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	<title>Arquivos salário | Sindiprol / Aduel</title>
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	<title>Arquivos salário | Sindiprol / Aduel</title>
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		<title>ARROCHO SALARIAL DOS DOCENTES DO ENSINO SUPERIOR E A POLÍTICA DELIBERADA DE DESVALORIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO </title>
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		<dc:creator><![CDATA[sindiproladuel]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Feb 2026 18:33:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Boletins]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A política salarial do governo do Estado do Paraná para&nbsp;a educação&nbsp;revela, de forma inequívoca, uma escolha política: a desvalorização sistemática&nbsp;da categoria&nbsp;docente, especialmente do ensino superior público. Entre 2017 e 2025, a somatória de reposição da inflação no nosso piso salarial foi de apenas 11,14%. No mesmo período, a inflação acumulada chegou a 61,95%. O resultado é um resíduo inflacionário de 45,72%. Quando somamos a ele o 1% previsto no acordo de 2015&nbsp;–&nbsp;firmado para compensar a perda de massa salarial provocada pelo atraso na reposição daquele ano&nbsp;–&nbsp;a perda real acumulada do nosso piso alcança 47,18%. Considerando o IPCA estimado para a data-base de 2026, em 3,60%, a defasagem salarial chegará a 52,18% em maio.&nbsp;</p>



<p>Isso significa que mais da metade do valor real do nosso piso foi corroída pela inflação ao longo dos últimos anos.&nbsp;</p>



<p>Enquanto isso, a defasagem salarial dos servidores do Poder Judiciário e do Poder Legislativo do Paraná é zero.&nbsp;Sim,&nbsp;zero.&nbsp;Excetuando o que será objeto de reivindicação agora em maio,&nbsp;3,60%, não há perdas acumuladas. Não há corrosão inflacionária. Há recomposição integral.&nbsp;E essa&nbsp;diferença de tratamento não decorre de impossibilidades fiscais, mas de prioridades políticas.&nbsp;</p>



<p>A comparação entre pisos salariais evidencia ainda mais essa desigualdade. Um docente graduado em regime de 40 horas recebe R$ 3.607,51. Já um aluno soldado da Polícia Militar recebe R$ 3.795,18, valor superior ao piso do professor graduado. Um capitão recebe R$ 22.631,21. Delegados de polícia e peritos criminais têm piso de R$ 24.247,12 e teto de R$ 38.570,72, com aumento já definido em lei para agosto. Procuradores iniciam a carreira com R$ 32.350,31 e podem alcançar R$ 41.845,49&nbsp;–&nbsp;todos&nbsp;graduados.&nbsp;No mesmo regime,&nbsp;mas&nbsp;com&nbsp;a&nbsp;exigência de&nbsp;doutorado,&nbsp;um docente&nbsp;recebe&nbsp;R$ 10.687,27.&nbsp;</p>



<p>Não se trata de colocar categorias umas contra as outras. Trata-se de evidenciar que o&nbsp;governo do&nbsp;estado do Paraná estabelece uma hierarquia política no interior do serviço público.&nbsp;Enquanto há&nbsp;carreiras&nbsp;que&nbsp;recebem valorização contínua,&nbsp;têm&nbsp;reajustes programados e proteção integral contra perdas inflacionárias; outras, como o magistério superior, enfrentam achatamento salarial prolongado, corrosão do poder de compra e ausência de política permanente de recomposição.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>No caso dos aposentados, a situação é ainda mais alarmante, pois eles não têm auxílio-alimentação e, quanto aos sem paridade, só recebem qualquer reposição com a&nbsp;data-base&nbsp;ou elevação do&nbsp;piso&nbsp;da categoria,&nbsp;com repercussão sobre toda a tabela salarial.&nbsp;</p>



<p>Essa imensa&nbsp;defasagem salarial dos docentes&nbsp;demonstra que&nbsp;o governo não apenas precariza as condições de trabalho, mas&nbsp;se orienta por uma política sistemática e deliberada de desvalorização dos docentes e, portanto, mesmo num contexto em que a educação se torna fator cada vez mais decisivo de desenvolvimento,&nbsp;o ensino superior público não ocupa posição prioritária em seu projeto de&nbsp;estado. Essa política produz desestímulo, evasão de profissionais e enfraquecimento institucional das universidades estaduais.&nbsp;</p>



<p>O docente universitário é responsável pela formação de profissionais em todas as áreas estratégicas do&nbsp;estado, pela produção científica, pela pesquisa aplicada, pela extensão universitária e pela qualificação de mestres e doutores. A desvalorização dessa carreira compromete a formação de quadros qualificados para o setor público e privado&nbsp;e, assim, a&nbsp;própria capacidade de desenvolvimento regional.&nbsp;Valorizar o ensino superior não é despesa: é investimento estratégico.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Diante disso, exigimos&nbsp;uma mesa de negociação visando à elaboração de uma proposta de&nbsp;reposição integral das perdas inflacionárias,&nbsp;ao respeito&nbsp;da&nbsp;data-base e&nbsp;à&nbsp;construção de uma política permanente de valorização da carreira docente. A universidade pública paranaense é patrimônio da sociedade. Sua defesa passa, necessariamente, pela valorização de quem a sustenta diariamente com trabalho intelectual, científico e formativo.&nbsp;</p>



<p><em>&#8211; Data-base já!</em>&nbsp;</p>



<p><em>&#8211; Por uma mesa de negociação permanente!</em>&nbsp;</p>



<p><em>&#8211; Não há educação valorizada sem&nbsp;valorização&nbsp;da&nbsp;docência!</em>&nbsp;</p>



<p><strong>Diretoria do&nbsp;SindiprolAduel</strong>&nbsp;</p>
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