Em 2021, o Andes-SN faz 40 anos; confira uma entrevista sobre o sindicato e as participação de Aduel e de Sindiprol/Aduel nele

Nesta sexta-feira (19), o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) completa 40 anos. Como parte das comemorações, desde a primeira sexta de fevereiro (5) e em todas as sextas-feiras até o final do ano, estão sendo postados conteúdos de resgate histórico de toda a luta do Sindicato Nacional (confira no final do texto os conteúdos postados até agora). 

(Foto: Acervo pessoal)

Durante o ano passado e nas postagens desse ano, falamos que o Sindiprol/Aduel é, desde 2019, uma das seções sindicais do Andes-SN. De fato, o Sindiprol/Aduel, associação resultante da união entre Sindiprol e Aduel, em 2009, faz parte do Sindicato Nacional desde 2019 (mais informações aqui), mas é importante lembrar que, anteriormente, as e os docentes da Universidade Estadual de Londrina (UEL), organizados na  Associação dos Docentes da UEL (Aduel), integraram o Andes-SN durante décadas desde sua fundação. Para resgatar um pouco dessa história e falar sobre as lutas do passado, do presente e do futuro, conversamos com Silvia Alapanian (foto), que atualmente compõe a diretoria da Regional Sul (Paraná e Santa Catarina) do sindicato. 

Silvia, primeiramente, você poderia se apresentar e falar um pouco sobre sua carreira como professora da UEL e também sobre sua atuação no movimento sindical como um todo? 

SA: Meu nome é Silvia Alapanian, entrei na UEL em 1995 como professora do departamento de Serviço Social, do Centro de Estudos Sociais Aplicados (Cesa), onde atuei até minha aposentadoria em dezembro de 2018. Fui membro da diretoria da Associação dos Docentes da UEL (Aduel) em algumas gestões, tendo sido a presidente da última gestão, a que conduziu o processo de unificação entre a Aduel e o Sindiprol, em 2009. Desde então tenho participado das várias diretorias do Sindiprol/Aduel. Atualmente componho a diretoria da Regional Sul (Paraná e Santa Catarina) do Andes-Sindicato Nacional.

O Andes-SN completa 40 anos agora no dia 19 de fevereiro. O Sindiprol/Aduel faz parte do Sindicato Nacional desde 2019, mas, antes disso, a Aduel já havia sido uma das seções sindicais durante anos, até a saída para o processo que levou à fusão com o Sindiprol, em 2009, certo?  Como foi o processo de fundação do Andes-SN? Qual a importância de ter um sindicato para organizar nacionalmente a luta e a pauta docente? E como foi a participação da Aduel dentro dele?  

SA: Certo. O Andes foi fundado em 1981, em plena ditadura militar, como Associação Nacional do Docentes do Ensino Superior. O objetivo era organizar os docentes a partir da base, dos locais de trabalho, através de seções sindicais com autonomia de decisão e de organização, em confronto com o tradicional modelo de sindicalismo vigente no país.

Suas bandeiras foram, desde o início, a defesa da Universidade pública e gratuita, da autonomia universitária como garantia da livre manifestação do pensamento e produção de ciência, e das condições do trabalho docente.

A partir de 1988, quando a Constituição passou a permitir a sindicalização dos servidores públicos, o Andes se torna um sindicato mas mantém sua estrutura e vocação originais de organização autônoma por local de trabalho e de luta em defesa da Universidade.

Já a Aduel nasceu como Adhuel, de uma luta local contra demissões de docentes no Hospital Universitário. Em 1981, no mesmo ano de fundação do Andes, se transformou em Aduel. Esse processo era parte de um grande movimento de reorganização dos trabalhadores no início da década de 1980, e, nessa condição, docentes da UEL estiveram presentes na fundação do Andes e nas primeiras décadas de sua organização. Até o início dos anos 2000 a Aduel era a única seção sindical do Andes nas Universidades Estaduais do Paraná e formava, junto à APUFPR, as duas seções sindicais do Andes no Paraná.

As greves de 2000/2001 marcaram toda uma geração de docentes, estudantes e servidores que vivenciaram aquele grande movimento deixando como legado uma transformação na organização sindical das Universidades Estaduais paranaenses. Pudemos constatar aqui a importância de uma direção sindical unificada dos dois entes representativos dos docentes na região: a Aduel, com seu histórico de lutas pela Universidade, e o Sindiprol, que desde a década de 1970 estava presente na região levando a cabo as questões corporativas dos docentes.

Os anos seguintes foram de várias tentativas de conciliar os dois modelos de organização sindical e os projetos políticos envolvidos nas duas entidades, o que só foi possível com o Congresso de Unificação realizado em 2009. A unificação do movimento docente da UEL e região acabou impondo a saída da Aduel do Andes, no entanto, a perspectiva de participar do movimento docente nacional nunca ficou fora do radar da maior parte dos docentes

Depois da saída do Andes-SN, em 2009, a Aduel se fundiu ao Sindiprol para formar o Sindiprol/Aduel. Cerca de uma década depois, foi a vez de ser organizado e realizado o processo de reaproximação e, posteriormente, adesão ao Andes-SN, em 2019. Quais foram as motivações e qual a importância de voltar a fazer parte do Sindicato Nacional? 

SA: Foram mais alguns anos tentando romper as barreiras que impediam a nossa participação no movimento docente nacional. Mais uma vez, foram as lutas que impuseram essa necessidade: as greves de 2015/2016 mostraram para uma nova geração de docentes a importância da organização nacional para fazer frente aos constantes e cada vez maiores ataques contra as Universidades em nosso país.

O projeto do Andes-SN é mais do que um projeto de defesa de salários e condições de trabalho, embora isto esteja sempre em pauta (não nos esqueçamos que a carreira que nós temos, que foi implantada em 1997 aqui no Paraná, foi gestada no interior do Andes), trata-se de uma proposta de organização sindical única no país e de uma luta em defesa da Universidade.

Nos vários congressos que realizamos no sindicato a questão foi sendo amadurecida e, em 2018, em votação, os docentes deliberaram pelo retorno ao Andes.

Em 2020, foi realizado, de maneira telepresencial, devido à pandemia de covid-19, o processo de eleição da nova diretoria do Andes-SN (2020-2022), da qual você faz parte como 2ª Secretária da Regional Sul. Seguimos em 2021 com a pandemia fora de controle e com uma série de ataques aos serviços públicos e ao funcionalismo público como um todo. Nesse cenário, agora como diretora do Sindicato Nacional, quais você diria que são os desafios e as lutas para organizar e defender a categoria não só nesse ano, mas durante os próximos anos? 

SA: Em pauta está a luta contra os ataques à Universidade pública e contra o desmonte do financiamento da pesquisa científica. Além disto temos a luta contra a reforma administrativa, cujo objetivo é a destruição do serviço público em nosso país. Trata-se, hoje, de uma luta conjunta de toda a classe trabalhadora em defesa da educação e da saúde pública e gratuita e da vacinação de toda a população brasileira como forma de enfrentamento da pandemia.

 

Postagens do Andes-SN em comemoração aos 40 anos 

Como dito acima, o Andes-SN está postando às sextas-feiras conteúdos em suas redes sociais como parte das comemorações pelos 40 anos. Além das postagens, a próxima edição da revista “Universidade & Sociedade” terá como tema central “40 anos do Andes-SN: luta e resistência”. Os artigos podem ser enviados até o dia 12 de abril (confira mais informações sobre a chamada aqui).

Também em comemoração pelos 40 anos, nesta sexta (19), a partir das 18h, haverá uma live especial para celebrar a história de quatro décadas de luta, com a presença de entidades sindicais, movimentos sociais, estudantis, além do Teatro Popular de Ilhéus e da cantora Nina Rosa. A live será transmitida no canal do Andes-SN no YouTube e na página no Facebook

Abaixo estão os conteúdos já postados pelo Sindicato Nacional, que seguirão sendo atualizados aqui no site do Sindiprol/Aduel até o final do ano. Para baixar o material na íntegra e compartilhá-lo em suas redes, se inscreva no canal do Andes-SN no Telegram.

5 de fevereiro 

Na primeira divulgação oficial, é possível conferir um pouco do que está sendo preparado para os próximos meses. A mensagem apresentada é assinada por Rivânia Moura, Amauri Fragoso e Regina Avila, da Executiva Nacional. 

YouTube player

12 de fevereiro 

 

A história do Andes-SN é formada por diversos momentos de lutas, conquistas, desafios e vitórias. Logo, selecionar alguns poucos acontecimentos emblemáticos é tarefa muito difícil. Por isso, durante todas as sextas-feiras do ano, tentaremos mostrar a história da instituição de uma maneira acessível e dinâmica a fim de divulgar a trajetória de lutas desta entidade durante 40 anos. Em 4 décadas, o país enfrentou profundas mudanças e o Andes-SN soube acompanhar esse processo e permanecer firme em seus ideais ao longo do tempo, com ações na defesa dos direitos dos docentes e da educação pública de qualidade em todo o país.  

Após a promulgação da atual Constituição Federal, de 1988, durante II Congresso Extraordinário, realizado na Universidade Estadual do Rio de Janeiro, foi aprovada a transformação da Andes em Andes-Sindicato Nacional. Destaca-se que, durante a ditadura empresarial-militar, as servidoras e os servidores públicos eram proibidos de se sindicalizarem. Apesar da transformação em sindicato ter ocorrido em 26 de novembro de 1988, o registro sindical ocorreu apenas em 01 de março de 1990. 

19 de fevereiro 

Nos dias 16 e 17 de fevereiro foi realizado, em Campinas (SP), o III Encontro Nacional das Associações de Docentes (Enad). Na pauta, estava a criação de uma entidade nacional para defender e representar os e as docentes de todo o país.

Em plena ditadura empresarial-militar, surge em 19 de fevereiro de 1981, a Andes, a Associação Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior. Sete anos depois, a Associação é transformada em Sindicato Nacional. Hoje, comemoramos 40 anos dessa história. 

26 de fevereiro

Como dito anteriormente, durante todas as sextas-feiras traremos alguma lembrança da história do Andes-SN. Hoje, vemos um registro histórico de divulgação da instância máxima de deliberação do Sindicato.

Todas as decisões do Andes-SN são deliberadas pela base e, por isso, anualmente, desde sua fundação, o Andes-SN realiza Congressos Nacionais, que reúnem representantes de suas Seções Sindicais para que possam, de forma democrática, realizar votações e definição das pautas do Sindicato. O 1º Congresso Nacional do Andes aconteceu na cidade de Florianópolis entre os dias 1 e 5 de fevereiro de 1982, com as principais pautas: Avaliação do movimento; programa de luta; estatuto definitivo; eleição da 1ª diretoria.

5 de março

O Governo Federal tem tentado silenciar as brasileiras e os brasileiros de diversas formas. Na semana que se encerra, pudemos acompanhar números recordes de mortes por covid-19, mais ações que derrubam direitos conquistados, como a aprovação da PEC 186, e atitudes arbitrárias que pretendem desrespeitar a livre manifestação do pensamento.

Os e as docentes estão em luta! #nãovãonoscalar

YouTube player

19 de março

Depois de 20 anos de uma ditadura empresarial-militar, marcada pela tortura, repressão e censura, a classe trabalhadora saía às ruas e soltava um grito longamente reprimido nas gargantas: Diretas Já!

Após o III Congresso da Andes, em 1984, assim o Andes-SN se posicionou em um manifesto ao povo brasileiro: (…) “Como cidadãos integramo-nos à campanha das diretas já, entendendo não ser mais possível ao povo brasileiro deixar de intervir nos destinos do governo da nação. Basta de arbítrio, de opressão, de miséria, de desemprego, de fome, de lei de segurança nacional, de intervenção nos sindicatos. Como professores integramo-nos à campanha das diretas já, entendendo ser nossa obrigação educar para a liberdade e para democracia. Basta de analfabetismo, de escassez de verbas para a educação, de política privatizante para o ensino superior”.

26 de março

Tanto a professora Zelma Torres como o professor João Carlos Thomson foram docentes da UEL e presidiram a Aduel

Em 1991, é lançada a 1ª Revista Universidade e Sociedade. A publicação, trata dos mais variados assuntos sobre o movimento docente e a educação no país, e que tem periodicidade semestral até hoje.

Em seu primeiro exemplar, a revista U & S abordou temas como a história do Sindicato e do movimento docente, a LDB, e trouxe uma entrevista com o pedagogo Paulo Freire.

2 de abril

DITADURA NUNCA MAIS!

Na semana em que o golpe empresarial-militar completa 57 anos, o Andes-SN recorda a prisão ilegal do professor Reynaldo Antônio Cúe pelo DOPS em São Paulo, em 1982.

Na ocasião, o Andes-SN acompanhou o caso e logo que foi informado da prisão ilegal, encaminhou ofício ao então Ministro Abi – Ackel denunciando a prisão. Cué ficou 40 dias preso no DOPS e depois foi liberto.

21 de maio

Uma campanha popular tomou as ruas para pedir o afastamento do presidente eleito, Fernando Collor de Mello, acusado de corrupção e envolvimento em esquemas ilegais. O Andes-SN participou ativamente do movimento.

No 24º Conad, em 1992, dentre os encaminhamentos destacou-se que: (…) “Participar ativamente, com o conjunto do movimento sindical, dos partidos políticos e demais setores da sociedade civil, de uma campanha de massa pelo impeachment. O impeachment não pode ser entendido como mera ‘restauração da normalidade’, mas como uma luta efetiva pela conquista da democracia e pela defesa das conquistas democráticas e sociais inscritas da Constituição”.

Memória Viva do Andes-SN

O Memória Viva nasce com a proposta de prestigiar quem construiu o Andes-SN ao longo dos últimos 40 anos. Será um programa de entrevistas conduzido por diretoras e diretores do Sindicato Nacional e que vão conversar com diversas pessoas que marcaram as (quatro) décadas da entidade. O projeto será exibido quinzenalmente em nosso canal no YouTube, sempre às 19h.

A novidade começa com uma entrevista super especial. Conversamos com a Fátima Alves, que foi secretária administrativa do Sindicato Nacional por 34 anos e se aposentou em 2018. Fátima ingressou no Andes-SN como funcionária, no auge da luta pela redemocratização, em 84. Foram três décadas e meia de uma trajetória que se mistura com a história do Sindicato Nacional.

O programa pode ser visto no YouTube.

Memória Viva #002 do Andes-SN

Na edição #002, conversamos com Elizabete Vale, professora da UEPB, Universidade Estadual da Paraíba. Elizabete é natural de uma pequena cidade do interior do Rio Grande do Norte, próxima a Mossoró. Se graduou na UERN e é doutora em Educação pela UERJ, professora do departamento de Educação da Universidade Estadual da Paraíba, foi também diretora e secretária da ADUEPB em duas gestões e atualmente é membro do conselho de representantes da ADUEPB e contribui com o grupo de trabalho de políticas educacionais.

O programa pode ser visto no Youtube do Andes-SN.

Memória Viva #003 do Andes-SN

Na edição #003, conversamos com Luiz Henrique Schuch – Presidente do Andes-SN no biênio 94/95. Luiz Henrique Schuch é professor da Universidade Federal de Pelotas e possui uma longa trajetória na política sindical. No Andes-SN, passou por diversas gestões, entre elas no biênio 1994-1996, como presidente, e entre 2010 e 2012, como 1º vice-presidente. Nesta gestão, participou ativamente da condução das lutas dos professores durante a greve nas instituições federais de 2012, considerada a mais longa da história. Schuch também foi vice-reitor da UFPel de 1988 a 1992 e coordenador do processo nacional de debate sobre a carreira do professor federal após 2010.

O programa pode ser visto no Youtube do Andes-SN.

Podcast “Andes em Luta”

No dia 28 de maio (sexta-feira), o Sindicato Nacional estreou o “ANDES em Luta”, um podcast que pretende ser uma referência para diversos assuntos do momento. Mensalmente, pela manhã, todas e todos vão poder ouvir informações e análises importantes sobre educação, política, conjuntura e muito mais.

O primeiro episódio fez uma análise do que foi o dia Nacional de Luta – A educação precisa resistir – e um convite para que todas e todos ocupassem as ruas no 29 de maio (mais informações sobre o 29 de maio estão no site do Sindicato Nacional; para ver sobre a manifestação realizada em Londrina, clique aqui). Ele contou com a participação de Rivânia Moura, Regina Ávila, Sâmbara Paula e Joselene Mota – todas da diretoria nacional do sindicato.

O podcast está disponível em agregadores de podcast como o Spotify.

“Essencial é a vida”: confira a nota do Sindiprol/Aduel

O ensino público e gratuito paranaense, sempre atacado pelos governos de plantão, está sucateado: salas de aula super lotadas; falta de concursos públicos; professoras e professores com sobrecarga de trabalho, esgotados física e psicologicamente; salários achatados em mais de 20%; plano de carreira congelado; além de outras atrocidades contra o funcionalismo público do estado. Este quadro só pirou durante a pandemia, que, aliás, está em seu pior momento. 

Se a educação fosse realmente importante para o governo Ratinho Jr., ele teria revertido o quadro acima retratado: construiria mais escolas e reformaria as atuais; recomporia os orçamentos das universidades; autorizaria concursos públicos dentro do que prevê a lei; valorizaria os professores e funcionários; revogaria seu próprio decreto de congelamento das carreiras; reconstituiria a defasagem salarial de acordo com a correção anual dos salários; etc. 

Como esse governo nunca teve compromisso com os serviços públicos, menos ainda com a educação, o PL 04/2021 visa atender, por um lado, aos interesses das escolas e universidades privadas e, por outro, fazer demagogia com a vida alheia dos professores, funcionários e estudantes das escolas e universidades públicas do estado, que serão obrigados a voltar a frequentar presencialmente ambientes sem qualquer segurança sanitária, dadas as condições já destacadas anteriormente. 

Essencial, governador, é a vida de qualquer brasileiro, independentemente da profissão que exerça. Essencial, nesse momento, é preservar vidas e não ser vetor de transmissão do coronavírus. Essencial, governador, é respeitar os profissionais da educação, reconhecendo as suas demandas legítimas, recompondo os seus salários defasados e abrindo concursos públicos. 

Na prática, este PL é mais um ataque do governo Ratinho Jr. à organização/mobilização sindical dos profissionais da educação. 

A educação é importante, mas essencial é a vida!  

Aulas presenciais só com vacina! 

Não ao PL 04/2021! 

 Londrina, 17 de fevereiro de 2021

Boletim sobre a assembleia do dia 4/02/21

No final da tarde e início da noite desta quinta-feira (4), cerca de 75 docentes da UEL, da Uenp e do campus de Apucarana da Unespar se reuniram para debater os pontos da pauta da assembleia virtual do Sindiprol/Aduel. Ela estava dividida entre os informes (data-base, progressões e promoções e Lei Geral das Universidades – LGU) e a discussão e organização de um calendário de mobilização e lutas. 

Data-base 

Foi feito o informe de que a defasagem salarial do funcionalismo público do executivo já está acima de 20%. Segundo cálculos do economista e assessor do Fórum das Entidades Sindicais (FES), Cid Cordeiro, até a data-base (maio) a porcentagem pode chegar aos 25%, se o crescimento da inflação permanecer como está. Ou seja, serão, então, 12 meses trabalhados e 3 deles não remunerados. 

Progressões e promoções 

Com exceção de servidoras e servidores da segurança pública e da saúde, as progressões e promoções do funcionalismo público, tanto por mérito como por tempo de carreira, estão suspensas desde o início da pandemia (março/2020). Em um primeiro momento, o governo Ratinho Jr. as havia bloqueado por decreto, indo além, inclusive, da nota técnica do Ministério da Economia, comandado por Paulo Guedes, que não indicava o congelamento de progressões por mérito. Depois, no final do ano passado, a Alep aprovou um projeto (PLC 19/2020) que, na prática, acaba com elas – afinal, é preciso de um decreto do governador para que as progressões e promoções sejam implantadas efetivamente (enquadramento funcional e salarial dentro das universidades, por exemplo). 

Lei Geral das Universidades 

Em 2019, membros das comunidades acadêmicas e sindicais do Paraná rejeitaram a proposta de Lei Geral das Universidades (LGU) apresentada por Aldo Bona, superintendente da Seti (confira o caderno “Por que dizemos não à LGU?” clicando aqui). No ano de 2020, também por causa da pandemia, a proposta não tramitou na Alep. Entretanto, as informações são que, em 2021, ela será enviada à Assembleia Legislativa para discussão e aprovação já no primeiro semestre e que as comunidades acadêmicas e os sindicatos não saberão quais alterações foram feitas no projeto antes dele ser enviado ao legislativo. 

Propostas e encaminhamentos 

Após os informes, foram discutidos os pontos centrais das reivindicações dos docentes e, em consonância com eles, um calendário de mobilização e lutas, além de estratégias para frear os retrocessos, conter o desmonte e somar mais docentes e trabalhadores para as ações ao longo do ano.  

  • Reposição salarial integral! 
  • Fim do congelamento das progressões e promoções! 
  • Vacinação para todas e todos já! 

Foram aprovadaoos seguintes encaminhamentos: 

  • Realizar reuniões com as reitorias da UEL, da Uenp e da Unespar reivindicando a manutenção dos processos de ascensão (promoções e progressões), com a consequente publicação das portarias;    
  • Que os advogados do Andes-SN e do FES, junto com o Comando Sindical Docente (CSD), analisem as ações jurídicas mais adequadas, visando resguardar os direitos dos servidores públicos e suas respectivas carreiras;  
  • Unificar a pauta com as outras universidades, com o CSD, com o FES, e com outras categorias profissionaispara defender a reposição salarial integral, as carreiras e a vacinação para todas e todos; 
  • Buscar unidade na luta visando a articulação com outras categorias profissionais, defendendo a universidade pública e os serviços públicos de forma geral;
  • Indicar a participação da categoria na manifestação organizada pelo Comitê Unificado de Londrina que ocorrerá no sábado, dia 6/02 (confira o evento no Facebook com mais informações clicando aqui); 
  • Defesa da vacinação para todas e todos, condicionando o retorno presencial das aulas à vacinação ampla; [Confira a campanha do Sindiprol/Aduel junto, em Londrina, ao Coletivo de Sindicatos da cidade clicando aqui.] 
  • Retomar e fortalecer os Conselhos de Representantes de Base e programar reuniões por Colegiados, Departamentos e Centros da UEL, da Uenp e da Unespar/Apucarana para fazer a discussão com a base sobre a pauta de reivindicações; 
  • Buscar informações qualificadas sobre a retração nos investimentos efetuados pelos governos federal e estadual em educação e ciência.

Antes do encerramento da assembleia, que se estendeu até pouco depois das 20h, foi aprovado Valdir Anhucci, docente da Unespar/Apucarana e diretor do Sindiprol/Aduel, como representante da seção sindical na reunião do Andes-SN deste sábado (6). 

Assembleia Geral Docente Virtual

Sindiprol/Aduel convoca todas as e todos os docentes da UEL, da Uenp e do campus de Apucarana da Unespar para assembleia virtual com a seguinte pauta: 

1) Informes: 

Data-base;  

Progressões e promoções;  

LGU. 

2) Calendário de mobilização e lutas. 

Data e horário: 4/02 (quinta) às 17h 

A sala virtual será divulgada no dia pela lista de transmissão (WhatsApp) e de e-mails. Caso não esteja em nenhuma delas, entre em contato pelo e-mail comunicacao@sindiproladuel.org.br ou envie uma mensagem para o WhatsApp (43) 3324-3995. 

Encerrado o prazo de inscrição de chapas para a diretoria do Sindiprol/Aduel 2021/2023; confira a chapa inscrita

Entre os dias 16 de dezembro de 2020 e 29 de janeiro de 2021, esteve aberto o período de inscrição de chapas para a eleição da diretoria do Sindiprol/Aduel referente ao mandato 2021/2023. Finalizado o prazo e feita a homologação pela Comissão Eleitoral, a chapa inscrita tem a seguinte composição:  

Diretoria – Efetivos 

Presidente: Ronaldo Fabiano dos Santos Gaspar – UEL/CLCH 

Vice-Presidente: César Bessa – UEL/Cesa 

1º Secretária: Fernanda de Freitas Mendonça – UEL/CCS

2º Secretário: Mauro Januário – Uenp/Bandeirantes 

1º Tesoureira: Lorena Ferreira Portes – UEL/Cesa 

 2º Tesoureiro: Carlos Eduardo Caldarelli – UEL/Cesa 

 Diretor de Comunicação: Cristiano Medri – UEL/CCB 

  

Diretoria – Suplentes 

1º Suplente: Eliel Ribeiro Machado – UEL/CLCH 

2º Suplente: Renato Lima Barbosa – UEL/Cesa 

3º Suplente: Moisés Alves de Oliveira – UEL/CCE

4ª Suplente: Taíse Ferreira da Conceição Nishikawa – Uenp/Jacarezinho 

5ª Suplente: Valdir Anhucci – Unespar/Apucarana 

6ª Suplente: Bruno Miguel Nogueira De Souza – Uenp/Bandeirantes 

7º Suplente: Luíz Carlos Sollberger Jeolás – UEL/Ceca 

  

Conselho Fiscal – Efetivos 

1º Conselheira: Marselle Nobre de Carvalho – UEL/CCS

2ª Conselheiro: Antônio Carlos de Souza – Uenp/Jacarezinho 

3º Conselheira: Fernanda Forte de Carvalho – UEL/CLCH 

  

Conselho Fiscal – Suplentes 

1 º Suplente: Maria Inês Nobre Ota – UEL/Aposentada 

2 º Suplente: Celso Davi Aoki – Uenp/Cornélio Procópio 

3 º Suplente: Ângela Lamas Rodrigues – UEL/CLCH 

A partir do dia 5 de fevereiro (sexta-feira), estará aberto o período de campanha eleitoral, que se estenderá até o dia 9 de março. A eleição será realizada no dia seguinte (10/03). 

Sobre o processo eleitoral 

O mandato da atual diretoria foi prorrogado, em assembleia realizada no dia 29 de outubro do ano passado, até o dia 15 de abril de 2021 (para mais informações, clique aqui). Naquele momento, também foi eleita a Comissão Eleitoral, composta pelos docentes Marcio Luiz Carreri (coordenador), Eduardo Di Mauro e Miguel Belinati Piccirillo. Ela é a responsável pelo calendário eleitoral e pelos encaminhamentos referentes ao processo. 

Regimento Eleitoral com mais informações está disponível no: https://sindiproladuel.org.br/regime-eleitoral/. 

Calendário completo: 

Vacinação já para todos!

O Sindiprol/Aduel está lançando, nesta semana, uma campanha que tem como mote a “Vacinação já para todos!”. Depois de um ano de 2020 marcado pela pandemia de covid-19 e implicações referentes a ela e a medidas sanitárias para preservar vidas, que impactaram também as atividades nas universidades, nos serviços públicos, nos sindicatos e nas manifestações populares, agora que estamos no caminho de ter vacinas liberadas para uso no Brasil (em outros lugares o processo de imunização já está em curso), é preciso que demandemos e cobremos para que haja vacinação já e para toda a população.

Por isso, serão colocados outdoors nas cidades em que há base do Sindiprol/Aduel. Em Londrina (onde fica a UEL), a instalação será em parceria com o Coletivo de Sindicatos de Londrina. Em Apucarana (campus da Unespar), Bandeirantes, Cornélio Procópio e Jacarezinho (todas com campi da Uenp) também serão colocados outdoors.

Além disso, há um filtro para que as pessoas atualizem seus perfis no Facebook com a campanha. Clique no link para vê-lo e atualizar também o seu: https://www.facebook.com/profilepicframes/?selected_overlay_id=866159550591388.

Em defesa da ciência e da vida, vacinação já para todos! Viva o SUS!

Imagem ilustrativa dos outdoors que serão instalados:

 

Aroeira – 19 de dezembro de 2020

O Aroeira é um programa de radiojornalismo produzido em parceria pela Assuel e pelo Sindiprol/Aduel e vai ao ar todos os sábados, a partir das 12h, na Rádio UEL FM (107,9). Agora, durante a pandemia da Covid-19 e respeitando o isolamento social, o Aroeira está sendo produzido remotamente e em formato reduzido, mas ainda trazendo o noticiário do mundo sindical.

A edição do dia 19 de dezembro trouxe análises de lideranças sindicais sobre o ano de 2020 e as principais lutas que foram travadas nele. Também foi falado do ano no Coletivo de Sindicatos de Londrina e o que esperar de 2021. No Boletim do Sindiprol/Aduel, o tema foi o calendário eleitoral para eleição da nova diretoria da seção sindical (mais informações em: https://sindiproladuel.org.br/calendario-para-eleicao-da-diretoria-do-sindiprol-aduel-2021-2023/).

Na coluna “Matula do Direito”, o professor Reginaldo Melhado fez uma retrospectiva do ano de 2020 no mundo do direito. Finalizando a edição da semana e as edições do ano, dentre outros temas, o informativo “Central do Brasil” tratou do desemprego, da inflação e do descaso do governo Bolsonaro com a vacinação da população brasileira.

Caso tenha perdido alguma edição ou não possa acompanhá-lo ao vivo na Rádio UEL FM, o programa poderá ser ouvido posteriormente no site da Rádio UEL FM e também estará disponível no Anchor e serviços de streaming como o Spotify.

Calendário para eleição da diretoria do Sindiprol/Aduel – 2021/2023

Eleita na mesma assembleia que deliberou pela prorrogação do mandato da atual diretorial do Sindiprol/Aduel até 15 de abril de 2021 (mais informações aqui), a Comissão Eleitoral, composta pelos docentes Marcio Luiz Carreri (coordenador), Eduardo Di Mauro e Miguel Belinati Piccirillo, informou os prazos e encaminhamentos para a eleição da diretoria da seção sindical para o mandato 2021/2023.

O registro de chapas será feito no período de 16 de dezembro de 2020 a 29 de janeiro de 2021, pelo endereço eletrônico eleicaosindiproladuel@gmail.com. O período de campanha eleitoral será entre 5 de fevereiro de 2021 e 9 de março do mesmo ano e a eleição será realizada no dia seguinte (10/03).

O Regimento Eleitoral com mais informações está disponível no: https://sindiproladuel.org.br/regime-eleitoral/.

Aroeira – 12 de dezembro de 2020

O Aroeira é um programa de radiojornalismo produzido em parceria pela Assuel e pelo Sindiprol/Aduel e vai ao ar todos os sábados, a partir das 12h, na Rádio UEL FM (107,9). Agora, durante a pandemia da Covid-19 e respeitando o isolamento social, o Aroeira está sendo produzido remotamente e em formato reduzido, mas ainda trazendo o noticiário do mundo sindical.

A edição do dia 12 de dezembro falou sobre a aprovação, em primeira discussão, do projeto do governo Ratinho Jr. que acaba com promoções e progressões dos servidores públicos. No mesmo programa, o Boletim do Sindiprol/Aduel também foi sobre o PLC 19/2020, que deve ser votado novamente hoje (segunda, 14), e foram abordadas as críticas dos servidores municipais à reforma da previdência da prefeitura de Londrina.

Na coluna “Matula do Direito”, o professor Reginaldo Melhado falou do julgamento no STF sobre o critério de correção monetária de débitos trabalhistas. Finalizando a edição da semana, dentre outros temas, o informativo “Central do Brasil” tratou da retirada de direitos da classe trabalhadora durante a pandemia e da importância do movimento sindical para a conquista do auxílio emergencial.

Caso tenha perdido alguma edição ou não possa acompanhá-lo ao vivo na Rádio UEL FM, o programa poderá ser ouvido posteriormente no site da Rádio UEL FM e também estará disponível no Anchor e serviços de streaming como o Spotify.

Aroeira – 5 de dezembro de 2020

O Aroeira é um programa de radiojornalismo produzido em parceria pela Assuel e pelo Sindiprol/Aduel e vai ao ar todos os sábados, a partir das 12h, na Rádio UEL FM (107,9). Agora, durante a pandemia da Covid-19 e respeitando o isolamento social, o Aroeira está sendo produzido remotamente e em formato reduzido, mas ainda trazendo o noticiário do mundo sindical.

A edição do dia 5 de dezembro falou sobre os reitores das universidades estaduais do Paraná, que, apesar do governo ainda não ter recuado, acreditam que as horas extras não serão cortadas. O programa também trouxe uma afirmação da superintendente do HU, Vivian Feijó, de que o hospital teve 100% dos leitos de UTI ocupados na última semana, e falou sobre a live promovida pelo Coletivo de Sindicatos de Londrina, que tratou da covid-19 na cidade e do temor dos especialistas em relação ao possível colapso do sistema de saúde. Ainda foi atualizada a luta dos professores da rede estadual do Paraná pela revogação do edital 47/2020, que prevê, entre outras coisas, a realização de uma prova para a contratação do PSS.

Na coluna “Matula do Direito”, o professor Reginaldo Melhado falou do julgamento no STF sobre a possibilidade de reeleição para presidência da Câmara e do Senado Federal. No Boletim do Sindiprol/Aduel, o assunto foi o novo ataque do governo Ratinho Jr. ao funcionalismo público: o projeto de lei 19/2020, que acaba com promoções e progressões. Finalizando a edição da semana, dentre outros temas, o informativo “Central do Brasil” tratou do aumento do número de pessoas vivendo na extrema pobreza no Brasil.

Caso tenha perdido alguma edição ou não possa acompanhá-lo ao vivo na Rádio UEL FM, o programa poderá ser ouvido posteriormente no site da Rádio UEL FM e também estará disponível no Anchor e serviços de streaming como o Spotify.