Docentes aprovam paralisação no dia 15 de maio

Em assembleia realizada hoje (13/05) à tarde, os docentes da UEL, por unanimidade, deliberaram pela paralisação das atividades no dia 15 de maio. Com isso, juntam-se aos professores e estudantes de todo o país na Greve Nacional contra o desmonte da educação básica e superior promovido pelos governos federal e estadual. Aqui em Londrina, a concentração será no Calçadão, centro da cidade, em frente ao Banco do Brasil, a partir das 9h.

DATA-BASE JÁ!!!

O governo de Ratinho Jr. tem dado continuidade à política de arrocho salarial dos seus antecessores imediatos: Beto Richa e Cida Borghetti. Embora queira transparecer modernidade e disposição para o diálogo, o governador age de modo intransigente: tem se negado não apenas a abrir uma mesa de negociação ou sinalizar algum reajuste aos servidores, mas até mesmo a receber os dirigentes sindicais para tratar do assunto.
Por conta dessa intransigência e da defasagem salarial acumulada (cerca de 17% em 3 anos e meio; ou seja, o equivalente a 2 salários por ano), os docentes da UEL, em decisão tomada na assembleia de 25.04, reiteraram a paralisação indicada pela assembleia anterior (17.04). Com isso, neste 29 de abril, os docentes paralisarão as atividades e se somarão à luta dos técnicos-administrativos e dos outros servidores do estado.
Não podemos ser omissos na luta pelos nossos direitos. Lutar é difícil, mas todos perdem com a política de arrocho salarial mantida pelo governo – inclusive, também perde quem sabota a luta. Portanto, lutar pelo reajuste e respeitar a decisão da assembleia da categoria é um dever de todos. Sem luta não há vitória!

REAJUSTE SALARIAL É DIREITO!

JUNTOS SOMOS MAIS FORTES!
SINDIPROL/ADUEL

Comando Sindical Docente apresenta reivindicações à SETI

O Comando Sindical Docente, que integra os sindicatos dos professores das sete Universidades Estaduais do Paraná, se reuniu com o reitor da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), Aldo Nelson Bona, responsável interino pela Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI). O encontro ocorreu na tarde de quarta-feira (13/03), na sede do órgão em Curitiba. Os representantes dos sindicatos solicitaram apoio no diálogo com o governador, Carlos Massa Ratinho Júnior, para as questões que consideram urgentes para a categoria docente no âmbito das Universidades Estaduais.

Entre as reivindicações da categoria, os professores buscam atenção do novo governo para rever a interrupção do pagamento da data-base, descumprida pelo ex-governador Beto Richa desde 2015 e que já acumula perda de 16% nos salários; deliberação para as nomeações de professores aprovados no último concurso público realizado em 2017; abertura de concursos para suprir as vagas em aberto; e autorização para a convocação imediata dos professores temporários para este ano letivo.

O Comando Sindical Docente solicitou ainda o apoio para a viabilidade de um encontro com o governador, com a proposta de diálogo sobre os principais problemas da categoria e a realidade das Universidades Estaduais. “Já enviamos uma carta ao novo governo com pedido de agenda para a abertura do diálogo, mas ainda não obtivemos retorno”, destacaram os representantes do Comando Sindical. Além disso, destacou-se a importância de Bona defender as reivindicações da categoria junto ao governo.

Sobre o cumprimento da lei da data-base, Bona justificou as ações de início de governo pela necessidade de conhecimento e ajustes das contas públicas, mas firmou a intenção de viabilizar e mediar a conversa dos sindicatos com a Casa Civil.

Para os representantes docentes, ele garantiu a autorização pelo governo da contratação dos professores temporários para as Universidades Estaduais para até sexta-feira (15/03). Sobre as nomeações de professores aprovados em concursos públicos para o quadro permanente, porém, afirmou que o governador solicitou levantamento sobre o impacto das nomeações versus as demissões. Se confirmado “o impacto zero”, segundo Bona, o governo sinalizou disposição em autorizar as nomeações.

Bona se referiu ainda à proposta de lei, denominada por ele de “Política Estadual do Ensino Superior”, a ser debatida por comissões compostas por representantes de cada Universidade, incluindo dos sindicatos. Bona afirmou que essa proposta de lei, amparada em estudos da SETI sobre as condições das IEES, poderá estabelecer critérios para a realização de concursos públicos. Para ele, a perspectiva é que, com a discussão nas comunidades acadêmicas, o texto final esteja pronto até 30 de junho deste ano.

Participaram da reunião representantes das seguintes entidades sindicais: Sindicato dos Professores do Ensino Superior Público Estadual de Londrina e Região (SINDIPROL/ADUEL); Seção Sindical dos Docentes da Universidade Estadual de Ponta Grossa – (SINDUEPG); Sindicato Docente da Universidade do Oeste do Paraná (ADUNIOESTE); Seção Sindical dos Docentes da Universidade Estadual de Maringá (SESDUEM) e Sindicato dos Docentes da Universidade Estadual do Centro-Oeste (ADUNICENTRO).