No final de 2020, lançamos a campanha “Em defesa da ciência e da vida, vacinação já para todos! Viva o SUS!”. Naquele momento, o Brasil tinha menos de 200 mil mortes. Um número assustador, mas 1/3 dos atuais cerca de 600 mil. Hoje sabemos que houve uma tentativa deliberada, por parte, especialmente, do governo federal de Bolsonaro/Mourão, de atrasar a vacinação e tentar lucrar com ela. A política adotada pelo presidente e seus aliados estaduais (como é o caso aqui no Paraná de Ratinho Jr.) intensificou a pandemia e fez crescer o número de mortos, assim como aumentou o desemprego, a fome e a crise econômica.
Apesar das ações e omissões, agora, quase em outubro de 2021, mais de um ano e meio desde a suspensão do atendimento presencial, a maioria das professoras e dos professores está vacinada, assim como nossos funcionários e parte considerável da população brasileira acima dos 18 anos. Por isso, a partir desta segunda-feira (4), reabriremos, ainda em horário reduzido, o Centro de Vivência do Sindiprol/Aduel na UEL. Os funcionários revezarão no atendimento e serão adotadas medidas para garantir o respeito aos protocolos de biossegurança.
Este ano e meio de pandemia foi muito duro para a maioria da população brasileira, que, além de ter perdido familiares e entes queridos, tem de lidar com a piora generalizada das condições de vida no país, com a volta da fome, da inflação, da carestia, da falta de emprego e com o arrocho salarial. Para nós, servidores públicos, a situação não é nada boa. No plano federal, a PEC 32 (Reforma Administrativa) vem para acabar com o serviço público no Brasil. Aqui no Paraná, sem reposição desde 2016, nossa defasagem salarial acumulada já é de quase 30%. Precisamos lutar!
A reabertura do Centro de Vivência não é uma negação de que ainda (e não sabemos até quando) serão necessários cuidados e medidas para evitar a contaminação e transmissão do coronavírus, mas uma sinalização de que precisamos retomar a organização e a luta por melhores condições de vida e pela reposição salarial integral. E o sindicato é nossa instância básica de organização e referência institucional das nossas lutas!
– Pelo fim do arrocho salarial e pela valorização dos serviços públicos!
– Contra a reforma administrativa (PEC 32/2020)!
– Por vacina para todos e todas!
– Pelo auxílio emergencial de 600 reais para todos os necessitados!
– Pela manutenção das liberdades democráticas!
Atendimento nas sedes do Sindiprol/Aduel a partir de 4/10
Centro de Vivência da UEL: de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 17h. Telefone para contato: (43) 3328-4549 / E-mail: sindicato@sindiproladuel.org.br
Na última semana, servidoras e servidores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) foram surpreendidos pelo anúncio da ruptura unilateral do convênio da Unimed com a UEL (aos conveniados, para todos os efeitos práticos, a alegação de que a operadora não aceitou renovar o contrato é irrelevante). E mais, pela imposição da migração para outro plano, da mesma operadora, mas agora por meio de convênio com a Associação de Pessoal da UEL (Apuel).
Como há filiados aos sindicatos (Sindiprol/Aduel e Assuel) que são conveniados, desde quarta-feira da semana passada, temos exigido uma reunião com os envolvidos, mas, até agora, nenhuma resposta efetiva. Em conversa com a reitoria, obtivemos o compromisso de que a reunião ocorrerá na próxima semana.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), “se a intenção de encerrar o contrato partir da operadora de assistência à saúde /…/ a pessoa jurídica contratante (empresa, associação ou sindicato) poderá pleitear, se necessário até na Justiça, a manutenção do plano coletivo, com base no Código de Defesa do Consumidor, pois nesta situação, o contratante se enquadra na definição de consumidor”.
Além disso, “apesar de o reajuste dos planos coletivos não ser controlado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o consumidor não deve aceitá-lo caso seja abusivo. A melhor forma de solucionar o problema é por meio da organização dos usuários que sofreram o mesmo aumento, tentando uma redução por intermédio da contratante (empresa/sindicato/associação) [no nosso caso, a UEL]. Caso não haja solução amigável, o consumidor deve procurar a Justiça”.
Se, porém, conforme alega a operadora, o plano está em condições de sinistralidade que exigiria aumentos das mensalidades acima da inflação – e, portanto, a migração fosse supostamente favorável aos conveniados –, entendemos que a imposição da Unimed e a leniência com que a UEL tratou do assunto apenas trouxeram indignação e semearam muita (e justa) desconfiança entre os servidores filiados ao respectivo plano.
Aliás, se o plano não tem equilíbrio financeiro atualmente, como o novo plano terá se, de imediato, a base é praticamente a mesma? Pelo que está sendo explicado no precário comunicado publicado pela operadora, a ampliação da base para diminuir a média etária e a sinistralidade é uma aposta, mas e se essa aposta não se concretizar? Enfim, essas são algumas perguntas que precisam de resposta.
Portanto, consideramos que é urgente que representantes da Unimed, UEL e Apuel façam uma reunião com sindicatos, servidores e usuários para tratar do assunto, tanto para dar explicações mais precisas sobre motivações e consequências da migração quanto, também, para explicar sobre os direitos e alternativas que os conveniados dispõem.
Por fim, cabe frisar que essa é mais uma demonstração de que a luta pela manutenção e melhoria dos serviços públicos é urgente e necessária, pois somente um serviço público e gratuito capaz de atender plena e prontamente às demandas da população eliminará essa perversa mercantilização da saúde e os problemas e inseguranças a ela associados.
Em defesa dos serviços públicos! Viva o SUS!
Londrina, 10 de setembro de 2021
Convênio do antigo Sindiprol com a Unimed
O convênio com a Unimed que está sendo encerrado agora em setembro é o convênio assinado em 2011 com a UEL.
O convênio do antigo Sindiprol (antes da unificação com a Aduel), embora não esteja mais aberto para adesão desde 2010, continua sem alteração. Ele estava regulado por uma legislação antiga e está “congelado” desde aquela época.
Portanto, não há nenhuma alteração e a vigência continua plena.
(Atualizado em 14 de setembro com a informação sobre o convênio do antigo Sindiprol.)
Nesta sexta-feira (19), o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) completa 40 anos. Como parte das comemorações, desde a primeira sexta de fevereiro (5) e em todas as sextas-feiras até o final do ano, estão sendo postados conteúdos de resgate histórico de toda a luta do Sindicato Nacional (confira no final do texto os conteúdos postados até agora).
(Foto: Acervo pessoal)
Durante o ano passado e nas postagens desse ano, falamos que o Sindiprol/Aduel é, desde 2019, uma das seções sindicais do Andes-SN. De fato, o Sindiprol/Aduel, associação resultante da união entre Sindiprol e Aduel, em 2009, faz parte do Sindicato Nacional desde 2019 (mais informações aqui), mas é importante lembrar que, anteriormente, as e os docentes da Universidade Estadual de Londrina (UEL), organizados na Associação dos Docentes da UEL (Aduel), integraram o Andes-SN durante décadas desde sua fundação. Para resgatar um pouco dessa história e falar sobre as lutas do passado, do presente e do futuro, conversamos com Silvia Alapanian (foto), que atualmente compõe a diretoria da Regional Sul (Paraná e Santa Catarina) do sindicato.
Silvia, primeiramente, você poderia se apresentar e falar um pouco sobre sua carreira como professora da UEL e também sobre sua atuação no movimento sindical como um todo?
SA: Meu nome é Silvia Alapanian, entrei na UEL em 1995 como professora do departamento de Serviço Social, do Centro de Estudos Sociais Aplicados (Cesa), onde atuei até minha aposentadoria em dezembro de 2018. Fui membro da diretoria da Associação dos Docentes da UEL (Aduel) em algumas gestões, tendo sido a presidente da última gestão, a que conduziu o processo de unificação entre a Aduel e o Sindiprol, em 2009. Desde então tenho participado das várias diretorias do Sindiprol/Aduel. Atualmente componho a diretoria da Regional Sul (Paraná e Santa Catarina) do Andes-Sindicato Nacional.
O Andes-SN completa 40 anos agora no dia 19 de fevereiro. O Sindiprol/Aduel faz parte do Sindicato Nacional desde 2019, mas, antes disso, a Aduel já havia sido uma das seções sindicais durante anos, até a saída para o processo que levou à fusão com o Sindiprol, em 2009, certo? Como foi o processo de fundação do Andes-SN? Qual a importância de ter um sindicato para organizar nacionalmente a luta e a pauta docente? E como foi a participação da Aduel dentro dele?
SA: Certo. O Andes foi fundado em 1981, em plena ditadura militar, como Associação Nacional do Docentes do Ensino Superior. O objetivo era organizar os docentes a partir da base, dos locais de trabalho, através de seções sindicais com autonomia de decisão e de organização, em confronto com o tradicional modelo de sindicalismo vigente no país.
Suas bandeiras foram, desde o início, a defesa da Universidade pública e gratuita, da autonomia universitária como garantia da livre manifestação do pensamento e produção de ciência, e das condições do trabalho docente.
A partir de 1988, quando a Constituição passou a permitir a sindicalização dos servidores públicos, o Andes se torna um sindicato mas mantém sua estrutura e vocação originais de organização autônoma por local de trabalho e de luta em defesa da Universidade.
Já a Aduel nasceu como Adhuel, de uma luta local contra demissões de docentes no Hospital Universitário. Em 1981, no mesmo ano de fundação do Andes, se transformou em Aduel. Esse processo era parte de um grande movimento de reorganização dos trabalhadores no início da década de 1980, e, nessa condição, docentes da UEL estiveram presentes na fundação do Andes e nas primeiras décadas de sua organização. Até o início dos anos 2000 a Aduel era a única seção sindical do Andes nas Universidades Estaduais do Paraná e formava, junto à APUFPR, as duas seções sindicais do Andes no Paraná.
As greves de 2000/2001 marcaram toda uma geração de docentes, estudantes e servidores que vivenciaram aquele grande movimento deixando como legado uma transformação na organização sindical das Universidades Estaduais paranaenses. Pudemos constatar aqui a importância de uma direção sindical unificada dos dois entes representativos dos docentes na região: a Aduel, com seu histórico de lutas pela Universidade, e o Sindiprol, que desde a década de 1970 estava presente na região levando a cabo as questões corporativas dos docentes.
Os anos seguintes foram de várias tentativas de conciliar os dois modelos de organização sindical e os projetos políticos envolvidos nas duas entidades, o que só foi possível com o Congresso de Unificação realizado em 2009. A unificação do movimento docente da UEL e região acabou impondo a saída da Aduel do Andes, no entanto, a perspectiva de participar do movimento docente nacional nunca ficou fora do radar da maior parte dos docentes
Depois da saída do Andes-SN, em 2009, a Aduel se fundiu ao Sindiprol para formar o Sindiprol/Aduel. Cerca de uma década depois, foi a vez de ser organizado e realizado o processo de reaproximação e, posteriormente, adesão ao Andes-SN, em 2019. Quais foram as motivações e qual a importância de voltar a fazer parte do Sindicato Nacional?
SA: Foram mais alguns anos tentando romper as barreiras que impediam a nossa participação no movimento docente nacional. Mais uma vez, foram as lutas que impuseram essa necessidade: as greves de 2015/2016 mostraram para uma nova geração de docentes a importância da organização nacional para fazer frente aos constantes e cada vez maiores ataques contra as Universidades em nosso país.
O projeto do Andes-SN é mais do que um projeto de defesa de salários e condições de trabalho, embora isto esteja sempre em pauta (não nos esqueçamos que a carreira que nós temos, que foi implantada em 1997 aqui no Paraná, foi gestada no interior do Andes), trata-se de uma proposta de organização sindical única no país e de uma luta em defesa da Universidade.
Nos vários congressos que realizamos no sindicato a questão foi sendo amadurecida e, em 2018, em votação, os docentes deliberaram pelo retorno ao Andes.
Em 2020, foi realizado, de maneira telepresencial, devido à pandemia de covid-19, o processo de eleição da nova diretoria do Andes-SN (2020-2022), da qual você faz parte como 2ª Secretária da Regional Sul. Seguimos em 2021 com a pandemia fora de controle e com uma série de ataques aos serviços públicos e ao funcionalismo público como um todo. Nesse cenário, agora como diretora do Sindicato Nacional, quais você diria que são os desafios e as lutas para organizar e defender a categoria não só nesse ano, mas durante os próximos anos?
SA: Em pauta está a luta contra os ataques à Universidade pública e contra o desmonte do financiamento da pesquisa científica. Além disto temos a luta contra a reforma administrativa, cujo objetivo é a destruição do serviço público em nosso país. Trata-se, hoje, de uma luta conjunta de toda a classe trabalhadora em defesa da educação e da saúde pública e gratuita e da vacinação de toda a população brasileira como forma de enfrentamento da pandemia.
Postagens do Andes-SN em comemoração aos 40 anos
Como dito acima, o Andes-SN está postando às sextas-feiras conteúdos em suas redes sociais como parte das comemorações pelos 40 anos. Além das postagens, a próxima edição da revista “Universidade & Sociedade” terá como tema central “40 anos do Andes-SN: luta e resistência”. Os artigos podem ser enviados até o dia 12 de abril (confira mais informações sobre a chamada aqui).
Também em comemoração pelos 40 anos, nesta sexta (19), a partir das 18h, haverá uma live especial para celebrar a história de quatro décadas de luta, com a presença de entidades sindicais, movimentos sociais, estudantis, além do Teatro Popular de Ilhéus e da cantora Nina Rosa. A live será transmitida no canal do Andes-SN no YouTube e na página no Facebook.
Abaixo estão os conteúdos já postados pelo Sindicato Nacional, que seguirão sendo atualizados aqui no site do Sindiprol/Aduel até o final do ano. Para baixar o material na íntegra e compartilhá-lo em suas redes, se inscreva no canal do Andes-SN no Telegram.
5 de fevereiro
Na primeira divulgação oficial, é possível conferir um pouco do que está sendo preparado para os próximos meses. A mensagem apresentada é assinada por Rivânia Moura, Amauri Fragoso e Regina Avila, da Executiva Nacional.
12 de fevereiro
A história do Andes-SN é formada por diversos momentos de lutas, conquistas, desafios e vitórias. Logo, selecionar alguns poucos acontecimentos emblemáticos é tarefa muito difícil. Por isso, durante todas as sextas-feiras do ano, tentaremos mostrar a história da instituição de uma maneira acessível e dinâmica a fim de divulgar a trajetória de lutas desta entidade durante 40 anos. Em 4 décadas, o país enfrentou profundas mudanças e o Andes-SN soube acompanhar esse processo e permanecer firme em seus ideais ao longo do tempo, com ações na defesa dos direitos dos docentes e da educação pública de qualidade em todo o país.
Após a promulgação da atual Constituição Federal, de 1988, durante II Congresso Extraordinário, realizado na Universidade Estadual do Rio de Janeiro, foi aprovada a transformação da Andes em Andes-Sindicato Nacional. Destaca-se que, durante a ditadura empresarial-militar, as servidoras e os servidores públicos eram proibidos de se sindicalizarem. Apesar da transformação em sindicato ter ocorrido em 26 de novembro de 1988, o registro sindical ocorreu apenas em 01 de março de 1990.
19 de fevereiro
Nos dias 16 e 17 de fevereiro foi realizado, em Campinas (SP), o III Encontro Nacional das Associações de Docentes (Enad). Na pauta, estava a criação de uma entidade nacional para defender e representar os e as docentes de todo o país.
Em plena ditadura empresarial-militar, surge em 19 de fevereiro de 1981, a Andes, a Associação Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior. Sete anos depois, a Associação é transformada em Sindicato Nacional. Hoje, comemoramos 40 anos dessa história.
26 de fevereiro
Como dito anteriormente, durante todas as sextas-feiras traremos alguma lembrança da história do Andes-SN. Hoje, vemos um registro histórico de divulgação da instância máxima de deliberação do Sindicato.
Todas as decisões do Andes-SN são deliberadas pela base e, por isso, anualmente, desde sua fundação, o Andes-SN realiza Congressos Nacionais, que reúnem representantes de suas Seções Sindicais para que possam, de forma democrática, realizar votações e definição das pautas do Sindicato. O 1º Congresso Nacional do Andes aconteceu na cidade de Florianópolis entre os dias 1 e 5 de fevereiro de 1982, com as principais pautas: Avaliação do movimento; programa de luta; estatuto definitivo; eleição da 1ª diretoria.
5 de março
O Governo Federal tem tentado silenciar as brasileiras e os brasileiros de diversas formas. Na semana que se encerra, pudemos acompanhar números recordes de mortes por covid-19, mais ações que derrubam direitos conquistados, como a aprovação da PEC 186, e atitudes arbitrárias que pretendem desrespeitar a livre manifestação do pensamento.
Depois de 20 anos de uma ditadura empresarial-militar, marcada pela tortura, repressão e censura, a classe trabalhadora saía às ruas e soltava um grito longamente reprimido nas gargantas: Diretas Já!
Após o III Congresso da Andes, em 1984, assim o Andes-SN se posicionou em um manifesto ao povo brasileiro: (…) “Como cidadãos integramo-nos à campanha das diretas já, entendendo não ser mais possível ao povo brasileiro deixar de intervir nos destinos do governo da nação. Basta de arbítrio, de opressão, de miséria, de desemprego, de fome, de lei de segurança nacional, de intervenção nos sindicatos. Como professores integramo-nos à campanha das diretas já, entendendo ser nossa obrigação educar para a liberdade e para democracia. Basta de analfabetismo, de escassez de verbas para a educação, de política privatizante para o ensino superior”.
26 de março
Tanto a professora Zelma Torres como o professor João Carlos Thomson foram docentes da UEL e presidiram a Aduel
Em 1991, é lançada a 1ª Revista Universidade e Sociedade. A publicação, trata dos mais variados assuntos sobre o movimento docente e a educação no país, e que tem periodicidade semestral até hoje.
Em seu primeiro exemplar, a revista U & S abordou temas como a história do Sindicato e do movimento docente, a LDB, e trouxe uma entrevista com o pedagogo Paulo Freire.
2 de abril
DITADURA NUNCA MAIS!
Na semana em que o golpe empresarial-militar completa 57 anos, o Andes-SN recorda a prisão ilegal do professor Reynaldo Antônio Cúe pelo DOPS em São Paulo, em 1982.
Na ocasião, o Andes-SN acompanhou o caso e logo que foi informado da prisão ilegal, encaminhou ofício ao então Ministro Abi – Ackel denunciando a prisão. Cué ficou 40 dias preso no DOPS e depois foi liberto.
21 de maio
Uma campanha popular tomou as ruas para pedir o afastamento do presidente eleito, Fernando Collor de Mello, acusado de corrupção e envolvimento em esquemas ilegais. O Andes-SN participou ativamente do movimento.
No 24º Conad, em 1992, dentre os encaminhamentos destacou-se que: (…) “Participar ativamente, com o conjunto do movimento sindical, dos partidos políticos e demais setores da sociedade civil, de uma campanha de massa pelo impeachment. O impeachment não pode ser entendido como mera ‘restauração da normalidade’, mas como uma luta efetiva pela conquista da democracia e pela defesa das conquistas democráticas e sociais inscritas da Constituição”.
Memória Viva do Andes-SN
O Memória Viva nasce com a proposta de prestigiar quem construiu o Andes-SN ao longo dos últimos 40 anos. Será um programa de entrevistas conduzido por diretoras e diretores do Sindicato Nacional e que vão conversar com diversas pessoas que marcaram as (quatro) décadas da entidade. O projeto será exibido quinzenalmente em nosso canal no YouTube, sempre às 19h.
A novidade começa com uma entrevista super especial. Conversamos com a Fátima Alves, que foi secretária administrativa do Sindicato Nacional por 34 anos e se aposentou em 2018. Fátima ingressou no Andes-SN como funcionária, no auge da luta pela redemocratização, em 84. Foram três décadas e meia de uma trajetória que se mistura com a história do Sindicato Nacional.
Na edição #002, conversamos com Elizabete Vale, professora da UEPB, Universidade Estadual da Paraíba. Elizabete é natural de uma pequena cidade do interior do Rio Grande do Norte, próxima a Mossoró. Se graduou na UERN e é doutora em Educação pela UERJ, professora do departamento de Educação da Universidade Estadual da Paraíba, foi também diretora e secretária da ADUEPB em duas gestões e atualmente é membro do conselho de representantes da ADUEPB e contribui com o grupo de trabalho de políticas educacionais.
Na edição #003, conversamos com Luiz Henrique Schuch – Presidente do Andes-SN no biênio 94/95. Luiz Henrique Schuch é professor da Universidade Federal de Pelotas e possui uma longa trajetória na política sindical. No Andes-SN, passou por diversas gestões, entre elas no biênio 1994-1996, como presidente, e entre 2010 e 2012, como 1º vice-presidente. Nesta gestão, participou ativamente da condução das lutas dos professores durante a greve nas instituições federais de 2012, considerada a mais longa da história. Schuch também foi vice-reitor da UFPel de 1988 a 1992 e coordenador do processo nacional de debate sobre a carreira do professor federal após 2010.
No dia 28 de maio (sexta-feira), o Sindicato Nacional estreou o “ANDES em Luta”, um podcast que pretende ser uma referência para diversos assuntos do momento. Mensalmente, pela manhã, todas e todos vão poder ouvir informações e análises importantes sobre educação, política, conjuntura e muito mais.
O primeiro episódio fez uma análise do que foi o dia Nacional de Luta – A educação precisa resistir – e um convite para que todas e todos ocupassem as ruas no 29 de maio (mais informações sobre o 29 de maio estão no site do Sindicato Nacional; para ver sobre a manifestação realizada em Londrina, clique aqui). Ele contou com a participação de Rivânia Moura, Regina Ávila, Sâmbara Paula e Joselene Mota – todas da diretoria nacional do sindicato.
O podcast está disponível em agregadores de podcast como o Spotify.
Por causa da disseminação do coronavírus e para preservar a saúde dos funcionários, o Centro de Vivência do Sindiprol/Aduel, que fica no campus da UEL, está fechado desde o começo de abril. A sede que fica no centro de Londrina (Praça La Salle, 83), entretanto, está funcionando em horário especial. O atendimento presencial, caso prefira, está sendo realizado de segunda a sexta-feira, das 13h às 17h.
Entre os dias 23 de dezembro e 6 de janeiro, a sede do centro também estará fechada para férias coletivas e recesso de final de ano.
Se possível, dúvidas podem ser tiradas com a secretaria do Sindiprol/Aduel no (43) 3324-3995 ou pelo e-mail sindicato@sindiproladuel.org.br.
Atendimento durante a pandemia de covid-19
Praça La Salle, 83: de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h. Telefone para contato: (43) 3324-3995 / E-mail: sindicato@sindiproladuel.org.br
Centro de Vivência da UEL: fechado
Comunicação do Sindiprol/Aduel: Telefone (WhatsApp): (43) 3324-3995 / E-mail: comunicacao@sindiproladuel.org.br
Repúdio ao pronunciamento de Jair Bolsonaro A vida na frente do lucro!
A diretoria do Sindiprol/Aduel – Seção Sindical do Andes-SN repudia veementemente o pronunciamento do presidente Bolsonaro, em cadeia nacional de rádio e TV, na noite de ontem (24), no qual menospreza e ridiculariza as recomendações sanitárias mundiais e do seu próprio Ministério da Saúde para que todos permaneçam em suas casas como forma de evitar a propagação do Covid-19. Trata-se de um pronunciamento irresponsável e criminoso que coloca em risco a vida de milhões de trabalhadores com o objetivo de proteger apenas o grande capital.
A vida na frente do lucro!
Em defesa do SUS!
Em defesa dos serviços públicos gratuitos!
Ontem (domingo, 22), na calada da noite, com a edição da Medida Provisória (MP) 927, Bolsonaro tentou mais um violento ataque aos trabalhadores. Desta vez, com efeitos imediatos sobre os trabalhadores das empresas privadas.
Como houve pressão de todos os lados, inclusive da sua base de apoio nas redes sociais, Bolsonaro retirou um dos artigos da MP. Isso, porém, não significa que os ataques contra os trabalhadores terminaram. Virão outros, pois há um claro alinhamento deste governo com banqueiros e mega empresários.
Não podemos nos iludir! Com uma medida aqui e outra ali, os trabalhadores estão tendo os seus direitos retirados (lei da terceirização, reforma trabalhista, reforma da previdência, lei da liberdade econômica etc.). Nunca houve tantos trabalhadores informais como agora. Bolsonaro continua firme na intenção de retirar renda e direitos das classes trabalhadoras para manter os lucros do grande capital.
Quarentena não é escolha, é necessidade!
Estabilidade no emprego para todos os trabalhadores!
No sábado (9), o Sindicato dos Professores do Ensino Superior Público de Londrina e Região (Sindiprol/Aduel) iniciou sua participação dentro do programa Aroeira, na Rádio UEL FM, com um boletim informativo. O Aroeira é um programa do Sindicato dos Servidores Públicos Técnico-Administrativo da UEL (Assuel) e vai ao ar todos os sábados, às 12h30. Dentro dele, o Sindiprol/Aduel apresentará o “Boletim do Sindiprol/Aduel”, no qual, em cerca de cinco minutos, serão publicadas informações sobre o sindicato, sobre as universidades, sobre os servidores e demais assuntos que envolvam as lutas e as pautas do Sindiprol/Aduel.
(Foto: Agência UEL)
O Boletim é mais um momento de parceria e aliança entre o Sindiprol/Aduel e a Assuel, na luta contra o desmonte do Estado, os ataques ao funcionalismo e à universidade. O Aroeira fica disponível no site da rádio e pode ser acessado e ouvido através dele. Além do Boletim poder ser ouvido ao vivo na Rádio UEL FM e no site, o programa será publicado online no anchor.fm/sindiproladuel,de onde o episódio será distribuído para outros serviços como o Spotify. Dessa forma, você pode acompanhar o Boletim do Sindiprol/Aduel em diferentes locais e no momento em que achar mais adequado.