Docentes da UEL aprovam paralisação das atividades no dia 15 de março; confira mais informações

Em assembleia realizada na tarde de hoje (quinta, 2), no Anfiteatro Maior do CLCH, as e os docentes presente aprovaram, por unanimidade, a paralisação das atividades na UEL no dia 15 deste mês. A data foi proposta pelos sindicatos de servidoras e servidores das universidades estaduais do Paraná como início da mobilização para reivindicar a reposição dos 42% de defasagem salarial (confira mais informações abaixo). 

Saiba quais atividades estão programadas para a paralisação na UEL

A decisão dos docentes da UEL se soma às de Adunioeste, Sindunespar e também da Assuel Sindicato, que já realizaram assembleias para deliberar sobre a paralisação. A da Sesduem será na próxima semana, no dia 7 (terça), e a da Uenp, que também é da base do Sindiprol/Aduel, está marcada para o dia 8 (quarta), às 16h, no Anfiteatro do Botânico, que fica no campus de Bandeirantes. 

Informes 

Lei Geral das Universidades 

Além de uma breve recapitulação da luta do Sindiprol/Aduel contra a LGU, foi feita uma atualização da situação dela, incluindo a primeira reunião de um Grupo de Trabalho interno da UEL. Também foi mencionada a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) e o recente parecer do Ministério Público sobre ela, que apontou, em linha com nossos questionamentos, a inconstitucionalidade da lei, particularmente quanto ao possível fechamento de cursos e à não realização de concursos. Confira o parecer completo clicando aqui. 

Carreira docente 

No ano passado, como resposta à cobrança dos sindicatos pela reposição salarial, o então superintendente de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona, anunciou a criação de um grupo de trabalho para tratar da carreira de docentes e agentes universitários. Para nós, ele basicamente resultou em um aumento do adicional de titulação em 5 pontos percentuais. Bem distante de nossa proposta histórica de mudança de 25% para 40%, 45% para 70% e 75% para 100%.  

Hoje, há uma discussão nova no estado que envolve um aumento do adicional de titulação para o nível da reivindicação histórica, a criação de um novo nível de Professor Associado e a possível incorporação do Professor Titular à carreira. 

Contrato de trabalho temporário 

Primeiro, foi relembrada toda a mobilização promovida pelo Sindiprol/Aduel e pelos professores com contrato temporário em busca de, basicamente, condições isonômicas de trabalho. Além da já perceptível melhora na atribuição de carga horária, falta ainda uma regulamentação mais transparente para padronizar a situação em todos os departamentos da UEL. Para tratar do tema, foi informado sobre a existência de um Grupo de Trabalho da universidade que irá debater as resoluções que regulamentam a carga horária docente. 

Sobre as férias, foi informado que, em algumas universidades, não há nenhuma regulamentação que obrigue os docentes com contrato temporário a tirarem todas as suas durante o recesso das atividades acadêmicas. Na UEL, há uma resolução que obriga que parte das férias sejam fruídas no recesso. Portanto, nesse aspecto, precisamos lutar pela regulamentação isonômica das férias dos docentes com contrato temporário, devolvendo-lhes o recesso acadêmico, tal como é a situação dos docentes efetivos.  

Campanha salarial 

Antes da apresentação dos dados econômicos e da proposta de paralisação no dia 15, foi explicado o porquê das alternativas jurídicas e parlamentares não serem suficientes em nossa luta pela reposição salarial. Já que não há mesa de negociação e tampouco diálogo – as reuniões que seriam realizadas esta semana (Seti e Casa Civil/Seap) foram adiadas para a próxima terça-feira (7) -, em suma, só haverá vitória com luta política! 

Foi feita, na sequência, uma exposição de alguns dados (limites de gasto com pessoal, superávit orçamentário, renúncias fiscais etc.), baseados em documentos do Fórum das Entidades Sindicais (FES) e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que atestam a capacidade que o governo Ratinho Jr. teria de conceder a reposição salarial para servidoras e servidores. Se ele não o concede, é por causa de uma política deliberada de arrocho salarial que vem desde o governo Beto Richa. 

Para 2023, o governo destinou, na lei orçamentária, um montante em torno de R$ 750 milhões para a reposição da inflação nos salários do funcionalismo público. Por um lado, ele representa um percentual de apenas 2,3%. Por outro, existindo essa destinação na lei, com luta, poderemos reivindicar um valor maior. 

Por isso, as e os docentes presentes aprovaram a paralisação das atividades no dia 15 de março. Foi também constituída uma comissão para organizar as atividades a serem realizadas na data, incluindo a proposta aprovada de realização de uma assembleia de mobilização. Na parte da manhã, também será realizada uma live estadual com dirigentes de sindicatos de servidores públicos das universidades estaduais. 

Ainda foi aprovada a proposta de discussão de um calendário de paralisações e atividades junto ao Comando Sindical Docente (CSD) e ao FES e a realização de assembleias de mobilização no próprio dia 15, bem como a indicação para que outros sindicatos realizem assembleias e avaliem a possibilidade da deflagração de uma greve pela data-base nos próximos meses. 

Data-base já! 

Reposição salarial integral já! 

Na quinta-feira (2/03), assembleia geral docente sobre a paralisação das universidades no dia 15/03

O Sindiprol/Aduel convoca todas e todos os docentes para assembleia com a seguinte pauta:

1) Informes: campanha salarial, LGU, carreira docente e docente com contrato temporário;
2) Ordem do dia: paralisação das universidades no dia 15/03.

Data e horário: quinta-feira (2/03) às 14h (2ª chamada às 14h30)
Local: Anfiteatro Maior do CLCH

41º CONGRESSO DO ANDES-SINDICATO NACIONAL – SAIBA COMO FOI

Foto: Nattércia Damasceno

Entre os dias 6 e 10 de fevereiro, 435 delegadas e delegados de 82 seções sindicais se reuniram, em Rio Branco-AC, para o 41º Congresso do Andes-Sindicato Nacional. Instância máxima de deliberação da categoria docente organizada no sindicato, essa edição teve como tema central “Em defesa da educação pública e pela garantia de todos os direitos da classe trabalhadora”. Sob organização da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Acre (Adufac – Seção Sindical), essa foi a primeira vez que a capital acriana sediou o congresso do Sindicato Nacional. 

Dentre as deliberações do 41º Congresso, as quais estarão publicadas posteriormente na Carta de Rio Branco (acesse ela aqui; todas as moções aprovadas estão disponíveis aqui), por 262 votos favoráveis, 127 contrários e 7 abstenções, foi aprovada a desfiliação do Andes-SN da CSP-Conlutas. Também foi aprovado o Plano de Lutas do Setor das Instituições Estaduais e Municipais de Ensino (Iees/Imes), com a realização, entre os dias 22 e 27 de maio, da Semana de Lutas do Setor e, no segundo semestre de 2023, do XIX Encontro dele. Ambos os eventos terão os temas e locais definidos posteriormente.

Confira como foi o 18º Encontro do Setor das Iees/Imes, realizado na UEL, em agosto do ano passado

Eleitos em assembleia realizada no dia 14 de dezembro do ano passado, César Bessa, Lorena Portes e Fernanda de Freitas Mendonça foram os delegados do Sindiprol/Aduel no evento

Além dessas deliberações, no 41º Congresso foi aberto o processo eleitoral para a escolha da diretoria que estará à frente da entidade no próximo biênio (2023-2025). Quatro chapas apresentaram inscrição, as quais serão homologadas em até 30 dias, após a entrega de toda a documentação e registro da nominata completa. Confira as chapas e os nomes dos candidatos a presidente, secretário-geral e 1º tesoureiro. 

No evento, também foi aprovada a cidade de Fortaleza-CE como sede do 42º Congresso do Andes-SN, em 2024. A proposta foi apresentada pela diretoria do Sindicato dos Docentes das Universidades Federais do Estado do Ceará (ADUFC-Sindicato) e aprovada pelas e pelos congressistas. 

Mais informações e a cobertura completa do evento estão no site do Andes-SN.

41º CONGRESSO DO ANDES-SINDICATO NACIONAL – SAIBA MAIS!

Instância máxima de deliberação da categoria docente organizada no Andes-SN, o 41º Congresso do Sindicato Nacional será realizado em Rio Branco-AC, sob organização da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Acre (Adufac – Seção Sindical), entre os dias 6 (segunda) e 10 (sexta) de fevereiro. Essa é a primeira vez que a capital acriana sediará o congresso do Andes-SN.

Com o tema central “Em defesa da educação pública e pela garantia de todos os direitos da classe trabalhadora”, o encontro deve reunir ao menos 600 professoras e professores de universidades federais e estaduais, institutos federais e cefets de todo o Brasil. Eleitos em assembleia realizada no dia 14 de dezembro do ano passado, César Bessa, Lorena Portes e Fernanda de Freitas Mendonça serão os delegados do Sindiprol/Aduel no evento. 

O 41º Congresso tratará de pautas importantes da categoria, como carreira e reajuste salarial, financiamento das instituições públicas de ensino, adoecimento docente e ensino remoto, além de temas da conjuntura nacional e internacional da luta da classe trabalhadora. 

Nesta edição, também serão apresentadas e inscritas as chapas que disputarão o processo eleitoral para a próxima diretoria do Andes-SN. A votação ocorrerá nos dias 10 e 11 maio, em todo o território nacional. As professoras e professores eleitos estarão à frente da entidade durante o biênio 2023-2025. 

Confira o caderno de textos e o anexo que orientarão os debates e deliberações do Congresso. Acesse o site desenvolvido para o 41º Congresso. A partir de segunda-feira (6), a cobertura do evento estará no site do Andes-SN, nas redes sociais do Sindicato Nacional (FacebookInstagram e Twitter) e nos meios de comunicação próprios do Sindiprol/Aduel. 

Arte e cultura

Além do debate político e das deliberações que orientarão a luta da categoria docente para o próximo período, o 41º Congresso também apresentará aos e às docentes de todo o país a arte e cultura da Região Norte. O encontro terá atrações como o grupo “Cantos e Encantos Yawanawa”, composto por mulheres do povo Yawanawa, originárias da Terra Indígena do Rio Gregório; as exposições de artes visuais “Fábulas das Ilusões Felizes” e “Vestígios inversos e poéticas das ilusões felizes”, do artista Danilo De S’Acre; a mostra fotográfica “O trabalho a céu aberto na Amazônia pandêmica”, das professoras Letícia Helena Mamed e Eurenice Oliveira de Lima, da Ufac; entre outras.  

Confira algumas fotos da participação das delegadas e do delegado do Sindiprol/Aduel no 41º Congresso do Andes-SN: