de 430 professores que lotaram o anfiteatro Cyro Grossi (Pinicão), além de representantes dos estudantes, dos servidores técnico-administrativos e da sociedade civil que acompanharam os debates. O clima era de revolta e durante todo o evento foram registradas manifestações de repúdio ao massacre e contra o governador Beto Richa.</p>
<p>Os professores decidiram ainda participar dos atos de protesto que acontecem em Curitiba e em Londrina nesta terça-feira pela manhã “Pela democracia e contra o massacre&#8221; dando início também à campanha salarial dos servidores públicos estaduais. Sobre este assunto, a assembleia de hoje deliberou por tirar indicativo de greve a partir de 1º de junho caso o restante da pauta dos professores não seja atendida, incluindo aí a reposição das perdas salariais.</p>
<p>Nova assembleia acontece na próxima quarta-feira para avaliação do movimento em todo o Estado e para demais encaminhamentos. Docentes da UENP e Unespar-Apucarana fazem assembleia hoje no final da tarde.</p>
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		<title>O caminho do dinheiro privado nas universidades públicas</title>
		<link>https://sindiproladuel.org.br/o-caminho-do-dinheiro-privado-nas-universiades-publicas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[sindiproladuel]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Apr 2015 02:28:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Boletins]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque 1]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A falta de transparência e a inexistência de ferramentas efetivas de controle transformam a interação do setor produtivo com a academia em um campo fértil para ilegalidades em todo o País</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;">Do Jornal O Estado de São Paulo de 12 de abril de 2015</p>
<p style="text-align: right;">http://educacao.estadao.com.br/noticias/geral,o-caminho-do-dinheiro-privado-nas-universidades-publicas,1667997</p>
<h2>O CAMINHO DO DINHEIRO PRIVADO NAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS</h2>
<h3>12 Abril 2015 | 03h 00</h3>
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<p>SÃO PAULO &#8211; Negócios privados, contratos obscuros e intermediações feitas por fundações envolvidas em irregularidades ganham cada vez mais espaço nas universidade públicas do Brasil. É o que revela esta reportagem especial, fruto do esforço conjunto de cinco grandes jornais brasileiros.</p>
<p>Profissionais do <strong>Estado</strong>, <em>O Globo</em>, <em>Zero Hora</em>, <em>Diário Catarinense</em>e <em>Gazeta do Povo</em> fizeram uma radiografia da virtual privatização que avança, com pouca transparência, nas instituições que são berçários do conhecimento e da pesquisa no País.</p>
<p>Por meio de convênios com fundações, surgem serviços de cifras milionárias, que muitas vezes nada têm a ver com os objetivos acadêmicos das instituições. Os clientes são empresas privadas, públicas e governos – com contratos quase sempre sem licitação. Já os professores, alguns de regime de dedicação exclusiva, conseguem multiplicar seus salários com esses trabalhos paralelos, mesmo que isso signifique conflito ético ou atividade irregular. As universidades, porém, são as que menos lucram no esquema.</p>
<p>As fundações privadas têm papel fundamental na “caixa-preta” das universidades. De janeiro de 2013 a julho de 2014, elas receberam R$ 1,4 bilhão da União, segundo levantamento da ONG Contas Abertas. Mais de 2,5 mil fundações trabalham com instituições brasileiras e são cada vez mais usadas na intermediação de serviços. Algumas são criadas e geridas por docentes com cargo de direção nas universidades – um potencial conflito de interesses.</p>
<p>Órgãos como tribunais de contas, Controladoria-Geral da União e Ministério Público questionam as relações, mas, amparado nas brechas e na falta de transparência, o sistema prospera.</p>
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<h2>FUNDAÇÕES NAS UNIVERSIDADES PAULISTAS SÃO INVESTIGADAS</h2>
<h3>Atuação avança na USP, na Unesp e na Unicamp; órgãos de controle questionam legalidade do modelo</h3>
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<p><em>Paulo Saldaña &#8211; O Estado de S. Paulo</em></p>
<p>SÃO PAULO &#8211; O avanço de um mundo paralelo, que confunde as esferas pública e privada, tem colocado as três universidades estaduais paulistas – USP, Unesp e Unicamp – na mira de tribunais de contas, Judiciário e Ministério Público. Intermediações de convênios federais com terceirização de serviços, aluguel de espaço público, gestão de verbas da própria universidade e cobrança de taxas são algumas das irregularidades que envolvem a atuação de fundações privadas ligadas às universidades. A cobrança por cursos continua ganhando espaço.</p>
<p>Uma das principais fundações de apoio à Universidade de São Paulo (USP), a FUSP, foi questionada em dezembro pela Controladoria-Geral da União (CGU). Ela é titular de um convênio com o Ministério da Cultura para projeto de uma incubadora ligada à Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da USP, a Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares. Além de intermediar o serviço, o que é ilegal, a FUSP subcontrataria a ONG Capina e cobrava aluguel de R$ 79 mil por um espaço na universidade. Após a CGU reprovar o convênio, de R$ 502 mil, a União congelou o repasse. A USP informa que trabalha para avançar com a proposta e que a “interrupção tem acarretado desmobilização da equipe e empreendimentos”.</p>
<p>Na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), as atribuições de uma fundação privada, a Funcamp, se misturam com as da própria instituição, assim como a gestão dos recursos. Ela gerencia almoxarifados, reformas e hospitais e cobra taxa de 6%. São atividades não permitidas e distantes da finalidade da fundação. A Funcamp também recebeu recursos originários da universidade, como taxas de inscrição em vestibulares e formaturas, comercialização de livros e publicações de periódicos, além da venda de camundongos, softwares, mudas e plantas.</p>
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<p>Praticamente toda a atuação da Funcamp foi considerada irregular pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) em 2014. O TCE viu as ações como uma “terceirização exagerada”. Para tocar atividades, a universidade prorroga desde 1987 um convênio com a Funcamp – o que por si só viola a lei.</p>
<p>Já a Universidade Estadual Paulista (Unesp) aceita que a Fundação Para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FDCT) ofereça cursos pagos no câmpus Guaratinguetá. O Ministério Público questiona o uso na Justiça (mais informações nesta página).</p>
<p><strong>Realidade. </strong>Quase sempre criadas por professores universitários, as fundações de apoio podem firmar convênios com empresas, governos – com dispensa de licitação – e a própria universidade. Por meio delas, professores são contratados e pagos, mesmo que tenham vínculo que exige dedicação exclusiva. Os ganhos podem ser até cinco vezes maiores que o salário como servidor integral, segundo a Associação de Docentes da USP (Adusp).</p>
<p>Os sindicatos das estaduais e o nacional (Andes) lutam historicamente contra o processo de privatização. “Essa relação fere a separação entre público e privado, não há transparência”, diz o presidente da Adusp, Ciro Correia. “Um docente nessa situação está mais ligado à fundação ou à universidade?.”</p>
<p>Parte do dinheiro de contratos e cursos pagos vai para as faculdades às quais as fundações são ligadas. Em geral, a universidade fica com 5%. Em 2014, a USP recebeu R$ 4 milhões com cursos pagos oferecidos pelas fundações – o que indica uma movimentação de R$ 88 milhões. Há formações que custam cerca de R$ 30 mil.</p>
<p>A USP tem um fundo para essas taxas de cursos e convênios. Em março, o saldo era de R$ 15,4 milhões, valor irrisório perto dos negócios das fundações. Só a FUSP recebeu R$ 740 milhões em projetos da instituição entre 2007 e 2013. Segundo a reitoria, 16 das mais de 30 fundações da USP têm 197 convênios com a própria universidade – a FUSP tem 26.</p>
<p>Presidente da FUSP, José Roberto Cardoso diz que o modelo é imprescindível para a agilidade de processos de contratação na universidade e o desenvolvimento de pesquisas, intensificando o diálogo com o setor produtivo. “As fundações surgiram como oportunidade para o professor aumentar os ganhos na universidade e não sair para o mercado. Mas não é só o dinheiro.”</p>
<p>Na Unicamp, a Funcamp geriu em 2013 R$ 377 milhões de 1.183 convênios e contratos. Os cursos cobrados se traduziram em R$ 16 milhões naquele ano. A universidade não respondeu aos questionamentos sobre a fundação.</p>
<p><strong>Nos tribunais. </strong>Pelo menos duas ações civis públicas, abertas contra a USP e a Unesp, correm na Justiça contra a cobrança de cursos nas universidades públicas paulistas.</p>
<p>A primeira, de 2005, foi remetida no mês passado para análise do pleno do Tribunal de Justiça após o desembargador ter acatado argumentos da promotoria que questionam o modelo. Em 2012, o MP entrou com ação contra a atuação de uma fundação na Unesp. Em janeiro deste ano, o juiz deu continuidade ao processo, mas negou liminar que pedia suspensão de cursos pagos. A Constituição determina que o ensino deve ser gratuito nas universidades públicas.</p>
<p>Para o presidente da Associação dos Docentes da Unesp (Adunifesp), Milton Vieira do Prado Junior, fundações minam o caráter público da universidade. “É um espaço público gerando produto privado.” A Unesp defende a legalidade. “As aulas são na Unesp, mas a unidade e o departamento recebem 30%”, diz em nota.Pelo menos duas ações civis públicas, abertas contra a USP e a Unesp, correm na Justiça contra a cobrança de cursos nas universidades públicas paulistas.</p>
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<h2>&#8216;INSTITUIÇÕES PRECISAM DE FLEXIBILIDADE&#8217;, DIZ PESQUISADOR</h2>
<h3>Para o especialista Simon Schwartzman, as universidades públicas têm um modelo burocrático que dificulta as decisões</h3>
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<p><em>Paulo Saldaña &#8211; O Estado de S. Paulo</em></p>
<p>SÃO PAULO &#8211; Apesar de relações polêmicas, como a oferta de cursos pagos, e críticas por falta de transparência, a interação da universidade pública com o setor produtivo é um desafio que as instituições precisam enfrentar. Segundo especialistas, o ensino superior precisa de instrumentos para lidar com a burocracia e as fundações privadas de apoio acabam sendo mais ágeis.</p>
<p>O pouco diálogo com o mercado é apontado como um dos motivos para o baixo impacto da ciência do Brasil no cenário internacional. Para Simon Schwartzman, do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets) no Rio de Janeiro, as universidades públicas têm um modelo burocrático que dificulta as decisões. “O fortalecimento das fundações foi importante e fico preocupado com o movimento contrário. As instituições precisam de flexibilidade”, diz ele, conceituado estudioso de ensino e pesquisa. Schwartzman ressalta que desvios têm de ser resolvidos. “É necessária a transparência e, evidentemente, há casos melhores e piores de gestão. Mas as universidades precisam desses modelos e dos recursos.”</p>
<p>O economista Claudio de Moura Castro defende que o debate sobre o tema seja mais “ideológico” que racional. “Sem as fundações não há pesquisa no País. A burocracia pública é tão terrível que não se trata de gostar ou não do modelo”, diz ele, que já dirigiu a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). “Ou se reforma a contabilidade pública ou não há a mais remota possibilidade de não contar com essas opções. Sem as fundações, não há pesquisa.”</p>
<p>Crítico ao modelo, o professor Ciro Correia, presidente da Associação de Docentes da USP (Adusp), indica que as universidades poderiam ser protagonistas nesse processo. “A burocracia da universidade não é ágil. Mas o argumento é usado para garantir aumentos salariais de professores, e a maioria dos trabalhos atendem apenas o mercado”, diz. “Por que as universidades não criam setores de convênios, com maior transparência? Uma fundação pública é um caminho.”</p>
<p>Dados da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) indicam que o dinheiro privado responde por 5,1% do financiamento de pesquisas da USP.O professor de Direito Administrativo Carlos Ari Sundfeld pondera as vantagens e desvantagens. “Há uma crítica porque os mecanismos de controle quase sempre são internos. Mas há benefícios indiretos dessa relação”, diz ele, docente do curso de Direito da Fundação Getulio Vargas (FGV).</p>
<p>O Ministério Público tem uma curadoria de fundações. Em São Paulo, o promotor Airton Grazzioli, responsável pela fiscalização, não respondeu aos pedidos de entrevista.</p>
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<h2>MPF APURA GANHO EXTRA DE DOCENTES</h2>
<h3>Procuradoria investiga atuação em 70 convênios de professores de dedicação exclusiva da UFRGS</h3>
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<p><em>Humberto Trezi &#8211; Zero Hora</em></p>
<p>PORTO ALEGRE &#8211; Muito do empenho dos professores nas entidades de ensino superior gaúchas acontece longe da sala de aula. Em cursos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), docentes contratados em regime de dedicação exclusiva recebem dinheiro extra fazendo projetos para grandes empresas ou até serviços. Isso é até estimulado pela reitoria – desde que traga algum retorno à universidade, tanto financeiro como em forma de conhecimento e entrosamento comunitário.</p>
<p>Alguns serviços extraclasse, porém, não são tão eventuais – e, por isso, o Ministério Público Federal (MPF) abriu, em dezembro, uma investigação sobre parcerias firmadas pelo Instituto de Geociências da UFRGS. A lista de trabalhos externos desse instituto soma mais de 70 convênios. O levantamento é de procuradores da República, que querem saber se os docentes violam a legislação de dedicação exclusiva. Alguns professores trabalham em dois convênios por ano ou até mais – a suspeita é de que a prática, que devia ser eventual, virou regra.</p>
<p>Serão verificados convênios firmados por geólogos como Juliano Kuchle, Claiton Marlon dos Santos Scherer e Paulo Alves de Souza, que desenvolvem projetos de forma concomitante com aulas. Cada um deles teve aprovados em 2014 pelo menos dois convênios externos. Os três acertaram recebimento de R$ 216 mil, R$ 135 mil e R$ 116 mil (respectivamente) para trabalhar, de 2014 a 2016, num projeto com a empresa petrolífera British Gas (BG).</p>
<p>Intitulada “Estudo Geológico Integrado da Formação Mucuri da Bacia do Espírito Santo”, a pesquisa está vinculada à extração do pré-sal. Chamou a atenção do MPF que, caso esses docentes trabalhem as 156 horas previstas (cada), vão receber em média R$ 1 mil por hora no projeto. Isso representaria 10 vezes mais do que a média recebida como professores com dedicação exclusiva, que é de R$ 87 por hora de trabalho – conforme cálculo do Sindicato Nacional de Docentes de Ensino Superior (Andes-SN).</p>
<p><strong>Não é um caso isolado.</strong> Juliano deve receber mais R$ 72 mil por outro projeto aprovado em 2014 e Claiton Scherer, R$ 36 mil. A hora de trabalho nesses convênios também equivale a 10 vezes o padrão da hora de dedicação exclusiva no ensino federal. Já o terceiro autor do projeto da Formação Mucuri, Paulo Alves de Souza, também conseguiu aprovar outro programa em 2014. A procuradoria apura se, ao ganharem em convênios mais dinheiro fora do que na universidade, os professores entram em conflito de interesses.</p>
<p>O diretor do Instituto de Geociências, André Mexias, diz que os subordinados cumprem as obrigações em sala de aula, além de aportarem recursos à UFRGS. O vice-reitor da universidade, Rui Oppermann, afirma que os valores pagos aos professores não podem ser medidos em horas-aula porque envolvem pesquisas não mensuráveis com a presença em sala de aula.</p>
<p><strong>Outro lado.</strong> O professor Scherer diz que desistiu de um dos projetos. “Mas peguei outro. Estou com dois projetos, mas não são prestação de serviço. São de pesquisa ou extensão.” O professor Souza afirma que os projetos de que participa foram aprovados em várias instâncias da UFRGS. Já o professor Kuchle disse que seu trabalho resulta em conhecimento aplicado. “Não fazemos serviços, mas pesquisa acadêmica.”</p>
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<h2>MESMO COM AUSÊNCIA ACIMA DA PERMITIDA, ALUNO CONSEGUE MESTRADO NA UFRGS</h2>
<h3>Funcionário do Ministério da Saúde tinha agendas conflitantes no trabalho e na faculdade; instituição nega irregularidades</h3>
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<p><em>Adriana Irion &#8211; Zero Hora</em></p>
<p>PORTO ALEGRE &#8211; Um aluno da Escola de Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) ganhou notoriedade entre colegas. O médico Heider Aurélio Pinto virou motivo de alvoroço não tanto por ser uma autoridade do Ministério da Saúde, em Brasília &#8211; onde ocupa cargo relevante &#8211; mas porque teria conquistado o título de mestre em Saúde Coletiva sem frequentar o mínimo de aulas necessárias em Porto Alegre. Titular da pasta que gerencia o Programa Mais Médicos, Pinto defendeu dissertação em agosto de 2014.</p>
<p>Comparando informações das disciplinas em que ele foi aprovado com dados do Portal Transparência do Governo Federal, a reportagem de Zero Hora constatou que em pelo menos 42,6% dos dias de aula Pinto estava em viagens pelo país, com diárias pagas pelo Ministério da Saúde. Mesmo se tivesse ido em todas as outras aulas, ele só atingiria 57,4% de frequência geral do curso. O percentual de presença para aprovação, no entanto, conforme regras da universidade, é de 75% em cada atividade. O rastreamento de informações feito por ZH mostra que de 61 dias de aula, em 26 o médico não poderia estar presente porque cumpria viagens a trabalho.</p>
<p>O Portal Transparência não detalha em todos os casos o percurso das viagens. Mas só em quatro das 26 jornadas a capital gaúcha consta como um dos destinos de Pinto. Se considerada a possibilidade de que ele tenha conseguido estar em sala de aula durante algum destes compromissos oficiais, o percentual de ausência, por conta de viagens a trabalho, cairia dos 42,6% para 36% &#8211; ainda assim, a presença estaria aquém da exigida para aprovação.</p>
<p>Outro dado curioso é que mesmo diante deste cenário, os registros no histórico de Pinto apontam 100% de frequência em sete de 13 disciplinas oferecidas em Porto Alegre. E mais: indicam que ele foi um aluno nota 10, já que passou com conceito A (equivalente a ótimo) em todas as matérias. As informações constam do histórico escolar do aluno obtido por Zero Hora e que tem data de 12 de março de 2014.</p>
<p>A UFRGS e a coordenação do mestrado defendem que o médico preencheu todas as exigências para conquistar o título de mestre. Também traduzem a importância que Pinto, de 38 anos, tem perante a instituição. &#8220;Ele foi diretor de atenção básica do Ministério da Saúde. Conheço ele como autoridade nacional. O encontrei quando buscava estabelecer convênios para a universidade, para a atenção básica, em cima das negociações do Hospital Odontológico. A gente quer uma parceria nesse campo, com o Ministério da Saúde. E o Hêider tem uma expertise enorme. Ele pode compensar as atividades de aluno mediante trabalhos, seminários. A pós-graduação tem essa elasticidade de assimilar as experiências dos alunos para estabelecer um programa melhor ainda&#8221;, diz o vice-reitor, Rui Oppermann.</p>
<p>A vice coordenadora do mestrado em Saúde Coletiva, Stela Nazareth Meneghel, pondera que eventuais queixas de alunos podem ter surgido por ressentimento. &#8220;Na pós-graduação muitas experiências, pode ser um congresso, um seminário, podem compor parte da carga horária. Isso significa que nem todos vão ter os mesmos conteúdos dentro da carga horária total. Para um aluno que ficou em sala de aula 30 horas presenciais, se o outro teve 15 horas em outro local, ele pode se sentir ressentido sim. A gente vive numa sociedade extremamente competitiva, individualista&#8221;.</p>
<p>Sobre o desempenho de Pinto, Stela garante ter sido o suficiente para aprovação dentro das regras. &#8220;Posso assegurar que ele teve frequência, não 100%, mas a mínima nossa, que é 75%, para as (disciplinas) obrigatórias. Algumas foram feitas condensadas, sexta e sábado, até domingo. Ele teve frequência mínima nas obrigatórias. É um excelente profissional, nos sentimos honrados de ter entre nossos alunos profissionais do Ministério da Saúde, isso significa mais um selo de avaliação e de validação da nossa universidade e nosso mestrado&#8221;.</p>
<p><strong>Histórico.</strong> Pinto ingressou no Ministério da Saúde em 2011 para dirigir o Departamento de Atenção Básica. Desde abril de 2014, ocupa o cargo de secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, pasta que gerencia o Mais Médicos. Ferla, e o professor Ricardo Burg Ceccim, coordenador do mestrado, também tiveram atuação no Ministério da Saúde. Mesmo admitindo a relação anterior com os dois, Pinto refuta suspeitas de que tenha sido favorecido no curso. &#8220;Atualmente, como as demais secretarias do Ministério da Saúde, posso ordenar despesas com universidades e, claro, essas cooperações são realizadas com as universidades públicas. A secretaria que dirijo se relaciona com mais de 80 universidades. Considero um absurdo tentar relacionar minha atuação pública enquanto gestor com qualquer tipo de favorecimento no programa de pós-graduação, tendo eu prestado concurso, cumprido todas as regras do programa e tendo produzido cinco artigos e um capítulo de livro, quando a média do número de artigos da maioria dos demais alunos do mesmo programa foi de um artigo submetido&#8221;.</p>
<p>A coordenação do mestrado admite que Pinto pode não ter estado sempre presente, mas ressalta que normas permitem que alunos completem a carga horária em até 100% com atividades externas, a distância, a critério do professor. É o que diz o parágrafo 3º do artigo 43 do regimento interno do curso: &#8220;O aluno deverá ter, no mínimo, 75% de frequência na carga horária prevista em cada atividade de ensino a que se matricule, podendo a mesma ser demonstrada por diferentes atividades de aprendizado a distância, a critério do professor.&#8221;</p>
<p>Parte deste trecho do regimento, no entanto, foi publicado somente em 26 de agosto de 2014, quando faltava dois dias para Pinto defender sua dissertação. A regra em vigor antes não continha a parte &#8220;podendo a mesma ser demonstrada por diferentes atividades de aprendizado a distância, a critério do professor.&#8221; Gestores da universidade com os quais ZH conversou dizem estranhar a construção da norma, que deixa a avaliação para compensações a critério direto do docente.</p>
<p>Quanto ao prazo de validade do regimento, o professor Ceccim garante que a norma é retroativa e tem valor para alunos matriculados a qualquer tempo. &#8220;O fundamental é que o aluno nunca perde direitos, pode apenas adquiri-los&#8221;, atesta Ceccim.</p>
<p>ZH pediu à UFRGS uma manifestação sobre novas normas (o regimento interno de um curso, no caso) valerem retroativamente, ampliando benefícios.</p>
<p>Conforme a assessoria de imprensa, &#8220;não há norma sobre poder ou não retroagir (nem seria pertinente que houvesse, pois seria tão abrangente e genérica a ponto de torná-la ineficaz). Pensemos sobre a retroatividade da norma: há contextos em que pode e deve retroagir, como para corrigir distorções de outra norma, por exemplo. Uma norma sobre esse tema não seria capaz de contemplar todas as possibilidades, então não seria possível editá-la. Diante desse cenário, o que ocorre é a análise caso a caso. Sobre o regimento, é possível que ele tenha efeitos retroativos, sim, desde que essa decisão seja tomada por um colegiado, e desde que as novas normas não visem ao prejuízo dos estudantes.&#8221;</p>
<p>Se a carga horária de disciplinas do mestrado em Saúde Coletiva podia ser completada em até 100% fora de aula, parece que a regra não estava clara para todos. &#8220;Não tive conhecimento da possibilidade de alguém poder completar disciplinas com atividades externas&#8221;, garante uma aluna do mestrado que conversou com ZH, pedindo preservação do nome.</p>
<p>A própria resolução nº 01/2013 do mestrado em Saúde Coletiva, apresentada pela coordenação para validar a informação de que os alunos podem compensar aulas com seminários, dá limites. O texto diz que obtenção de créditos por publicação científica, participação em eventos científicos e apresentação de conferências e palestras não pode ultrapassar 55% dos créditos previstos no curso. Além disso, há regras formais para a educação a distância.</p>
<p>Nesse quesito, a UFRGS segue a legislação federal. O artigo 1° do Decreto nº 5.622/2005 define a educação a distância como &#8220;modalidade educacional na qual a mediação didático-pedagógica nos processos de ensino e aprendizagem ocorre com a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação, com estudantes e professores desenvolvendo atividades educativas em lugares ou tempos diversos&#8221;. Mas é preciso lembrar: o curso em questão é presencial.</p>
<p><strong>Ausência em classe.</strong> O mestrado em Saúde Coletiva teve atividades desenvolvidas entre o segundo semestre de 2012 e o segundo semestre de 2014. As aulas foram ministradas em dias e horários variados, algumas, com períodos o dia inteiro, outras só pela manhã ou à tarde. Também quinzenais e aos sábados. &#8220;O comentário sobre ele era geral, sobre não aparecer nas aulas. Mas ninguém levou adiante por temer problemas com professores&#8221;, conta uma colega de Pinto no mestrado, que não se identifica por receio de represálias dentro da escola.</p>
<p>O mal-estar de alunos em relação a ausência de Pinto era tanto que docentes chegaram a levar informações a gestores, mas não houve apuração oficial do caso. A partir das suspeitas, Zero Hora fez uma busca para verificar se as ausências se confirmariam. Com pedido pela Lei de Acesso à Informação, obteve junto à UFRGS a grade de disciplinas e de horários oferecidos para o mestrado em Saúde Coletiva. Com o registro de disciplinas em que Pinto se matriculou a cada semestre, a partir do histórico, também foi possível cruzar informações com dados sobre viagens feitas por ele pelo Ministério da Saúde.</p>
<p>A coordenação do mestrado diz que as informações do histórico obtido por ZH &#8220;não correspondem&#8221; 100% ao histórico do aluno, mas se negou a informar o teor do documento, alegando sigilo. A vice coordenadora também disse não ser possível revelar o percentual de atividades externas feito por Pinto para compor carga horária. Questionado sobre como o aproveitamento dessas atividades é demonstrada no histórico do aluno (se seria como validação, por exemplo), o coordenador do mestrado afirmou que isso &#8220;não aparece no histórico, fica expresso pelo conceito final.&#8221;</p>
<p>&#8220;Na pós, não há regra geral. Tem de cumprir créditos, que incluem atividades, que podem ser presenciais ou não. A grande maioria é presencial, mas ele pode ganhar créditos de outra forma. Seminários, trabalhos&#8221;, atesta o vice-reitor Oppermann.</p>
<p>Mas se a grande maioria do quem tem de ser cumprido é presencial, Pinto realmente não teria como tê-lo feito em função dos compromissos pelo Ministério. ZH também fez levantamento a partir da grade completa de disciplinas oferecidas no curso &#8211; sem levar em conta apenas as disciplinas em que Pinto foi aprovado e que constam do histórico datado de março. Ao cruzar as datas de aulas de quatro semestres (de 2012/2 a 2014/1, com exceção de quatro disciplinas que não tinham descrição dos dias de aula) com viagens do médico, apurou que em pelo menos 35,1% dos dias ele estaria impossibilitado de estar presente em sala de aula.</p>
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<h2>ACORDO PETROBRÁS-UNIRIO SOB SUSPEITA</h2>
<h3>MPF mira 6 professores que recebiam como bolsistas e sócios de empresas subcontratadas sem licitação</h3>
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<p><em>Lauro Neto &#8211; O Globo</em></p>
<p>RIO &#8211; O Ministério Público Federal (MPF) no Rio investiga irregularidades apontadas pela Controladoria-Geral da União (CGU) em um contrato de mais de R$ 17 milhões entre a Petrobrás e a Universidade Federal do Estado do Rio (Unirio). Documentos a que <em>O Globo</em> teve acesso revelam que seis professores de dedicação exclusiva da universidade recebiam como pesquisadores-bolsistas e sócios de empresas subcontratadas sem licitação, faturando quase R$ 10 milhões. Há um ano, o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que a Unirio informasse como ressarciria o Erário.</p>
<p>Para o procurador Lauro Coelho Junior, &#8220;há elementos suficientes nos autos&#8221; de improbidade administrativa, peculato e fraude em licitação, mas até agora não foi instaurado inquérito criminal. O termo de cooperação firmado em 2008 entre Petrobrás e Unirio tinha valor avençado em R$ 17.163.200. Mas a Unirio publicou no &#8220;Diário Oficial&#8221; da União extrato de apenas R$ 1.549.299,84 em contrato firmado em 2011 com a Funrio, fundação de apoio da universidade que assumiu as obrigações com a estatal.</p>
<p>A Funrio, por sua vez, subcontratou, sem licitação, as empresas SE7TI Serviços de Tecnologia da Informação Ltda, IK Soluções de Informática EPP, Azevedo Soluções em TI Ltda e Open It Soluções Tecnológicas. Todas tinham como sócios professores em dedicação exclusiva da Unirio e faturaram, juntas, cerca de R$ 2 milhões.</p>
<p><strong>Notas fiscais em série.</strong> Só a SE7TI, que tinha como sócias as professoras Cláudia Capelli Aló, Fernanda Baião Amorim e Flávia Santoro, recebeu R$ 735 mil em notas fiscais coletadas em 2012. As três também tinham sociedade com Renata Mendes Araújo na IK, que recebeu R$ 546 mil. Segundo os autos, quatro notas fiscais eletrônicas de até R$ 25 mil foram emitidas em 1.º de março de 2011, com diferença de dois minutos. Já a Open It, da qual Flávia também era sócia, tem três notas, cada uma de R$ 4.500, emitidas em 4 de fevereiro de 2011, às 17h26, 17h28 e 17h30. A Funrio fez depósitos em conta corrente conjunta da docente com seu marido, que é sócio responsável pela empresa. No total, a empresa recebeu R$ 40.500.</p>
<p>Por sua vez, a Pimpa Informática Ltda e a Azevedo Soluções em TI Ltda atuam no mesmo endereço, em Saquarema. A segunda tem no quadro societário a mulher e o pai do docente Leonardo Azevedo, que assinou contrato com a Funrio em 2008. A Azevedo recebeu R$ 57.750, e a Pimpa, R$ 296.100. De acordo com o inquérito, a professora Kate Revoredo “solicitou a um amigo, sócio da empresa Damon, que emitisse notas fiscais correspondentes aos valores que recebia além da bolsa”. A Damon recebeu R$ 76.500.</p>
<p>Segundo auditoria da CGU, cada um deles também teria recebido R$ 907.920 em bolsas de pesquisadores seniores por 48 meses, o que daria uma média bruta de R$ 18.915 por mês. Como professores de dedicação exclusiva, seus salários variam entre R$ 5.658 e R$ 13.604.</p>
<p>Desde 2012, a Unirio instaurou quatro processos administrativos disciplinares (PADs). Os três primeiros não foram concluídos pela dissolução das comissões convocadas. O último, presidido pelo ex-procurador da República e professor de Direito da Unirio Paulo de Bessa Antunes, concluiu pela suspensão de Kate Ferreira e demissão dos outros cinco professores. Apesar de concordar com as penas, a Procuradoria Federal da Unirio declarou a nulidade do PAD por “inobservância do princípio da ampla defesa e do contraditório”.</p>
<p>Procurados pelo <strong>Globo</strong>, nenhum dos professores quis se manifestar. Em seus depoimentos, todos negaram irregularidades.</p>
<p>Em nota, a Unirio alega que “a execução orçamentária é de responsabilidade dos professores envolvidos no projeto”. O reitor da universidade, Luiz Pedro San Gil Jutuca, determinou a instauração de sindicância e solicitou à CGU a condução de um novo PAD. Também por meio de nota, a Petrobrás comunicou que a escolha da Unirio para o convênio se deveu ao fato de “ser reconhecida como referência técnica e nacional na área, além de ser uma instituição de pesquisa e ensino sem fins lucrativos, com notável reputação”.</p>
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<h2>ESQUEMA NA UFPR SERVE PARA DRIBLAR LICITAÇÕES</h2>
<h3>Em 24 acordos analisados, envolvendo Dnit e Petrobrás, foram movimentados R$ 74 milhões em sete anos</h3>
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<p><em>Felippe Aníbal &#8211; Gazeta do Povo</em></p>
<p>CURITIBA &#8211; A Petrobrás e o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit) vêm usando a Universidade Federal do Paraná (UFPR) para driblar licitações, com base em um mecanismo milionário. A universidade fecha convênios de forma direta – sem licitação – para prestar serviços e fazer análises técnicas para esses órgãos, sobretudo em obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). Enquanto um núcleo restrito de professores recebe bolsas em dinheiro, mais da metade da verba dos projetos vai para as mãos de empresas e profissionais externos, subcontratados em um processo pouco transparente. E não é pouco: 24 acordos analisados movimentaram R$ 74 milhões, em sete anos.</p>
<p>Os convênios com o Dnit passam dos R$ 58,8 milhões. São operacionalizados por um único núcleo: o Instituto Tecnológico de Transportes e Infraestrutura (ITTI), vinculado ao Departamento de Transportes da UFPR, com sede em sala de aula comum do Centro Politécnico. A maioria dos serviços diz respeito a obras realizadas em Estados distantes – como Mato Grosso do Sul, Bahia, Tocantins e Amazonas –, onde a UFPR nem sequer tem estrutura.</p>
<p>Já denunciada a órgãos de fiscalização, a parceria com a Petrobrás mantém pelo menos 11 acordos, que somam R$ 15 milhões. Estes, por sua vez, estão pulverizados em diferentes departamentos. Outro convênio, com a Companhia Paranaense de Energia (Copel) – orçado em R$ 2,2 milhões –, segue os mesmos moldes, o que indica que outras empresas públicas podem estar se valendo da mesma prática.</p>
<p>Todos os projetos são executados financeiramente por intermédio de fundações de apoio – submetidas a dispositivos legais de controle mais frouxos.</p>
<p>Os acordos com a UFPR são firmados com base na Lei de Licitações (n.º 8.666), que dispensa de concorrência os contratos ou convênios com instituições de ensino. Um acórdão do Tribunal de Contas da União (TCU) e outra lei federal (a 8.958), no entanto, vedam “a subcontratação das parcelas mais relevantes” do objeto.</p>
<p>Apesar disso, o índice de terceirizações nesses convênios tem ultrapassado com folga os 50% do volume financeiro. É como se a UFPR tivesse atuado como uma grande agenciadora, repassando serviços a empresas e profissionais. Ao mesmo tempo, o grande índice de subcontratações torna difuso o benefício acadêmico na parceria.</p>
<p>A Fundação de Apoio da UFPR, responsável pela execução financeira da maioria dos convênios analisados, informou que as subcontratações realizadas nos projetos foram determinadas pelos respectivos planos de trabalho aprovados pela universidade.</p>
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<h2>PROCURADORIA INVESTIGA CONTRATOS DA UFPR COM PETROBRÁS</h2>
<h3>Órgão e conselho da universidade destacaram elevado índice de subcontratações</h3>
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<p><em>Felippe Aníbal &#8211; Gazeta do Povo</em></p>
<p>CURITIBA &#8211; A Procuradoria Federal e conselhos da Universidade Federal do Paraná (UFPR) apontaram irregularidades nos convênios da instituição de ensino com o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit) e com a Petrobrás. Mesmo com os alertas, as parcerias foram mantidas pela UFPR.</p>
<p>Para justificar os convênios, a universidade declara que os trabalhos se enquadram como extensão universitária. Entretanto, um parecer emitido pela Procuradoria Federal em outubro de 2011, que analisava um projeto com o Dnit, para avaliações nos portos de Manaus, classifica o acordo como mera &#8220;prestação de serviços&#8221;. No mesmo documento, a Procuradoria assinala que, em vez de contratar a UFPR, o Dnit deveria fazer uma licitação para contratar uma empresa que realizasse o trabalho.</p>
<p><strong>Subcontratações.</strong> A terceirização de parte dos serviços para empresas privadas e profissionais de fora da universidade vem sendo questionada de forma recorrente por órgãos de fiscalização e controle. A procuradora federal Jussara Maria Leal Meirelles lembrou o acórdão 2.731 do Tribunal de Contas da União (TCU), que veda a subcontratação das parcelas mais relevantes dos projetos, e apontou a &#8220;fragilidade&#8221; dos contratos.</p>
<p>&#8220;Esta Procuradoria, em vários outros processos, apontou para a fragilidade da contratação atual com o Dnit e recomendou extremo rigor da Administração da UFPR na verificação de todos os aspectos mencionados nos pareceres jurídicos&#8221;, assinalou, em parecer de janeiro de 2012.</p>
<p>No projeto da BR-262/MS, de execução de programas ambientais em obras de acostamento da rodovia, a UFPR afirmou haver necessidade de terceirizar serviços nas oito etapas do serviço. O argumento: a universidade não teria &#8220;pessoal próprio que possa estar disponível permanentemente no período do projeto&#8221; e não disporia de equipamentos apropriados. A justificativa é apresentada em quase todos os projetos, sobretudo nos realizados em outros Estados.</p>
<p>Para o então membro do Conselho de Planejamento e Administração (Coplad) da UFPR, professor Ney Mattoso Filho, este era um dos motivos que deixava claro que o núcleo do projeto seria &#8220;integralmente delegado a terceiros&#8221;. Na avaliação do relator, as subcontratações caracterizam &#8220;situação não conforme com os termos da lei&#8221; e &#8220;os projetos já contratados configuram delicada situação de risco para a UFPR perante órgãos de controle&#8221;.</p>
<p>&#8220;Fica cristalino que as atividades referentes à execução estão totalmente terceirizadas. Quanto à etapa de avaliação, está esclarecido que as avaliações em campo serão igualmente terceirizadas e apenas as análises oriundas dessas avaliações serão realizadas pela equipe da UFPR&#8221;, assinalou.</p>
<p>O relatório de Mattoso Filho foi indeferido pelo Coplad. No lugar, o conselho aprovou um parecer elaborado pelo professor Donizeti Antonio Giusti, favorável ao projeto. O problema é que Giusti não poderia ter sido relator do processo: o projeto previa a concessão de uma bolsa de R$ 18 mil para ele.</p>
<p><strong>Reflexão.</strong> Na tramitação do projeto da BR-262/MS, o chefe da Procuradoria Federal na UFPR, Marcos Augusto Maliska, pediu que a universidade ampliasse o debate em torno das parcerias. &#8220;É papel da universidade simplesmente suprir as necessidades de outros órgãos do governo? A participação da universidade deve se dar em qualquer situação ou apenas quando há um ganho em termos de ensino, pesquisa e extensão claramente identificáveis no processo? As instâncias da universidade estão avaliando adequadamente essas parcerias sob o ponto de vista acadêmico e científico?&#8221;, provocou</p>
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<h2>NA UFSC, HÁ BRECHAS ATÉ PARA CRIMES</h2>
<h3>São movimentados cerca de R$ 195,8 milhões pelas quatro principais fundações que atuam no maior câmpus do Estado, segundo dados do Tribunal de Contas da União (TCU)</h3>
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<p><em>Luís Hangai &#8211; Diário Catarinense</em></p>
<p>FLORIANÓPOLIS &#8211; As fundações de apoio universitárias, entidades sem fins lucrativos, recebem vultosos repasses financeiros da União todos os anos, que deveriam ser aplicados integralmente para o estímulo à pesquisa. Na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) são movimentados cerca de R$ 195,8 milhões pelas quatro principais fundações que atuam no maior câmpus do Estado, segundo dados do Tribunal de Contas da União (TCU). Mas, apesar do grande volume de dinheiro, a instituição ainda sofre com a falta de transparência e com falhas nos processos de prestação de contas. Tais vulnerabilidades são consideradas, pelos órgãos de controle, brechas para atos irregulares e até mesmo criminosos.</p>
<p>Atualmente, a que mais mobiliza recursos dentro da UFSC é a Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu), que em 2014 teve, sozinha, R$ 137,7 milhões em despesas executadas. Ela já é investigada tanto pelo Ministério Público Federal quanto pelo Ministério Público de Santa Catarina por supostas irregularidades na aplicação de verba pública em repartições da universidade. De acordo com informações da promotoria, há possibilidade de que os recursos repassados tenham se tornado rotineiros, funcionando como uma espécie de salário fixo aos beneficiários, o que contraria a lei. A apuração começou em 2013.</p>
<p>O mais recente relatório da regional catarinense da Controladoria Geral da União, referente às contas de 2013, assinala uma série de pontos a serem aperfeiçoados e alerta que a UFSC descumpre hoje a legislação por não atualizar os dados no Sistema de Convênios do Governo Federal. O chefe de gabinete da reitoria da UFSC, Carlos Vieira, afirmou que a universidade “caminha” para usar o sistema federal. Sobre os demais problemas levantados, afirmou que tudo está “em processo de análise”. “E os envolvidos têm amplo direito de defesa.&#8221;</p>
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<h2>AUMENTAMOS A TRANSPARÊNCIA, DIZ CHEFE DE GABINETE DA UFSC</h2>
<h3>Universidade quer que fundações prestem contas em sistema online; reitoria atende a recomendações de órgãos de controle</h3>
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<p><em>Luís Hangai &#8211; Diário Catarinense</em></p>
<p><strong>Hoje de que forma a UFSC tenta solucionar problemas de transparência referente a prestação de contas?</strong></p>
<p>Evidentemente que temos algumas recomendações da CGU<em>(Controladoria Geral da União) </em>no que diz respeito às bolsas e também em relação aos convênios (com as fundações). Quanto às bolsas, desde 2012 nós desenvolvemos um sistema que automaticamente pega os salários de cada professor através do CPF para que cada fundação tenha elementos credenciados em que para evitar que o valor ultrapasse o teto. Anterior a este sistema temos alguns processos em andamento, no qual alguns professores estouraram o teto dos servidores e agora estamos tentando corrigir isso através de processos administrativos, levantados pela CGU, e nós encaminhamos para que eles devolvessem o dinheiro ou justificassem. Está tudo em processo de análise. Como envolve direito administrativo e os envolvidos têm amplo direito de defesa, não posso fornecer mais detalhes a respeito disso. Em relação à transparência dos convênios, nós estamos caminhando para usar o Siconv, onde as notas já são inseridas pela internet. Existe uma resistência das fundações, evidentemente, porque você precisa ficar online prestando conta do processo. Atualmente temos diversas prestações de conta, por volta de 350 convênios e contratos, que estão sendo levantados pela pró-reitoria de administração.</p>
<p><strong>A UFSC ainda peca em lançar os dados no Siconv. Eu, por exemplo, não consegui acessar vários processos. O que a universidade está fazendo a respeito disso?</strong></p>
<p>Na verdade através de uma nova resolução vamos prever como as prestações de contas deverão ser feitas e possivelmente será fixado o encaminhamento dos dados para este sistema (Siconv). Atualmente as fundações disponibilizam os dados. Nós temos alguma coisa dentro da Proad, mas pra nível de acesso, você não assegura que as informações estarão completamente acessíveis. Por isso temos que estabelecer o encaminhamento para um sistema único do governo, e isto está em andamento.</p>
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		<title>Deliberações do II Congresso do Sindiprol/Aduel nortearão ação sindical</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Nov 2013 08:44:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Veja as principais diretrizes de atuação sindical atribuída ao Sindiprol/Aduel pelo II Congresso</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Além da Resolução, que contem as diretrizes da atuação sindical do Sindiprol/Aduel, o II Congresso realizado no início do mês formulou cinco deliberações que também deverão servir de base para a diretoria do Sindicato. <a href="http://sindiproladuel.org.br/?p=2824">Clique aqui </a>para ler mais sobre o II Congresso.</p>
<p>1. Defesa da mais ampla discussão por toda a comunidade universitária das conclusões da Comissão do Conselho Universitário sobre Autonomia;</p>
<p>2. Articulação com estudantes e técnico-administrativos para promover ampliação do debate sobre Autonomia;</p>
<p>3. Criação de movimento envolvendo toda a comunidade para se chegar a uma estatuinte na qual se defina que universidade queremos;</p>
<p>4. Realização de estudos sobre a questão do financiamento, levantando os dados necessários junto aos órgãos das universidades, ao DIEESE e às secretarias de Governo;</p>
<p>5. Organização da constituição de um conselho de representantes por departamentos para colocar o Sindicato mais próximo das bases.</p>
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