MOÇÃO DE REPÚDIO DIRIGIDA À ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO PARANÁ, CONTRA O PL 25/2026, DE AUTORIA DO DEPUTADO RICARDO ARRUDA

As Seções Sindicais das Universidades Estaduais do Paraná, organizadas no Comando Sindical Docente – CSD, e as Seções Sindicais das Universidades Federais presentes no Estado do Paraná, ADUFPR, SINDIEDUTEC, SINTUFFS e SESUNILA, repudiam veementemente a tramitação do inconstitucional PL 25/2026, que “Proíbe a reserva de vagas por meio de sistema de cotas e outras ações afirmativas pelas instituições de ensino superior públicas ou que recebam verbas públicas no Estado do Paraná”, de autoria do deputado bolsonarista Ricardo Arruda – PL. Esta proposta contraria Lei Federal 12.711, de 2012, que foi atualizada em 2023, e, por isso, se aprovada, deve ser revogada imediatamente.

O Paraná vem sendo laboratório de experimentos conservadores e retrógrados, como as escolas cívico-militares, e também neoliberais, como a radicalização do uso das plataformas. É um Estado em que o neofascismo tem grandes chances de vencer as eleições de 2026.

Este Projeto de Lei, como outros que estão sendo propostos pela direita neofascista, visa vedar as cotas raciais e outras formas de ingresso nas universidades pelas políticas afirmativas. As desigualdades estruturais advindas da sociedade de classes, em uma situação como a brasileira de capitalismo dependente, tornam tais desigualdades ainda mais radicais. Portanto, não se trata de que a política de cotas produziria, segundo o deputado bolsonarista, “distinções artificiais entre os cidadãos”.

Defendemos a posição história do Andes-SN pela defesa das cotas raciais e das demais políticas afirmativas. Não podemos deixar passar mais este capítulo dos ataques neofascistas às nossas universidades, que foram escolhidas como inimigas preferenciais deste grupo irracionalista e negacionista da ciência. Eles não toleram a ciência e a verdade, que é o que nós temos a dar para a sociedade, e não vão nos parar.

Lembramos que as políticas de cotas têm tido efeito positivo, e jamais chegaram perto de prejudicarem as universidades, ao contrário, trouxeram apenas contribuições positivas, tanto pelo desempenho dos e das cotistas, quanto pelo próprio fato de democratizar a universidade. Estas políticas ampliaram também a conclusão do ensino superior pelas camadas mais empobrecidas, demonstrando sua eficácia.

Todo o processo de democratização da universidade brasileira, ainda incipiente, não pode ser barrada por iniciativas como estas, que não escondem o racismo estrutural que nos caracteriza como um país dependente, e que é vivificado nas práticas deste grupo bolsonarista.

Querem excluir a classe trabalhadora da universidade, defendendo a ideologia meritocrática. Ao contrário, temos que trazer o povo para a universidade, pintá-la de povo, democratizar o acesso, permanência e conclusão, e todos os efeitos advindos da escolarização neste nível de ensino.

Nem um passo atrás na luta pela universidade que queremos. Os neofascistas sempre estarão à espreita para impor derrotas para a democracia mínima conquistada nas universidades em nosso país.

Só os barraremos na luta!

19j: mais de 400 cidades realizaram manifestações contra o governo Bolsonaro/Mourao e por emprego, vacina no braço e comida no prato; em Londrina, cerca de 1.800 pessoas foram às ruas

No último sábado (19), foram realizadas manifestações em todo o Brasil contra o governo Bolsonaro/Mourão e por emprego, vacina no braço e comida no prato. Em Londrina, no ato convocado e organizado pelo Comitê Unificado da cidade, do qual o Sindiprol/Aduel participa por meio do Coletivo de Sindicatos, cerca de 1.800 pessoas participaram do protesto, que se iniciou com a concentração, às 16h, em frente ao Teatro Ouro Verde, e seguiu em marcha até o Zerão, onde a atividade se encerrou. Confira mais imagens ao final. 

As manifestações de 19 de junho aconteceram 21 dias após as de 29 de maio e coincidiram com a data em que o Brasil alcançou a triste marca de 500 mil vidas perdidas para a Covid-19, uma doença que há um ano e meio sequer existia. Confira mais informações sobre no site do Andes-SN. Como destacamos em nossa convocação 

Para o dia 29, sindicatos, centrais sindicais, movimentos populares e o próprio Andes-SN convocaram suas bases para protestar contra um governo que, pelas ações e omissões próprias e de seus aliados estaduais (como é o caso de Ratinho Jr.), tem intensificado imensamente a grave pandemia de Covid-19. E, além disso, tem executado e apoiado o desmonte dos serviços públicos, atacado diretamente o funcionalismo – arrochando salários e cortando direitos (confira nossa campanha pela recomposição salarial) – e negado o amparo necessário às famílias pobres. Por isso, para nós, servidores públicos, tanto o 29 de maio como o 19 de junho são também dias de luta em prol do fortalecimento dos serviços públicos e em defesa de nossos direitos.

De maneira igual ao 29 de maio, a manifestação de sábado foi toda realizada ao ar livre, respeitando o distanciamento entre os manifestantes e com uso de máscaras, em geral pff2/n95, e álcool gel, cuidados que, pelo que hoje sabemos, reduzem muito o risco de transmissão da covid-19 (mais informações aqui).   

– Fora Bolsonaro/Mourão!  

– Pelo fim do arrocho salarial e pela valorização dos serviços públicos!  

– Contra a reforma administrativa (PEC 32/2020)!  

– Contra o desemprego e a fome!  

– Por vacina para todos e todas!  

– Pelo auxílio emergencial de 600 reais para todos os necessitados!  

– Pela manutenção das liberdades democráticas!  

Confira alguns registros da manifestação realizada em Londrina no sábado (19):