MANIFESTO SOBRE O SEGUNDO TURNO DAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS

O segundo turno da eleição presidencial se aproxima. No dia 25 de outubro de 2026, os brasileiros e as brasileiras decidirão quem irá ocupar o maior cargo do Executivo da nação. O Comando Sindical Docente (CSD) manifesta profunda preocupação com os rumos econômicos, políticos e sociais a serem tomados a depender do resultado das eleições.
O CSD expressa repúdio e oposição à candidatura do representante do campo da extrema-direita, que coloca em risco as conquistas históricas da sociedade brasileira por estar alinhado aos interesses contrários aos da classe trabalhadora, na contramão da expansão e do desenvolvimento das universidades públicas, no desdém pela ciência, na flexibilização dos direitos trabalhistas, na desproteção social, na defesa de privatizações, no rebaixamento dos serviços públicos, na criminalização dos movimentos sociais e no cerceamento das liberdades democráticas.
Não coadunamos com retrocessos políticos que se expressam na defesa do golpismo e do fascismo. Rechaçamos a política entreguista e subserviente do candidato da extrema-direita, que destrói a soberania nacional e subordina o Brasil aos desmandos dos Estados Unidos da América.
Em defesa da Ciência!
Em defesa das Universidades Públicas!
Em defesa da Classe Trabalhadora!
Em defesa da Soberania Nacional!

Campanha de Flávio Bolsonaro aciona TSE contra sindicatos e organizações sociais e levanta alerta sobre liberdade de expressão

Nos últimos dias, a campanha de Flávio Bolsonaro acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em uma série de ações contra sindicatos, entidades estudantis, movimentos sociais e organizações de comunicação.

Entre as organizações citadas estão o ANDES-SN, a CUT, a UNE, a UJS, o MST, o Sindipetro Unificado e o Fonasefe, entre outras.

As iniciativas incluem pedidos de remoção de publicações, suspensão de perfis e restrições à atuação dessas entidades durante o período eleitoral.

Em casos específicos e mais graves, houve medidas efetivas: o Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) teve 13 publicações suspensas. As últimas postagens traziam críticas a temas que constam no programa de campanha de Flávio Bolsonaro, como a defesa da Reforma Administrativa e do modelo de contratação por hora em oposição à CLT. Nenhuma das publicações pedia votos.

O Sindicato Unificado dos Petroleiros dos Estados de São Paulo, Distrito Federal, Goiás e Mato Grosso do Sul (Sindipetro Unificado) sofreu uma determinação de suspensão da circulação de seu jornal “Petróleo dos Brasileiros”.

Os episódios levantam preocupações sobre a liberdade de expressão, a autonomia sindical e o direito das organizações de informar a sociedade e debater propostas políticas que afetam os trabalhadores e os serviços públicos.

Os sindicatos têm o direito e o dever de informar suas categorias e a sociedade sobre propostas políticas que afetam diretamente os direitos trabalhistas, os serviços públicos e as condições de vida da população. É direito dos sindicatos criticar projetos que possam prejudicar sua base, recuperar o histórico de medidas governamentais e alertar sobre possíveis retrocessos.

Impedir a circulação dessas informações representa um grave risco ao pluralismo democrático, sobretudo em um período eleitoral, quando o acesso à informação é fundamental para que a população forme sua opinião de maneira consciente.

Defendemos a liberdade de expressão, a autonomia sindical e o direito de organização e manifestação dos trabalhadores e das trabalhadoras.

Manifestamos nossa solidariedade às entidades atingidas e reafirmamos que não aceitaremos que a atuação sindical seja silenciada quando cumpre seu papel de defender o serviço público, os direitos sociais e os interesses da classe trabalhadora.

O movimento sindical brasileiro não vai ser calado!

Diretoria do Sindiprol/Aduel,

16 de outubro de 2026.

SINDIPROL/ADUEL manifesta apoio à mobilização estudantil em defesa da universidade pública, das liberdades democráticas e da ciência

O SINDIPROL/ADUEL manifesta seu apoio e solidariedade aos estudantes da Universidade Estadual de Londrina (UEL) que se reuniram no Restaurante Universitário (RU), na última quinta-feira, (8), em uma manifestação em defesa das universidades públicas, das liberdades democráticas e da ciência.

A mobilização na UEL integra um contexto mais amplo de manifestações estudantis em diferentes regiões do Brasil, reafirmando a importância da organização coletiva e da participação democrática na defesa da educação pública e gratuita. Com os atos e movimentos, começaram ondas de ameaças e perseguições que, no caso do movimento da UEL, foram feitas pelo Whatsapp e devem ser tratadas com a devida seriedade que o assunto merece. A universidade pública é um espaço de produção e compartilhamento do conhecimento, de formação crítica, de liberdade de pensamento, de debate e manifestação democrática.

Episódios como, o incêndio que atingiu o prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo da instituição, da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), na quarta-feira (7), causam tristeza e preocupação e devem ser devidamente apurados. O fogo destruiu laboratórios, equipamentos, amostras, dados e anos de trabalho científico. Pesquisas de diversas temáticas, como câncer, autismo e obesidade foram totalmente ou parcialmente perdidas gerando prejuízos materiais e científicos. Horas antes do incêndio, estudantes relatam terem recebido ameaças incluindo referência a “explodir o departamento” e menções ao contexto eleitoral, o que reafirma a necessidade de uma apuração séria dos fatos.

Na UFS (Universidade Federal de Sergipe), também na noite de ontem (8), manifestantes relatam que um homem atirou para o alto no ato dos estudantes em frente à universidade, gerando pânico no local. O caso está sendo apurado.

Nenhuma comunidade universitária deve ser submetida à intimidação, à ameaça ou à violência por expressar suas ideias, organizar manifestações ou defender princípios democráticos. A liberdade de organização e de manifestação é parte fundamental da vida universitária e deve ser respeitada e protegida.

O SINDIPROL/ADUEL reafirma seu compromisso com a defesa da universidade pública, da ciência, das liberdades democráticas, da autonomia universitária e do direito dos estudantes, docentes e demais integrantes da comunidade universitária de se manifestarem de forma livre e segura.

Diretoria do Sindiprol/Aduel, 

9 de outubro de 2026.