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Assembleia define dois dias de mobilização pela campanha salarial

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Esteve presente o professor Cid Andrade, do SESDUEM, seção sindical do ANDES, e foram dados os informes sobre a paralisação de 90% dos professores da UEPG, no dia 18 de outubro. Ainda neste mês, estão marcadas a mobilização da UEM, no dia 26, e da Unioeste no dia 27. A assembleia decidiu participar do dia 26 com um “pedágio” nas entradas da UEL, com panfletos que informem sobre a situação salarial dos docentes e suas reivindicações. É importante que os professores participem desta atividade. Diante das mobilizações, o governo do estado comprometeu-se a dar uma resposta, no dia 11 de novembro, às reivindicações resultantes do Grupo de Trabalho sobre salários, que reuniu SETI (Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior), reitorias e sindicatos. No GT, que se reuniu de maio a julho, o Sindiprol/Aduel defendeu a proposta resultante de suas assembleias: a reposição das perdas historicamente acumuladas desde 1995, que correspondem aos seguintes índices: Auxiliar, 19,27%; Assistente, 36,52%; Adjunto, 26,42%; Associado, 17,63%; e Titular, 28,32%. Esta proposta, porém, foi derrotada e foi decidido pela maioria a equiparação com o piso salarial dos técnicos de nível superior das universidades estaduais do Paraná, que é de R$ 2.382,77 para 40 horas semanais, enquanto o dos docentes é de R$ 1.808,82; e incremento do incentivo por titulação pago sobre o vencimento básico de especialistas (de 20% para 45%), de mestres (de 45% para 70%) e de doutores (de 75% para 100%). Na véspera da resposta do governo, será realizado na UEL um dia de mobilização, com assembleia e aulas coletivas sobre os salários. Será mais uma forma de exigir do governo uma resposta rápida e positiva ás reivindicações. Os sindicatos do estado serão convidados a promoverem atividades neste dia. A assembleia de ontem, com isto, faz um chamado à unidade e mobilização. A assembleia resolveu acatar a decisão do grupo de trabalho, com um voto contrário. Mesmo fazendo a avaliação de que a reposição das perdas históricas tem um fundamento jurídico mais sólido, pois baseia-se na garantia constitucional da reposição das perdas decorrentes da inflação, os docentes enxergaram na proposta do GT uma possibilidade, ainda incipiente, de unificação do movimento estadual. O fundamental é que nenhuma das propostas se efetivará sem luta e organização por parte dos professores. Ação Judicial sobre a sede A assembleia deliberou sobre o fim do litígio com o Sinpro (Sindicato dos professores das instituições particulares de ensino) que há 17 anos, quando se desvinculou do Sindiprol, reivindicou a metade da sede da Praça La Salle. Em cumprimento à decisão judicial, será feito um pagamento a eles de um valor equivalente aos filiados das particulares no momento da ruptura, o que corresponde a 12%. Calculando o valor da casa, atestado pela Raul Fulgêncio empreendimentos imobiliários, e o percentual definido na decisão judicial, chegou-se ao valor de R$95 mil, quantia já aceita pela diretoria do Sinpro. O professor Cristiano Simon, que foi presidente do Sindiprol na época da divisão, contextualizou a decisão dos docentes na época que, movidos pela solidariedade sindical, decidiram dividir o uso da sede e parabenizou os responsáveis pelo resultado final da ação. O pagamento foi aprovado por unanimidade. Em outros assuntos, foi dado o informe sobre o II Congresso do Sindiprol/Aduel: trabalho e organização docentes. Os kits para tiragem de delegados foram entregues aos professores para que contribuam para o processo de escolha. Vale lembrar que o congresso acontecerá no dia 05 de novembro, sábado, a partir das 8h30, na Praça La Salle, 83. A participação é aberta a todos interessados. Os professores também foram convidados a participar da inauguração do Bar Cultural do sindicato, no dia 28 de outubro, a partir das 18h, na Praça la Salle, 83.

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