Sindiprol/Aduel entrevista: Educação a Distância

No dia 13 de abril, o Sindiprol/Aduel realizou uma entrevista sobre a Educação a Distância. A entrevista foi transmitida na página do Sindiprol/Aduel no Facebook e estiveram presentes Eblin Farage, secretária-geral do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), e Márcio André Ribeiro, presidente da APP-Londrina. A mediação foi de Guilherme Bernardi, jornalista da seção sindical.

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PELA MANUTENÇÃO DA SUSPENSÃO DAS AULAS! NÃO À EaD!

Em conformidade com as recomendações da comunidade científica e da Organização Mundial da Saúde (OMS), muitos estados e prefeituras resolveram suspender por algumas semanas inúmeras atividades que envolvem circulação e aglomeração de pessoas. Essa medida visa diminuir a velocidade de propagação do Covid-19 e, assim, permitir aos sistemas de saúde se organizarem para enfrentar a pandemia.

Decerto, o isolamento social traz prejuízos – e não apenas econômicos. No entanto, ele é necessário, pois, diminuindo a curva de incidência de infecção pelo Covid-19, vidas são preservadas.

No sistema educacional, o prejuízo se manifesta na suspensão temporária das aulas, mas, nas escolas e universidades, essa suspensão é de fundamental importância para a eficácia do isolamento e, assim, para o auxílio na proteção de toda a sociedade.

Nas universidades, em razão do princípio e do fundamento legal da autonomia, a data de retorno às aulas e a utilização da modalidade Educação a Distância (EaD) são decisões de instâncias colegiadas compostas por docentes, servidores, técnicos e, no caso do Conselho Universitário, membros da comunidade externa. Por isso, essa decisão não precisa ser o resultado das pressões advindas do governo e/ou de outras instituições, mas podem ser balizadas pelos princípios que norteiam as atividades educacionais no ensino superior e, também, pelas discussões científicas acumuladas sobre o assunto.

Partindo dessas considerações, gostaríamos de lembrar que o assunto já é objeto de longa discussão. Porém, a rejeição a essa modalidade de ensino não significa o apego a uma postura passadista, incapaz de se adaptar às novas tecnologias. Significa, isto sim, compreender que as aulas em modalidade presencial ainda são uma forma muitíssimo melhor de desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem. Isto é ainda mais verdadeiro num contexto em que a maioria dos nossos estudantes chega sem a disciplina e, muitos, sem as condições habitacionais e materiais adequadas para o aprendizado em suas próprias residências.

Historicamente, a modalidade em EaD foi criada para atender às necessidades de fazer conteúdos educacionais chegarem a regiões remotas do país; regiões nas quais a educação presencial era praticamente inviável. Menos do que uma escolha, a EaD era tida como um recurso necessário em razão de circunstâncias muito específicas. De modo geral, quando não é alternativa única, a EaD é preterida pela presencial porque empobrece enormemente a experiência educacional, especialmente a fascinante e educativa experiência que é a frequência ao ambiente universitário e as ricas e necessárias interações entre docentes e estudantes e, claro, destes entre si.

Não bastasse isso, quando destinada àquele/as estudantes que têm autonomia e/ou não dispõem de alternativa, a regulamentação da EaD é complexa e possui uma série de normas relativas à formação do corpo docente, aos polos educacionais e plataformas próprias que demandam tempo e prática para serem adequadamente aprendidas e utilizadas por docentes e estudantes. Isso não pode ocorrer de modo açodado e sem as devidas orientações técnicas e pedagógicas qualificadas.

A tentativa de utilizar essa prática de modo a atender às contingências de uma situação de pandemia é uma medida desnecessária, a qual trará mais prejuízos do que benefícios àqueles que são os principais interessados no processo educacional: os estudantes.

Cabe lembrar ainda que uma pandemia tem consequências imensas sobre a população e é uma situação absolutamente única na história das gerações recentes. Nessas circunstâncias, há dúvida de que, devido à natureza da atividade educacional, docentes e estudantes estão em condições muito pouco propícias para as aulas? Isso porque, além de tudo o que já foi dito, elas demandam concentração, atenção e inequívoco envolvimento emocional. Como negligenciar isso? Por qual motivo? Em função de qual urgência que não possa ser adiada por algumas semanas?

Outrossim, mesmo nessas condições desfavoráveis, docentes têm executado as mais diversas atividades relacionadas à pesquisa, orientação de TCCs, monografias, dissertações, teses e a diversas funções burocráticas, além de muitos que estão diretamente envolvidos em atividades laboratoriais e da área da saúde, em sua maioria, em algum nível, relacionadas ao enfrentamento da pandemia e suas consequências.

Enfim, não podemos agir conforme o imediatismo de interesses estranhos aos da busca pela melhor educação possível aos nossos estudantes. Por isso, o Sindiprol/Aduel orienta os docentes a se posicionarem de modo contrário às aulas na modalidade EaD nos cursos de graduação e pós-graduação da universidade.

Repúdio ao pronunciamento de Jair Bolsonaro

Repúdio ao pronunciamento de Jair Bolsonaro
A vida na frente do lucro!

A diretoria do Sindiprol/Aduel – Seção Sindical do Andes-SN repudia veementemente o pronunciamento do presidente Bolsonaro, em cadeia nacional de rádio e TV, na noite de ontem (24), no qual menospreza e ridiculariza as recomendações sanitárias mundiais e do seu próprio Ministério da Saúde para que todos permaneçam em suas casas como forma de evitar a propagação do Covid-19. Trata-se de um pronunciamento irresponsável e criminoso que coloca em risco a vida de milhões de trabalhadores com o objetivo de proteger apenas o grande capital.

A vida na frente do lucro!
Em defesa do SUS!
Em defesa dos serviços públicos gratuitos!

Docentes da UEL deliberam pela adesão ao Dia Nacional de Lutas em Defesa da Educação Pública e por nova assembleia na terça-feira (17)

Em Assembleia realizada na tarde desta quinta-feira (12), no Anfiteatro Maior do CLCH da UEL, os docentes reunidos deliberaram pela adesão ao Dia Nacional de Lutas (mais informações estão no ) e pela realização de uma nova assembleia na terça-feira (17) para deflagrar a paralisação e organizar as atividades da quarta-feira (18).

Confira a chamada completa da assembleia:

Nota sobre a assembleia docente da UEL de amanhã (terça, 17) e o dia 18 de março

O dia 18 de março havia sido planejado e convocado como o dia da Greve Geral da Educação e em Defesa dos Serviços Públicos, com atos públicos convocados pela CNTE, pelo Andes-SN, centrais sindicais e movimentos sociais. Com a situação do país em relação à disseminação de casos do coronavírus e para seguir as orientações de saúde pública, entretanto, a decisão das organizações citadas acima foi de suspender os atos a fim de evitar aglomerações e problemas resultantes delas.

Por isso, o Coletivo de Sindicatos de Londrina, do qual o Sindiprol/Aduel faz parte, que apoia o Comitê Geral Unificado na organização do evento do dia 18 de março em Londrina (Dia Nacional de Lutas em Defesa da Educação e dos Serviços Públicos), tomou a decisão de suspender o ato político-cultural marcado para as 16h desta quarta-feira (18) no Zerão.

Como a assembleia docente da UEL, que estava convocada para amanhã (terça, 17), tem como pauta deflagar a paralisação e organizar as atividades do dia 18, a diretoria do Sindiprol/Aduel decidiu pelo seu cancelamento.

A LUTA CONTINUA:
Em defesa dos serviços públicos gratuitos e universais!
Em defesa da educação pública, gratuita e laica!
Em defesa da autonomia universitária e contra a LGU!
Pela reposição integral dos 18,24% dos salários dos servidores públicos paranaenses!

Londrina, 16 de março de 2020.

(Editado para incluir a nota sobre o cancelamento da assembleia e a suspensão do ato do dia 18 de março)

Aroeira – 7 de março de 2020

O Aroeira é um programa de radiojornalismo produzido em parceria pela Assuel e pelo Sindiprol/Aduel e vai ao ar todos os sábados, a partir das 12h, na Rádio UEL FM (107,9). Em cerca de uma hora, o programa fala sobre o dia a dia da luta sindical. A produção e a apresentação são de responsabilidade dos jornalistas Elsa Caldeira e Guilherme Bernardi e os trabalhos técnicos estão a cargo de Ricardo Lima.

A edição do dia 7 de março trouxe uma fala de Lorena Portes, professora do departamento de serviço social da UEL e diretora do Sindiprol/Aduel, sobre o Dia Internacional da Mulher como um dia de luta e uma entrevista com Talyta Elen Ferreira Teodoro e Fernan Silva sobre o Movimento Feminista de Londrina e os eventos organizados para o dia 8 de março. Além disso, o programa falou sobre as ações da semana de volta às aulas para conscientizar os alunos sobre a situação da universidade, sobre a Greve Geral da Educação do dia 18 de março (confira a data da assembleia docente da UEL e da Unespar/Apucarana) e sobre os trabalhadores terceirizados do HU que receberam parte dos salários atrasados.

Caso tenha perdido alguma edição ou não possa acompanhá-lo ao vivo na Rádio UEL FM, o programa poderá ser ouvido posteriormente no site da Rádio UEL FM e também estará disponível no Anchor e serviços de streaming como o Spotify.

Panfletos em defesa do serviço público e contra o desmonte da educação pública

Para a volta às aulas na UEL, o Sindiprol/Aduel, em parceria com outros sindicatos e o DCE, produziu três panfletos para, além de das as boas-vindas aos que ingressam ou regressam à universidade, esclarecer a situação das universidades e dos serviços públicos em geral e a importância de defendê-los. Os modelos dos folhetos estão abaixo. Os docentes que tiverem interesse podem pegar cópias deles no Centro de Vivência do Sindiprol/Aduel (campus da UEL próximo ao Sebec) para distribuir aos alunos, técnicos e outros docentes.

Lembrando que, além dos panfletos, na primeira semana de aula o Centro de Vivência será a sede da Semana de Cinema em Defesa da Educação e do Serviço Público. A programação completa está no e nas outras redes do Sindiprol/Aduel.

Clique e acesse os panfletos em PDF:

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Aroeira – 29 de fevereiro de 2020

O Aroeira é um programa de radiojornalismo produzido em parceria pela Assuel e pelo Sindiprol/Aduel e vai ao ar todos os sábados, a partir das 12h, na Rádio UEL FM (107,9). Em cerca de uma hora, o programa fala sobre o dia a dia da luta sindical. A produção e a apresentação são de responsabilidade dos jornalistas Elsa Caldeira e Guilherme Bernardi e os trabalhos técnicos estão a cargo de Ricardo Lima.

A edição do dia 29 de fevereiro trouxe uma entrevista com Marlei Fernandes, coordenadora do Fórum das Entidades Sindicais (FES), sobre o suicídio no serviço público, as condições de trabalho e a greve do dia 18 de março. Além disso, o programa falou sobre como a precarização das condições de trabalho e a situação política do país prejudicam a saúde mental dos estudantes e servidores, do alerta das Centrais Sindicais para o momento político de ataques ao Congresso e ao Supremo Tribunal Federal (STF) e sobre a , organizada pelo Sindiprol/Aduel, pela Assuel Sindicato e pelo DCE da UEL.

Caso tenha perdido alguma edição ou não possa acompanhá-lo ao vivo na Rádio UEL FM, o programa poderá ser ouvido posteriormente no site da Rádio UEL FM e também estará disponível no Anchor e serviços de streaming como o Spotify.

Confira o que aconteceu no 39º Congresso do Andes-SN

O 39º Congresso do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) foi realizado entre os dias 4 e 8 de fevereiro, na cidade de São Paulo-SP. O evento, instância máxima de deliberação da categoria filiada ao sindicato, teve como tema central “Por liberdades democráticas, autonomia universitária e em defesa da educação pública e gratuita” e foi sediado pela Associação dos Docentes da Universidade de São Paulo (Adusp – Seção Sindical do Andes-SN).

O Sindiprol/Aduel, uma das seções sindicais do Andes-SN, esteve representado no evento por sete delegados, eleitos na Assembleia Docente do dia 4 de dezembro de 2019. O ano de 2020 foi o primeiro no qual delegados representaram o Sindiprol/Aduel no Congresso. Anteriormente, a Aduel já havia participado com delegados e o Sindiprol/Aduel, com observadores.

No total, foram 654 os participantes dessa edição do Congresso, sendo 452 delegados e 202 observadores. Durante o Congresso, a diretoria do Andes-SN lançou uma série de materiais que resgatam a história da entidade, além de explicar seu funcionamento e estrutura. Além desses materiais, foram apresentadas duas novas publicações que tratam sobre a educação pública e a previdência nos estados e foi lançada uma linha do tempo com a história do Andes-SN, que foi fundado em 1981.

Após o Congresso, foi publicada a Carta de São Paulo, documento que sintetiza as deliberações do evento. O documento pode ser baixado em PDF no: carta-de-sao-paulo. Também foi publicado o Relatório Final do 39º Congresso do Andes-SN, que está disponível em PDF no: relatorio-final-39-congresso-do-andes-sn.

No último dia, foram apresentadas as duas chapas que disputarão a eleição para a diretoria do Andes-SN no biênio 2020/2021 e foi definida Porto Alegre-RS como sede do próximo Congresso.

 

Confira o dia a dia do 39º Congresso do Andes-SN:

Terça-feira (4)

O Auditório do Centro de Difusão Internacional (CDI) da Universidade de São Paulo (USP) foi palco da abertura dos trabalhos do 39º Congresso do Andes-SN. Na parte da tarde, houve uma plenária para discussão da conjuntura e do movimento docente.

Mais fotos podem ser acessadas na página do Andes-SN no Facebook.

Quarta-feira (5)

Na quarta, no prédio da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, foram feitas discussões em grupos temáticos.

Delegação do Paraná no Congresso do Andes-SN (Foto: Andréa Lysik/Adunioeste)

Quinta-feira (6)

Na quinta, entre as 9h e as 14h, na FFLCH-USP, grupos mistos se reuniram para discutir questões organizativas e financeiras. Na parte da tarde, das 15h às 19h, o Auditório do CDI foi palco da plenária para discussão do tema II – “Plano de luta dos setores”.

Atividade cultural na abertura da plenária

Mais informações sobre as plenárias deliberativas estão no site do Andes-SN.

Sexta-feira (7)

Na sexta, a plenária do 39º Congresso do Andes-SN discutiu e aprovou o calendário de lutas do ano de 2020 para as Instituições de Ensino Superior (IES) do país. O Brasil tem IES federais, estaduais e municipais.

Mais informações sobre luta por carreira, dedicação exclusiva e orçamento estão no site do Andes-SN.

Sábado (8)

No sábado, após a aprovação de algumas alterações no estatuto e do novo regimento eleitoral, duas chapas se inscreveram na eleição para a diretoria do Andes-SN no biênio 2020/2021. Essa será a primeira eleição do sindicato na qual o fator paridade de gênero contará para a composição das chapas.

A chapa 1 indicou os nomes das professoras Rivânia Assis (Universidade Estadual do Rio Grande do Norte –  UERN), Maria Regina Moreira (Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC) e o professor Amauri Fragoso (Universidade Federal de Campina Grande – UFCG) para a presidência, secretaria-geral e tesouraria, respectivamente.

A chapa 2, por outro lado, indicou a professora Celi Taffarel (Universidade Federal da Bahia – UFBA) como presidente, e os professores Luis Antônio Pasquetti (Universidade de Brasília – UnB) e Paulo Opuszka (Universidade Federal do Paraná – UFPR) como secretário-geral e 1º Tesoureiro, respectivamente.

A composição completa das chapas tem que ser apresentada até o dia 9 de março. A eleição será realizada entre os dias 12 e 13 de maio de 2020, em todo o território nacional. Mais informações sobre o processo eleitoral e as chapas estão no site do Andes-SN.

No mesmo dia ainda foram aprovadas moções diversas, o Plano de lutas e a realização de um Conad Extraordinário, no segundo semestre de 2020. O evento será a oportunidade para que os docentes possam debater sobre a relevância da CSP-Conlutas, sua atuação nos últimos dez anos e o seu papel na resistência contra os recentes ataques contra a classe trabalhadora.

40º Congresso do Andes-SN

Candidata única, a cidade de Porto Alegre-RS foi escolhida como sede do próximo congresso do Andes-SN. A 40ª edição do evento marcará também o aniversário de 40 anos do sindicato.

Na apresentação da candidatura, Rúbia Vogt, delegada da seção sindical do Andes-SN na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), pontuou as facilidades de acesso à capital gaúcha e destacou as lutas empenhadas pelos docentes, estudantes e técnicos da universidade, que ocuparam a instituição contra o programa Future-se. A docente lembrou que a UFRGS já sediou o 17º Congresso do Sindicato Nacional, em 1998, e ainda mencionou o fato da seção sindical completar, assim como o Andes-SN, 40 anos em 2021.