Aroeira – 7 de março de 2020

O Aroeira é um programa de radiojornalismo produzido em parceria pela Assuel e pelo Sindiprol/Aduel e vai ao ar todos os sábados, a partir das 12h, na Rádio UEL FM (107,9). Em cerca de uma hora, o programa fala sobre o dia a dia da luta sindical. A produção e a apresentação são de responsabilidade dos jornalistas Elsa Caldeira e Guilherme Bernardi e os trabalhos técnicos estão a cargo de Ricardo Lima.

A edição do dia 7 de março trouxe uma fala de Lorena Portes, professora do departamento de serviço social da UEL e diretora do Sindiprol/Aduel, sobre o Dia Internacional da Mulher como um dia de luta e uma entrevista com Talyta Elen Ferreira Teodoro e Fernan Silva sobre o Movimento Feminista de Londrina e os eventos organizados para o dia 8 de março. Além disso, o programa falou sobre as ações da semana de volta às aulas para conscientizar os alunos sobre a situação da universidade, sobre a Greve Geral da Educação do dia 18 de março (confira a data da assembleia docente da UEL e da Unespar/Apucarana) e sobre os trabalhadores terceirizados do HU que receberam parte dos salários atrasados.

Caso tenha perdido alguma edição ou não possa acompanhá-lo ao vivo na Rádio UEL FM, o programa poderá ser ouvido posteriormente no site da Rádio UEL FM e também estará disponível no Anchor e serviços de streaming como o Spotify.

Assembleia Geral Docente da UEL, da Unespar/Apucarana e Campanha Salarial

O ano começou, mas, apesar dos 2% de reajuste em janeiro, a defasagem salarial hoje é maior do que no início de 2019, está em quase 18%. Não bastasse isso, o aumento da alíquota da contribuição previdenciária (de 11% para 14%) e a não correção da tabela do IRPF reduzem ainda mais o nosso salário. Estamos perdendo quase dois salários e meio por ano e, se não nos organizarmos e lutarmos, perderemos ainda mais. Nós, servidores públicos, precisamos urgentemente de correção salarial. Reajuste salarial já!

Nas universidades, ao problema comum aos outros servidores, soma-se a iminência da apresentação da Lei Geral das Univesidades (LGU) na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). Não cumprindo as leis existentes, o superintendente Aldo Bona elaborou um projeto de lei que visa rebaixar o número de docentes e técnicos, limitar a concessão de TIDE docente, impor a terceirização dos trabalhadores das áreas operacionais, violar a autonomia universitária, dentre outros ataques, com o discurso de que assim será melhor para o funcionamento das universidades. Não à LGU!

Para tratar desses e outros assuntos, faremos uma assembleia docente na próxima quinta-feira (12), às 14h, no Anfiteatro Maior do CLCH da UEL. No campus de Apucarana da Unespar, também haverá assembleia. Ela será na quinta-feira (12), às 17h, no Auditório José Berton.

Contamos com a participação de todo/as!
Juntos somos mais fortes!

Convocações:

Panfletos em defesa do serviço público e contra o desmonte da educação pública

Para a volta às aulas na UEL, o Sindiprol/Aduel, em parceria com outros sindicatos e o DCE, produziu três panfletos para, além de das as boas-vindas aos que ingressam ou regressam à universidade, esclarecer a situação das universidades e dos serviços públicos em geral e a importância de defendê-los. Os modelos dos folhetos estão abaixo. Os docentes que tiverem interesse podem pegar cópias deles no Centro de Vivência do Sindiprol/Aduel (campus da UEL próximo ao Sebec) para distribuir aos alunos, técnicos e outros docentes.

Lembrando que, além dos panfletos, na primeira semana de aula o Centro de Vivência será a sede da Semana de Cinema em Defesa da Educação e do Serviço Público. A programação completa está no e nas outras redes do Sindiprol/Aduel.

Clique e acesse os panfletos em PDF:

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Todo apoio à greve dos petroleiros!

Fazendo jus ao compromisso histórico de se solidarizar com todos os trabalhadores que lutam por melhores salários e condições de trabalho, direitos sociais e trabalhistas e contra o desemprego, bem como à perspectiva de construção da unidade de toda a classe trabalhadora contra os desmandos patronais e/ou governamentais, a diretoria do Sindiprol/Aduel se solidariza com os petroleiros que estão em greve há 19 dias contra o fechamento da Fafen-PR e a demissão de mais de mil trabalhadores.

Nesse momento, o nosso apoio à greve e à bravura dos petroleiros é uma pequena parte do apoio que lhes é devido por todos os trabalhadores e suas organizações sindicais, pois a vitória da luta desses companheiros é importante para eles e suas famílias e, claro, pelos importantes desdobramentos sobre as lutas de toda a classe trabalhadora brasileira.

Não às demissões!
Não ao fechamento da Fafen-PR!
Todo apoio à greve dos petroleiros!
Não à entrega da Petrobrás!

Assuel e Sindiprol/Aduel firmam parceria na produção do programa Aroeira

Visando a unidade na luta e o fortalecimento da Assuel e do Sindiprol/Aduel, em 2020, o programa Aroeira terá cara e formato novos. Os dois sindicatos juntarão forças na produção e apresentação do programa, que vai ao ar todos os sábados, às 12h, na Rádio UEL FM (107,9).

Na foto (da esquerda para a direita): Marcelo Seabra, diretor da Assuel; Elsa Caldeira, jornalista da Assuel; César Bessa, diretor do Sindiprol/Aduel; Guilherme Bernardi, jornalista do Sindiprol/Aduel; Edyr Pedro, diretor da Rádio UEL FM; Arnaldo Mello, presidente da Assuel

Em cerca de uma hora, o programa fala sobre o dia a dia da luta sindical. A produção e a apresentação são de responsabilidade dos jornalistas Elsa Caldeira e Guilherme Bernardi e os trabalhos técnicos estão a cargo de Ricardo Lima.

A primeira edição, que foi ao ar no último sábado (15), abordou temas como o decreto antissindical do governo Ratinho Jr (PSD), a análise de Tadeu Veneri (PT) do ano de 2019 e as previsões para 2020 e o planejamento do Fórum das Entidades Sindicais (FES) para o semestre.

Caso tenha perdido a primeira edição ou não possa acompanhá-lo ao vivo na Rádio UEL FM, o programa poderá ser ouvido posteriormente no site da Rádio UEL FM e também estará disponível no Anchor e serviços de streaming como o Spotify

 

Sindiprol/Aduel na luta contra prática antissindical do governo Ratinho Jr.

Audiência no MPT (Foto: APP-Sindicato)

Em 21 de janeiro, houve uma audiência de mediação, entre os sindicatos dos servidores e o governo (representado pela Procuradoria Geral do Estado – PGE), proposta e coordenada pelo Ministério Público do Trabalho em Curitiba. Dela participou também um membro da diretoria do Sindiprol/Aduel. Nessa audiência, o promotor Alberto Emiliano de Oliveira Neto perguntou aos representantes da Procuradoria do Estado do Paraná (PGE) se eram portadores de alguma proposta de conciliação, pois, na última reunião com o governo, estes ficaram de estudar uma possível alternativa ao recadastramento.

Em resposta, os advogados do governo manifestaram que, além de não apresentar nenhuma proposta, tampouco eram obrigados a nada, porque a Justiça do Trabalho não tem jurisdição sobre os servidores públicos. Insistiram que o decreto que obriga ao recadastramento é uma adequação à Lei Geral de Proteção de Dados (Lei Federal n° 13709/2018), que, na opinião unilateral deles, obriga as entidades sindicais e associativas, mas exclui as instituições financeiras, pois, diferentemente destas, as demais entidades associativas que recorrem ao desconto em folha não detêm autorização específica e por prazo determinado.

Os representantes dos sindicatos expuseram que não se tratava de nenhum “recadastramento”, pois, na tela do sistema para operá-lo, não há que informar nenhum dado dos servidores, apenas confirmar a autorização do desconto em folha da contribuição associativa, e que, indicando a intenção do governo, o sistema já preenche automaticamente a opção de NÃO autorizar o desconto, induzindo servidores pouco experientes com recursos informáticos a confirmar desavisadamente a NÃO autorização. Enfatizaram também os representantes sindicais que o efeito do decreto só podia ser a desfiliação em massa dos associados promovida pelo governo (o patrão), em aberta oposição à liberdade de organização sindical garantida pela Constituição Federal e pelas convenções internacionais.

O procurador do trabalho ainda insistiu na tese dos impactos sociais da desfiliação em massa para tentar arrancar dos representantes do governo algum compromisso de revisão ou cancelamento do decreto, porém, os procuradores da PGE se mantiveram intransigentes no pretexto de que se tratava apenas de uma adequação à lei.

Na sequência, realizou-se uma audiência pública da qual participaram representantes de quase todos os sindicatos e associações que compõem o Fórum das Entidades Sindicais (FES). Nessa audiência, os representantes do governo voltaram a manifestar a mesma posição da audiência de mediação. Todos os representantes sindicais, de modo contundente, denunciaram que o decreto era um ataque à liberdade de organização sindical e aos sindicatos; que era uma retaliação do governador ao combate protagonizado pelos servidores durante todo o ano de 2019 contra as medidas do governo e expuseram também a inconsistência jurídica dos argumentos do governo. Todos insistiram na necessidade de revogação do decreto sem prejuízo de outras medidas de denúncia do governo nas cortes nacionais e, inclusive, na Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Organização dos Estados Americanos (OEA).

O Ministério Público do Trabalho, entretanto, interpretou que a possibilidade de “diálogo” entre governo e servidores não estava esgotada e marcou outra audiência de mediação para o dia 27 deste mês.

O que se observa, no entanto, é que o governo está intransigente e pretende impor o decreto de modo a provocar a desfiliação em massa dos servidores dos seus sindicatos. Esta situação exigirá uma resposta dos funcionários públicos do Paraná de denúncia das nefastas intenções do governador, mas, principalmente de fortalecer os seus sindicatos, que são os instrumentos legais e legítimos de organização e representação.

(Veja mais em: Sindiprol/Aduel participa de reuniões sobre o decreto antissindical do governo Ratinho Jr..)