Sindiprol/Aduel aprova Estado de Greve pela data-base

 em Boletins

Além da paralisação das atividades na quinta-feira (30), aprovada por docentes da UEL e da Unespar/Apucarana em apoio à mobilização nacional em defesa da educação pública, os docentes da UEL também deliberaram pela aprovação do Estado de Greve (que não é indicativo ou deflagração de greve, mas significa que uma pode ser deflagrada a qualquer momento). As decisões foram tomadas nas Assembleias Gerais Docentes realizadas na quarta-feira (29) em Londrina e Apucarana.

Assembleia Docente da UEL

Em Curitiba, para esta quarta-feira (29), estava prevista a apresentação das finanças do Estado na Alep (Assembleia Legislativa do Paraná). Como é de praxe, a cada quatro meses, o secretário da Fazenda, Renê Garcia Junior, falaria com os deputados sobre a situação financeira do Paraná. Sabendo da situação, o FES (Fórum das Entidades Sindicais) aproveitou para intensificar a cobrança pelo pagamento da reposição salarial dos servidores públicos do estado.

Houve movimentação durante todo o dia na Alep e diversas categorias organizaram caravanas e/ou enviaram representantes para ocupar as galerias da Assembleia Legislativa e acompanhar o debate que sempre acontece entre os deputados com relação às contas do governo.

O Sindiprol/Aduel esteve presente em Curitiba, mas, se o objetivo era juntar as categorias e ocupar as galerias da Alep, o resultado foi a frustração, já que a exposição do secretário foi transferida para a próxima quarta-feira (5) e o debate entre os deputados, que neste caso seria sobre o cumprimento da legislação e a reposição salarial da data-base, ficou prejudicado.

Os números do FES atestam que há a possibilidade da reposição imediata da inflação de 4,94%, referente aos últimos 12 meses, e do pagamento da dívida do governo para com a categoria, sem reposição há 3 anos e meio, no segundo semestre. Pelo que se pode perceber em Curitiba, as bancadas dos partidos e comissões da Assembleia estão indo diretamente ao governador, Ratinho Júnior (PSD), para tentar convencê-lo a efetuar o pagamento da data-base.

De acordo com Ricardo Carvalho, integrante da coordenação da FES, a decisão agora é política e cabe ao governador, já que os números comprovam que é possível efetuar o pagamento da data-base.

Durante a campanha, Ratinho havia dito que faria o pagamento da reposição salarial dos servidores públicos. Neste ano, já como governador, ele voltou atrás e disse que não concederia a reposição em 2019. A declaração foi dada dias antes do 29 de abril (data do massacre realizado pelo governador Beto Richa no Centro Cívico em 2015) e fomentou o protesto organizado para a data. No dia, havia cerca de 10 mil funcionários públicos na capital e o governador recuou de sua afirmação e aceitou negociar com os trabalhadores.

Como a exposição do secretário da Fazendo foi transferida para a próxima quarta-feira (5), uma reunião plenária do FES foi marcada para o mesmo dia, no período oposto ao da apresentação das finanças do Estado. O objetivo é discutir novos encaminhamentos na luta pela reposição salarial na data-base.

(Atualizada às 11h15 do dia 05 de junho)

Postagens Recentes

Deixe um Comentário

Comece a digitar e pressione Enter para pesquisar