Alerta: governo pode estar preparando novo bote
- Por sindiproladuel
- postado em 11 de junho 2012
- em Boletins
Diante do fato de que o governo não encaminhou o projeto de reposição salarial dos docentes no dia 1º de maio, o SINDIPROL/ADUEL tentou em vão até agora obter uma explicação oficial para o atraso no cumprimento do acordo pactuado no final de março deste ano, quando os sindicatos concordaram em aguardar até inicio de maio para que o projeto de lei chegasse à Assembleia Legislativa do Paraná. Clique aqui para ver o oficio enviado pelo sindicato que não teve resposta.
Sem nenhuma explicação plausível o governo vem protelando o envio do projeto de lei que determinaria a concessão de um reajuste de 7,14% a cada mês de outubro, durante os próximos quatro anos, até integralizar os 31,73% para corrigir a defasagem entre o piso salarial dos docentes e o dos técnicos de nível superior das IEES. Nem a troca de secretários, nem qualquer outro trâmite burocrático entre as várias secretarias justificam o atraso.
Pelo contrario, estudos realizados pela diretoria do SINDIPROL/ADUEL indicam que o governo está preparando o cenário para justificar um possível impedimento para efetivar a reposição a partir de outubro deste ano. Os dados de arrecadação e despesas com pessoal no primeiro quadrimestre divulgados no final de maio podem estar sendo manipulados para provar que os valores estariam acima do limite permitido para conceder outros reajustes.
Ocorre que se o projeto de lei estivesse tramitando desde inicio de maio – como havia sido combinado –, esses dados não influenciariam a efetivação da reposição, o que tem levado a categoria a interpretar essa conduta como má-fé por parte da administração estadual.
19 de junho – Assembleia docente para preparar a mobilização de agosto
A indignação dos docentes da UEL, FECEA e UENP – representados pelo SINDIPROL/ADUEL – é a mesma que vem sendo manifestada por todos os professores das outras universidades do estado. Em algumas delas, já se discute a possibilidade de não se iniciar as aulas na volta do recesso de julho, caso o governo não cumpra sua palavra.
Trata-se de uma reação muito justa, pois será a segunda vez em menos de um ano que o governo não respeita o que ele mesmo propõe. A primeira vez foi no começo deste ano, quando voltou atrás no compromisso de conceder a reposição de 31,73% em três parcelas anuais a partir do começo de 2012. Mesmo com esse precedente, os professores de todas as universidades paranaenses concordaram com a nova proposta feita pelo governo Beto Richa/PSDB de parcelar em quatro vezes a reposição a ser efetuada a cada mês de outubro.
O SINDIPROL/ADUEL, em conjunto com os outros sindicatos docentes, está tentando – até agora sem sucesso – ouvir das autoridades do estado uma justificativa pelo atraso, de modo que não cabe outra alternativa aos professores do Estado senão preparar a mobilização e pensar em todas as alternativas para pressionar o governo a cumprir sua palavra.
Participe da Assembleia Geral dos docentes que será realizada na terça-feira, dia 19 de junho às 9 horas da manhã, na sala 104 do CCH para deliberar sobre as medidas para conseguir arrancar do governo o nosso direito.
Corte da remuneração dos plantões
Nas últimas semanas o governo Beto Richa/PSDB também resolveu atacar em outra frente as condições de trabalho dos docentes das universidades. Desta vez, mediante uma resolução, recortou o valor pago pelos plantões aos docentes que exercem esta atividade nos hospitais universitários, hospitais veterinários e clinica odontológica.
Ocorre que o valor dos plantões é definido por uma lei especifica que vigora há anos e não pode ser alterada por uma simples resolução. Ademais, nem as administrações (reitorias) e nem os plantonistas foram consultados acerca desta redução.
O SINDIPROL/ADUEL prepara um mandado de segurança com pedido de liminar contra esta decisão para reestabelecer o direito dos docentes plantonistas e tem participado das reuniões destes e da articulação estadual dos profissionais contra essa medida. É importante destacar que diversos serviços prestados pelas unidades que contam com o trabalho dos plantonistas correm o risco de serem prejudicados em consequência dessa medida tomada de maneira unilateral e intempestiva por parte do governo.
Clique aqui para ler o manifesto dos docentes plantonistas.
