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Assembleia de professores decidirá os rumos da campanha salarial

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Enquanto a inflação continua corroendo os salários dos professores, a proposta de alteração no plano de carreiras se mantém nas gavetas do governo paranaense. Para exigir uma rápida resposta e, principalmente, a justa reposição das perdas acumuladas historicamente, os docentes da UEL se reunirão em assembleia, no dia 20 de outubro, às 10h, na sala 103 do CCH. Em relação à campanha salarial, serão decididas as próximas ações. A diretoria do Sindiprol/Aduel irá propor que os docentes paralisem suas atividades por um dia para mostrar ao governo sua disposição de luta. Nas outras estaduais paranaenses, os professores já estão fazendo dias de mobilização. No dia 18 de outubro, 90% dos docentes da UEPG pararam, realizaram aulas coletivas com os estudantes, conseguiram uma audiência com o Secretário de Administração e Previdência, Luiz Sebastiani, que se comprometeu a apresentar a resposta do governador sobre a alteração nos salários até 12 de novembro. Na UEM e Unioeste, os professores também decidiram realizar paralisações no dia 27 de outubro. Diante disto, o Sindiprol/Aduel convidou os representantes dos sindicatos representativos dos docentes das outras universidades para participarem da assembleia de amanhã, fazendo desta também uma ação que contribua para a unificação do movimento estadual. Histórico Ao longo de 2010, o Sindiprol/Aduel buscou incessantemente unificar o movimento estadual. Em outubro, os docentes da UEL, UENP e FECEA deliberaram pela reivindicação da reposição das perdas historicamente acumuladas. Resultando nos seguintes percentuais: Auxiliar ………….. 19,27 Assistente ………. 36,52 Adjunto …………. 26,42 Associado ………. 17,63 Titular ……………. 28,32 Em fevereiro, como os sindicatos mistos e as seções sindicais do ANDES haviam protocolado separadamente suas pautas, o Sindiprol/Aduel também protocolou as reivindicações de sua base. Com as três pautas em mãos, e sem nenhuma resposta do governo, o Secretário de Ciência Tecnologia e Ensino Superior, Alípio Leal, acatou a proposta da Adunioeste de criar um Grupo de trabalho (GT) sobre os salários dos docentes. O GT sobre salários reuniu, de maio a julho, a SETI (Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior), reitorias e sindicatos representativos dos docentes. O GT concluiu com um relatório, protocolado em 18 de agosto, que defende a equiparação com o piso salarial dos técnicos de nível superior das universidades estaduais do Paraná e incremento do incentivo por titulação pago sobre o vencimento básico de especialistas (de 20% para 45%), de mestres (de 45% para 70%) e de doutores (de 75% para 100%). Desde então, o sindicato tem cobrado do governo uma reposta. No dia 31 de agosto, distribuiu uma carta aberta ao governador; em 16 de setembro participou de uma audiência com Beto Richa; no dia 07 de outubro entregou uma carta ao governador durante as comemorações dos 40 anos da UEL. Sabemos que uma resposta positiva às nossas reivindicações depende da mobilização dos docentes da UEL, UENP e FECEA e da unificação do movimento estadual. Por isso, convocamos todos docentes a participarem da Assembleia de amanhã. Vale lembrar que a Assembleia também tratará do litígio com o Sinpro (Sindicato dos professores das instituições particulares de ensino) que, há 17 anos, quando se desvinculou do Sindiprol, reivindicou uma parte da sede da Praça La Salle. Em cumprimento à decisão judicial, será feito um pagamento a eles e os associados deverão tomar essa decisão.

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