


Na quinta-feira (12), o candidato à Reitoria da UEL, Sérgio Carlos de Carvalho, que, junto com Marta Regina Gimenez Favaro, concorre pela chapa “UEL Mais Forte”, visitou o Centro de Vivência do Sindiprol/Aduel. Recebido pela diretoria, o candidato expôs alguns aspectos do programa da Chapa 2 e respondeu a questionamentos dos presentes.

Nesta segunda-feira (09.03.26), representantes do Comando Sindical Docente (CSD) se reuniram com o secretário da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), Aldo Bona, para tratar da data-base e da carreira, dando continuidade à reunião de 15/12.
Data-base e reposição salarial
Sobre a data-base e a reposição salarial, o secretário reafirmou a informação que obtivemos na reunião do FES com a Casa Civil, Sefa e Seap: até o final de março, há previsão de anúncio do governo de reposição salarial, mas ainda sem definição de índice. De qualquer modo, é importante reforçar que a defasagem acumulada ao longo da última década já ultrapassa os 52%.
Carreira docente
O CSD reafirmou a defesa da implantação do piso salarial nacional do magistério e a regulamentação da ascensão para professor titular dentro da carreira. Do mesmo modo, solicitou informações sobre a proposta de alteração da carreira docente que lhe foi apresentada pela Apiesp. Lembrando que o CSD também solicitou uma cópia da proposta para a Apiesp, mas ainda não foi atendido.
Sobre o conteúdo da proposta, o secretário informou alguns aspectos que estão contidos nela: 1) criação de mais um nível na classe dos associados (nível D); 2) incorporação da ascensão do titular na carreira; 3) alteração no piso salarial. Quanto aos itens 1 e 2, o secretário informou que há perspectiva de avanço em breve. Em relação ao item 3, embora ele não tenha a informação precisa do modo de alteração – elevação do valor ou criação do nível B do auxiliar, empurrando todos os outros níveis e classes para cima –, também é esperada alguma sinalização positiva na reunião com a Casa Civil, que será realizada na próxima sexta-feira (13/03).
Outros assuntos
Em relação à LGU, o secretário foi indagado sobre a distribuição das vagas da lei 14.269/2003, que ficaram ociosas com a aprovação da LGU, o secretário informou que elas estão sendo destinadas aos novos cursos com autorização governamental para funcionamento, como são os casos dos cursos de Ciência de Dados e Inteligência Artificial (UEL) e Medicina (Uenp). No entanto, o CSD continua a reafirmar a necessidade dessas vagas ociosas da lei retornarem integralmente ao sistema para atender às demandas das universidades, tanto para graduação quanto para pós-graduação.
Outro tema abordado foi a questão da substituição de professores em licença médica, que, em algumas universidades estaduais, resulta não na contratação de CRESS, mas sim na obrigatoriedade de os docentes afastados reporem as aulas posteriormente. Sobre isso, o secretário salientou a necessidade de observância da legislação e da contratação de docentes pelas IEES para licenças a partir de 15 dias, evitando a sobrecarga do docente quando do retorno ao trabalho.
Tratou-se, também, da cláusula abusiva do contrato dos docentes CRESS, o qual se mantém ainda vigente na Uenp, que busca restringir a participação desses docentes em movimentos reivindicatórios, manifestações e greves.
Por fim, ficou indicada nova reunião para o início do mês de abril, com data exata a confirmar.
Comando Sindical Docente

As Seções Sindicais das Universidades Estaduais do Paraná, organizadas no Comando Sindical Docente – CSD, e as Seções Sindicais das Universidades Federais presentes no Estado do Paraná, ADUFPR, SINDIEDUTEC, SINTUFFS e SESUNILA, repudiam veementemente a tramitação do inconstitucional PL 25/2026, que “Proíbe a reserva de vagas por meio de sistema de cotas e outras ações afirmativas pelas instituições de ensino superior públicas ou que recebam verbas públicas no Estado do Paraná”, de autoria do deputado bolsonarista Ricardo Arruda – PL. Esta proposta contraria Lei Federal 12.711, de 2012, que foi atualizada em 2023, e, por isso, se aprovada, deve ser revogada imediatamente.
O Paraná vem sendo laboratório de experimentos conservadores e retrógrados, como as escolas cívico-militares, e também neoliberais, como a radicalização do uso das plataformas. É um Estado em que o neofascismo tem grandes chances de vencer as eleições de 2026.
Este Projeto de Lei, como outros que estão sendo propostos pela direita neofascista, visa vedar as cotas raciais e outras formas de ingresso nas universidades pelas políticas afirmativas. As desigualdades estruturais advindas da sociedade de classes, em uma situação como a brasileira de capitalismo dependente, tornam tais desigualdades ainda mais radicais. Portanto, não se trata de que a política de cotas produziria, segundo o deputado bolsonarista, “distinções artificiais entre os cidadãos”.
Defendemos a posição história do Andes-SN pela defesa das cotas raciais e das demais políticas afirmativas. Não podemos deixar passar mais este capítulo dos ataques neofascistas às nossas universidades, que foram escolhidas como inimigas preferenciais deste grupo irracionalista e negacionista da ciência. Eles não toleram a ciência e a verdade, que é o que nós temos a dar para a sociedade, e não vão nos parar.
Lembramos que as políticas de cotas têm tido efeito positivo, e jamais chegaram perto de prejudicarem as universidades, ao contrário, trouxeram apenas contribuições positivas, tanto pelo desempenho dos e das cotistas, quanto pelo próprio fato de democratizar a universidade. Estas políticas ampliaram também a conclusão do ensino superior pelas camadas mais empobrecidas, demonstrando sua eficácia.
Todo o processo de democratização da universidade brasileira, ainda incipiente, não pode ser barrada por iniciativas como estas, que não escondem o racismo estrutural que nos caracteriza como um país dependente, e que é vivificado nas práticas deste grupo bolsonarista.
Querem excluir a classe trabalhadora da universidade, defendendo a ideologia meritocrática. Ao contrário, temos que trazer o povo para a universidade, pintá-la de povo, democratizar o acesso, permanência e conclusão, e todos os efeitos advindos da escolarização neste nível de ensino.
Nem um passo atrás na luta pela universidade que queremos. Os neofascistas sempre estarão à espreita para impor derrotas para a democracia mínima conquistada nas universidades em nosso país.
Só os barraremos na luta!

Na manhã desta sexta-feira, 06/03, membros da diretoria do SindiprolAduel – Carlos Caldarelli e Ronaldo Gaspar – e o professor do CTU e ex-presidente da seção sindical, Nilson Magagnin, receberam o deputado estadual Luiz Claudio Romanelli, líder do PSD na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). Na reunião, foram tratadas questões de interesse da categoria, especialmente a defasagem salarial dos docentes das universidades estaduais.
Em suas considerações, o deputado reiterou que o governo tem a intenção de apresentar um índice de reposição salarial na data-base deste ano, embora ainda não haja definição sobre qual será esse percentual. Também demonstrou concordância com a existência de distorções na carreira docente, além de reconhecer a situação de defasagem salarial da categoria e a urgência de se resolver a ausência de uma lei que regulamente o reajuste para os servidores sem paridade.
Por fim, destacou a importância – e manifestou apoio à proposta – de constituição de uma mesa de negociação entre o governo e as seções sindicais, com o objetivo de discutir ajustes na carreira docente, como a elevação do piso e a progressão para a classe de professor titular.


Na última sexta-feira (27/02), o Comando Sindical Docente (CSD) protocolou ofício junto à Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) reafirmando a defasagem salarial de 52,18% da categoria. O documento solicita uma intervenção imediata do secretário para a abertura de uma mesa de negociação com o Governo do Estado.
Próximos passos
Na próxima segunda-feira (09/03), o CSD se reunirá com o secretário da Seti, Aldo Nelson Bona. Além dos itens da pauta, o Comando reafirma que a reposição salarial é prioridade e espera uma sinalização concreta de mediação da secretaria para solucionar esse grande impasse financeiro que afeta toda a categoria.
Comando Sindical Docente (CSD)

Na sexta-feira, 27 de fevereiro, representantes do Fórum das Entidades Sindicais (FES) participaram de reunião com o Governo do Estado do Paraná, com a presença de integrantes da Casa Civil, da Secretaria da Fazenda (Sefa) e da Secretaria da Administração e da Previdência (Seap). A reunião tinha dois pontos na pauta: data-base do funcionalismo e recomposição da tabela dos agentes de apoio.
O governo sinalizou que haverá pagamento da data-base em 2026, embora ainda não tenha sido definido o índice de reposição salarial. A data-base é uma reivindicação central das entidades sindicais para recompor as perdas inflacionárias acumuladas pelos servidores públicos estaduais ao longo dos últimos dez anos. De acordo com os cálculos apresentados pelas entidades, a defasagem salarial deverá atingir 52,18% até abril de 2026. Diante desse cenário, é fundamental que a categoria permaneça atenta ao índice que será apresentado pelo governo, pois a nossa luta é pela reposição integral das perdas e abertura de uma mesa permanente de negociações. Portanto, é fundamental manter a organização e a mobilização.
Em relação à tabela dos agentes de apoio, a avaliação apresentada na reunião é de que há grande possibilidade de aprovação da proposta, o que representaria um avanço para esse segmento do funcionalismo público estadual.
Além desses pontos da pauta, também foram tratados a chamada lei do descongela (Lei Complementar nº 226/2026) e a situação dos aposentados sem paridade.
Sobre a lei do descongela, o governo informou que ainda estuda como regulamentá-la no âmbito do funcionalismo público estadual e de que forma será realizado o pagamento retroativo dos respectivos anuênios e quinquênios, que, no período de 28 de maio de 2020 a 31 de dezembro de 2021, tiveram sua contagem suspensa pela Lei Complementar nº 173/2020. As entidades sindicais ressaltaram a importância de que essa regulamentação ocorra com celeridade, garantindo o reconhecimento integral dos direitos represados durante o período de congelamento.
Outro ponto tratado foi a situação dos aposentados sem paridade. O governo informou que se comprometeu a analisar alternativas jurídicas e administrativas que permitam a concessão de reajustes às aposentadorias. Trata-se de uma demanda antiga e urgente, diante das perdas acumuladas que atingem especialmente esse segmento do funcionalismo.
O Sindiprol/Aduel seguirá acompanhando as negociações conduzidas pelo FES e manterá a categoria informada sobre os desdobramentos relativos à data-base e aos direitos dos aposentados.
– Data-base já!
– Paralisação dia 17 de março! Todos rumo à manifestação em Curitiba!
Diretoria do SindiprolAduel
Londrina, 04 de março de 2026
