Diretores do Sindiprol⁄Aduel estarão em Curitiba a partir da próxima quarta-feira em uma série de atividades cujo foco são as reivindicações da categoria. Na quinta-feira (17) acontece a terceira reunião do Grupo de Trabalho (GT) formado por representantes dos servidores e do governo para negociações em torno à reposição das perdas salariais. Nesse mesmo dia será apreciado, pelo Tribunal de Contas do Estado, o recurso dos reitores das IEES relacionado a questão do regime de trabalho dos docentes (TIDE).
Está prevista uma reunião do Comando de Greve dos Docentes para a próxima quinta-feira, no final da tarde, quando deve ser feita avaliação e, eventualmente, convocada assembleia da categoria.
Nos dois casos, o da luta pela reposição das perdas salariais e o do TIDE (cujo objetivo é a destruição da carreira docente), estamos diante de ataques a direitos cujos desdobramentos se somam aos cortes de custeio, de recursos para pesquisa, de bolsas de estudos, e apontam no sentido da aceleração do processo de destruição da universidade pública, já anunciada como intenção por diversos políticos de plantão.
A reação da comunidade universitária
É nesse sentido que devem ser encarados os movimentos dos diversos segmentos que compõem a comunidade universitária (docentes, estudantes e técnicos administrativos), cada um à sua maneira constrói estratégias de defesa aos ataques sistemáticos que vem ocorrendo há tempos, e que apenas se intensificaram agora.
Assim, as manifestações (paralisações, greves, os atos, as ocupações) constituem-se em faces de uma mesma luta contra as medidas dos governos estadual e federal voltadas à destruição do serviço público, da educação pública e da universidade em particular.
Suspensa a greve dos docentes e servidores técnico-administrativos das IEES, são os estudantes que, no momento, se manifestam com maior intensidade. Eles ocupam as reitorias da UEL e da UENP, cinco dos sete campi da UNESPAR encontram-se com atividades paralisadas, assim como a maior parte dos cursos da UEL.
Por esse motivo chamamos os docentes da UEL, UENP e UNESPAR-Apucarana a reafirmar, na prática, o compromisso deliberado em assembleia de docentes pelo respeito ao movimento autônomo dos estudantes e pela sua não criminalização por parte das autoridades e dos demais membros da comunidade universitária, o que passa também pela suspensão do calendário acadêmico.
A luta pela universidade pública é uma luta de todos nós. Somente o diálogo exaustivo, baseado na solidariedade interna, permitirá a sobrevivência da universidade pública, neste momento e para o futuro.