Com aval de Dilma, Alckmin promove estado de exceção em São Paulo

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A Polícia Militar de São Paulo protagonizou, nesta terça-feira (2) na praça Roosevelt em São Paulo, mais um episódio grotesco de aniquilamento do direito à livre organização que remete aos tempos mais cruéis da ditadura militar.

Ativistas paulistanos marcaram uma plenária aberta para discutir as prisões ilegais e tortura de manifestantes, demissão dos metroviários grevistas e outras violações de direitos humanos sofridas por membros de movimentos populares na cidade, mas foram surpreendidos pela PM, que sitiou o local de encontro e prendeu e espancou advogados e outros militantes.

Clique aqui para ler o depoimento completo de testemunhas que participaram do evento.

Nas últimas semanas, a PM paulista vem colecionando crimes contra manifestantes e ativistas.  No dia 23 de junho, Fábio Hideki Harano e Rafael Marques Lusvarghi foram presos em uma manifestação contra a copa do mundo acusados falsamente de envolvimento com black blocks e posse de artefato explosivo, acusações facilmente refutadas por vídeos produzidos durante a manifestações. A Justiça negou o Hebeas Corpus e os dois seguem presos na cadeia de Tremembé, interior de São Paulo.

O Sindiprol/Aduel assinou a moção em defesa da liberdade imediata de Fábio Hideki Harano e Rafael Marques Lusvarghi. Clique aqui para ler o documento.

PM criminosa

No dia 9 do mês passado, o estudante Murilo Magalhães foi torturado dentro da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo depois de protestar em apoio à greve dos metroviários. Ele relatou que foi obrigado a tirar a roupa antes de ser espancado por PMs, que também exigiram que ele delatasse outros manifestantes.

Recentemente, a PM inventou ainda uma nova “regra” que legitima a violência policial e absolutamente inexiste na Constituição. Agora, nas palavras de membros da própria Corporação, “só tem manifestação se tiver um líder identificado”. 

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