Docentes da Unespar querem fortalecimento da democracia interna e exercício da Autonomia Universitária

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O Sindiprol/Aduel realizou na última segunda-feira (25) mais um debate sobre Autonomia Universitária. O encontro, desta vez, foi na Unespar, campus de Apucarana, e teve a presença de cerca de 150 docentes, funcionários e estudantes. Na mesa estavam os ex-reitores da UEL Jorge Bounassar e João Carlos Thomson e o presidente do Sindicato, Nilson Magagnin Filho. Clique aqui para ver o álbum de fotos no Facebook.

O debate teve início com as falas de Bounassar e Thomson, que foram, respectivamente, o primeiro e o segundo reitores eleitos pela comunidade universitária da UEL. A eleição para reitor tiveram início em 1986, quando a Universidade passou por um processo de democratização. Ambos sofreram com cortes violentos no orçamento efetuados pelo do governo paranaense e, por isso, tiveram que enfrentar judicialmente o Estado para garantir o funcionamento da UEL.

Unespar quer Autonomia e Democracia

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Um docente denunciou “perseguição política contra colegas por parte de membros da administração” e pediu que o princípio da democracia interna fosse respeitado. “Essas pessoas [que praticaram perseguição] tem que ser expostas”, disse Bounassar.

Depois da fala dos integrantes da mesa, a palavra foi aberta à plateia. Um docente denunciou “perseguição política contra colegas por parte de membros da administração” e pediu que o princípio da democracia interna fosse respeitado. “Se não houver união dos departamentos, vamos voltar daqui dez anos e ouvir a mesma coisa. As pessoas que pensam igual têm que se juntar contra isso”, declarou Thomson. Bounassar completou: “a Autonomia implica em responsabilidade. Essas pessoas [que praticaram perseguição] tem que ser expostas”.

O vice-presidente do Sindiprol/Aduel e professor da Unespar/Apucarana, Valdir Anhucci, lembrou que em abril do ano passado o Governo Beto Richa (PSDB), num ato de desrespeito à Autonomia Universitária, sediou a reitoria da recém criada Unespar em Paranavaí mesmo com uma decisão do Conselho Universitário de que a sede seria em Curitiba. Valdir também criticou a obrigatoriedade do envio da lista tríplice ao Governo após as eleições de reitor. “O que se chama de eleição é na verdade uma consulta, já que nesse modelo é o Governo que nomeia o reitor”, lembrou Bounassar.

Acórdão da Autonomia

Durante a gestão de João Carlos Thomson, o Tribunal de Justiça do Paraná produziu um acórdão fruto de um mandado de segurança impetrado pela UEL e UEM que assegura a Autonomia das Instituições Estaduais de Ensino Superior. “As Universidades Estaduais do Paraná são autarquias, mas autarquias de natureza especial, porque a norma constitucional lhes assegura a autonomia, não só didático-científica, mas também de gestão financeira e patrimonial”, lê-se no acórdão. “Universidade Autônoma é aquela livre da interferência de políticos, da religião e do mercado”, lembrou Bounassar durante o debate em Apucarana.

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