Assembleia Geral Unificada: as três categorias da UEL juntas na luta

 em Boletins

Na terça-feira (11), o gramado do CLCH (Centros de Letras e Ciências Humanas) da UEL (Universidade Estadual de Londrina) foi tomado por cerca de 500 estudantes, servidores técnico-administrativos e professores da Universidade. Desde 2015 sem acontecer, a Assembleia Geral Unificada foi tirada das Assembleias de cada categoria realizadas no dia anterior (segunda, 10), com o objetivo de discutir os rumos da Universidade e do país frente aos ataques nos âmbitos estadual e federal.

Inicialmente marcada para o Anfiteatro Maior do CLCH, a Assembleia teve de ser transferida para o gramado devido ao grande número de pessoas. Em pé, sentados na grama ou nas calçadas da UEL, os membros da comunidade acadêmica ouviram e debateram, das 16h às 18h, aproximadamente, as falas de professores, estudantes e servidores.

A mesa foi composta por um representante de cada categoria. Pelos docentes, representando o Sindiprol/Aduel, estava Eliel Machado. Na avaliação do Diretor de Comunicação do sindicato, há duas pautas que unificam as três categorias: a Reforma da Previdência e os ataques contra a educação pública. “São, na verdade, duas pautas que dão unidade às categorias: a greve contra a reforma da previdência (que unifica três gerações com relação ao mercado de trabalho) e os ataques sofridos pelas universidades públicas, de diferentes formas e intensidade por parte dos governos estadual e federal”, explica Machado, que também ressalta o fato da Assembleia ser um “fato histórico”.

Representando a categoria que é maioria na Universidade e esteve em maior número na Assembleia, Christiana Maia, presidente do DCE (Diretório Central dos Estudantes), destacou a força que as três categorias, se unidas, têm para lutar “contra esses ataques que visam a privatização da universidade pública”. De acordo com ela, “o ideal é que esse contato se mantenha e se amplie, para que os interesses da comunidade da UEL como um todo sejam prioridade na hora de defendermos esse patrimônio”. “Importante destacar também esse dia de luta [o 14 de junho], que entrará para a história da classe trabalhadora, no qual muitas categorias irão às ruas para dizer não a essa reforma antipopular do Bolsonaro e do Guedes; e os estudantes estão impulsionando essa greve junto aos sindicatos e movimentos sociais de Londrina”, destaca Maia.

Arnaldo Mello, presidente da Assuel, finalizou a composição da mesa, representando os servidores técnico-administrativos da UEL. Ele, que tem 21 anos de UEL, já participou de outras Assembleias Gerais Unificadas e destaca que elas sempre tiveram “êxito, mesmo tendo complexidades [como as pautas específicas de cada categoria]”. Segundo Mello, a “adesão de técnico é muito boa, assim como a expectativa para o protesto de amanhã [Greve Geral de 14 de junho], que contará com mais de 40 entidades”.

Além do encaminhamento para a Greve Geral do dia 14 de junho, a expectativa é que a mobilização continue dentro das categorias e da Universidade, afinal, há a defasagem salarial de 17%, a falta de concursos públicos para docentes e técnicos-administrativos, a falta de subsídios para o RU, a falta de recursos para garantir a permanência estudantil, os ataques privatistas e a Lei Geral das Universidades para serem discutidas na sequência da greve contra a Reforma da Previdência.

Programação da Greve Geral de sexta-feira (14)

Em Jacarezinho: 8h30, em frente ao CCHE (Centro de Ciências Humanas e Educação), em Jacarezinho;

Em Londrina: 9h, em frente ao Terminal Central, e 17h, em frente às Pernambucanas;

Em Apucarana: 15h30, no platô da Praça Rui Barbosa.

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