4º Boletim de Greve da UEL

Em Assembleia realizada nesta quinta-feira (18), no Anfiteatro Cyro Grossi “Pinicão” do CCB da UEL, os Docentes da Universidade Estadual de Londrina deliberaram, por ampla maioria, pela rejeição da proposta salarial feita pelo governo estadual. A proposta prevê o pagamento de 5,08% de forma parcelada. A primeira parcela, de 2%, seria paga em janeiro de 2020. As outras duas, de 1,5%, ficariam para os meses de janeiro de 2021 e de 2022, mas que somente serão pagas se houver disponibilidade financeira do estado. Uma das diferenças para a proposta anterior, que também foi rejeitada, é que, na primeira, haveria pagamento de 0,5% em outubro deste ano e 1,5% em janeiro do ano que vem.

A suspensão da greve, especificamente, não foi deliberada, por não ter sido encaminhada para votação por nenhum dos presentes. A deliberação da Assembleia foi pela rejeição da proposta salarial do governo e manutenção de negociações referentes à pauta da greve: reposição salarial de 17,04% (referentes aos últimos três anos e meio sem data-base), novos concursos, nomeação dos servidores já concursados e a retirada da Lei Geral das Universidades e do PLC 04/2019.

Como próximas atividades de greve, a Assembleia encaminhou uma reunião do Comando de Greve nesta sexta-feira (19), no Centro de Vivência do Sindiprol/Aduel (campus próximo ao Sebec), às 15h. A segunda-feira (22) e terça-feira (23) serão utilizadas para debates por Centros de Estudo sobre a LGU. As reuniões serão marcadas e divulgadas posteriormente. Uma nova Assembleia está previamente convocada para a próxima quarta-feira (24), no período da tarde. Horário e local ainda serão confirmados.

Outra proposta aprovada na Assembleia foi a de encaminhar um pedido para que o reitor convoque uma Assembleia Geral Unificada (docentes, técnicos e estudantes), com o objetivo de discutir, junto à toda a comunidade universitária, a LGU e os impactos dela na universidade.

Calendário fora da UEL

Em virtude de uma reunião da APIESP (Associação Paranaense das Instituições de Ensino Superior Público), nesta sexta-feira (19), na UEM (Universidade Estadual de Maringá), o Comando Sindical Docente (CSD) está se mobilizando para ter um espaço nela e apresentar sua avaliação da LGU aos reitores presentes. Este mesmo Comando irá se reunir no domingo (21) em preparação para a reunião de segunda-feira (22) com o superintendente da Seti (Superintendência de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior), Aldo Bona, também na capital paranaense. De tarde, após a reunião com Bona, o Comando Sindical Docente irá se reunir novamente para avaliar a situação.

 

Seminário sobre o PLC 04/2019 e a Lei Geral das Universidades movimenta o CLCH na terça-feira (16)

Nesta terça-feira (16), das 9h às 17h, o CLCH da UEL foi palco do Seminário sobre o Projeto de Lei Complementar 04/2019 e a Lei Geral das Universidades. O evento foi organizado pelo Comando de Mobilização Unificado, que reúne as três categorias grevistas da universidades (docentes, técnicos e estudantes).

O PLC 04/2019 propõe congelar o orçamento do estado do Paraná por 20 anos, de forma similar ao que foi feito com o Teto de Gastos aprovado na gestão Michel Temer, do MDB, em 2016. A LGU se propõe a reorganizar as universidades estaduais do Paraná como se elas tivessem estruturas iguais e fossem iguais. Na prática, ela ataca a autonomia universitária, precariza as condições de trabalho de docentes e técnicos, inviabiliza as universidades como instituições de pesquisa e ainda não garante recursos para a permanência estudantil.

O seminário foi organizado com quatro Grupos de Trabalho pela manhã. Após a abertura do evento, às 9h, os GTs se reuniram e debateram aspectos dessas leis. Os temas de cada um foram: o PLC 04/2019; a Autonomia Universitária; o Financiamento e tendências privatistas nas IEES do Paraná e a Precarização do trabalho docente nas IEES do Paraná. IEES são as Instituições Estaduais de Ensino Superior.

Depois das discussões feitas separadamente, uma plenária foi realizada no Anfiteatro-Maior do CLCH. Nela, representantes dos quatro grupos de trabalho apresentaram pontos discutidos dentro de cada GT. Na sequência, foi aberto espaço de fala e debate para os presentes.

A mesa da plenária foi composta por Ronaldo Gaspar, presidente do Sindiprol/Aduel, e Fernanda Amorim dos Santos, estudante de pedagogia e representante do movimento estudantil. Nela, foi constituída uma comissão para redigir um documento final que vai ser apresentado às categorias e à comunidade com as discussões levantadas no seminário.

A plenária completa está no Facebook do Sindiprol/Aduel, assim como fotos dos GTs.

UEL, Unespar/Apucarana e UENP realizam Assembleias nesta quinta-feira (18)

Nesta quinta-feira (18), a Universidade Estadual de Londrina (UEL) e a Universidade Estadual do Paraná (Unespar) – Campus Apucarana – realizam Assembleias Gerais Docentes para debater a proposta salarial do governo e os encaminhamentos da greve. No caso da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), a Assembleia será Geral Unificada e tem também um calendário de atividades e de mobilização em pauta.

Na UEL, a partir das 14h, os professores estão convocados para a Assembleia Geral no Anfiteatro Cyro Grossi, o “Pinicão” do CCB.

No caso da Unespar/Apucarana, a Assembleia Docente será realizada a partir das 17h, no Auditório José Berton.

Já na UENP, a Assembleia Geral Unificada será realizada no Auditório CCHE, em Jacarezinho, a partir das 19h. No caso dela, estão convocados todos os docentes, servidores técnico-administrativos e estudantes.

3º Boletim de Greve da UEL

O Comando de Greve da UEL se reuniu, na manhã desta segunda-feira (15), no Centro de Vivência do Sindiprol/Aduel (campus próximo ao Sebec) e avaliou a nova proposta de reposição salarial do governo do estado. A proposta prevê o pagamento de 5,08% de forma parcelada. A primeira parcela, de 2%, seria paga em janeiro de 2020. As outras duas, de 1,5%, ficariam para os meses de janeiro de 2021 e de 2022, mas que somente serão pagas se houver disponibilidade financeira do estado. Uma das diferenças para a proposta anterior é que, na primeira, haveria pagamento de 0,5% em outubro deste ano e 1,5% em janeiro do ano que vem.

A defasagem que as categorias do executivo têm é de 17,04%, referentes aos últimos 3 anos e meio de não reposição salarial, considerando que são 4,94% referentes apenas aos últimos 12 meses. Considerando essas questões, a proposta do governo não contempla a reivindicação da categoria. Além da reposição salarial, a pauta da greve reivindica novos concursos, nomeação dos já concursados e a retirada da Lei Geral das Universidades. Quanto ao PLC 04/2019, a proposta do governo indica a sua retirada.

É preciso, entretanto, marcar uma nova Assembleia dos Docentes da UEL para avaliar a proposta de reposição salarial e a continuidade da greve. Levando em consideração que:

  1. Nesta segunda-feira (15), haverá uma reunião do Comando Estadual de Greve do FES (Fórum das Entidades Sindicais), às 14h, e outra, às 16h, do Comando Sindical Docente, ambas em Curitiba-PR;
  2. Nesta terça-feira (16), será realizado, ao longo de todo o dia, um seminário sobre o PLC 04/2019 e a LGU, no Anfiteatro-Maior do CLCH da UEL;
  3. Nesta quarta-feira (17), serão feitas reuniões nos Centros de Estudo da UEL para debater a pauta da greve;
  4. E que nesta quinta-feira (18), pela manhã, haverá reunião do Comando Sindical Docente com o superintendente da Seti, Aldo Bona.

A Assembleia Geral Docente da UEL, para deliberar sobre a continuidade ou não da greve, será realiza na quinta-feira (18), às 14h, no Anfiteatro Cyro Grossi “Pinicão” do CCB da UEL. A pauta é: 1) Informes; 2) Proposta do governo; 3) Encaminhamentos da greve e 4) Outros assuntos.

 

PLC 04/2019 e Lei Geral das Universidades são tema de debate na UEL nesta terça-feira (16)

Nesta terça-feira (16), o PLC 04/2019, que congela por 20 anos o orçamento do Paraná de forma parecida com o que foi feito pelo governo Temer (MDB) com o Teto de Gastos, e a Lei Geral das Universidades (LGU), que ataca a autonomia universitária, precariza as condições de trabalho de docentes e técnicos, inviabiliza as universidades como instituições de pesquisa e, como se fosse pouco, não garante recursos para a permanência estudantil, são tema de seminário na Universidade Estadual de Londrina (UEL). O evento é aberto ao público no geral e é organizado pelas três categorias grevistas: docentes, técnicos e estudantes.

A terça-feira (16) começa com credenciamento e coffee break às 8h30, no Anfiteatro-Maior do CLCH da UEL. Às 9h, será feita a abertura e a apresentação do seminário e, na sequência, serão compostos os Grupos de Trabalho (GTs). Eles são quatro: PLC 04/2019; Autonomia Universitária; Financiamento e tendências privatistas nas IEES do Paraná e Precarização do trabalho docente nas IEES do Paraná.

Entre 9h30 e 12h está programado o estudo dos temas dos GTs e a elaboração de sínteses, que serão apresentadas em uma plenária, marcada das 14h às 16h, após o almoço. Uma Comissão para a elaboração do documento final será tirada na mesma plenária. Depois, a partir das 16h15, haverá um painel sobre a PLC 04/2019 e a LGU. O encerramento está marcado para 17h30.

O texto completo do PLC está disponível neste link: pl-04_2019_ntegra.

O texto completo da LGU está disponível neste link: proposta-de-lei-geral.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas neste link: https://bit.ly/2xLNZpq.

NOTA DE REPÚDIO AO DESRESPEITO A DOM GEREMIAS

As organizações sociais populares, abaixo nominadas, vem por meio desta declarar o nosso veemente repúdio aos ataques proferidos por uma parcela do segmento patronal de Londrina, por entender que tal manifestação é um total desrespeito à postura evangélica da arquidiocese de Londrina e principalmente, ao seu pastor Dom Geremias.

A forma, os motivos e as considerações que fundamentam os ataques públicos emanados por tais representantes patronais ao Arcebispo, nos leva a fazer a seguinte leitura: querem impor uma Igreja que regojiza com as profundas dificuldades que vem sendo impostas as camadas sociais mais carentes; querem uma Igreja que se abstenha de defender leis que contemplem uma proteção social digna; condenam a postura de Dom Geremias por ele não se alegrar com as injustiças sociais e por fazer do seu pastoreio uma jornada em defesa dos injustiçados.

Neste momento, em que o Brasil atravessa uma fase sombria e tão complexa, onde já perdemos muito com a reforma trabalhista e continuamos sob ameaças de retirada de outros direitos sociais, faz-se necessário que as representações sociais, inclusive das igrejas socialmente comprometidas, explicitem seus posicionamentos e busquem o diálogo, na perspectiva de alinhar os interesses e o comprometimento com os direitos dos mais pobres.

E foi justamente em defesa dos (as) trabalhadores (as) que a Arquidiocese compartilhou, em comunhão com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), através de uma equipe composta por agentes das pastorais sociais e de advogados constituiu uma cartilha de orientação sobre a Reforma da Previdência, que deixa claro em vários pontos, os prejuízos que trará aos necessitados priorizando os interesses da elite.

Assim entendemos também que, o fechamento da Mitra no horário do ato da greve geral do dia 14 de junho, bem como a liberação para os demais párocos tomarem suas decisões, se faz corajosa, democrática e louvável, indo ao encontro das palavras evangélicas do Papa Francisco: “Envolver-se na política é uma obrigação para o cristão. Nós cristãos não podemos nos fazer de Pilatos e lavar nossas mãos”.

Londrina, 10 de julho de 2019

Assinam esta nota:

AJD – Associação Juízes para a Democracia
Frente Povo Sem Medo
Frente Brasil Popular
Coletivo Feminista Classista Marielle Franco
Coletivo dos Sindicatos de Londrina
Coletivo Paulo Freire
APP Sindicato – Núcleo Sindical Londrina
Sindicato dos Bancários de Londrina e Região
ASSUEL
SindPrevs Paraná
Sinterc Paraná
SindSaúde Paraná
Sindiprol/Aduel
ASSUEL
Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Londrina
Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Norte do Paraná
CUT – Regional Norte Central
EPJ – Evangélicos Pela Justiça
MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra
Coletivo Mobiliza Londrina
Rede de Médicas e Médicos Populares
Levante Popular da Juventude
Consulta Popular

Na Câmara de Londrina, diretor do Sindiprol/Aduel fala sobre a greve e a importância do serviço público

Na tarde desta quinta-feira (11), foi aberto espaço de fala, a convite do vereador Roberto Fú, para representantes das categorias em greve do Paraná e de Londrina (APP-Sindicato, Sindiprol/Aduel e Assuel). Eliel Machado, diretor do Sindiprol/Aduel, foi um dos que fizeram o uso da palavra na sessão da Câmara Municipal de Londrina. Toda a fala está disponível abaixo e há mais fotos no site da Câmara.

Sindiprol/Aduel participa de ato com 30 mil servidores em Curitiba

Na manhã da última terça-feira (9), milhares de servidores do poder executivo se reuniram em Curitiba para reivindicar seus direitos. A concentração foi na Praça do Homem Nú e a marcha seguiu até o Centro Cívico, onde diversas lideranças fizeram o uso da palavra. Ronaldo Gaspar, presidente do Sindiprol/Aduel, foi um dos que falaram para as cerca de 30 mil pessoas presentes no local. À tarde, um ofício com a pauta de reivindicações da greve foi entregue ao superintendente da Seti.
O vídeo da fala de Gaspar está abaixo e mais fotos da terça-feira (9) estão em um álbum na página do Sindiprol/Aduel no Facebook.
YouTube player

2º Boletim de Greve da UEL

Após a participação do ato de terça-feira (9) em Curitiba, houve reunião do Comando de Greve nesta quarta (10), pela manhã, no Centro de Vivência do Sindiprol/Aduel (campus próximo ao Sebec). Na reunião, foram feitos informes sobre tudo o que aconteceu na capital (ato dos servidores, ocupação da ALEP, entrega do ofício com a pauta de reivindicações da greve ao superintendente da Seti e reuniões do FES e do Comando de Greve de Estadual) e os presentes avaliaram as condições da greve e os próximos encaminhamentos a serem feitos.

Da reunião, saíram, como próximas ações, a elaboração de um texto para ser lido (obrigatoriamente) nos eventos autorizados pelo Comando de Greve e um vídeo para ser apresentado no início das atividades do Festival Internacional de Música de Londrina. A formação de uma Comissão de Agitação e Propaganda e uma Comissão para articular ações do movimento grevista com a sociedade (bispo, prefeito, Câmara), sindicatos (APP, Coletivo de Sindicatos) e movimentos sociais também foi encaminhada, assim como conversas para a participação de membros do Comando de Greve em programas de rádio de Londrina e também da rádio da UEL, a Rádio UEL FM, e a formação de Comando de Mobilização Unificado (com docentes, técnicos e estudantes), que irá se reunir na sexta-feira (12), às 14h, no Centro de Vivência do Sindirpol/Aduel.

Foi reforçada ainda a importância da convocação de reuniões por Centro de Estudo para debater a pauta da greve. No CECA, a reunião aconteceu na tarde desta quarta-feira (10), às 14h, enquanto no CCE ela está marcada para quinta-feira (14h). No CLCH e no CEFE, as reuniões serão na sexta-feira (12), às 10h. E um seminário para a discussão do PLC 04/2019 e da LGU (Lei Geral das Universidades) na UEL será organizado para a próxima terça-feira (16).

Além de ações diretas do Comando e do movimento, foram deliberadas intervenções e falas sobre a pauta da greve em eventos na cidade, além do Festival de Música e demais eventos acadêmicos mencionados acima. Por exemplo, nesta quarta-feira (10), às 19h, haverá o Sarau da Balbúrdia, no Canto do Marl; no sábado (13), pela manhã, acontecerá a Ciranda da Bratac e no domingo (14), a partir das 15h, o Quizomba. Neles serão feitas intervenções de membros do Comando de Greve para conscientizar a população da pauta da greve.

Uma nova reunião do Comando de Greve ficou definida para esta quinta-feira (11), às 9h, no Centro de Vivência do Sindiprol/Aduel (campus próximo ao Sebec). No mesmo dia, mas na parte da tarde, a partir das 14h, o palco da atividade de greve será a Câmara Municipal de Londrina. Com o tópico “Por que estamos em greve?”, representantes da Assuel e do Sindiprol/Aduel terão espaço de fala na tribuna e é importante que as galerias do local sejam ocupadas pelos grevistas e apoiadores da greve.

Para baixar o boletim completo é só clicar no: 2-boletim-de-greve-da-uel .

 

Por que estamos em greve?

“Por que estamos em greve?” É essa pergunta que a carta abaixo responde. Ela elenca os pontos da pauta de reivindicações e o que querem os servidores em greve.
Caso queira passar adiante, é possível baixar a carta em PDF no: por-que-estamos-em-greve.