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GOVERNO PEDE AJUDA AO LEGISLATIVO E AO JUDICIÁRIO PARA ACABAR COM A GREVE NAS UNIVERSIDADES

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Na tarde da última quinta-feira (05 de março) o Secretário João Carlos Gomes (SETI), acompanhado do deputado Romanelli, receberam, em reuniões separadas, representantes dos sindicatos mistos – que congregam docentes e funcionários técnicos administrativos -, e representantes dos docentes, entre eles o SindiprolAduel, para uma conversa em Curitiba. Mais uma vez, a reunião não teve caráter de negociação, constituindo-se em uma simples troca de informações na qual apresentamos novamente nossa pauta e Secretário e Deputado informaram aquilo que já sabemos há algum tempo: o terço de férias será pago no final de março, o governo se compromete a retomar as contratações dos docentes e demais servidores já concursados (algo em torno de 400 pessoas ao todo) sem, no entanto, estabelecer prazos. O Secretário prometeu mais uma vez repassar algum recurso de custeio para o início das atividades acadêmicas, e o Deputado Romanelli reafirmou que o governo está se comprometendo a não apresentar nenhuma proposta de alterar a Previdência sem conversar com os representantes dos servidores. Anunciou que no dia 13 de março farão uma reunião para apresentar propostas alternativas à proposição original que era fundir os dois fundos (Financeiro e Previdenciário). Além dessas questões, na reunião foram abordadas a retirada da UENP e da UNESPAR do sistema META 4 e a revogação do decreto que cria o Grupo de Trabalho sobre Autonomia Universitária. O Secretário afirmou que a questão do META 4 pode ser incluída na agenda de conversações futuras (assim como o incremento do incentivo por titulação) e também que poderia interceder junto ao governador para revogar o decreto que cria o Grupo de Trabalho sobre Autonomia Universitária. O Judiciário entra em cena Ao mesmo tempo que realiza conversas informais e não assina compromissos sérios sobre a pauta, o governo procura o Judiciário para penalizar o movimento legitimo dos docentes e servidores. No dia seguinte, no final da tarde, a imprensa informou que o Tribunal de Justiça teria decidido o retorno às atividades nas IEES sob pena de multas aos sindicatos, mostrando dessa forma que sua intenção é acabar com a greve, não  resolver de boa-fé as demandas do funcionalismo. Até o presente momento o SindiprolAduel não recebeu nenhuma notificação e, caso receba, tomará as medidas judiciais cabíveis para reafirmar o direito de greve dos docentes. As ações envolvendo o Executivo, o Legislativo e o Judiciário demonstram o enfraquecimento e o desespero do governo que, diante da obviedade das suas transgressões (não pagamento de parte dos salários, proposição de uma reforma na Previdência claramente ilegal, corte de direitos, e o desmonte da educação superior em função de não reposição de docentes/servidores e não repasse de recursos) quer impor por todos os meios o retorno às atividades. A nossa greve é legal e legitima. As promessas feitas até o momento não se constituem em avanços, são apenas direitos já conquistados. Rechaçamos qualquer mudança na Paranáprevidência e exigimos que os compromissos propostos sejam formalizados e concretizados pelo governador. A greve continua!

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