Professores da UEL exigem a suspensão do projeto de alteração da carga horaria docente

O Sindiprol|Aduel protocolou hoje, 16 de maio, oficio informando à reitoria as deliberações da última assembleia docente. Esta assembleia debateu o projeto da administração que altera unilateralmente o cômputo da carga horária docente, afrontando as normas vigentes. Os professores deliberaram por unanimidade exigir:

  • suspensão imediata do projeto em desenvolvimento;
  • retirada do ar do módulo “Atividade Docente” do Portal Docente
  • participação do Sindicato em quaisquer discussões que envolvam carga horária docente e condições de trabalho.

Nas suas intervenções, os professores denunciaram que esta medida é um ataque às condições do trabalho docente, já está muito deteriorada, devido às restrições que o governo impõe para substituição dos docentes aposentados, sobrecarregando a jornada de trabalho que os professores realizam em virtude da maioria trabalharem no regime de TIDE, sem exigir o pagamento de horas extras.

Por isso, foi criticado que o sistema ignora algumas atividades realizadas, reduz a carga horária de outras e não reflete a dinâmica da atividade docente. Na prática, o instrumento propõe uma nova forma de contagem da carga horária docente que contraria os dispositivos internos que estabelecem tais parâmetros (portarias, resoluções).

Por último, o sindicato alerta à administração que, “a exposição pública de informações que não condizem com a realidade é passível de questionamentos legais”.

Assembleia de quinta feira discutirá Carga Horária Docente

O Sindiprol|Aduel convoca os docentes, associados ou não, a participar da Assembleia Geral dia 10 de maio às 14h em primeira chamada na Sala de Eventos do CCH, no campus da Universidade Estadual de Londrina para deliberar sobre a seguinte ordem do dia:

  1. Carga horária docente;
  2. Informes: Data-base; TIDE; ParanáPrevidência;
  3. Outros assuntos.

APOSENTADOS SE REUNEM PARA DISCUTIR MOBILIZAÇÃO PELA PARANAPREVIDÊNCIA

Os professores que participaram da última assembleia, realizada em 26 de abril, deliberaram pela criação de uma Comissão de Aposentados e demais interessados em discutir os rumos do sistema de previdência do Estado do Paraná após o assalto do governador Beto Richa ao Fundo Previdenciário nos últimos anos.

Essa Comissão realizará sua primeira reunião o próximo dia 7 de maio (segunda-feira), a partir da 14:00 horas, no Centro de Vivência dos Professores, no Campus da UEL. A Comissão deverá discutir e encaminhar ações para mobilizar os aposentados da UEL, UENP e UNESPAR-Apucarana, bem como os docentes que se encontram em processo de aposentadoria e demais professores interessados, com vistas a aprofundar o conhecimento do problema e integrar o movimento estadual em conjunto com as demais categorias.

Participe!!

 

SEMANA CULTURAL 1º DE MAIO

Exposição de fotos

“29 de abril – Não Esqueceremos”  2 a 4 de maio

Ciclo de Cinema

O jovem Karl Marx – 02/05 às 16:30 / Debatedor: Professor Eliel Machado

Eu, Daniel Black – 03/05 às 16:30 / Debatedora: Professora Silvia Alapanian

A língua das mariposas – 04/05 às 16:30 / Debatedor: Professor César Bessa

Local: Centro de Vivência dos Professores (Campus)

 

BENEFÍCIOS PREVIDENCIÁRIOS ESTÃO EM PERIGO

Beto Richa e o roubo da ParanáPrevidência

Em reunião do ultimo dia 9 de abril, o Conselho de Administração (CA) da ParanáPrevidência adiou, mais uma vez, a aprovação do balanço de 2017. A justificativa foi que o novo presidente, o recém nomeado João Giona, homem forte do Mauro Ricardo, precisaria de mais tempo para analisar as contas. Na realidade, o problema é que o governo não quer reconhecer a dívida com a ParanáPrevidência.

De acordo com a conselheira Vilma Terezinha, que representa os servidores no CA, devido às mudanças feitas pelo governo “Em 2015, o governo transferiu mais de 30 mil servidores do Fundo Financeiro para o Fundo de Previdência. E o Tribunal de Contas do Estado já avisou que [….] se continua tirando dinheiro mês a mês, em 5 anos não terá dinheiro para pagar os trabalhadores”.

O balancete da ParanáPrevidência aponta a previsão de um rombo de aproximadamente R$16 bilhões de 2015 a 2022. Se isso se confirmar, a partir dessa data todas as pessoas que estão recebendo aposentadoria ou pensões pelo Fundo Previdenciário vão ter que passar para o Fundo Financeiro, ou seja, serão pagos diretamente pelo tesouro do Estado, o que pode vir a comprometer inclusive o pagamento dos salários dos servidores da ativa.

Quase três anos após o massacre de 29 de abril, R$6,1 bilhões foram descapitalizados do Fundo Previdenciário, devido à segregação de massa feita pelo governo. Ademais, a contrapartida patronal de inativos e pensionistas também não está sendo feita. São mais de R$304 milhões que não foram pagos pelo Estado. Sem falar na taxa de administração devida ao Fundo de Previdência que soma R$ 89 milhões, e mais créditos a receber computados em mais de R$ 166 milhões.

Segundo o economista Cid Cordeiro, o ataque do governo Beto Richa ao Fundo Previdenciário fez com que o dinheiro dos servidores no Fundo fosse reduzido à metade. “O Fundo é menor do que deveria. Hoje deveria estar com 14 bilhões de reais, mas está com a metade. A ausência de contribuição patronal sobre os inativos e o não pagamento da taxa de administração também é um agravante. Tudo isso reduz o tempo de vida sustentável do Fundo. Vai chegar o momento em que não haverá como pagar as aposentadorias”.

O ex-governador Beto Richa se gaba de ter feito o ajuste fiscal e resolvido o problema das finanças do Paraná, mas, o que de fato fez foi assaltar o Fundo Previdenciário formado exclusivamente – até agora – pela contribuição dos servidores. Agora que se licenciou, tenta esconder as dívidas que fez com o fundo da ParanáPrevidência.

Em um futuro muito próximo, os governos irão alegar que o sistema de previdência dos servidores estará falido, e utilizarão isso para justificar outros ataques aos direitos dos servidores públicos estaduais.

O Sindiprol/Aduel considera urgente a mobilização dos servidores ativos e aposentados para enfrentar esta situação e garantir que o governo reconheça formalmente a dívida que tem com o Fundo da ParanáPrevidência.

Com essa finalidade convoca assembleia docente [ativos e aposentados] no dia 26 de abril as 14 horas no centro de vivência dos docentes, no campus universitário. Nessa assembleia a pauta única será a discussão sobre a situação da ParanáPrevidência e encaminhamentos.

A decisão do STF e a Autonomia Universitária

No último dia 3 de abril, o STF negou a pretensão do governo do Estado que questionava o Acórdão do TJ do Paraná de 28 de maio de 1992, sobre a autonomia da UEL e da UEM. A decisão do ministro Luís Roberto Barroso, confirma o acerto da posição do SINDIPROL|ADUEL que, desde 2013, vinha exigindo que a reitoria fosse à justiça defender a autonomia da Universidade ameaçada pelos inúmeros decretos do governo Beto Richa.

Vários ofícios foram encaminhados à reitoria e ao Conselho Universitário solicitando que a Universidade utilizasse o Acórdão de 1992 contra as agressões do governo. Ex-reitores se manifestaram formalmente sobre a necessidade dessa ação. As assembleias de docentes, durante a greve, também se posicionaram nesse sentido. Mesmo assim, a reitoria evitou o quanto pôde utilizar o Acórdão na justiça em defesa da autonomia, preferindo uma política de menor enfrentamento com o governador, o que levou a atual situação de controle quase absoluto do governo sobre a gestão da Universidade.

O despacho do ministro afirma que:

Observa-se que o secretário estadual, ao condicionar a liberação de pagamento de pessoal a uma análise prévia do custo, acabou indo além de sua prerrogativa legítima de controle, ferindo de fato a autonomia das universidades públicas prevista no art. 207 da Constituição Federal, uma vez que o controle exercido pelo Executivo sobre as universidades acabaria significando um poder de veto sobre a gestão financeira do pessoal.

Citando ainda, para embasar sua decisão, o parecer da Procuradoria-Geral da República:

“De modo geral, deve valer o princípio de que as universidades devem ter acesso garantido a suas verbas orçamentárias normais, independentemente do escrutínio e aprovação de seu emprego por terceiros. Negar-lhes isso, condicionando o gasto ordinário ao prévio exame de legalidade parece eliminar a autonomia, entendida como a capacidade de autogestão de seus próprios assuntos”.

 Embora o governo ainda possa recorrer, a decisão é um importante passo na afirmação da autonomia universitária consagrada na CF de 1988 e na Constituição do Paraná. A reafirmação da autonomia pela alta corte deve agora ser utilizada pelas universidades paranaenses não só para impedir a entrada no famigerado sistema de controle de pessoal META 4, mas para reverter ações do Novo SIAF que violam autonomia e para fazer cessar as agressões perpetradas pelo governo contra as IEES.

ASSEMBLEIA APROVA INDICATIVO DE GREVE

No dia 29 de janeiro de 2018 se reuniram em assembleia geral convocada pelo Sindiprol|Aduel os docentes da UEL no anfiteatro maior do CLCH para discutir o provável não recebimento dos salários por conta das pressões do governo do Estado para forçar o ingresso da UEL e UEM no sistemaRH Meta 4.

Após o debate deliberaram:

  • Indicativo de greve caso não recebam os salários até o dia 31 de janeiro e assembleia para deflagração do movimento no dia 1º de fevereiro na parte da manhã
  • Moção de apoio aos conselhos superiores e ao Reitor da UEM que resistem à pressão do governo
  • Moção de repúdio à reitoria da UEL pela entrega os documentos ao governo
  • Indicativo aos docentes do Conselho Universitário para que exijam a destituição da Reitora por desrespeitar a decisão deste Conselho
  • Convocação de uma Assembleia Geral Universitária

REITORIA ENTERROU A AUTONOMIA DA UEL

A reitora da UEL comunicou ontem ao Conselho Universitário que entregaria ao governo o ultimo pacote de documentos que possibilitam que se inclua a UEL no sistema RHMeta 4. Dentre as “justificativas” para a entrega dos documentos estão uma exigência da justiça, passível de multa diária por descumprimento, e a ameaça de Beto Richa de não repassar os recursos para a folha de pagamentos dos salários de janeiro.

No entanto, tais “justificativas” apenas corroboram a política desta reitoria que a comunidade universitária da UEL tem assistido há tempos: seu deliberado abandono da defesa da Autonomia Universitária de que gozam as IES por força da Constituição Federal – art. 207 e da Constituição Estadual – art. 180.

Desde 2013, quando Beto Richa iniciou a campanha contra as IEES, com uma chuva de decretos restritivos, a reitoria nunca se negou a entrar no META4. Alegou dificuldades técnicas, mas nunca invocou o princípio da Autonomia Universitária. Foram necessárias duas greves e uma campanha das entidades sindicais, dos estudantes, de ex-reitores, e deliberações do Conselho Universitário, para que o Acórdão de 1992 fosse utilizado pelo jurídico da UEL.

Mesmo assim, a reitoria foi entregando praticamente todas as informações ao governo ao longo do tempo (faltando apenas um ultimo pacote de dados) confirmando tacitamente que ele tinha o direito de tratar a Universidade como mais uma das suas repartições e não como uma instituição milenar que tem como premissa de sua existência precisamente a autonomia.

Cedendo passo a passo, fez saber ao governo que cederia completamente. Nem mesmo aproveitou o excepcional momento criado por iniciativa do Comitê Estadual em Defesa do Ensino Superior Público, que permitiu reuniram-se os sete Conselhos Universitários para enfrentar conjuntamente os ataques do governo à autonomia. Os reitores preferiram a frágil união em torno de uma proposta de simples autonomia financeira, aceitando discutir a inclusão no META4 em um grupo de trabalho na SETI.

Afrontando a decisão do Conselho Universitário da UEL de não entregar o último pacote de documentos ao governo, numa reunião extraordinária e de forma extemporânea, a reitoria apenas informou a sua decisão, sem submetê-la a uma votação, mostrando que não respeita a democracia interna da instituição e que tem consciência de que sua atitude serve mais ao governo que à comunidade universitária.

Ao alegar não haver mais recursos possíveis, a reitoria não cumpriu com sua obrigação de ir até o limite legal de defender a Universidade, estando disponíveis ainda diversos instrumentos jurídicos de recursos aqui e para além do Poder Judiciário paranaense, como demonstra a atitude da reitoria da UEM, que na data de hoje (25) recorreu novamente da decisão que a obriga a entregar os documentos.

Mesmo reconhecendo que esta não foi a primeira administração da UEL a abdicar da Autonomia Universitária e se dobrar a governos que usam as universidades públicas para objetivos políticos, o que importa é que esta reitoria deu o golpe de misericórdia na Autonomia Universitária ao permitir que o governo possa, a partir de agora, utilizar a folha de pagamentos dos docentes e demais servidores como instrumento de represália e controle, como tem feito exemplarmente com os professores da rede estadual de educação.

A reitoria desprezou a capacidade de resistência histórica da comunidade universitária da UEL assumindo a responsabilidade pela entrega dos documentos, mas,  mesmo com toda essa capitulação, como foi publicamente reconhecido, não existe nenhuma garantia de que os salários sejam pagos.

Assim, convocamos todos os docentes para a Assembleia Geral a se realizar na próxima segunda-feira (29), a partir das 10:00 horas, no Auditório Maior do CCH. Em pauta: Indicativo de Greve em razão do não recebimento dos salários; outros assuntos.

SINDICATO OBTÉM LIMINAR CONTRA DECISÃO DO TCE SOBRE O TIDE

O Sindiprol/Aduel obteve junto ao TJ/PR medida liminar que suspende, para seus associados, os efeitos do Acórdão do TCE que caracteriza o TIDE docente como gratificação. Com isso a ParanaPrevidência fica impedida, até que ocorra o julgamento do mérito da questão, de aplicar os cálculos reduzindo os valores do TIDE aos docentes que se encontram em processo de aposentadoria.

Mesmo não sendo uma decisão definitiva, trata-se de um importante passo no sentido de corrigir o caminho tortuoso que o governo Beto Richa traçou para destruir a carreira dos docentes das universidades paranaenses.

Aos docentes diretamente interessados que não compareceram na reunião da ultima terça-feira (23) no sindicato, solicitamos que entrem em contato com os diretores da entidade para quaisquer esclarecimentos.

Urgente – Assembleia Docente Indicativo de Greve

O Sindicato dos Professores do Ensino Superior Público Estadual de Londrina e Região – SINDIPROL / ADUEL – CONVOCA os docentes, associados ou não, das instituições de ensino superior públicas estaduais do norte do Paraná para Assembleia Geral dia 29 de janeiro às 09:30h em primeira chamada e meia hora depois se precisar de uma segunda chamada, tendo como local o Anfiteatro Maior do CCH, no campus da Universidade Estadual de Londrina (Rod Celso Garcia Cid, Km 380 – Londrina-PR) para deliberar sobre a seguinte ordem do dia:

1) Indicativo de greve em razão do não recebimento dos salários;

2) Outros Assuntos.

Londrina, 23 de janeiro de 2018.

NILSON MAGAGNIN FILHO

Diretor Presidente

SINDIPROL/ADUEL INFORMA

Como já era esperado, o ano de 2018 começa com a ofensiva do governo do Estado contra as Universidades.

SOBRE OS SALÁRIOS DE JANEIRO

Com a vigência do Novo SIAF a partir deste mês e a insistência para que a UEL e a UEM entreguem os documentos para a entrada no META 4 – já prevista em contrato do governo do Estado com a empresa que cobra por pessoa para gerenciar a folha de pagamentos -, as administrações das IEES entraram em estado de alerta.

Tanto a UEL quanto a UEM continuam defendendo na justiça a autonomia das universidades conforme previsto em Lei, o que coloca qualquer ação do governo para complicar a realização dos pagamentos em situação de ilegalidade.

A diretoria do Sindiprol/Aduel está alerta, acompanhando as negociações das administrações com o governo e informa a todos os docentes que deve marcar assembleia para os últimos dias do mês de janeiro, quando a situação dos salários estiver mais clara.

SOBRE O TIDE

No final do ano passado, cinco docentes que solicitaram aposentadoria receberam processos com cálculo do valor a menos, em função da interpretação do TCE de que o TIDE é uma mera gratificação. O Sindiprol/Aduel recorreu contra a decisão do TCE na justiça em nome dos docentes de sua base e aguarda o julgamento do TJ/PR. A PRORH informou que novos processos nesses mesmos termos devem ser enviados pela ParanaPrevidência em breve.

Convidamos os docentes que se encontrem nessa situação para reunião de esclarecimentos e orientações, a se realizar na próxima terça-feira, 23, a partir das 17 horas, na sede do Centro de Vivência do Sindiprol/Aduel no campus.