Docentes da UEL encerram greve e elegem delegada e delegado para o 42º Congresso do Andes-SN

Confira aqui uma breve reflexão da diretoria do Sindiprol/Aduel sobre a campanha salarial deste ano

Na terça-feira (11), às 9h, assembleia docente da UEL para votar indicativo de greve para maio

Conforme aprovado na assembleia da UEL de quarta-feira (5), que também deliberou pela paralisação das atividades no dia 11 de abril (confira mais informações aqui), o Sindiprol/Aduel convoca as e os docentes da universidade para assembleia com a seguinte pauta:

1) Indicativo de greve para a primeira semana de maio;
2) Organização de comissões para a greve.

Data e horário: terça-feira (11/04) às 9h (2ª chamada às 9h30)
Local: Anfiteatro Maior do CLCH

Docentes da UEL e da Uenp aprovam paralisação das atividades no dia 11 de abril; confira mais informações

Em assembleias docentes realizadas na tarde de quarta (5), as e os docentes aprovaram a paralisação das atividades na UEL e na Uenp no dia 11 de abril. Professores de UEM, Unioeste, UEPG, Unicentro e Unespar também realizaram assembleias nesta tarde e cruzarão os braços na terça-feira. 

Na UEL, a assembleia foi realizada no Anfiteatro Maior do CLCH e a paralisação foi aprovada por unanimidade. Também foi aprovada a convocação de uma nova assembleia para o dia da paralisação, com um indicativo de greve para a primeira semana de maio (veja mais abaixo). Na Uenp, ela foi virtual e a paralisação foi aprovada com uma abstenção e um voto contrário. 

A paralisação foi aprovada por unanimidade na UEL

Informe sobre a carreira docente 

Como primeiro ponto de pauta, com transmissão para as assembleias das outras seções sindicais do estado, foi feito um breve informe sobre as discussões referentes à carreira docente. Em linhas gerais, explicou-se que o grupo de apoio à Seti foi puxado pelas pró-reitorias com o objetivo de alterar, prioritariamente, a carreira dos técnicos, que, tanto pelo piso quanto pelo fluxo de desenvolvimento, é pouco atrativa. Há representantes sindicais no grupo, mas eles atuam mais como observadores do que como proponentes. De qualquer modo, como pensada até o momento, a proposta parece que vai incorporar algumas das demandas que, historicamente, foram elaboradas e defendidas pelos sindicatos.  

Com relação aos docentes, há uma discussão que envolve a elevação dos Adicionais de Titulação (ATs) para, respectivamente, 45%, 70% e 100%, bem como para a equiparação do piso dos docentes com o piso estadual da educação básica vigente até o momento, de R$ 3.903,00. Também se discute a incorporação na carreira do nível Associado D e, como desenvolvimento e não concurso, do Professor Titular. 

De todo modo, foi reiterado que não é um grupo do governo como um todo (não inclui Seap, Sefa e Casa Civil, por exemplo) e tampouco já existe uma proposta oficial – ou seja, não podemos contar que essa proposta seja uma resposta à perda do nosso poder de compra. 

Proposta do governo e paralisação no dia 11 de abril 

Na sequência, foi apresentada a proposta de reposição salarial de 5,79% anunciada pelo governador Ratinho Jr. De maneira autoritária e sem negociação alguma, o governo, além de enviar um índice muito abaixo de nossas reivindicações, disse que enviará o projeto apenas em julho, sendo assim, o acréscimo nos salários está previsto para agosto. A data-base, para relembrar, é no dia 1º de maio. Ou seja, uma proposta ínfima, que não vai ao encontro de nossas necessidades, não é fruto ou abre qualquer negociação e ainda contraria a data para a qual está prevista a implantação do nosso direito. 

Por isso, as e os docentes presentes aprovaram a paralisação e a continuidade da luta em favor da reposição dos 42%, que é o montante da defasagem salarial. Na UEL, também foi deliberada a realização de uma nova assembleia no dia da paralisação (11/04), a fim de votar um indicativo de greve para a primeira semana de maio. Confira a convocação completa: 

No dia 11 de abril, também serão realizadas panfletagens. A concentração será às 8h, no Centro de Vivência do Sindiprol/Aduel, que fica no campus da UEL próximo ao Sebec. Contamos com sua presença! 

Ainda no dia 11, uma comissão de quatro ou cinco docentes de cada seção sindical levará uma carta do Comando Sindical Docente (CSD) a Curitiba. Na capital, ela será entregue aos deputados estaduais, de modo a expor a enorme defasagem salarial e reivindicar a recomposição de nossas perdas.  

Acesse a campanha salarial de 2023 do Sindiprol/Aduel: 42% a menos faz muita diferença… DATA-BASE JÁ!  

Data-base já!  

Reposição salarial integral já! 

(Atualizada no dia 10/04 às 15h50 para alterar o horário e o local da panfletagem.)

Atividades do dia 15/03 na UEL: paralisação das universidades estaduais do Paraná

Formada na assembleia do dia 2 de março, quando as e os docentes da UEL aprovaram a paralisação da próxima quarta-feira (15), a comissão responsável pelas atividades do dia informou a programação pensada em conjunto com a Assuel para o 15 de março:

7h e 13h – Panfletagem no campus da UEL
– Cancela de acesso pela avenida Castelo Branco
– Cancela de acesso pela reitoria/COU

7h e 13h – Panfletagem no CCS/HU
– Hemocentro
– Estacionamento

9h30 – Ato em defesa da data-base
– Anfiteatro do Cesa

14h30 – Atividade com os professores com contrato temporário
– Anfiteatro do Cesa

19h30 – Live “Reposição salarial e defesa das universidades públicas do Paraná” com dirigentes de sindicatos de docentes e técnicos

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Contamos com a sua presença! Juntos somos mais fortes!
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Confira a campanha salarial de 2023:

Chapa “Organizar, resistir, lutar!” é eleita para a diretoria do Sindiprol/Aduel 2023-2025

A chapa “Organizar, resistir, lutar!” foi eleita para o mandato 2023-2025 à frente do Sindiprol/Aduel (confira ao final a composição completa da nova diretoria). No total, 334 docentes votaram na eleição, sendo 329 votos registrados para a chapa eleita. Além desses, 3 votaram em branco e 2 foram nulos.    

A última eleição havia sido realizada de maneira virtual, devido à pandemia de Covid-19, mas, em linha com a defesa do Sindiprol/Aduel da necessária retomada das atividades presenciais, esta eleição foi realizada desse modo, com os votos depositados entre terça (7) e quarta-feira (8) e a apuração feita hoje pela manhã (quinta, 9). Mais informações sobre todo o processo eleitoral estão aqui. 

Da esquerda para a direita: Gilson Jacob Bergoc, Elaine Alves (coordenadora) e Debora Braga Zagabria formaram a Comissão Eleitoral responsável pelo processo

Nova diretoria eleita do Sindiprol/Aduel  

Eleita para a gestão 2023-2025, a nova diretoria do Sindiprol/Aduel tomará posse em abril deste ano. A data será confirmada e divulgada posteriormente.   

Conheça a composição da nova diretoria: 

Na terça (7) e quarta-feira (8), vote na eleição para a nova diretoria do Sindiprol/Aduel!

Entre terça (7) e quarta-feira (8), todas e todos os docentes filiados ao Sindiprol/Aduel poderão votar na eleição para a nova diretoria da seção sindical, cujo mandato será de abril desse ano até o mesmo mês de 2025. 

Há apenas uma chapa concorrendo no pleito, a “Organizar, resistir, lutar!”, mas aproveitamos para lembrar que é preciso que seja atingido o quórum de 50% +1 dos filiados para a eleição dela.  

Além das urnas em cada um dos centros da UEL, haverá ainda uma urna em cada campi da Uenp, nas cidades de Bandeirantes, Cornélio e Jacarezinho, uma itinerante e outra no Centro de Vivência do Sindiprol/Aduel, das 8h30 às 18h, onde votarão as e os aposentados. 

Confira os horários de votação em cada um dos centros da UEL: 

CLCH – 8h-12h, 14h-18h e 19h-22h 

CESA – 8h-12h, 14h-18h e 19h-22h 

CECA – 8h-12h, 14h-18h e 19h-22h 

CCE – 8h-12h, 14h-18h e 19h-22h 

CEFE – 8h-12h, 14h-18h e 19h-22h 

CCB – 8h-12h e 14h-18h  

CCA – 8h-12h e 14h-18h 

CTU – 8h-12h e 14h-18h 

CCS/HU – 8h-12h e 14h-17h 

CCS/COU – 8h-12h e 14h-17h 

Vote na eleição para a nova diretoria do Sindiprol/Aduel! Juntos somos mais fortes! 

Clique aqui e saiba mais sobre todo o processo eleitoral

Docentes da UEL aprovam paralisação das atividades no dia 15 de março; confira mais informações

Em assembleia realizada na tarde de hoje (quinta, 2), no Anfiteatro Maior do CLCH, as e os docentes presente aprovaram, por unanimidade, a paralisação das atividades na UEL no dia 15 deste mês. A data foi proposta pelos sindicatos de servidoras e servidores das universidades estaduais do Paraná como início da mobilização para reivindicar a reposição dos 42% de defasagem salarial (confira mais informações abaixo). 

Saiba quais atividades estão programadas para a paralisação na UEL

A decisão dos docentes da UEL se soma às de Adunioeste, Sindunespar e também da Assuel Sindicato, que já realizaram assembleias para deliberar sobre a paralisação. A da Sesduem será na próxima semana, no dia 7 (terça), e a da Uenp, que também é da base do Sindiprol/Aduel, está marcada para o dia 8 (quarta), às 16h, no Anfiteatro do Botânico, que fica no campus de Bandeirantes. 

Informes 

Lei Geral das Universidades 

Além de uma breve recapitulação da luta do Sindiprol/Aduel contra a LGU, foi feita uma atualização da situação dela, incluindo a primeira reunião de um Grupo de Trabalho interno da UEL. Também foi mencionada a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) e o recente parecer do Ministério Público sobre ela, que apontou, em linha com nossos questionamentos, a inconstitucionalidade da lei, particularmente quanto ao possível fechamento de cursos e à não realização de concursos. Confira o parecer completo clicando aqui. 

Carreira docente 

No ano passado, como resposta à cobrança dos sindicatos pela reposição salarial, o então superintendente de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona, anunciou a criação de um grupo de trabalho para tratar da carreira de docentes e agentes universitários. Para nós, ele basicamente resultou em um aumento do adicional de titulação em 5 pontos percentuais. Bem distante de nossa proposta histórica de mudança de 25% para 40%, 45% para 70% e 75% para 100%.  

Hoje, há uma discussão nova no estado que envolve um aumento do adicional de titulação para o nível da reivindicação histórica, a criação de um novo nível de Professor Associado e a possível incorporação do Professor Titular à carreira. 

Contrato de trabalho temporário 

Primeiro, foi relembrada toda a mobilização promovida pelo Sindiprol/Aduel e pelos professores com contrato temporário em busca de, basicamente, condições isonômicas de trabalho. Além da já perceptível melhora na atribuição de carga horária, falta ainda uma regulamentação mais transparente para padronizar a situação em todos os departamentos da UEL. Para tratar do tema, foi informado sobre a existência de um Grupo de Trabalho da universidade que irá debater as resoluções que regulamentam a carga horária docente. 

Sobre as férias, foi informado que, em algumas universidades, não há nenhuma regulamentação que obrigue os docentes com contrato temporário a tirarem todas as suas durante o recesso das atividades acadêmicas. Na UEL, há uma resolução que obriga que parte das férias sejam fruídas no recesso. Portanto, nesse aspecto, precisamos lutar pela regulamentação isonômica das férias dos docentes com contrato temporário, devolvendo-lhes o recesso acadêmico, tal como é a situação dos docentes efetivos.  

Campanha salarial 

Antes da apresentação dos dados econômicos e da proposta de paralisação no dia 15, foi explicado o porquê das alternativas jurídicas e parlamentares não serem suficientes em nossa luta pela reposição salarial. Já que não há mesa de negociação e tampouco diálogo – as reuniões que seriam realizadas esta semana (Seti e Casa Civil/Seap) foram adiadas para a próxima terça-feira (7) -, em suma, só haverá vitória com luta política! 

Foi feita, na sequência, uma exposição de alguns dados (limites de gasto com pessoal, superávit orçamentário, renúncias fiscais etc.), baseados em documentos do Fórum das Entidades Sindicais (FES) e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que atestam a capacidade que o governo Ratinho Jr. teria de conceder a reposição salarial para servidoras e servidores. Se ele não o concede, é por causa de uma política deliberada de arrocho salarial que vem desde o governo Beto Richa. 

Para 2023, o governo destinou, na lei orçamentária, um montante em torno de R$ 750 milhões para a reposição da inflação nos salários do funcionalismo público. Por um lado, ele representa um percentual de apenas 2,3%. Por outro, existindo essa destinação na lei, com luta, poderemos reivindicar um valor maior. 

Por isso, as e os docentes presentes aprovaram a paralisação das atividades no dia 15 de março. Foi também constituída uma comissão para organizar as atividades a serem realizadas na data, incluindo a proposta aprovada de realização de uma assembleia de mobilização. Na parte da manhã, também será realizada uma live estadual com dirigentes de sindicatos de servidores públicos das universidades estaduais. 

Ainda foi aprovada a proposta de discussão de um calendário de paralisações e atividades junto ao Comando Sindical Docente (CSD) e ao FES e a realização de assembleias de mobilização no próprio dia 15, bem como a indicação para que outros sindicatos realizem assembleias e avaliem a possibilidade da deflagração de uma greve pela data-base nos próximos meses. 

Data-base já! 

Reposição salarial integral já!