Aroeira – 12 de setembro de 2020
O Aroeira é um programa de radiojornalismo produzido em parceria pela Assuel e pelo Sindiprol/Aduel e vai ao ar todos os sábados, a partir das 12h, na Rádio UEL FM (107,9). Agora, durante a pandemia da Covid-19 e respeitando o isolamento social, o Aroeira está sendo produzido remotamente e em formato reduzido, mas ainda trazendo o noticiário do mundo sindical.
A edição do dia 12 de setembro fez uma homenagem ao sindicalista Zezão, que perdeu a vida para a covid-19. No mesmo programa, Sinival Pitaguari, professor de economia da Universidade Estadual de Londrina (UEL), analisou politicamente o aumento da cesta básica e foi abordada a situação dos servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que, sem segurança, são contra a abertura das agências e ameaçam entrar em greve nas próximas semanas.
Na coluna “Matula do Direito”, o professor Reginaldo Melhado continuou a análise da Reforma Administrativa proposta pelo governo federal. Finalizando a edição semanal do Aroeira, o Boletim do Sindiprol/Aduel tratou da emenda à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para garantir o congelamento das progressões e promoções e do Informativo do Fórum das Entidades Sindicais (FES) sobre a Paranaprevidência.
Caso tenha perdido alguma edição ou não possa acompanhá-lo ao vivo na Rádio UEL FM, o programa poderá ser ouvido posteriormente no site da Rádio UEL FM e também estará disponível no Anchor e serviços de streaming como o Spotify.
Aroeira – 5 de setembro de 2020
O Aroeira é um programa de radiojornalismo produzido em parceria pela Assuel e pelo Sindiprol/Aduel e vai ao ar todos os sábados, a partir das 12h, na Rádio UEL FM (107,9). Agora, durante a pandemia da Covid-19 e respeitando o isolamento social, o Aroeira está sendo produzido remotamente e em formato reduzido, mas ainda trazendo o noticiário do mundo sindical.
A edição do dia 5 de setembro falou sobre a reunião entre sindicalistas e representantes do governo, com o objetivo de evitar a suspensão das promoções e progressões dos servidores públicos, e do aumento recorde da cesta básica em Londrina, que diminui o poder de compra da população. O programa também falou sobre a APP-Sindicato, que ameaça greve da categoria caso o governo obrigue a volta às aulas em setembro, e sobre a adaptação, feita por movimentos sociais e pastorais sociais de Londrina, do Grito dos Excluídos por causa da pandemia da covid-19.
Na coluna “Matula do Direito”, o professor Reginaldo Melhado tratou da Reforma Administrativa de Paulo Guedes. Finalizando a edição semanal do Aroeira, o Boletim do Sindiprol/Aduel abordou o apoio do Coletivo de Sindicatos de Londrina para a greve nos Correios.
Caso tenha perdido alguma edição ou não possa acompanhá-lo ao vivo na Rádio UEL FM, o programa poderá ser ouvido posteriormente no site da Rádio UEL FM e também estará disponível no Anchor e serviços de streaming como o Spotify.
Todo apoio à greve dos trabalhadores dos Correios!

Em 17 de agosto, os trabalhadores dos Correios decretaram uma greve nacional devido à ruptura unilateral, por parte do governo federal, ao acordo coletivo (ACT) assinado em 2019, que deveria valer até 2021. Para isso, contou com a cumplicidade do Supremo Tribunal Federal (STF), que validou, parcialmente, a ação do governo e da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT).
O ACT de 2019 garantia a manutenção de uma série de benefícios, que elevavam o salário-base. Dos 79 pontos do referido acordo coletivo, a empresa quer acabar com (ou modificar) 70 deles, inclusive direitos fundamentais como a licença-maternidade de 180 dias. A perda salarial, dependendo da função, vai de 43% a 69% do salário integral e representa cerca de R$ 1.200,00 a menos nos contracheques dos trabalhadores. Este ataque faz parte do plano de enxugamento da empresa, objetivando a sua privatização! A direção da ECT, sob o comando do general Floriano Peixoto, imediatamente após a decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) – que tinha confirmado o ACT com validade por dois anos -, atuou para que o dissídio de outubro de 2019 fosse desfeito com ação no STF, que já decidiu, por liminar, pela redução da validade do ACT para apenas um ano e pelo o aumento de 100% no valor das mensalidades do plano de saúde daqueles trabalhadores. O julgamento da liminar irá prosseguir entre os das 14 e 21 deste mês.
Por isso, esta greve não é só mais uma campanha salarial. Ela se coloca objetivamente na oposição ao projeto de privatização em curso, que exige enxugamento da folha de pagamento, balanços superavitários e uma postura política de austeridade que não permita concessões, como a manutenção de direitos duramente conquistados.
Trata-se da mesma política aplicada contra os funcionários públicos do Paraná e do Brasil nos últimos anos e que se agravou desde o ano passado. Por isso, a solidariedade e o apoio à greve dos trabalhadores dos Correios são partes da mesma luta dos professores das universidades estaduais do Paraná e de todo o funcionalismo paranaense e brasileiro.
O movimento dos ecetistas está sendo demonizado como se tivessem privilégios e suportando todo tipo de ataques de um governo a serviço de interesses privatistas – isto é, interesses daqueles que querem lucrar com o desmonte do patrimônio público e intensificar a exploração dos trabalhadores. Sob a ameaça de uma decisão judicial antigreve, os trabalhadores sofrem um isolamento que pode levar à sua derrota.
Manifestamos o nosso apoio e solidariedade à greve dos trabalhadores dos Correios, defendemos a manutenção das conquistas conseguidas em anos de luta e nos posicionamos contra a privatização da ECT e contra todas as privatizações.
Aroeira – 29 de agosto de 2020
O Aroeira é um programa de radiojornalismo produzido em parceria pela Assuel e pelo Sindiprol/Aduel e vai ao ar todos os sábados, a partir das 12h, na Rádio UEL FM (107,9). Agora, durante a pandemia da Covid-19 e respeitando o isolamento social, o Aroeira está sendo produzido remotamente e em formato reduzido, mas ainda trazendo o noticiário do mundo sindical.
A edição do dia 29 de agosto falou sobre a participação da Assuel no protesto, realizado em Curitiba, contra o congelamento de salário de servidoras e servidores. O programa também tratou do Coletivo de Sindicatos de Londrina, que fixou cruzes em frente à prefeitura para lembrar das vítimas da covid-19 na cidade, e da aprovação do novo FUNDEB (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica), que foi comemorada por setores da educação.
Na coluna “Matula do Direito”, o professor Reginaldo Melhado falou sobre a regulamentação do teletrabalho na Argentina. Finalizando a edição semanal do Aroeira, o Boletim do Sindiprol/Aduel abordou os ataques às servidoras e aos servidores através da Previdência e atualizou as informações sobre a greve nos Correios.
Caso tenha perdido alguma edição ou não possa acompanhá-lo ao vivo na Rádio UEL FM, o programa poderá ser ouvido posteriormente no site da Rádio UEL FM e também estará disponível no Anchor e serviços de streaming como o Spotify.
Aroeira – 22 de agosto de 2020
O Aroeira é um programa de radiojornalismo produzido em parceria pela Assuel e pelo Sindiprol/Aduel e vai ao ar todos os sábados, a partir das 12h, na Rádio UEL FM (107,9). Agora, durante a pandemia da Covid-19 e respeitando o isolamento social, o Aroeira está sendo produzido remotamente e em formato reduzido, mas ainda trazendo o noticiário do mundo sindical.
A edição do dia 22 de agosto tratou do ataque aos servidores públicos e às servidoras públicas, que ficarão sem reajuste salarial até o fim de 2021. O programa também falou sobre os trabalhadores e as trabalhadoras da cultura de Londrina, que estão se organizando para receber os benefícios da Lei Aldir Blanc, e sobre como a venda da Sercomtel prejudica centenas de funcionários e funcionárias da autarquia. Na coluna “Matula do Direito”, o professor Reginaldo Melhado continuou sua análise sobre a plataformização do trabalho. Finalizando a edição semanal do Aroeira, o Boletim do Sindiprol/Aduel abordou a greve, iniciada na terça-feira (18), dos servidores e das servidoras dos Correios.
Caso tenha perdido alguma edição ou não possa acompanhá-lo ao vivo na Rádio UEL FM, o programa poderá ser ouvido posteriormente no site da Rádio UEL FM e também estará disponível no Anchor e serviços de streaming como o Spotify.
Aroeira – 7 de março de 2020
O Aroeira é um programa de radiojornalismo produzido em parceria pela Assuel e pelo Sindiprol/Aduel e vai ao ar todos os sábados, a partir das 12h, na Rádio UEL FM (107,9). Em cerca de uma hora, o programa fala sobre o dia a dia da luta sindical. A produção e a apresentação são de responsabilidade dos jornalistas Elsa Caldeira e Guilherme Bernardi e os trabalhos técnicos estão a cargo de Ricardo Lima.

A edição do dia 7 de março trouxe uma fala de Lorena Portes, professora do departamento de serviço social da UEL e diretora do Sindiprol/Aduel, sobre o Dia Internacional da Mulher como um dia de luta e uma entrevista com Talyta Elen Ferreira Teodoro e Fernan Silva sobre o Movimento Feminista de Londrina e os eventos organizados para o dia 8 de março. Além disso, o programa falou sobre as ações da semana de volta às aulas para conscientizar os alunos sobre a situação da universidade, sobre a Greve Geral da Educação do dia 18 de março (confira a data da assembleia docente da UEL e da Unespar/Apucarana) e sobre os trabalhadores terceirizados do HU que receberam parte dos salários atrasados.
Caso tenha perdido alguma edição ou não possa acompanhá-lo ao vivo na Rádio UEL FM, o programa poderá ser ouvido posteriormente no site da Rádio UEL FM e também estará disponível no Anchor e serviços de streaming como o Spotify.
Todo apoio à greve dos petroleiros!

Fazendo jus ao compromisso histórico de se solidarizar com todos os trabalhadores que lutam por melhores salários e condições de trabalho, direitos sociais e trabalhistas e contra o desemprego, bem como à perspectiva de construção da unidade de toda a classe trabalhadora contra os desmandos patronais e/ou governamentais, a diretoria do Sindiprol/Aduel se solidariza com os petroleiros que estão em greve há 19 dias contra o fechamento da Fafen-PR e a demissão de mais de mil trabalhadores.
Nesse momento, o nosso apoio à greve e à bravura dos petroleiros é uma pequena parte do apoio que lhes é devido por todos os trabalhadores e suas organizações sindicais, pois a vitória da luta desses companheiros é importante para eles e suas famílias e, claro, pelos importantes desdobramentos sobre as lutas de toda a classe trabalhadora brasileira.
Não às demissões!
Não ao fechamento da Fafen-PR!
Todo apoio à greve dos petroleiros!
Não à entrega da Petrobrás!
BOLETIM ESPECIAL DO SINDIPROL/ADUEL
Balanço do Movimento
A aprovação, em novembro, da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2017 suspendeu por tempo indeterminado a data base do funcionalismo público do Paraná, interrompendo um período de dez anos em que esse direito constitucional foi respeitado, e indicando, dessa forma, um cenário de retrocesso em nossas condições de trabalho e o desmonte dos serviços públicos.
A proposta elaborada pelo legislativo estadual ao término da greve de 2015, de pagamento parcelado das perdas salariais dos servidores, que nunca foi aceita pelo Secretário da Fazenda, Mauro Ricardo, foi revogada, e o governo impôs novo calote.
Vale lembrar que em 2013 ele já havia tentado pagar a reposição de perdas de forma parcelada. Em 2015, pagou atrasado e apenas parcialmente as perdas do ano anterior. Tentou não pagar a reposição de 2015 no início de 2016, sendo derrotado pela reação do funcionalismo que denunciou um governo desmoralizado pela truculência empregada no dia “29 de abril” e pelos diversos escândalos em que está envolvido. Soma-se a isso o sucateamento dos serviços públicos feito sistematicamente por ele através dos cortes de recursos de custeio.
Este ano, o funcionalismo estadual não conseguiu estruturar um movimento coeso e forte o suficiente para derrotar o calote. Além disso, o governo manipulou a opinião pública com um simulacro de “negociação” e, com forte pressão, obteve “apoio” na ALEP.
Acresce-se a isto a fragilidade da organização estadual do funcionalismo, que reside, de um lado, na dependência da mobilização dos professores da rede; de outro lado, e não menos importante, na divisão no seio das universidades, onde convivem sindicatos que não conseguem coordenar as lutas.
A conjuntura política nacional determinada pelo processo de impeachment fortaleceu os governadores do PSDB, incluído Beto Richa. Esses políticos, navegando na campanha midiática direcionada contra os direitos dos trabalhadores, e do funcionalismo em particular, aproveitaram a situação para atacar a Constituição. Foi nesse contexto que a mobilização do funcionalismo do Paraná acabou por sofrer esse importante revés.
Trata-se agora de reorganizar as forças e retomar a organização nas universidades e no funcionalismo para recuperarmos nossos direitos, e evitar amargar um longo período sem reposição salarial como o sofrido durante o governo de Jaime Lerner (de 1995 a 2002).
A nossa greve
Em que pesem as dificuldades de se estruturar um movimento unificado de todas as categorias do funcionalismo, os professores da base do Sindiprol|Aduel estiveram à altura do combate. Acompanharam desde o início as primeiras mobilizações, participaram das articulações estaduais em que se defendeu sempre a necessidade de unidade mais ampla e se mantiveram mobilizados até o final.
Esta resposta resultou da experiência da greve anterior, que colocou a condução do movimento num Comando de representantes dos Centros de Estudos, eleitos pela base. Desta vez, avançou-se na realização de reuniões por Centros e por Campi para se ampliar a organização. Evidentemente que a adesão à greve não foi uniforme, mas tal metodologia deverá ser desenvolvida nos próximos movimentos.
Outros elementos que se introduziram no processo foram a greve estudantil e as ocupações. A retomada das mobilizações estudantis iniciada pelos secundaristas do Paraná, e que alcançaram repercussão mundial, tiveram impacto sobre os estudantes das universidades paranaenses. O fato de a greve estudantil não se limitar a reivindicações corporativas, mas questionar a orientação do governo de atacar direitos, provocou alinhamentos favoráveis e opostos entre os docentes e acabou envolvendo setores da sociedade estranhos à universidade.
Particularmente perniciosa foi a postura da reitoria de, logo no começo do movimento, não ter interrompido o calendário acadêmico – o que foi feito em outras universidades – e, ainda, negligenciar o movimento dos estudantes, dele se ocupando somente após o encerramento da greve dos docentes. Não bastasse isso, permitiu-se ser pressionada (e agiu) no sentido de não negociar, criminalizar e reprimir o movimento estudantil. Essa orientação se materializou no INTERDITO PROIBITÓRIO impetrado contra os estudantes.
A reitoria ignorou os apelos dos docentes nas assembleias, que democraticamente deliberaram no sentido de não criminalizar o movimento e nem prejudicar os setores em greve, fossem eles de docentes, técnicos ou discentes. E ainda, na última semana, renunciou explicitamente a exercer a autonomia universitária ao sucumbir às pressões de setores conservadores, inclusive do Judiciário e Ministério Público, no sentido de penalizar os estudantes.
Perspectivas
Embora a decisão do governo adie indefinidamente o direito constitucional de reposição anual dos nossos vencimentos, a luta não está encerrada. Permanecem em aberto o julgamento dos procedimentos adotados pela ALEP para aprovar a mensagem do governo e as ações judiciais que proíbem alterações da lei, cujas liminares foram cassadas pelo presidente do TJ. Há ainda ações de inconstitucionalidade sendo elaboradas por parlamentares e sindicatos.
A reconstituição do Comitê Paranaense em Defesa da Universidade Pública, defendida por diversos segmentos, é uma necessidade para solucionar o problema da dispersão dos movimentos no interior das universidades.
Internamente, a organização dos docentes se dará através da consolidação do Conselho de Representantes de Base, ampliando sua intervenção cotidiana e reforçando a atividade sindical.
Todas estas ações têm a finalidade de fortalecer o movimento das universidades e do funcionalismo, que, inevitavelmente, retomarão a iniciativa no ano que vem, em que haverá uma tendência de afrouxamento do controle político do governador Beto Richa sobre o conjunto do aparato estatal.






