Skip to content

Comando Estadual Docente questiona APIESP

Compartilhe:

Curitiba, 2 de março de 2015.

 PARA: APIESP – Prof. Aldo Bona (Reitor da Unicentro) C/cópia:
  • Reitor da UEM Mauro Luciano Baesso
  • Reitora da UEL Profª. Berenice Quinzani Jordão
  • Reitor da Unioeste Paulo Sérgio Wolff
  • Reitor da UEPG Carlos Luciano Sant´Ana Vargas
  • Reitor da Uenp Profª. Fátima Aparecida da Cruz Padoan
  • Reitor da Unespar Antonio Carlos Aleixo
O Comando Estadual de Docentes das sete universidades em greve se dirige à presidência da APIESP e aos demais reitores das universidades estaduais para esclarecer nossa posição face a nota divulgada pela APIESP em 25 de fevereiro passado.
  1.  Nenhum dos pontos registrados na nota representa avanços para as universidades ou para os docentes em Nem mesmo o repasse em atraso da primeira parcela do Custeio pode ser visto como positivo, uma vez que é obrigação constitucional do Estado. O pagamento de 1/3 de férias no mês de março também não deve ser compreendido como um avanço. O atraso do pagamento das férias dos docentes e servidores técnicos deveria ter motivado um posicionamento firme e imediato da APIESP, por meio de nota pública, que manifestasse a sua contrariedade a tal arbitrariedade.
  2. O Decreto Estadual que cria Grupo de Trabalho (GT) para elaboração de projeto de autonomia financeira nunca foi reivindicado pela comunidade universitária. Ao contrário, qualquer discussão neste GT ou noutros espaços de domínio e controle do governo estadual contraria a vontade da comunidade universitária expressa nas assembleias de docentes, de técnicos e de Estamos em greve também para que o governo desista de impor seu projeto de autonomia financeira às universidades, fato que é de conhecimento da presidência da APIESP e dos demais reitores.
  3. O adiamento da discussão sobre a divisão dos recursos de Ciência & Tecnologia, mais especificamente, a divisão de 1% dos recursos constitucionais que vão para a alquebrada Fundação Araucária, não deveria ser considerada uma conquista pela O que esperamos é que os reitores atuem vigorosamente para defender a manutenção e a ampliação dos recursos que financiam projetos de pesquisas, de extensão e bolsas para as universidades.
  4. A “retirada da exigência das universidades no sistema RH Meta-04”, conforme a nota da APIESP, deveria ter incluído a UENP e a UNESPAR, que também pertencem ao sistema estadual, embora não sejam tratadas com isonomia pelo governo e agora pela
  5. O arquivamento do projeto de reforma da ParanáPrevidência, conseguido pela luta dos servidores, não soluciona o flagelo dos funcionários uma vez que o governo Beto Richa anunciou o retorno do tema a Assembleia A comunidade universitária espera que a APIESP demonstre firmeza perante o governo Beto Richa para impedir mudanças que piorem nosso sistema previdenciário.
  6. Por fim, a tentativa de a APIESP negociar a greve dos docentes nunca foi um pedido do Comando Estadual e de nenhum dos sindicatos Esperamos que a presidência da APIESP e os reitores das universidades estaduais ao invés de anunciar avanços inexistentes envidem esforços para ajudar na solução da pauta da greve (protocolada para todos os reitores), argumentando junto ao governo estadual sobre a necessidade de haver diálogo sobre os pontos que levaram à deflagração do movimento de greve. Até o momento, com quase três semanas de greve, o governo não estabeleceu agenda para ouvir e negociar a pauta da greve docente.
Certos de que a APIESP e os demais reitores ainda podem contribuir com este movimento de defesa da universidade e de direitos sociais, nos despedimos.

 Comando Estadual de Greve Docente

Compartilhe: