- Por sindiproladuel
- postado em 1 de junho 2017
- em Boletins
Diferença entre relatório oficial e Audiência (despesas)
| Descrição | Audiência | Diário Oficial |
| Educação | 31,75% | 29,1% |
| Saúde | 12,03% | 10,5% |
| Gasto Pessoal | 45,15% | 43,73% |
Como se vê, o comprometimento da receita corrente líquida com pessoal caiu do patamar de 45,39% registrado em dezembro de 2016 para 43,73% no encerramento de abril de 2017, muito abaixo dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal.
A triste postura do Secretário Mauro Ricardo visava provocar os servidores e interromper a audiência para não enfrentar a denúncia de calote à data-base, o que demonstra que a finalidade do governo não é atingir o “equilíbrio financeiro” do Estado, mas atacar os servidores e os serviços públicos.
Mauro Ricardo já tentou acabar com a autonomia das universidades paulistas em 2007 quando era Secretário de Fazenda daquele estado
As universidades também vêm sendo alvos sistemáticos das manobras do Secretário Mauro Ricardo, que num movimento muito próximo ao que está protagonizando aqui no Paraná, atacou a autonomia das universidades paulistas pelos idos de 2007, quando exercia o cargo de Secretário da Fazenda do governo do Estado de São Paulo, durante a gestão de José Serra, seu padrinho político.
Através de uma série de decretos, ele buscava controlar a contratação de professores e o uso dos recursos destinados por orçamento às universidades paulistas (USP, Unesp e Unicamp). A reação da comunidade universitária à época e as denúncias de juristas de que a ação era inconstitucional, obrigou-o a estancar a ofensiva. Veja clicando aqui e aqui.
O resgate desse infeliz episódio serve para mostrar que o plano do atual Secretário sempre foi o de acabar com as universidades públicas. Não se trata de uma questão financeira episódica, mas de um projeto que ganha expressão quando encontra, em Curitiba, ambiente de total desconhecimento sobre a importância das universidades públicas estaduais como estratégia de desenvolvimento do interior do Estado do Paraná e da autonomia universitária como instrumento de garantia de produção de conhecimento em benefício do conjunto da sociedade.
Ao provocar servidores em audiência pública e bloquear recursos das três universidades que “ousaram” questionar seus desmandos e invocar a Lei maior em sua defesa, o Secretário demonstra seu despreparo para o exercício da função social de gestor público. Manipula dados e atinge os mais fragilizados, como é o caso dos estudantes indígenas que não receberam as bolsas necessárias à sua subsistência, e ainda, os fornecedores de bens e serviços, com os quais as universidades possuem compromissos, paralisando atividades importantes nas três regiões (Londrina, Maringá e Cascavel).
