REFORMAS DA PREVIDÊNCIA, TRABALHISTA E O 28 DE ABRIL

Não às contrarreformas trabalhista e previdenciária! 

Em memória do 29 de abril de 2015

Nenhum direito a menos!

Nos últimos meses, sob o argumento da necessidade de enfrentamento do déficit público e do chamado “custo Brasil”, o governo federal tem buscado efetuar uma série de mudanças na legislação fiscal, previdenciária e trabalhista. Dentre elas, já aprovou a emenda constitucional que congela os gastos primários da União por 20 anos e a Lei de terceirização – ambas com efeitos bastante danosos sobre os trabalhadores. Não bastasse isso, busca agora destruir direitos longa e duramente conquistados pelos trabalhadores. O que intitula “reforma da previdência” e “reforma trabalhista” na prática significa o fim de direitos sociais e econômicos consolidados na CLT e na legislação trabalhista em vigor. Além disto, o governo ainda quer implementar uma lei que regulamenta a renegociação das dívidas dos estados. De acordo com esta, as principais garantias dadas pelos governos estaduais são o congelamento salarial e a precarização dos direitos dos servidores públicos, com inequívocos desdobramentos negativos sobre a qualidade dos serviços ofertados à população. Sobre aquelas – verdadeiras contrarreformas trabalhista e previdenciária –, pode-se dizer que são garantias ao capital (nacional e internacional) que a exorbitante e duvidosa dívida pública, gerada em benefício do próprio capital (na forma de subsídios à indústria e à agricultura, ou de isenções fiscais aos negócios e o perdão de gigantescas dívidas do setor privado, por exemplo) continuará a ser religiosamente paga. Também são garantia de que os lucros continuarão crescendo às custas dos cortes nos serviços públicos (educação, saúde, programas sociais) e dos salários dos trabalhadores, como se estes fossem responsáveis pelo descalabro gerado pela política econômica do próprio governo.

Este é o sentido das contrarreformas em curso: a resolução da crise econômica transferindo o ônus para a classe trabalhadora e, assim, favorecendo o aumento da concentração da riqueza. No último dia 06 de abril, por exemplo, utilizando-se da nova Lei da Terceirização, o prefeito da cidade de Angelina-SC lançou um edital de licitação de “MENOR PREÇO GLOBAL” para contratar Instrutor de Atividades Físicas com carga horária semanal de 20 horas e salário máximo mensal de 1.200,00 reais, sendo que o principal critério de desempate era o menor salário. Ou seja, abriram-se as porteiras para a degradação completa das já problemáticas relações de trabalho no Brasil.

Num ambiente de abrangente execração do Estado, dos direitos sociais, dos serviços e servidores públicos, a propaganda que demoniza a previdência e seus beneficiários é uma das faces mais avançadas e, pelo volume de recursos que movimenta, importantes das ações governamentais que penalizam a classe trabalhadora, em especial seus estratos mais pobres. Longe de ser um problema, a ampliação da previdência e dos benefícios assistenciais ocorridos especialmente após a Constituição de 1988 são motivos importantes pelos quais, em oposição a muitos países centrais e periféricos, o Brasil alcançou alguns resultados positivos no combate à miséria e ao desamparo aos idosos. Sim, há muito que se fazer! Porém, não é por meio da regressão de direitos sociais e dos serviços públicos que a situação da classe trabalhadora pode melhorar. Não é aumentando o tempo de contribuição para todos os trabalhadores e nem a idade mínima de aposentadoria e do Benefício de Prestação Continuada – primordialmente recebido pelos menos escolarizados, que vivem menos e têm renda baixíssima – que o país se tornará melhor. Nem, muito menos, mantendo a privilegiada distinção de Policiais federais (que se aposentam aos 53 anos e recebem salário integral) e de militares das Forças Armadas (que, proporcionalmente, tem o mais deficitário de todos os regimes de previdência e contribuem com apenas 7,5% dos salários). Tampouco será sucateando os serviços públicos (as escolas, a rede de saúde – hospitais os programas sociais) quer pela ausência de contratação de pessoal, quer pela degradação dos direitos e das condições de trabalho dos servidores.

O governo está destruindo sistematicamente os direitos dos cidadãos brasileiros, tanto civis e políticos, como econômicos, sociais. É imperativo que nos mobilizemos contra as medidas desse governo que afronta e espezinha os trabalhadores em geral e contra o projeto de lei que destrói direitos e carreiras e ainda impõem sobre os trabalhadores o custo do crescimento do capital. Voltaremos ao regime de escravidão e de opressão do passado enquanto o governo federal e os estaduais, na mesma linha, se apropriam indevidamente dos recursos da aposentadoria dos servidores, destroçam planos de cargos e salários, precarizam serviços e, junto com os membros de alto escalão de outros poderes, se locupletam em campanhas milionárias e alianças espúrias, distribuem recursos para correligionários e subvencionam grandes proprietários. Não podemos deixar que, em Brasília ou aqui no Paraná, usurpadores do dinheiro público sejam algozes dos nossos direitos, que, pela lei e pela força, têm sido aviltados por todos os lados.

Nesse sentido, sindicatos como Adunicentro e Sintesu (Unicentro, Guarapuava), Aduepg e Sintespo (UEPG, Ponta Grossa), Sinteemar e Sesduem (UEM), Adunioeste e Sinteoeste (Unioeste, Cascavel), além do Sindiprol/Aduel e quase 50 sindicatos aqui de Londrina e muitos outros do Paraná e do Brasil, estão unidos na organização da greve de 28 de abril, que, caso seja vitoriosa, pode mudar o curso das políticas governamentais que tão duramente têm afetado os trabalhadores. Em suma, em repúdio ao ataque aos nossos direitos e em memória do 29 de abril de 2015, o Sindiprol/Aduel se soma a esta luta – que é tanto de servidores como de outras categorias do setor privado – e conclama docentes os da UEL a participarem da greve geral do dia 28 de abril.

Londrina, 25 de abril de 2017

 

Carta Aberta aprovada pelos docentes na Assembleia Geral do dia 25 de abril no auditório do PDE na UEL

25 de abril tem assembleia docente

O Sindicato dos Professores do Ensino Superior Público Estadual de Londrina e Região – SINDIPROL / ADUEL – CONVOCA os docentes, associados ou não, das instituições de ensino superior públicas estaduais do norte do Paraná para Assembleia Geral dia 25 de abril às 14h em primeira chamada e meia hora depois se precisar de uma segunda chamada, tendo como local o Anfiteatro do PDE, no campus da Universidade Estadual de Londrina (Rod Celso Garcia Cid, Km 380 – Londrina-PR) para deliberar sobre a seguinte ordem do dia:

– Informes (TIDE, META4, Oficio da Comissão de Política Salarial, Reforma da Previdência);

– Greve Geral do dia 28 de abril contra as reformas da Previdência e Trabalhista;

– Atos para lembrar o massacre do dia 29 de abril de 2015.

Londrina, 19 de abril de 2017.

NILSON MAGAGNIN FILHO

Diretor Presidente

 

RETOMADA DAS AULAS NA UEL ACONTECE EM CENÁRIO SOMBRIO PARA AS UNIVERSDADES PARANAENSES

Duas greves (em 2015 e 2016) provocaram o atraso do início do ano letivo de 2017 que começa na UEL somente agora. Porém, mesmo utilizando uma radical forma de protesto que é a paralisação das atividades, a comunidade universitária não conseguiu barrar os desmandos do governador Beto Richa contra o funcionalismo público estadual e contra as universidades estaduais.

Em 2015, com a cumplicidade da Assembleia Legislativa, o governador revogou a lei que garantia a reposição salarial dos servidores. Além disto, aprovou, diante dos protestos dos servidores sob bombas, o assalto ao Fundo de Previdência, que agora denuncia como incapaz de honrar as aposentadorias em um futuro não muito distante.

Em 2016, além de não honrar o compromisso assumido um ano antes, aprofundou os ataques aos servidores públicos e o desmonte dos serviços de educação e saúde no estado do Paraná. Os ataques às universidades estaduais têm sido sistemáticos e destrutivos, atingindo a autonomia universitária garantida em lei.

Utilizando-se do Tribunal de Contas do Estado, o governo questiona o TIDE como regime de trabalho docente, ameaçando destroçar a carreira dos professores universitários. Continua contingenciando o repasse de recursos de custeio e restringindo a contratação de docentes e servidores técnico-administrativos em substituição aos aposentados, ameaçando colocar todas as universidades sob o tacão do programa META4.

Por outro lado, o secretário da fazenda, Mauro Ricardo, patrocinador da expropriação dos recursos da Paraná Previdência, cinicamente vem anunciando que depois da reforma da previdência no âmbito federal, será a vez do Estado do Paraná adaptar-se às novas futuras regras como uma necessidade para que a previdência estadual não afunde.

O governo desfecha esse conjunto de ataques fundando-se em mentiras e manipulações, como foi a “projeção” de que a arrecadação de 2016 não permitiria pagar a reposição salarial dos servidores, o que se mostrou uma falácia diante do superávit anunciado no começo deste ano, suficiente para cobrir sua obrigação com os servidores.

O governador e seus assessores mais próximos encontram-se afundados em denúncias de corrupção e ainda assim prosseguem na tarefa de destruir os serviços públicos a duras penas conquistados ao longo de décadas pela população do Paraná em benefício de interesses nada republicanos. A suposta “eficiência administrativa” de que se gabam o governador e seu secretário, Mauro Ricardo, tem o intuito apenas de juntar recursos para suas campanhas e a de seus cúmplices.

O movimento de resistência

A reativação do Comitê Estadual em Defesa do Ensino Superior Público Paranaense é uma mostra dos esforços de organização de todas as instâncias da comunidade. A necessária unidade das representações na defesa da autonomia universitária e do caráter público das universidades torna-se agora uma possibilidade real.

Os docentes das universidades têm se empenhado para resistir aos sucessivos ataques do governo. No último dia 07 de abril, o Conselho Universitário finalmente aprovou o texto proposto pelo Sindiprol|Aduel como encaminhamento da deliberação das assembleias docentes durante a ultima greve para que se manifestasse contra os ataques do governo.

O texto, uma defesa da Universidade contra os ataques do governo, aprovado com apenas um voto contrário, o do representante da Câmara Municipal de Londrina, vereador Filipe Barros e a abstenção da representante da Associação Comercial de Londrina- ACIL, pode ser lido em: http://www.uel.br/com/agenciaueldenoticias/index.php?arq=ARQ_not&FWS_Ano_Edicao=1&FWS_N_Edicao=1&FWS_Cod_Categoria=2&FWS_N_Texto=24445

Atenção para o calendário de mobilizações

O período que iniciamos agora será de intensa mobilização contra os ataques aos direitos dos trabalhadores, tanto os vindos da esfera federal como os da esfera estadual.

No ultimo dia 15 de março, em conjunto com diversos sindicatos de trabalhadores participamos das manifestações contra as reformas da previdência e trabalhista e, continuamos engajados na organização das manifestações previstas para o dia 28 e 29 de abril.

Para ampliar a organização da base e defender os direitos ameaçados o sindicato está programando a seguinte agenda de atividades:

18 de abril (terça-feira) – 14 h. Reunião do Conselho de Representantes de Base

20 de abril (quinta-feira) – 14 h. Debate sobre ataques à universidade e reforma da Previdência com a presença de representantes do Sinteemar, Sesduem e Assuel

24 de abril (segunda-feira) – 14 h. Assembleia Geral de Professores (a confirmar)

28 de abril (sexta-feira) – Greve Geral contra a reforma da Previdência e atividades para lembrar o massacre do dia 29 de abril de 2015

TIDE DOCENTE. PROTELAÇÃO DO TCE PROVOCA CAOS

No ultimo dia 10 de março advogados e diretores do Sindiprol/Aduel discutiram com docentes que têm pedidos de aposentadoria junto à ParanaPrevidência o andamento do processo que tramita no Tribunal de Contas do Estado (TCE) e decidiram por alguns  encaminhamentos.

O compromisso do TCE, assumido em novembro de 2016, de que revisaria a questão em caráter de urgência não se efetivou. O processo se arrasta há cinco meses e pode ainda demorar a ser recolocado para julgamento pelo órgão, gerando um caos administrativo e prejuízos à vida dos docentes envolvidos.

Muitos têm buscado o sindicato na esperança do ajuizamento de ações individuais diante do absurdo da paralisação da tramitação dos pedidos de aposentadoria por tanto tempo, em alguns casos chegando a dois anos, e envolvendo, somente na base do nosso sindicato (UEL, UENP e UNESPAR-Apucarana) 97 docentes.

 

O sindicato esclarece

 

Embora tenha sido apresentado como um questionamento meramente técnico (uniformização da compreensão dos conselheiros do TCE sobre a natureza do TIDE dos docentes) trata-se de mais um ataque organizado pelo governo Beto Richa às Universidades constituindo-se, assim, em uma questão política, parte do projeto de destruição do sistema de ensino superior público do Paraná.

Caso se mantenha a interpretação de que o TIDE é uma gratificação e não regime de trabalho, em alguns casos, pode haver perda de mais de 30% do salário no momento da aposentadoria. E mais, se consolidada essa compreensão sobre o TIDE dos docentes, ela se estenderá imediatamente aos docentes da ativa, rebaixando os vencimentos de todos e destruindo a carreira docente das IEES paranaenses.

Vale ressaltar que ao mesmo tempo em que o governo tenta protelar as aposentadorias, corta as horas de contratação de docentes temporários e impede a nomeação dos concursados.

Do ponto de vista jurídico, além de tratar-se de matéria complexa de direito administrativo, o sindicato alerta que as iniciativas individuais não têm obtido sucesso no plano do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, também comprometido com a política do atual governo como bem demonstrou ao cassar o nosso direito à reposição salarial em 2016.

 

Os próximos passos

 

O Sindiprol/Aduel, em conjunto com as demais entidades representativas dos docentes, assim como os reitores das IEES paranaenses, tem alertado as diversas instâncias do governo para o caos que se instalará nas Universidades caso seja mantida essa interpretação. As ações realizadas já foram divulgadas em boletins anteriores, assembleias e reuniões que trataram especificamente do tema.

Na sequencia será protocolado junto à ParanaPrevidência, em nome de todos os docentes da UEL, UENP e UNESPAR-Apucarana que se encontram nessa situação, um requerimento solicitando que aquele órgão dê andamento aos pedidos de aposentadoria ali indevidamente parados. Trata-se de um pedido e também de um alerta de que os docentes não aceitarão passivos que mais prejuízos sejam causados às pessoas e à Universidade.

Solicitamos que os docentes que tenham dúvidas procurem o sindicato nos próximos dias para maiores esclarecimentos.

TIDE e Contratações: os ataques do governo não param

Diante dos mais recentes ataques do governo às universidades públicas paranaenses, tanto por meio do parecer da PGE – Procuradoria Geral do Estado ao considerar o nosso REGIME DE TRABALHO como gratificação, em vista do pedido do TCE – Tribunal de Contas do Estado, como pela drástica restrição de contratações de professores para todas as IEES, colocando em risco o início do ano letivo de 2017, o SINDIPROL/ADUEL solicitou uma audiência com a reitora, Profa. Berenice Jordão, na tarde de segunda-feira, 27/03, para tratar destas questões.

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NOTA DO COMITÊ EM DEFESA DO ENSINO SUPERIOR PÚBLICO DO PARANÁ

22 de março 2017

Representantes das entidades abaixo assinadas, integrantes do Comitê em Defesa do Ensino Superior Público do Paraná, em razão das últimas medidas do governo estadual, contidas no OFÍCIO/CC 310/17 da Casa Civil, estiveram reunidos no dia de ontem (21/03) com os sete reitores das universidades estaduais, e posteriormente com o secretário do Ensino Superior, Ciência e Tecnologia, João Carlos Gomes.

Nas duas reuniões, as entidades presentes expressaram de forma unânime o repúdio às medidas do governo estadual. Tais medidas afrontam a autonomia das universidades estaduais, prevista formalmente no artigo 207 da Constituição Federal e no artigo 180 da Constituição Estadual, e se constituem num ataque sem precedentes aos direitos dos servidores docentes e técnicos (Tide,
licenças, afastamentos, contratações, dentre outros). Além disso, a própria reorganização do Comitê em Defesa do Ensino Superior Público é a expressão da disposição dos três segmentos da comunidade universitária de construir uma ampla unidade em defesa das universidades estaduais paranaenses.

O secretário da SETI afirmou que está discutindo junto ao governador, desde a semana passada, a alteração das medidas contidas no ofício CEE/CC 310/17 (Casa Civil), embora tenha sido ele quem enviou o documento para as universidades. Os sindicatos reafirmaram que tais medidas têm que ser rejeitadas na íntegra e não modificadas, amenizadas ou proteladas. Não há meio termo quando se trata da defesa da autonomia universitária e dos direitos de seus servidores, regulamentados em farta legislação federal e estadual.

Os reitores comunicaram que estiveram reunidos com o governador na manhã do dia 21 de março. Em tal reunião manifestaram o posicionamento de todos os reitores quanto à impossibilidade da adoção, por parte das reitorias, das medidas contidas no referido ofício. Tal posicionamento foi registrado em ofício entregue ao governador durante a audiência ( acesse aqui o ofício ). Segundo eles, o governador se comprometeu a rediscutir com o Chefe da Casa Civil as medidas anunciadas em relação às universidades. Por último, os reitores manifestaram a sua disposição de reunirem-se, sempre que necessário, com o Comitê em Defesa do Ensino Superior para tratar de assuntos relacionados à autonomia das universidades estaduais e aos direitos de seus servidores.

Os sindicatos lá presentes avaliaram como positivas as reuniões realizadas no dia de ontem em Curitiba, pois demonstraram uma ampla unidade, um posicionamento unânime de docentes e técnicos em torno da defesa da universidade pública e dos direitos de seus servidores. Além disso, merece destaque o posicionamento adotado pelos reitores quanto à ilegalidade da adoção das medidas propostas pela Casa Civil, tendo em vista que tais medidas afrontam a autonomia universitária e a legislação já existente que regula os direitos dos servidores docentes e técnicos.

O Comitê em Defesa do Ensino Superior Público do Paraná entende que os conselhos superiores das universidades paranaenses devem manifestar, o mais rápido possível, seu repúdio às medidas prescritas pela Casa Civil. O Comitê conclama todos os segmentos da comunidade universitária paranaense (docentes, estudantes e técnicos) a manterem-se vigilantes. O ensino superior público e nossos direitos estão sob forte ataque do governo. É preciso construir uma reação ampla e unificada de docentes, estudantes e técnicos.

 

COMITÊ EM DEFESA DO ENSINO SUPERIOR PÚBLICO DO PARANÁ

Entidades presentes na reunião

ADUNICENTRO: Sindicato de Docentes da Unicentro – Seção Sindical do Andes Sindicato; ADUNIOESTE: Sindicato de Docentes da Unioeste – Seção Sindical do Andes Sindicato Nacional; ASSUEL – SINDICATO: Sindicato dos Servidores Públicos Técnicos Administrativos da Universidade Estadual de Londrina; SESDUEM: Seção Sindical dos Docentes da Universidade Estadual de Maringá – Andes Sindicato Nacional; SINDIPROL/ADUEL: Sindicato dos Professores do Ensino Superior Público Estadual de Londrina e Região; SINDUEPG: Seção Sindical dos Docentes da Universidade Estadual de Ponta Grossa – Andes Sindicato Nacional; SINDUNESPAR: Seção Sindical dos Docentes da Universidade Estadual do Paraná – Andes Sindicato Nacional; SINTEEMAR: Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Maringá; SINTEOESTE: Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino Superior do Oeste do Paraná; SINTESPO: Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos Estaduais de Ensino Superior de Ponta Grossa; SINTESU: Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Superior da Unicentro.

Comitê Estadual se reorganiza para responder ataques do governo Beto Richa

Carta de Londrina
Em defesa do Ensino Superior Público do Paraná

As entidades representativas dos três segmentos da comunidade universitária, reunidas em Londrina, manifestam sua disposição de reorganizar o Comitê em Defesa do Ensino Superior Público do Paraná com o objetivo de defender a autonomia universitária, a democracia interna e o financiamento público integral das universidades estaduais do Paraná.

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NOVO ATAQUE DO GOVERNO BETO RICHA EXIGE RESPOSTA DA COMUNIDADE UNIVERSITÁRIA

O oficio enviado pelo Secretário de Ciência e Tecnologia, Prof. João Carlos Gomes, às IEES determina que todos os atos das Universidades devem ser submetidos previamente à comissão de política salarial, o que inclui os procedimentos relativos a concessão de TIDE, concessão de licenças, e outros.

De acordo com o ofício (não se trata de uma lei, nem portaria, sequer um decreto) devem ser submetidos àquela comissão toda “autorização de licenças especiais a serem concedidas em cada ano”; “contratação e respectiva prorrogação de servidores temporários, inclusive para reposição de servidores desligados”; “afastamentos para realização de cursos” e todo “ato que implique direta ou indiretamente em aumento de despesa de pessoal”.

É lamentável que o Secretário (docente de uma universidade estadual) não questione a intenção do governo de atacar novamente a autonomia universitária, e as ações para desmontar a carreira dos servidores das Universidades estaduais inviabilizando o seu funcionamento.

Esta afronta exige uma vigorosa reação da comunidade universitária (docentes, técnicos e estudantes) para impedir que o governo Beto Richa destrua as universidades do Paraná. Exigimos que a reitoria e os conselhos superiores se posicionem claramente e, junto com todas as universidades, enfrentem mais este ataque em todas as instâncias pertinentes, no plano político e judicial.

O Sindiprol|Aduel fará todos os esforços ao seu alcance para unificar o movimento docente e, juntamente com os técnicos e estudantes das IEES, levantar a comunidade universitária do Paraná contra esta agressão.

 

15 de março: Dia de mobilização nacional

 

Reforçamos a convocação feita aos docentes para participarem das manifestações que ocorrerão amanhã (15 de março) contra a proposta de reforma da Previdência e reforma Trabalhista do governo Temer.

 

TODOS À MANIFESTAÇÃO UNIFICADA

EM LONDRINA A CONCENTRAÇÃO ACONTECE ÀS 9 HORAS DA MAANHÃ NA CONCLHA ACÚSTICA DO CENTRO

15 de março: dia de mobilização nacional

No próximo dia 15, quarta-feira, categorias de trabalhadores de todo o Brasil realizarão manifestações contra a proposta de reforma da Previdência e Trabalhista do governo Temer. A efetivação destas reformas redundará num retrocesso sem precedentes nas condições de vida dos trabalhadores ativos e aposentados.

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