NOTA DO SINDIPROL/ADUEL SOBRE A CONSTITUIÇÃO DE UMA COMISSÃO TRANSITÓRIA ENCARREGADA DE COORDENAR UMA CAMPANHA INSTITUCIONAL
A atual conjuntura econômica, política, social e educacional brasileira evidencia os desdobramentos da crise estrutural do capitalismo mundial e, em particular, de nossa formação econômico-social. Essa crise se expressa na agudização das contradições sociais; no aumento de desemprego e subemprego, da pobreza e da extrema pobreza; no crescimento da informalidade e da flexibilização das leis trabalhistas; nas contrarreformas dos governos Temer e Bolsonaro; no desmantelamento de políticas sociais; nos cortes de investimentos em educação; nas privatizações; na mercantilização de direitos; no desmonte e sucateamento dos serviços públicos e ataque aos direitos dos servidores.
Esse cenário traz implicações diretas nas Universidades Públicas, as quais estão entre os principais alvos da política neoliberal, privatista e entreguista dos governos federal e estadual. Diante disso, a defesa das Universidades Públicas pressupõe a crítica e o enfrentamento contundentes às medidas e legislações que ataquem o teor público, gratuito e laico da educação pública; pressupõe, também, a defesa intransigente dos direitos dos/as trabalhadores que atuam na política educacional, especificamente, no ensino superior público. Para ilustrar, mencionamos, na esfera federal, a PEC 032/2020 sobre a reforma administrativa e a PEC 206/2019 sobre cobrança de mensalidade nas universidades públicas.
Nessa direção, saudamos a proposta de constituição de uma Comissão Transitória na Universidade Estadual de Londrina (UEL) encarregada de coordenar uma campanha institucional, envolvendo toda a Universidade – Conselho Universitário, Sindiprol/Aduel, DCE, Assuel, centros, departamentos, colegiados, projetos e programas de ensino, pesquisa e extensão – na defesa da autonomia universitária, das liberdades democráticas, da gratuidade das universidades públicas e do Sistema Único de Saúde (SUS). Estas são bandeiras, historicamente, defendidas e compõem o plano de lutas do Sindiprol/Aduel – seção sindical do ANDES-SN. Sendo assim, a nossa seção sindical ratifica a fundamental importância de mobilização e articulação políticas da comunidade universitária em prol do ensino superior público, pois isso adensa e fortalece as ações, reinvindicações e manifestações caras ao Sindiprol/Aduel.
Reafirmamos que o Sindiprol/Aduel direciona seus posicionamentos e ações político-sindicais na defesa da Universidade Pública e, consequentemente, da Autonomia Universitária. Faz muito tempo que estamos denunciando e construindo respostas de combate e denúncia às propostas privatistas e de estrangulamento orçamentário que cercam as universidades públicas e, em especial, as universidades públicas estaduais paranaenses. Expressamos essas posições em defesa das universidades e sua autonomia em diversas publicações, boletins, notas, reuniões, panfletos e manifestações.
Confira a revista “Autonomia universitária em debate”
Confira o caderno “Entenda o debate sobre autonomia universitária”
Defender, efetivamente, a autonomia universitária implica contrapor-se à Lei Geral das Universidades (LGU), que se constitui em um instrumento danoso e de ameaça concreta à autonomia e que traz consequências desastrosas às condições de trabalho dos/as docentes e técnicos. Sem concurso público na UEL até 2025, com a redução de 200 vagas de docentes efetivos em relação a 2018 e de 508 vagas de docentes (efetivos e temporários) em relação à Lei 16555 de 21/07/2010, a LGU desmontará ainda mais a estrutura universitária, reduzindo sua expansão ao parametrizar por baixo as universidades estaduais.
Sobre a LGU, o Sindiprol/Aduel vem realizando constantemente debates, reuniões, assembleias, eventos e publicações, com destaque para o Seminário Estadual sobre a LGU realizado no dia 02 de agosto de 2019 (veja o caderno com a síntese do relatório final aqui), que culminou no posicionamento explícito e democrático de toda comunidade da UEL e que impulsionou a mesma posição em todas as demais IEES do Paraná. Inclusive, nas duas últimas assembleias sindicais (realizadas em 13/04 e 27/04), a questão da autonomia universitária foi ponto de pauta, tendo havido o relato das recentes ações praticadas pelo Sindicato: 1) ofício à atual administração da UEL sobre as providências a serem tomadas em razão do aniquilamento da autonomia universitária por decorrência da LGU (mas, infelizmente, até o momento, não houve resposta por parte de administração); 2) ação que está em fase final de conclusão (resultado do trabalho conjunto entre os departamentos jurídicos do Sindiprol/Aduel e outras seções sindicais da Regional sul do ANDES) e que será brevemente ajuizada.
Oportuno mencionar que, no contexto de desmonte das universidades públicas, com redução de investimentos públicos em todas as esferas e governo, LGU nas universidades estaduais do Paraná e 37% de defasagem salarial dos servidores públicos paranaenses, a defesa da universidade pública e de sua autonomia é condição fundamental para a sua própria sobrevivência.
Em síntese, a luta pela Universidade Pública é a luta contra a privatização da educação, contra o ensino à distância e suas métricas privatistas e práticas de superexploração dos trabalhadores; é a luta por melhores condições de trabalho e pela reposição salarial integral; é a luta por ampliação da assistência estudantil; é a luta pela defesa do tripé ensino, pesquisa e extensão e pela ampliação orçamentária; é a luta para defender e reafirmar a autonomia universitária e, portanto, para denunciar os desdobramentos nocivos da LGU.
Não se trata, então, simplesmente de aderir à campanha da autonomia universitária, pois o Sindiprol/Aduel já está inserido há muito tempo nessa luta e assim permanecerá. Trata-se, isto sim, de reiterar que o Sindiprol/Aduel apoia todas as lutas em defesa da universidade pública e, por conseguinte, compreende que, nesse momento histórico, qualquer defesa das universidades estaduais paranaenses passa, necessariamente, pela oposição à LGU e pela denúncia do seu caráter antipopular e antidemocrático, bem como do governo de Ratinho Jr. que a propôs e sancionou.
Baixe a nota em PDF aqui.
Nota do Andes-SN “Abaixo os cortes nos orçamentos da educação superior!” – 1/06/22.
Na próxima quinta-feira (9), serão realizadas assembleias docentes da UEL e da Uenp
Conforme deliberação da reunião do Comando Sindical Docente (CSD) da última segunda-feira (30/05), na próxima quinta-feira (9/06), o Sindiprol/Aduel realizará duas assembleias docentes para deliberar sobre a paralisação unificada dos servidores estaduais no dia 21/06.
A primeira, presencial, será realizada no Anfiteatro Maior do CLCH, na UEL, a partir das 14h. Todas e todos os docentes da universidade estão convocados. Na sequência, a partir das 17h, será realizada uma assembleia virtual com todas e todos os docentes da Uenp. A sala virtual será divulgada no dia pela lista de e-mails e pelo WhatsApp. Caso não esteja em nenhuma delas, entre em contato pelo e-mail comunicacao@sindiproladuel.org.br ou envie uma mensagem para o WhatsApp (43) 3324-3995.
Contamos com a sua presença! Juntos somos mais fortes!
Data-base já!
Reposição salarial integral já!


CSD – Assembleias Sindicais – 1/06/22
40º Congresso do Andes-SN – Relatório Final
Nota do Andes-SN contrária à cobrança de mensalidades nas universidades públicas – Não à PEC 206/2019! – 26/05/22
29 de abril – Milhares de servidoras e servidores vão a Curitiba exigir: Data-base já!

No dia 29 de abril de 2022, sete anos após o episódio que ficou conhecido como o “Massacre do Centro Cívico”, milhares de servidoras e servidores públicos do Paraná foram a Curitiba para exigir que o governador Ratinho Jr. respeite nosso direito e reponha integralmente a defasagem salarial, que, desde 2017, já está na casa dos 36% (confira uma tabela sobre as perdas salariais do funcionalismo até março de 2022). Pela reposição salarial integral!
Desde 2015, quando, nesta mesma data, cerca de 200 servidores ficaram feridos durante um protesto contra o então governador Beto Richa (PSDB), o funcionalismo público se reúne no local para rememorar a violência e exigir o respeito aos nossos direitos. Neste ano de 2022, a concentração para o ato foi na praça 19 de Dezembro, de onde os servidores partiram em marcha até o Centro Cívico. Participaram da manifestação todos os sindicatos de servidores públicos ligados ao Fórum das Entidades Sindicais (FES) e os da União das Forças de Segurança. Confira mais imagens ao final.
Enquanto servidoras e servidores estiveram em Curitiba, conforme aprovado na assembleia docente da última quarta-feira (27), docentes, técnicos e estudantes paralisados da UEL realizaram ações de mobilização e conscientização no campus da universidade, para alertar a comunidade universitária sobre a Lei Geral das Universidades (LGU) – que, com o decreto nº 10.824 do governo Ratinho Jr., diminuiu em mais de 500 as vagas docentes às quais a UEL tem direito (confira uma tabela aqui: quadro-de-vagas-docentes-da-uel-com-a-lgu) – e lutar pela reposição salarial integral. Confira mais fotos no Instagram do Sindiprol/Aduel.

Devido à paralisação e à força demonstrada pela categoria no 29 de abril, na manhã de segunda-feira (2/05), o secretário de Administração e Previdência (Seap), Elisandro Frigo, juntamente com técnicos da pasta e da Casa Civil, recebeu a coordenação do FES para ouvir nossas reivindicações. Como resultado, foi definido que haverá a formação de uma mesa de negociação, composta por representantes da Seap, Casa Civil, Secretaria da Fazenda (Sefa) e FES, para negociar a principal reivindicação do funcionalismo público, a data-base.
(Com informações do Fórum das Entidades Sindicais)
Confira o texto publicado pelo Andes-SN sobre a manifestação de 29 de abril
Notas técnicas da assessoria econômica do Fórum das Entidades Sindicais (FES)
A assessoria econômica do Fórum das Entidades Sindicais (FES) preparou uma série de notas técnicas para demonstrar que o governo de Ratinho Jr. tem as condições para cumprir a Constituição Federal, a Constituição Estadual e a legislação em vigor e pagar o que deve para servidoras e servidores públicos do Paraná.
A estimativa é de que em maio, mês da data-base, a defasagem salarial ultrapasse os 36%. Num cenário de inflação galopante, é urgente que o estado cumpra suas obrigações.
Confira as seis notas técnicas:
Nota técnica 1 – Emprego e Salário caem no Gov. Ratinho Jr. – 2018-2020
Nota técnica 2- Redução folha Gov. Ratinho Jr. 2018-2021
Nota técnica 3 – Governo deve 36% para Servidores/as, perda salarial é de 4,8 salários
Nota técnica 4 – Governo dispõe de Margem Fiscal para aumentar Gasto com Pessoal em 24%
Nota técnica 5 – Reajuste DB 2017-2022 – Condições Legais, Fiscais e Financeiras do Estado
Confira alguns registros da manifestação feitos pela “Quem TV” e pelo fotógrafo Gibran Mendes:






Assembleia geral docente e ida a Curitiba no 29 de abril para manifestação pela data-base
Na próxima quarta-feira (27), a partir das 14h, o Sindiprol/Aduel convoca todas e todos os docentes, filiados ou não, para assembleia geral com a seguinte pauta:
1) Informes;
2) Deflagração da paralisação no dia 29 de abril.
Data e horário: quarta-feira (27/04) às 14h (2ª chamada às 14h30)
Local: Anfiteatro Maior do CLCH
Pedimos a todos para que estejam atentos à biossegurança na assembleia: usem máscara e álcool em gel.

————————————————-
29 de abril – Ida a Curitiba para manifestação pela data-base
No dia 29 de abril de 2022, data na qual se completam sete anos do episódio que ficou conhecido como o “Massacre do Centro Cívico”, quando cerca de 200 educadores ficaram feridos durante um protesto contra o então governador Beto Richa (PSDB), servidoras e servidores públicos do Paraná irão a Curitiba se manifestar pela reposição integral das perdas salariais, que, desde 2017, já ultrapassam os 35%.
Em assembleias realizadas no dia 13/04, docentes das universidades estaduais do Paraná deliberaram pela paralisação das atividades no dia 29 de abril, dando um passo importante na luta e na construção da greve unificada dos servidores públicos estaduais.
Todas e todos ao ato em Curitiba no dia 29 de abril!
Pela reposição salarial integral! Data-base já!
Caso tenha interesse e disponibilidade para ir ao ato, preencha o formulário a seguir: https://forms.gle/JBhVsTf9R5nYnVE26
Em assembleia, docentes aprovam indicativo de paralisação para o dia 29 de abril; confira o boletim completo
Na tarde desta quarta-feira (13), no Anfiteatro Maior do CLCH, o Sindiprol/Aduel realizou uma assembleia geral docente com a seguinte pauta: 1) Informes; 2) Paralisação no dia 29 de abril; 3) Encaminhamentos para construção da greve unificada dos servidores públicos estaduais.
Após discussão sobre os ataques do governo Ratinho Jr. às servidoras e aos servidores públicos, em especial à categoria docente, e feitos os informes, entre outros, sobre a data-base, cuja atual defasagem salarial já superou os 35% (confira mais informações aqui), sobre o grupo de trabalho criado pelo governo para modificação das carreiras técnica e docente e sobre a dificuldade das alternativas via legislativo ou judiciário para obter a reposição salarial, foi deliberado:
- Pela aprovação de um indicativo de paralisação no dia 29 de abril;
- Pela realização de uma assembleia docente no dia 27 de abril para deflagrar a paralisação;
- Pela realização de uma reunião aberta de diretoria na próxima terça-feira (19/04) para discutir e fomentar a mobilização da categoria visando a assembleia, a paralisação e a futura construção de uma greve unificada dos servidores públicos estaduais.
A convocação da assembleia do dia 27 será feita no início da próxima semana. Já a reunião de diretoria será no Centro de Vivência do Sindiprol/Aduel, que fica no campus da UEL próximo ao Sebec, a partir das 14h.
Todas e todos estão convocados. Juntos somos mais fortes!





