Docentes da UEL participam da mobilização geral do funcionalismo e deliberam por paralisação no dia 22 de novembro

Cerca de 500 docentes de todos os centros de estudos da UEL participaram da assembleia realizada na tarde de hoje (21) no Anfiteatro Cyro Grossi (Pinicão). A partir dos informes sobre o posicionamento do governador Beto Richa e seu secretário de Fazenda, debateram amplamente e deliberaram por paralisar as atividades no dia 22 (terça-feira) em protesto, enviar uma caravana de docentes a Curitiba para pressionar os deputados que apreciarão nos próximos dias os substitutivos ao projeto do governo de reajuste zero a funcionalismo, e ainda desenvolver atividades junto à Câmara Municipal de Londrina.

A assembleia deliberou ainda que, em respeito à democracia universitária, os conselheiros votem no CEPE de acordo com a decisões das respectivas câmaras que representam (Ensino, Extensão e Pesquisa e Pós-graduação), e convoca os docentes, técnicos e estudantes a acompanhar a sessão do CEPE na próxima quinta-feira (24).

Docentes da UENP e da UNESPAR-Campus Apucarana também participam das manifestações em Curitiba.

Tribunal de Contas reabre discussão sobre natureza do TIDE

Na ultima quinta-feira (17) o Tribunal de Constas do Estado (TCE) reabriu a discussão sobre o entendimento da natureza do TIDE dos docentes das IEES, apreciando um pedido de reconsideração formulado pela associação de reitores das universidades (APIESP) que reafirma o TIDE como um regime de trabalho dos docentes.

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Governo rompe negociações, reafirma o calote e Comando de Greve Docente chama assembleia dia 21 de novembro (segunda-feira)

Na quarta-feira dia 16, o governo informou que rompia unilateralmente as negociações com os sindicatos. A negociação era para tentar chegar a uma alternativa na divisão dos R$ 1,4 bilhões, de modo a pagar uma parte da reposição da inflação de 2016. Informou ainda que no dia 17 enviaria a mensagem à ALEP para recolocar a mesma proposta que havia provocado a greve no mês de outubro, ou seja, reposição salarial zero!

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Informe do Sindiprol|Aduel

No início da tarde de hoje (16) o governo do Estado, através do Chefe da Casa Civil, convocou os sindicados representantes dos servidores para uma reunião as 17 horas, quando anunciou, juntamente com o Secretário da Fazenda, o rompimento unilateral de qualquer negociação relativa ao pagamento da reposição salarial devida ao funcionalismo público.
Alegando que o prazo para tramitar a LDO se esgota amanhã, anunciou que enviará à ALEP a mesma proposta que sustenta desde julho, isto e, que não tem recursos e pagar a data base, e que vai priorizar o pagamento das progressões e promoções que deve a uma parte do funcionalismo público.
Informou ainda que vai dar aumento do vale transporte para algumas categorias e ajustar o salário dos aproximadamente 9 mil servidores que recebem abaixo do piso regional, concluindo com o anuncio da “antecipação” da primeira parcela do 13º salário para primeiro de dezembro, com pagamento da segunda até o dia 20.
Amanhã (17) os diretores do sindicato que se encontram em Curitiba estarão, juntamente com demais sindicatos na ALEP para analisar os passos que o governo dará no sentido de efetivar o calote e articular uma reação conjunta.
Também acompanharão a reunião do Tribunal de Contas do Estado (TCE) que apreciará o recurso dos reitores com relação ao TIDE dos docentes.
O Comando de Greve dos Docentes se reúne amanhã no final da tarde para avaliar o conjunto a situação e propor encaminhamentos.

Os docentes e a luta pela universidade pública

Diretores do Sindiprol⁄Aduel estarão em Curitiba a partir da próxima quarta-feira em uma série de atividades cujo foco são as reivindicações da categoria. Na quinta-feira (17) acontece a terceira reunião do Grupo de Trabalho (GT) formado por representantes dos servidores e do governo para negociações em torno à reposição das perdas salariais. Nesse mesmo dia será apreciado, pelo Tribunal de Contas do Estado, o recurso dos reitores das IEES relacionado a questão do regime de trabalho dos docentes (TIDE).
Está prevista uma reunião do Comando de Greve dos Docentes para a próxima quinta-feira, no final da tarde, quando deve ser feita avaliação e, eventualmente, convocada assembleia da categoria.
Nos dois casos, o da luta pela reposição das perdas salariais e o do TIDE (cujo objetivo é a destruição da carreira docente), estamos diante de ataques a direitos cujos desdobramentos se somam aos cortes de custeio, de recursos para pesquisa, de bolsas de estudos, e apontam no sentido da aceleração do processo de destruição da universidade pública, já anunciada como intenção por diversos políticos de plantão.

A reação da comunidade universitária

É nesse sentido que devem ser encarados os movimentos dos diversos segmentos que compõem a comunidade universitária (docentes, estudantes e técnicos administrativos), cada um à sua maneira constrói estratégias de defesa aos ataques sistemáticos que vem ocorrendo há tempos, e que apenas se intensificaram agora.
Assim, as manifestações (paralisações, greves, os atos, as ocupações) constituem-se em faces de uma mesma luta contra as medidas dos governos estadual e federal voltadas à destruição do serviço público, da educação pública e da universidade em particular.

Suspensa a greve dos docentes e servidores técnico-administrativos das IEES, são os estudantes que, no momento, se manifestam com maior intensidade. Eles ocupam as reitorias da UEL e da UENP, cinco dos sete campi da UNESPAR encontram-se com atividades paralisadas, assim como a maior parte dos cursos da UEL.

Por esse motivo chamamos os docentes da UEL, UENP e UNESPAR-Apucarana a reafirmar, na prática, o compromisso deliberado em assembleia de docentes pelo respeito ao movimento autônomo dos estudantes e pela sua não criminalização por parte das autoridades e dos demais membros da comunidade universitária, o que passa também pela suspensão do calendário acadêmico.

A luta pela universidade pública é uma luta de todos nós. Somente o diálogo exaustivo, baseado na solidariedade interna, permitirá a sobrevivência da universidade pública, neste momento e para o futuro.

GRUPO DE TRABALHO DÁ INÍCIO ÀS NEGOCIAÇÕES COM O GOVERNO

O grupo de trabalho criado no dia 07/11 com cinco representantes de sindicados de servidores e representantes da SEFA e SEAP terá até o dia 19 de novembro para buscar uma solução para o impasse relacionado à reposição das perdas salariais e ao pagamento das progressões e promoções dos servidores estaduais. A primeira reunião ocorreu nas dependências da SEAP já no dia seguinte (08) e nova reunião está marcada para amanhã (10).

O dia 20 de novembro é a data limite para o governo reapresentar emendas à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), tendo em vista a retirada da mensagem do governo na semana passada.

A análise das finanças do Estado feita pelos servidores indica que o governo tem condições de honrar com a Lei da data base e as dívidas que tem com algumas categorias. De acordo com esses estudos, o valor de 1,4 bilhão pode ser superado. No entanto, as intenções do governo são diferentes, e na primeira reunião não se chegou a nenhum termo.

Comunicado do Comando de Greve Docente sobre nota da reitoria da UEL

A resposta da reitoria sobre as ocupações, veiculada nesta terça-feira (08) no site da UEL, é bem-vinda como o primeiro pronunciamento público dos dirigentes da instituição diante do quadro de crise nacional que vivemos nestes dias.

O Comando de Greve dos Docentes, reunido nesta data, lamenta, no entanto, o tom evasivo da resposta dada aos estudantes e o tratamento dado ao movimento de ocupações, justificando a judicialização, chegando mesmo a sugerir equivocadamente que docentes participam das mesmas.

A intenção de diálogo contida no documento precisa se concretizar em atitudes objetivas no sentido da democratização da universidade, tendo como premissa, ao contrário do que diz o título da mensagem (UEL se posiciona sobre as ocupações) que a UEL somos todos nós, estudantes, docentes e servidores técnico-administrativos.

Londrina, 8 de novembro de 2016

Comando de Greve dos Docentes

 

Comunicado do Comando de Greve Docente sobre a greve estudantil e as ocupações na UEL

O Comando de Greve dos Docentes, reunido em 7 de novembro, avaliou as dificuldades que o movimento de greve dos estudantes enfrenta para que a reitora da UEL atenda suas demandas.

Em face dessas dificuldades, o Comando Docente defende que a Reitoria negocie franca e sinceramente com os estudantes as suas reivindicações, pois estas são orientadas à defesa de universidade pública e gratuita e à garantia de direitos.

Considera também imprescindível que qualquer mediação ou discussão sobre a manifestação estudantil a que forem convidados os docentes, seu sindicato ou seu comando de greve, deve necessariamente contar com a presença dos estudantes que são os sujeitos da ação política.

O Comando de Greve Docente também defende – como já foi colocado à Reitora e esta havia se comprometido no dia 4 de novembro ao final da assembleia –  a imediata convocação do CEPE e das Câmaras para reorganizar o calendário escolar, de modo a não causar nenhum prejuízo aos estudantes nem aos docentes.

Reafirmamos as deliberações de nossa assembleia do dia 4 de novembro que deliberou pela defesa da “autonomia do movimento estudantil e suas formas de organização” e, ao mesmo tempo, “rejeita a criminalização do movimento, qualquer repressão e punição dos estudantes”.

Londrina, 7 de novembro de 2016

Comando de Greve dos Docentes

Comunicado do Comando de Greve Docente sobre a greve estudantil e as ocupações na UEL

O Comando de Greve dos Docentes, reunido em 7 de novembro, avaliou as dificuldades que o movimento de greve dos estudantes enfrenta para que a reitora da UEL atenda suas demandas.

Em face dessas dificuldades, o Comando Docente defende que a Reitoria negocie franca e sinceramente com os estudantes as suas reivindicações, pois estas são orientadas à defesa de universidade pública e gratuita e à garantia de direitos.

Considera também imprescindível que qualquer mediação ou discussão sobre a manifestação estudantil a que forem convidados os docentes, seu sindicato ou seu comando de greve, deve necessariamente contar com a presença dos estudantes que são os sujeitos da ação política.

O Comando de Greve Docente também defende – como já foi colocado à Reitora e esta havia se comprometido no dia 4 de novembro ao final da assembleia –  a imediata convocação do CEPE e das Câmaras para reorganizar o calendário escolar, de modo a não causar nenhum prejuízo aos estudantes nem aos docentes.

Reafirmamos as deliberações de nossa assembleia do dia 4 de novembro que deliberou pela defesa da “autonomia do movimento estudantil e suas formas de organização” e, ao mesmo tempo, “rejeita a criminalização do movimento, qualquer repressão e punição dos estudantes”.

Londrina, 7 de novembro de 2016

Comando de Greve dos Docentes

Assembleia do Sindiprol|Aduel suspende a greve

[vc_row][vc_column][vc_column_text]Em assembleia realizada na tarde desta sexta-feira dia 4 de novembro, no auditório Cyro Grossi no CCB da UEL, os professores deliberaram por ampla maioria, alguns votos contrários e poucas abstenções:

  1. Suspensão do movimento de greve com retomada das atividades na terça-feira, com tempo para organizar os espaços de aula, a realização de uma reunião com a reitora exigindo a não criminalização do movimento dos estudantes;
  2. Para essa decisão, o comando baseou-se na retirada temporária da emenda número 43, fato que torna novamente válida a lei que garante o reajuste salarial – inflação de 2016 – em janeiro de 2017;
  3. Caso o governo não se comprometa pública e rapidamente a garantir o reajuste integral e/ou reapresente nova alteração/revogação da lei que o garante, o Comando deve chamar imediatamente uma assembleia para avaliação e deliberação;
  4. Orienta ainda a manutenção da organização docente (Comando de greve e reuniões nos centros) e o estabelecimento de um calendário de mobilização;
  5. Por fim, como a conjuntura local e nacional está marcada pelo profundo ataque aos trabalhadores em geral e, em particular, aos servidores públicos, o Comando indica o fortalecimento das discussões, esclarecimentos e ações entre as três categorias constitutivas da universidade em favor do ensino superior público e gratuito.
  • Aprovaram-se também os seguintes posicionamentos:
    • A Assembleia de docentes defende a autonomia do movimento estudantil e suas formas de organização.
    • Ao mesmo tempo, rejeita a criminalização do movimento, qualquer repressão e punição dos estudantes.
    • A Assembleia docente repudia a postura da reitoria de judicializar a ocupação da rádio.
    • Que o Conselho Universitário seja convocado para se manifestar contra os ataques que a universidade vem sofrendo.
  • Deliberou-se que nas reuniões por centros sejam debatidos a PEC 241 e a MP 746, a lei da mordaça e a escola sem partido.
  • Investigar a petição da reitoria de “reintegração de posse” da reitoria que estaria acusando os estudantes de consumir drogas e praticar sexo na ocupação.
  • Divulgar informações para subsidiar aos professores com matérias para debater em sala de aulas acerca dos problemas da universidade e dos ataques do governo (arrecadação e despesas, roubo da ParanaPrevidência, etc.)

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