15 de outubro, dia do professor! Devemos ser lembrados por nossas lutas!

 em Boletins

Só a luta muda a vida. Não fosse assim, os trabalhadores não teriam conquistado a redução da jornada de trabalho, férias remuneradas, previdência social universal, educação pública e gratuita, sistema universal de saúde, salário mínimo, direito à greve e à organização sindical etc. Para isso, a classe trabalhadora fez greves, passeatas e derramou seu próprio sangue.

De 2015 para cá, fizemos greves e tivemos as ocupações das escolas em São Paulo e, ano seguinte, no Paraná, nas quais os estudantes secundaristas protestaram contra a proposta de “reformulação” do ensino médio. Estas ocupações foram seguidas por estudantes de outros estados.

Em 2019, as lutas em defesa da educação pública e gratuita ganharam novos contornos, com as greves pela educação nos dias 15 e 30 de maio, chamadas inicialmente pela União Nacional dos Estudantes (UNE) e assumidas também por organizações sindicais, como o Sindicato Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes-SN). Elas foram motivadas principalmente pelos ataques promovidos pelo governo Bolsonaro e, adensadas pelo governo Ratinho Jr., também ganharam a adesão dos servidores das universidades públicas do Paraná. Ambos seguem o mesmo receituário de desmonte dos serviços públicos, especialmente da educação básica e superior. No plano federal, o presidente e seus ministros utilizam discursos obscurantistas e anticientíficos para deslegitimar as pesquisas e a produção de conhecimento realizadas nas universidades.

Se os professores, técnicos e estudantes das universidades federais estão rechaçando o “Future-se”, localmente estamos fazendo a mesma coisa em relação à Lei Geral das Universidades (LGU), pois ela afronta a autonomia universitária, desmonta a universidade pública e gratuita e precariza as relações de trabalho, além de se omitir em relação a políticas de permanência estudantil.

Neste momento, a LGU está na Casa Civil e deve ser enviada em breve para a Assembleia Legislativa do Estado do Paraná (Alep), numa atitude totalmente desrespeitosa do sr. Aldo Bona, pois contraria a decisão de cinco universidades que a rejeitaram (apenas duas a aprovaram com modificações). Mais uma vez não podemos faltar ao encontro das lutas, afinal, caso seja aprovada, a LGU comprometerá tanto as gerações atuais como as futuras.

Juntos somos mais fortes!

Dia 15 de outubro, devemos ser lembrados por nossas lutas!

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