Campanha de Flávio Bolsonaro aciona TSE contra sindicatos e organizações sociais e levanta alerta sobre liberdade de expressão

Nos últimos dias, a campanha de Flávio Bolsonaro acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em uma série de ações contra sindicatos, entidades estudantis, movimentos sociais e organizações de comunicação.

Entre as organizações citadas estão o ANDES-SN, a CUT, a UNE, a UJS, o MST, o Sindipetro Unificado e o Fonasefe, entre outras.

As iniciativas incluem pedidos de remoção de publicações, suspensão de perfis e restrições à atuação dessas entidades durante o período eleitoral.

Em casos específicos e mais graves, houve medidas efetivas: o Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) teve 13 publicações suspensas. As últimas postagens traziam críticas a temas que constam no programa de campanha de Flávio Bolsonaro, como a defesa da Reforma Administrativa e do modelo de contratação por hora em oposição à CLT. Nenhuma das publicações pedia votos.

O Sindicato Unificado dos Petroleiros dos Estados de São Paulo, Distrito Federal, Goiás e Mato Grosso do Sul (Sindipetro Unificado) sofreu uma determinação de suspensão da circulação de seu jornal “Petróleo dos Brasileiros”.

Os episódios levantam preocupações sobre a liberdade de expressão, a autonomia sindical e o direito das organizações de informar a sociedade e debater propostas políticas que afetam os trabalhadores e os serviços públicos.

Os sindicatos têm o direito e o dever de informar suas categorias e a sociedade sobre propostas políticas que afetam diretamente os direitos trabalhistas, os serviços públicos e as condições de vida da população. É direito dos sindicatos criticar projetos que possam prejudicar sua base, recuperar o histórico de medidas governamentais e alertar sobre possíveis retrocessos.

Impedir a circulação dessas informações representa um grave risco ao pluralismo democrático, sobretudo em um período eleitoral, quando o acesso à informação é fundamental para que a população forme sua opinião de maneira consciente.

Defendemos a liberdade de expressão, a autonomia sindical e o direito de organização e manifestação dos trabalhadores e das trabalhadoras.

Manifestamos nossa solidariedade às entidades atingidas e reafirmamos que não aceitaremos que a atuação sindical seja silenciada quando cumpre seu papel de defender o serviço público, os direitos sociais e os interesses da classe trabalhadora.

O movimento sindical brasileiro não vai ser calado!

Diretoria do Sindiprol/Aduel,

16 de outubro de 2026.