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Dia 10 de novembro é dia de mobilização em defesa da reposição salarial

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As paralisações e mobilizações de advertência nas universidades estaduais do Paraná mostraram que a unificação além de ser urgente, é possível. No dia 18 de outubro, 90% dos docentes da Universidade Estadual de Ponta Grossa cruzaram os braços. Com isto, conseguiram uma audiência com o Secretário de Estado de Administração e Previdência, Luiz Sebastiani. “Saímos da reunião com uma data em que o Estado nos dará uma resposta, dia 11 de novembro, mas não temos nada do ponto de vista concreto. Por isso, devemos continuar mobilizados”, avalia a presidente do Sinduepg, Cíntia Xavier. O movimento estadual está unificado em torno das reivindicações resultantes do Grupo de Trabalho sobre salários, que reuniu, de maio a julho, SETI (Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior), reitorias e sindicatos. A proposta consiste na equiparação com o piso salarial dos técnicos de nível superior das universidades estaduais do Paraná, que é de R$ 2.382,77 para 40 horas semanais, enquanto o dos docentes é de R$ 1.808,82; e incremento do incentivo por titulação pago sobre o vencimento básico de especialistas (de 20% para 45%), de mestres (de 45% para 70%) e de doutores (de 75% para 100%). Nos dias 26 e 27 de outubro, foram realizadas atividades de mobilização nas demais universidades paranaenses. Em Londrina, os docentes reunidos em assembleia, no dia 20 de outubro, decidiram fazer um pedágio com distribuição de um boletim nas entradas da UEL no dia 26. Esta foi a primeira ação dirigida pelo sindicato para mobilizar os docentes, pois foi consensual, na assembleia, a convicção de que sem um forte movimento será difícil arrancar a reposição salarial. A assembleia resolveu acatar a decisão do grupo de trabalho, com um voto contrário. Mesmo fazendo a avaliação de que a reposição das perdas históricas tem um fundamento jurídico mais sólido, pois baseia-se na garantia constitucional da reposição das perdas decorrentes da inflação, os docentes enxergaram na proposta do GT uma possibilidade, ainda incipiente, de unificação do movimento estadual. O fundamental é que nenhuma das propostas se efetivará sem luta e organização por parte dos professores. Na véspera da resposta do governo, será realizado na UEL e FECEA um dia de mobilização, com assembleia, show e aulas coletivas sobre os salários. Será mais uma forma de exigir do governo uma resposta rápida e positiva às reivindicações. Os sindicatos do estado foram convidados a promoverem atividades neste dia. Entretanto, a SETI já emitiu uma nota que minimiza a possibilidade de o governo dar alguma resposta no dia 11 de novembro e inclui na pauta das discussões do dia a revisão das carreiras técnicas dos funcionários das universidades. Ou seja, o governo prepara mais uma postergação. A resposta dos docentes só pode ser: fortalecer o movimento estadual, superar as divisões e partir para a mobilização. O dia 10 de novembro será um termômetro da disposição de luta dos professores, tanto internamente, quanto para o governo. Participe!

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