

Nós, docentes da UEL, iniciamos mais um ano letivo reafirmando o compromisso com a formação acadêmica e a produção científica e artística nossa e dos nossos estudantes. No entanto, este retorno às aulas ocorre em meio ao aprofundamento do arrocho salarial imposto pelo governo estadual aos docentes. Conforme os dados mais recentes, entre 2017 e 2026 recebemos apenas 11,14% de reposição salarial, acumulando uma defasagem que já ultrapassa 52% do valor real dos nossos salários. A cada R$ 1.000 de salário recebido, estamos sendo roubados, no mínimo, em R$ 500. Portanto, estamos recebendo o equivalente a 8 salários anuais, não 12 como deveríamos.

Enquanto algumas carreiras do serviço público estadual tiveram elevação das remunerações, mantêm recomposição salarial integral e têm previsão de reajuste em lei para este ano, o magistério superior acumula perdas em níveis alarmantes. Atualmente, a nossa é a única categoria para a qual exige-se a titulação de doutor para quase todas as contratações, seja de estatutário ou CRES, mas temos pisos salariais mais baixos do que quase todos os profissionais do estado – inclusive do que os agentes universitários. E, além disso, o nosso teto salarial, após quinze anos de carreira, é mais baixo do que o piso de algumas categorias, como Auditores fiscais, Procuradores e Juízes. Isso revela as escolhas políticas que movem a administração do estado: desvalorização do trabalho docente e rebaixamento do papel estratégico da universidade pública no desenvolvimento do Paraná. Situação em franca oposição ao discurso modernizante de Ratinho Jr. Por isso, o tal “Método Paraná” de governar significa, para os docentes, imenso arrocho salarial; para as universidades, supressão da autonomia e precarização.
Diante desse cenário de insuportável arrocho, a categoria inicia o semestre em estado de mobilização. Na assembleia do dia 25/02, em repúdio ao arrocho salarial e à política de desvalorização do trabalho dos docentes do magistério superior, a categoria decidiu de modo unânime pela paralisação das atividades no dia 17 de março. Ao mesmo tempo, também deliberou pela necessidade de avançarmos na organização coletiva rumo à assembleia do dia 19 de março, quando será deliberada a deflagração ou não de greve.
A defesa da universidade pública passa necessariamente pela valorização de quem a sustenta diariamente. Participar das mobilizações é fundamental para conquistar melhores salários e condições de trabalho, bem como garantir algum futuro à carreira docente e às universidades estaduais do Paraná.
– Pela reposição salarial integral! Data-base já!!

Em assembleia realizada na tarde desta quarta-feira (25/02), as e os docentes da UEL debateram a conjuntura da campanha salarial e os próximos passos da mobilização da categoria. Dentre eles, decidiram, em votação unânime, pela paralisação das atividades no dia 17 de março e realização de nova assembleia em 19 de março para deliberar sobre a deflagração de greve. A pauta da assembleia incluiu os seguintes pontos: campanha salarial; paralisação no dia 17/03; e indicativo de greve.



Após amplo debate, foram aprovadas as seguintes resoluções:
Data-base
Nos últimos dez anos, os governos Beto Richa, Cida Borghetti e Ratinho Jr. não cumpriram com a sua obrigação constitucional de recomposição salarial anual das perdas inflacionárias. De janeiro de 2017 a abril de 2026, a previsão é que a defasagem salarial acumulada atinja 52,18%. São anos sem reposição ou reposição de percentuais ínfimos e, como resultado, uma enorme perda do poder de compra dos trabalhadores da nossa categoria, sem qualquer sinalização de efetiva reposição das perdas salariais e nem de uma mesa de negociação permanente para o diálogo com a categoria. Diante disso, os presentes na assembleia concluíram que a alternativa à intransigência do governo é a intensificação da mobilização e a organização de um movimento de greve.
A assembleia reafirmou a unidade da categoria na defesa da recomposição salarial integral e da valorização do ensino superior público estadual.
Diretoria do SindiprolAduel
25 de fevereiro de 2026
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Em assembleia realizada na tarde desta quarta-feira (26), na sala 477 do Cesa (Centro de Estudos Sociais Aplicados), as e os docentes da UEL deliberaram, em votação unânime, pela mobilização da categoria (próxima quarta, 2/4) e paralisação das atividades no dia 29 de abril. As ações fazem parte da Campanha Salarial 2025, que tem como foco a data-base e a recuperação integral das perdas salariais, atualmente em 47%.
A decisão foi tomada após os relatos da reunião do Fórum das Entidades Sindicais (FES) em que foram definidas as prioridades para 2025, da reunião do FES com a Seti (ocorrida no dia 28 de fevereiro) e das reuniões do Comando Sindical Docente (CSD).
Os encaminhamentos aprovados foram:
A convocação completa da assembleia do dia 23/4 será feita posteriormente.
Reunião com docentes com contratos temporários
O Sindiprol/Aduel convoca as e os docentes com contratos temporários da UEL para uma reunião. Ela será realizada no dia 2 de abril (quarta-feira), às 17h, para deliberar sobre as demandas de docentes com contratos temporários, especialmente sobrecarga de trabalho e assédio moral. O local será divulgado em breve.

Em assembleia realizada na tarde desta quarta-feira (11), no Anfiteatro Maior do CLCH, as e os docentes da UEL aprovaram, por unanimidade, no bojo da campanha de recuperação das perdas salariais, a inclusão na pauta de reivindicações a equiparação do piso salarial dos docentes das universidades estaduais do Paraná, atualmente em R$ 3.607,51, com o piso do magistério de educação básica estadual, hoje em R$ 4.581,54. A categoria avaliou que é incoerente e injusto que docente do ensino superior tenha salário-base menor do que professor da educação básica. Como essa atualização do salário-referência tem impacto sobre toda a carreira docente, as perdas salariais (remuneração total) relativas a janeiro de 2016 (mês de referência das nossas perdas) seriam zeradas para especialistas, mestres e doutores, embora não para os graduados, que permaneceriam com uma defasagem de 8,9%. Por esses e outros motivos, esse encaminhamento não invalida e nem prescinde da nossa participação na luta unificada do funcionalismo do estado, junto ao FES, pela data-base integral, cujas perdas salariais – tendo o piso como referência – estão em mais de 40%.
A categoria deliberou também, por unanimidade, pela luta visando ao fim de qualquer ponto docente, impresso ou virtual, pois este é um instrumento tecnocrático e fictício, pois não corresponde à natureza da atividade docente – nem ao quanto se trabalha e nem à forma de realização das nossas atividades. Ao mesmo tempo, a categoria avaliou que, em hipótese alguma, o fim do ponto significa falta de controle sobre tais atividades. Ao contrário, como ocorre nas universidades federais, estaduais paulistas e algumas paranaenses, o controle é exercido por meio de planos, engajamento e resultados das atividades, com acompanhamento e avaliação das instâncias universitárias. Isso porque, nesse aspecto, em função da sua peculiaridade, o papel de uma universidade pública que exercita a autonomia universitária, conforme predica a Constituição de 1988, é o de adotar mecanismos de controle congruentes com a natureza do trabalho docente, depois de ampla consulta à comunidade universitária, e não de criar ou compactuar com um instrumento fictício que induz docentes, chefias, diretores e a própria alta administração da universidade a avalizar uma farsa – o ponto -, dado que o que se lança no papel ou no sistema não corresponde à realidade dos fatos – o modo e o tempo de realização das nossas atividades profissionais.
Também foram aprovadas outras duas propostas:

Em assembleia realizada na tarde desta quarta-feira (19), no Anfiteatro maior do CLCH, as e os docentes da UEL deliberaram, em votação unânime, pela paralisação das atividades no dia 1º de agosto. Para melhor organizar a paralisação, também foi aprovada uma nova assembleia para o dia 24 de julho (quarta-feira).
As outras seções sindicais de docentes de ensino superior paranaense devem deliberar pela paralisação no dia 1/8, que foi indicada pelo Comando Sindical Docente (CSD). O Sinduepg, por exemplo, já a aprovou. As demais seções sindicais farão assembleias em breve para deliberar sobre esta mobilização unificada.
Após a contextualização e apresentação de todas as atividades desenvolvidas ao longo dos últimos meses de 2024, os encaminhamentos aprovados foram:
A convocação completa da assembleia do dia 24/7 será feita posteriormente, mas ela está prevista o mesmo horário, 13h30.

Data-base
Mais uma vez, o governo não cumpriu a lei que determina o dia 1º de maio para a reposição do valor dos salários. No dia 17 de abril desse ano, todas as seções sindicais se reuniram com a Casa Civil, Secretaria da Administração e Previdência (Seap) e Secretaria da Fazenda (Sefa), com dois pontos primordiais: data-base e reestruturação da tabela salarial dos agentes operacionais. O governo, no entanto, não apresentou nenhuma proposta para essas demandas.
Foi marcada uma outra reunião, para o dia 16 de maio – data que já descumpria a lei da reposição salarial –, mas esta não ocorreu. Não temos, até o momento, nenhuma resposta, anúncio ou pronunciamento do governo do estado sobre o assunto.
67º Conad
O Andes-SN convocou, para o período de 26 a 28 de julho, o 67º Conad, na cidade de Belo Horizonte (MG). O evento acontecerá no Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG), com organização do Sindicato de Docentes do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Sindcefet/MG – Seção Sindical do ANDES-SN). O Conad deste ano terá como tarefa a atualização dos planos de lutas gerais e dos setores do Andes-SN.
Durante a assembleia realizada nesta quarta (19), foram escolhidas uma delegada e uma observadora que representarão a categoria docente nesse Conad: professoras Lorena Portes e Fernanda Mendonça, respectivamente.
Live sobre regimes de aposentadoria e RPC
Na próxima quarta-feira (26), será realizado um debate sobre os distintos regimes de aposentadoria, suas implicações e os planos de aposentadoria complementar. A discussão será transmitida por live no YouTube (acesse aqui) e contará com as presenças de Rafaelli Cristina Amaral (Arzeno & Trindade Advogados Associados) e da Profa. Dra. Lúcia Lopes (UnB), 2a Vice-Presidenta do Andes-SN e encarregada de Assuntos de Aposentadoria do Andes-SN.
O evento é promovido pela Regional Sul do Andes-SN e conta com o apoio do CSD.

Data-base já!
Filie-se ao Sindiprol/Aduel e faça parte da luta por reposição salarial e contra a Lei Geral das Universidades!
Em assembleia realizada na manhã desta terça-feira (22/08), dia de paralisação docente pela aprovação imediata do plano de carreira da categoria, as professoras e os professores da UEL deliberam pela realização de uma nova assembleia no dia 4 de setembro, quando será apreciado um possível plano de carreira e/ou um indicativo de greve.

A categoria aprovou, por ampla maioria, o dia 31/08 como data limite para o envio do Plano de Cargos, Carreira e Salários (PCCS) pelo governo Ratinho Jr. Após isso, com a assembleia docente da UEL marcada para o dia 4, o Comando Estadual de Greve teria tempo para se reunir e discutir os encaminhamentos para a sequência da luta pela reposição salarial.
A próxima assembleia da UEL, a qual poderá ser adiantada a depender de novidades em relação ao PCCS, terá como objetivo apreciar um possível plano de carreira da categoria e, caso ele não seja apresentado ou não agrade aos docentes, votar um novo indicativo de greve.
Enquanto a categoria da UEL se reuniu em assembleia, em Curitiba, docentes das sete universidades estaduais do Paraná começaram as atividades do dia de paralisação com um ato em frente à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), onde forçaram uma agenda com o secretário Aldo Bona, que foi cobrado do compromisso assumido pelo governo: o envio imediato do plano de carreira docente.
Ratinho Jr., honre a sua palavra: plano de carreira docente, já!
Conforme aprovado na assembleia docente da última quarta-feira (16/08), quando as e os docentes da UEL aprovaram a paralisação das atividades na terça-feira (22/08) e a ida a Curitiba na luta pela aprovação imediata do plano de carreira docente, no dia da paralisação será realizada uma nova assembleia docente da UEL para avaliar o retorno da categoria à greve.
Lembrando que a paralisação de 22/08 foi proposta pelo Comando Estadual de Greve e foi aprovada em todas as sete assembleias docentes (UEL, Uenp, UEM, Unioeste, UEPG, Unicentro e Unespar). Se puder e quiser ir para Curitiba na terça-feira, preencha a planilha aqui.
Assim, o Sindiprol/Aduel convoca as e os docentes da UEL para assembleia com a seguinte pauta:
1) Informes;
2) Avaliação sobre o retorno à greve na UEL.
Data e horário: terça-feira (22/08) às 9h30 (2ª chamada às 10h)
Local: Anfiteatro Maior do CLCH.

Em assembleia virtual realizada na tarde de quarta-feira (16), as e os docentes da Uenp deliberaram, com dois votos contrários e uma abstenção, pela paralisação das atividades na próxima terça-feira (22), com ida a Curitiba para agenda na Seti e na Alep. Se puder e quiser ir, entre em contato com o Sindiprol/Aduel.
A proposta de paralisação foi feita pelo Comando Estadual de Greve (CEG), que também acordou a realização de assembleias em todas as sete universidades estaduais do Paraná nessa quarta-feira (16). Assim como na Uenp, docentes de UEL, UEM, Unioeste, UEPG, Unicentro e Unespar cruzarão os braços no dia 22 de agosto na luta pela aprovação do Plano de Cargos, Carreira e Salários (PCCS) dos docentes.
PCCS Já!

Em assembleia realizada na tarde desta quarta-feira (16), no Anfiteatro Maior do CLCH, as e os docentes da UEL deliberaram, com apenas um voto contrário, pela paralisação das atividades na próxima terça-feira (22), quando será realizada uma nova assembleia para discutir o possível retorno da categoria à greve.
A proposta de paralisação foi feita pelo Comando Estadual de Greve (CEG), que também acordou a realização de assembleias docentes em todas as sete universidades estaduais do Paraná nesta quarta-feira (16). A paralisação é parte da luta da categoria pela aprovação do Plano de Cargos, Carreira e Salários (PCCS) dos docentes. PCCS Já!
Após a contextualização e apresentação de todas as atividades desenvolvidas ao longo dos dois meses que se seguiram à suspensão da greve docente da UEL (confira a retrospectiva aqui), em 15 de junho, foram aprovados os seguintes encaminhamentos:
A convocação completa da assembleia de terça-feira (22) será feita posteriormente, mas ela está prevista para a parte da manhã, por volta das 9h.
