Mais de mil pessoas se manifestaram em Londrina contra Bolsonaro/Mourão e por vida, pão, vacina e educação

No último sábado (29), foram realizadas manifestações em todo o Brasil contra o governo Bolsonaro/Mourão e por vida, pão, vacina e educação. Em Londrina, no ato convocado e organizado pelo Comitê Unificado da cidade, do qual o Sindiprol/Aduel participa por meio do Coletivo de Sindicatos, mais de mil pessoas participaram do protesto, que se iniciou com a concentração, às 17h, na Concha Acústica, e, pouco depois das 18h, seguiu em marcha até o Zerão, onde a atividade se encerrou por volta das 19h. Confira mais imagens ao final.

A manifestação foi toda realizada ao ar livre, respeitando o distanciamento entre os manifestantes e com uso de máscaras, em geral pff2/n95, e álcool gel, cuidados que, pelo que hoje sabemos, reduzem muito o risco de transmissão da covid-19 (mais informações aqui). 

Sindicatos, centrais sindicais, movimentos populares e o próprio Andes-SN convocaram suas bases para protestar contra um governo que, pelas ações e omissões próprias e de seus aliados estaduais (como é o caso de Ratinho Jr.), tem intensificado imensamente a grave pandemia de Covid-19. E, além disso, tem executado e apoiado o desmonte dos serviços públicos, atacado diretamente o funcionalismo – arrochando salários e cortando direitos – e negado o amparo necessário às famílias pobres (confira o texto de convocação publicado pelo Sindiprol/Aduel). As estimativas são de que foram realizadas manifestações em 180 municípios, de 24 estados e do Distrito Federal. 

– Fora Bolsonaro/Mourão! 

– Pelo fim do arrocho salarial e pela valorização dos serviços públicos! 

– Contra a reforma administrativa (PEC 32/2020)! 

– Contra o desemprego e a fome! 

– Por vacina para todos e todas! 

– Pelo auxílio emergencial de 600 reais para todos os necessitados! 

– Pela manutenção das liberdades democráticas! 

Confira alguns registros da manifestação realizada em Londrina no sábado (29): 

No sábado (29), serão realizadas manifestações em todo o Brasil contra o governo Bolsonaro/Mourão e por vida, pão, vacina e educação

Para o próximo sábado (29/5), manifestações estão sendo organizadas em todo o Brasil contra o governo Bolsonaro/Mourão. Sindicatos, centrais sindicais, movimentos populares e o próprio Andes-SN convocam as suas bases para protestar contra um governo que, pelas ações e omissões próprias e de seus aliados estaduais (como é o caso de Ratinho Jr.), tem intensificado imensamente a grave pandemia de Covid-19. E, além disso, tem executado e apoiado o desmonte dos serviços públicos, atacado diretamente o funcionalismo – arrochando salários e cortando direitos – e negado o amparo necessário às famílias pobres. 

Sabemos que o momento da pandemia é crítico. Uma terceira onda parece estar se configurando, com a possibilidade de muitas vidas serem ceifadas nos próximos meses, tanto pelo vírus quanto pelo desemprego e pelo desamparo a que milhões de brasileiros estão submetidos. Precisamos lutar para alterar o rumo das coisas. Conforme o lema que inspirou os colombianos a saírem às ruas em protesto contra o governo de seu país, podemos dizer que não há como não protestar quando o governo – e não só – é pior do que o vírus. 

É importante esclarecer que, visando minimizar os riscos de contaminação, a manifestação será realizada em plena conformidade com protocolos de biossegurança preconizados pelas autoridades sanitárias. E mais, com outros sindicatos, vamos contribuir para disponibilizar máscaras e álcool gel e dar orientações a todos os manifestantes. Por isso, convidamos a participar quem estiver imunizado com a vacina e/ou se sentir seguro e ciente da necessidade de respeito estrito aos referidos protocolos. A concentração será realizada na Concha Acústica, em Londrina, a partir das 17h (evento no Facebook aqui). (Confira abaixo um guia de como realizar atos de rua com proteção.) 

– Fora Bolsonaro/Mourão! 

– Pelo fim do arrocho salarial e pela valorização dos serviços públicos! 

– Contra a reforma administrativa (PEC 32/2020)! 

– Contra o desemprego e a fome! 

– Por vacina para todos e todas! 

– Pelo auxílio emergencial de 600 reais para todos os necessitados! 

– Pela manutenção das liberdades democráticas! 

Guia de como realizar atos de rua com proteção da Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares:

 

Aroeira – 22 de maio de 2021

O Aroeira é um programa de radiojornalismo produzido em parceria pela Assuel e pelo Sindiprol/Aduel e vai ao ar todos os sábados, a partir das 12h, na Rádio UEL FM (107,9). Agora, durante a pandemia da Covid-19 e respeitando o isolamento social, o Aroeira está sendo produzido remotamente e em formato reduzido, mas ainda trazendo o noticiário do mundo sindical.

Produção e apresentação: Elsa Caldeira e Guilherme Bernardi.

Trabalhos técnicos: Pedro Carvalho.

Atualização de site e distribuição em tocadores: Gabriela Fernandes Silva (estagiária sob supervisão de Guilherme Bernardi).

Música tema: Aroeira (Geraldo Vandré)

Programa de 22 de maio de 2021:

4m48s – Representantes de organizações populares e sociais se reúnem com o prefeito Marcelo Belinatti para sugerir novas ações contra a covid-19; ouça o que o arcebispo Dom Jeremias tem a dizer sobre a reunião

12m14s – Pesquisa recomenda lockdown imediato em Londrina para evitar recorde de casos e mortes; Lucas Ferrante, um dos autores do estudo, fala sobre dados coletados (confira mais informações aqui)

16m58s – Câmara de Vereadores de Londrina aprova requerimento que envia congratulações para polícia do Rio de Janeiro pela chacina ocorrida na favela de Jacarezinho; confira a entrevista com o representante da Comissão dos Direitos Humanos de Londrina, Carlos Santana, sobre o ocorrido

22m22s – Música e Resistência: Vossa Excelência (Titãs)

25m39s – Ouça falas sobre a importância da negociação coletiva, direito que os trabalhadores estão prestes a perder

30m31s – Na última quarta-feira (19), o Comando Sindical Docente e a Regional Sul do Andes-Sindicato Nacional realizaram o seminário “Aulas Presenciais: A Roleta Russa do Retorno Inseguro”

35m26s – Na coluna “Politizando a Economia”, o economista Venâncio de Oliveira fala sobre os protestos na América Latina contra as políticas neoliberais, com enfoque no Chile e na Colômbia

41m41s – Na coluna “Matula do Direito”, o professor Reginaldo Melhado fala sobre o resultado das eleições no Chile e sua inovadora Assembleia Constituinte

47m31s – Informativo “Central do Brasil” trata, dentre outros temas, do depoimento do ex-ministro Pazuello na CPI da covid-19 e da crise do Oriente Médio

Caso tenha perdido alguma edição ou não possa acompanhá-lo ao vivo na Rádio UEL FM, o programa poderá ser ouvido posteriormente no site da Rádio UEL FM e também estará disponível no Anchor e serviços de streaming como o Spotify.

Aroeira – 15 de maio de 2021

O Aroeira é um programa de radiojornalismo produzido em parceria pela Assuel e pelo Sindiprol/Aduel e vai ao ar todos os sábados, a partir das 12h, na Rádio UEL FM (107,9). Agora, durante a pandemia da Covid-19 e respeitando o isolamento social, o Aroeira está sendo produzido remotamente e em formato reduzido, mas ainda trazendo o noticiário do mundo sindical.

Produção e apresentação: Elsa Caldeira e Guilherme Bernardi.

Trabalhos técnicos: Pedro Carvalho.

Atualização de site e distribuição em tocadores: Gabriela Fernandes Silva (estagiária sob supervisão de Guilherme Bernardi).

Música tema: Aroeira (Geraldo Vandré)

Programa de 15 de maio de 2021:

4m04s – Trechos da live com o economista Cid Cordeiro sobre a data-base e os cinco anos sem reposição salarial, promovida pelo Fórum das Entidades Sindicais (FES)

10m22s – APP-Londrina divulga nota de repúdio à volta às aulas

14m16s – Música e Resistência: Voz Ativa (Dexter)

18m46s – Falas sobre o racismo e o 13 de Maio, dia da assinatura da Lei Áurea

27m23s – Campanha “Panela Cheia Salva”: saiba onde estão recebendo as doações

29m24s – Estudo aponta que investimentos públicos na UEL poderiam gerar R$ 263 milhões na economia e 2.433 empregos; confira entrevista com o economista Venâncio de Oliveira, autor da pesquisa

41m55s – Na coluna “Matula do Direito”, o professor Reginaldo Melhado fala sobre a assinatura da Lei Áurea no dia 13 de maio e sua conexão com as lutas abolicionistas, a questão negra e o direito

47m31s – Informativo “Central do Brasil” trata, dentre outros temas, das consequências das mortes pelo covid-19 e o genocídio do povo negro denunciado nesse 13 de Maio

Caso tenha perdido alguma edição ou não possa acompanhá-lo ao vivo na Rádio UEL FM, o programa poderá ser ouvido posteriormente no site da Rádio UEL FM e também estará disponível no Anchor e serviços de streaming como o Spotify.

Na quinta-feira (20), Assembleia Geral Docente Virtual (apenas para filiados)

O Sindiprol/Aduel convoca todas e todos docentes, filiados, da UEL, da Uenp e do campus de Apucarana da Unespar para assembleia virtual com a seguinte pauta:

1) Proposta de alteração do regimento para adequação da mensalidade dos aposentados.

Data e horário: 20/05 (quinta) às 16h

A sala virtual será divulgada no dia pela lista de transmissão (WhatsApp) e de e-mails. Caso não esteja em nenhuma delas, entre em contato pelo e-mail comunicacao@sindiproladuel.org.br ou envie uma mensagem para o WhatsApp (43) 3324-3995.

Estudo aponta que investimentos públicos na UEL poderiam gerar R$ 263 milhões na economia e 2.433 empregos

Depois do estudo sobre a importância de servidoras e servidores públicos da Universidade Estadual de Londrina (UEL) (confira a pesquisa aqui), Venâncio de Oliveira, economista formado na UEL e doutor em economia pela Unam (Universidade Nacional Autônoma do México), publicou um novo relatório de pesquisa, este sobre o impacto econômico da universidade na economia paranaense.  

Nesta pesquisa encomendada pelo Sindiprol/Aduel, além de ressaltar a importância da universidade na garantia de direitos (educação, saúde, cultura etc.) e na consecução de melhores índices de desenvolvimento humano, Venâncio de Oliveira desmonta os argumentos que advogam a tese de que investimentos em universidades seriam gastos improdutivos e que a solução mais adequada seria a privatização, argumentando que eles geram uma cadeia de oferta de bens e serviços capazes de gerar excedente retornável.  

Para isso, através da metodologia insumo-produto, que leva em consideração a cadeia de serviços movimentada pela UEL, seja nos empregos diretos e indiretos gerados, nos gastos no comércio ou na compra de produtos para o desenvolvimento de suas atividades de ensino, pesquisa e extensão, foi mensurada a perda em renda, emprego e produção devido à política de desmonte dos serviços públicos, em geral, e das universidades, em particular; uma política implementada principalmente pelos governos Beto Richa e Ratinho Junior. Assim, uma saída possível para a crise econômica vivida desde 2015, ao invés da política de desinvestimento, de superávit orçamentário e de renúncias fiscais bilionárias, como apresentado no primeiro relatório, seriam os investimentos públicos para financiamento de serviços, reposição do quadro de servidores (no caso da UEL, foram calculadas 606 perdas entre 2015 e 2019) e das perdas salariais (19% até 2019, valor utilizado neste estudo, mas já ultrapassando os 25% agora em 2021). 

(O FES – Fórum das Entidades Sindicais – e o Dieese – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – disponibilizaram uma calculadora para estimar as perdas salariais de servidoras e servidores do poder executivo do Paraná no período de jan/2017 a abr/2021. Para usar é simples, basta digitar o valor do salário e o aplicativo calcula as perdas estimadas no período. Estime suas perdas clicando aqui.) 

Em um primeiro momento, estimando as relações da universidade com outros setores econômicos do estado e, em particular, Londrina, onde, por hipótese, se concentra grande parte da cadeia movimentada pela Universidade Estadual de Londrina, foi calculado que cada R$ 1 real investido na UEL resulta em R$ 1,57 em renda do trabalho no Paraná, assim como R$ 2,13 em valor agregado na economia do estado. Se comparado o ano de 2015, quando foram gerados R$ 764 milhões em renda do trabalho e mais de R$ 1 bilhão em valor agregado, ao de 2019, as perdas pelo desinvestimento público e a falta de reposição de pessoal e salarial foram de R$ 82 milhões em renda do trabalho e R$ 238 milhões em valor agregado, dos quais grande parte teria movimentado a economia londrinense. 

Na sequência, seguindo a pesquisa, foi calculado o impacto econômico de alguns cenários, como a reposição dos 606 servidores e das perdas salariais de 19%, mencionados anteriormente. Se fosse recomposto o quadro de pessoal da UEL, o adicional gerado em 2019 teria sido de R$ 72 milhões em renda do trabalho e R$ 101 milhões em valor agregado. Caso, além disso, fosse feita a reposição salarial de 19%, em 2019, o valor agregado seria aumentado em R$ 263 milhões. Essa injeção na economia paranaense e, em particular, londrinense também representaria 2.433 empregos agregados no estado como um todo, ou seja, além dos 606 servidores, seriam criadas outras 1.827 vagas. 

Por isso, muito diferente de ser um gasto improdutivo, a Universidade Estadual de Londrina, estudada neste caso, é um patrimônio da cidade e do estado e contribui para a oferta de direitos e de serviços, além de, como demonstrado, representar um ator econômico fundamental, que pode ser um agente no auxílio para a saída da crise e a melhora dos índices sociais e das condições de vida da população londrinense e paranaense.  

Neste momento em que Londrina acumula mais de 1.300 mortes pela covid-19 pela insuficiência de políticas públicas adequadas, o peso dos anos de desinvestimento e de precarização dos serviços públicos (falta de financiamento, diminuição do quadro de pessoal, falta de reposição salarial etc.) se torna ainda mais evidente. O caso do Hospital Universitário (HU) da UEL é um bom exemplo. Referência do Sistema Único de Saúde (SUS) na região e no combate e tratamento de infectados pelo coronavírus – resultado do enorme esforço de seus profissionais -, o HU-UEL teve sua estrutura diminuída entre 2009, quando contava com 317 leitos, e 2012, quando realizou 209.395 atendimentos, e 2016, ano de referência utilizado no estudo, quando esses números foram de 300 e 186.281, respectivamente.

Baixe o relatório “Impacto econômico da UEL na economia paranaense” completo aqui.

Mais informações sobre o primeiro relatório “A importância dos servidores públicos da UEL” aqui.

No programa Aroeira do dia 15 de maio, Venâncio de Oliveira deu uma entrevista sobre o estudo e os principais resultados dele. A entrevista começa no minuto 29 e pode ser ouvida aqui. O programa Aroeira, produzido pela Assuel e pelo Sindiprol/Aduel, vai ao ar todos os sábados, às 12h, na Rádio UEL FM. Caso não consiga ouvir ao vivo, posteriormente ele estará disponível em agregadores de podcast, como o Spotify, e nos sites do Sindiprol/Aduel e da Rádio UEL FM 

Seminário – Aulas Presenciais: A Roleta Russa do Retorno Inseguro

Nesta quarta-feira (19), a partir das 14h, o Comando Sindical Docente, constituído pelas seções sindicais Sindiprol/Aduel, Sesduem, Adunioeste, Sinduepg, Adunicentro e Sindunespar, e a Regional Sul do Andes-Sindicato Nacional realizarão o seminário “Aulas Presenciais: A Roleta Russa do Retorno Inseguro”.

Em que momento será possível retomar as atividades presenciais nas universidades paranaenses? Enquanto isto não é possível, que medidas de planejamento devem ser efetivadas? Qual a situação das universidades paranaenses atualmente? Em que condições o trabalho remoto vem sendo realizado? Estas são algumas das questões a serem abordadas no evento, que será transmitido ao vivo no canal da Adunioeste no YouTube:

YouTube player

Além da abertura sobre a situação das universidades paranaenses frente à pandemia, que contará com a participarão dos presidentes das seções sindicais integrantes do Comando Sindical Docente e com representantes da Regional Sul do Andes-SN, do movimento estudantil e dos sindicatos mistos, a programação é composta de duas conferências e uma mesa.

O biólogo, epidemiologista e pesquisador do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), Lucas Ferrante, abordará o tema “O atual momento epidemiológico da Pandemia no Paraná”, baseado em um estudo feito por um grupo de pesquisadores, do qual ele faz parte, a partir de 10 cidades do estado (confira o estudo clicando aqui). Já o tesoureiro do Andes-SN, Amauri Fragoso, falará sobre “O Andes-SN na luta contra o PL 5595, as ameaças de retorno inseguro e dos ataques às universidades públicas”.

O tema “Antecipar o retorno ou planejar e investir para construir as condições para o retorno futuro?”, ficará a cargo da enfermeira e integrante da Frente em Defesa de Educação de Juiz de Fora-MG, Irene Duarte Souza, da UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora) e de Daniele Brandt, assistente social, docente da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) e coordenadora do projeto Observatório UERJ na Pandemia.

Confira a programação completa:

14h – Abertura – As universidades paranaenses frente à Pandemia

14:30 – Conferência: O atual momento epidemiológico da Pandemia no Paraná

15:10 – Conferência: O Andes-SN na luta contra o PL 5595, as ameaças de retorno inseguro e dos ataques às universidades públicas

15:50h – Conferência: Antecipar o retorno ou planejar e investir para construir as condições para o retorno futuro?

16:30 – Encerramento 

Aroeira – 8 de maio de 2021

O Aroeira é um programa de radiojornalismo produzido em parceria pela Assuel e pelo Sindiprol/Aduel e vai ao ar todos os sábados, a partir das 12h, na Rádio UEL FM (107,9). Agora, durante a pandemia da Covid-19 e respeitando o isolamento social, o Aroeira está sendo produzido remotamente e em formato reduzido, mas ainda trazendo o noticiário do mundo sindical.

Produção e apresentação: Elsa Caldeira e Guilherme Bernardi.

Trabalhos técnicos: Pedro Carvalho.

Atualização de site e distribuição em tocadores: Gabriela Fernandes Silva (estagiária sob supervisão de Guilherme Bernardi).

Música tema: Aroeira (Geraldo Vandré)

Programa de 8 de maio de 2021:

3m53s – Presidente da APP-Londrina fala sobre a proposta do governo Ratinho Junior de voltar às aulas na segunda (10)

11m49s – Homenagem a Nilson Lira, dirigente do aeroporto de Londrina pelo Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina), que perdeu a luta contra a covid-19

21m20s – Música e Resistência: Stairway to Heaven (Led Zeppelin)

26m56s – Representante do Movimento Feminista de Londrina, Meire Moreno, fala sobre atividades do dia 1º de maio realizadas pelo Coletivo de Sindicatos e Comitê Unificado de Londrina

28m56s – Campanha “Panela Cheia Salva”: importância do movimento atualmente

33m37s – Entrevista com Cid Cordeiro, economista e assessor do Fórum das Entidades Sindicais (FES), para falar sobre o déficit previsto para 2022 no Paraná e os ataques de Ratinho Junior a servidoras e servidores

37m53s – Na coluna “Politizando a Economia”, o economista Venâncio Oliveira fala sobre a “super aula de Educação Financeira” promovida pelo governo do Paraná

44m04s – Na coluna “Matula do Direito”, o professor Reginaldo Melhado fala sobre a semana de trabalho de quatro dias e o final de semana de três

50m24s – Informativo “Central do Brasil” trata, dentre outros temas, da chacina em Jacarezinho-RJ e do início dos trabalhos da CPI da covid-19

Caso tenha perdido alguma edição ou não possa acompanhá-lo ao vivo na Rádio UEL FM, o programa poderá ser ouvido posteriormente no site da Rádio UEL FM e também estará disponível no Anchor e serviços de streaming como o Spotify.

VIRANDO DO AVESSO O INSTRUMENTO DE AVALIAÇÃO DOCENTE: PELA MANUTENÇÃO DA AUTONOMIA UNIVERSITÁRIA E DA LIBERDADE DE CÁTEDRA

Introdução 

Em assembleia realizada no último dia 24 de março, os docentes rechaçaram, por unanimidade, a proposta de instrumento de avaliação de desempenho docente elaborada por uma comissão do Conselho Universitário da UEL. (Confira mais informações clicando aqui.) 

Neste boletim, recuperamos alguns dos pontos levantados naquela assembleia e acrescentamos outros, que destacamos a seguir 

  1. Questiona-se a aceitação, por parte das administrações, da ingerência de organismos externos à universidade, como o Conselho Estadual de Educação. Tal ingerência viola a autonomia universitária e ignora a diversidade dos campos de conhecimento da universidade pública, que, por sua natureza, não comporta a adoção de “processos unificados” de avaliação; 
  2. A UEL já dispõe de mecanismos para avaliar o seu funcionamento acadêmico e administrativo e a avaliação de desempenho docente já se realiza cotidianamente no âmbito dos departamentos, respeitando-se sua autonomia, particularidades e áreas de ensino e do saber. Além disso, eventuais faltas disciplinares podem ser coibidas e punidas, inclusive com a exoneração do docente, nos termos do Regimento e Estatuto da UEL;  
  3. Uma avaliação de desempenho docente, nos moldes empresariais propostos, pode desmontar as maiores conquistas das universidades públicas brasileiras: a autonomia universitária conjugada com a liberdade de expressão e de cátedra, a pluralidade de pensamento e a forma democrática de gerir o seu cotidiano, com eleições livres para todos os cargos administrativos e acadêmicos. Ao garantir a coparticipação responsável de toda a comunidade universitária, a UEL cumpre a sua função social, amparada no tripé ensino/pesquisa/extensão, conforme definem a Constituição de 1988, o estatuto e os regimentos internos. É a partir dessa conduta e funcionamento que a UEL tem conquistado os maiores rankings nacionais e internacionais de avaliação acadêmica; 
  4. Considera-se incorreta a ideia, constante do relatório da Comissão, de que a UEL não aplica a legislação no que diz respeito à avaliação docente, o que tornaria necessária a construção de um instrumento de avalição específico. Todas as atividades dentro da universidade têm amparo legal, seja no ensino, na pesquisa, na extensão ou na administração. O funcionalismo público, de modo geral, e os docentes, em particular, são avaliados cotidianamente nas suas diversas esferas de atuação. Na verdade, o que se procura impor, agora, nada mais é do que uma métrica que, no limite, consistirá em um mecanismo de controle cerceador e punitivo; 
  5. O instrumento terá como efeito atingir a individualidade e a liberdade docentes. Seus mecanismos avaliativos e uniformizados afrontam os direitos individuais e fundamentais e constituem uma forma de controle social; 
  6. O instrumento poderá causar mais adoecimentos entre os docentes, pois, embora anuncie um caráter formativo, poderá facilmente deslizar para posturas punitivas e competitivas. Não será estranho, portanto, que venha a gerar mais estresse, depressão e até mesmo pânico, conforme indica a literatura acerca de instrumentos de avaliação em instituições públicas; 
  7. O instrumento poderá desarticular relações sociais construídas ao longo dos anos entre colegas de um mesmo departamento, que, até então, se baseavam em ações colaborativas; 
  8. Ao solicitar, no item produtividade, a comprovação documental do Currículo Lattes – algo que nem mesmo as agências de fomento solicitam em seus editais – o instrumento parte do pressuposto de que o docente falta com a verdade. Dessa forma, tem-se instalado, de saída, um julgamento pejorativo do docente e do funcionário público.  

A estes aspectosagregamos outras críticas sobre os itens de avaliação docente:  

  1. Em relação às relações interpessoais, trata-se de avaliação feita por pares de forma absolutamente subjetiva. Ao contrário do que se pretende, tal avaliação incorrerá em um sistema de vigilância constante entre os docentes, podendo levar, até mesmo, ao acirramento de disputas, competições e retaliações. Em última instância, criar-se-á uma atmosfera adversa à liberdade de expressão e de cátedra no âmbito da universidade, sobretudo quando houver divergências de natureza política e ideológica; 
  2. Sobre os critérios de assiduidade, disciplina e eficiência, sabe-se que os docentes já são exaustivamente avaliados, seja por meio das folha-ponto, da presença nas aulas de graduação e pós-graduação, das regras para publicação científica e elaboração de atividades públicas de pesquisa e extensão, do planejamento e a elaboração de aulas, das regras para avaliação discente, do controle de horários de aulas, da produção de relatórios de atividades, das regras do vínculo funcional estatutário e disposições regimentais, das normas de órgãos de fomento e pesquisa,  da participação em reuniões de departamento, da ocupação de cargos administrativos e, atualmente, das duplas jornadas de trabalho, uma vez que muitos departamentos sequer possuem secretário(a)s que possam auxiliar nas tarefas burocráticas; 
  3. O instrumento implicará a imposição de mais uma tarefa burocrática a já longa e exaustiva jornada de trabalho docente. 

O Avesso do Instrumento 

Após análise exaustiva do instrumento proposto, e levando-se em consideração as contribuições oriundas de diversos departamentos e centros de estudos da UEL, apresentamos alguns dos problemas encontrados em cada um dos seguintes tópicos: I. Relações interpessoais; II. Assiduidade; III. Disciplina; e, finalmente, IV. Eficiência.  

I) Relações interpessoais

a) O item possui um caráter naturalmente subjetivo, que depende das percepções de quem avalia, partindo de suas experiências, crenças e afetos; os conceitos e termos estabelecidos neste item dão margem a diferentes interpretações. Sabe-se, no entanto, que o serviço público possui natureza impessoal, devendo obedecer a parâmetros técnicos e legais em primeiro lugar; 

b) A avaliação por pares pode ser tendenciosa, já que, ao assumir o papel de “avaliador” de um colega de trabalho, o docente poderá ter um impacto desfavorável nas suas relações sociais, o que, por sua vez, poderá ser considerado quando ele próprio for avaliado; 

c) Esse caráter subjetivo da avaliação pode interferir, inclusive, na liberdade de cátedra do docente, uma vez que ele estará sujeito a julgamento pelos seus pares por ser quem é, e não por seu trabalho, tornando-o, ainda, refém de humores de chefes e colegas. Finalmente, sempre haverá o risco de o interesse do julgador estar presente no resultado da avaliação. 

II. Assiduidade

a) A assiduidade já é aspecto avaliado pela instituição através da folha-ponto, da presença nas aulas e reuniões e demais atividades acadêmicas;

b) As chefias de departamento e os colegiados de cursos têm trabalhado sem o suporte da secretaria, por falta de funcionários. Assim, além de sobreposição de instrumentos avaliativos sobre a assiduidade, ocorrerá, também, maior demanda de trabalho para os docentes com cargos administrativos e o consequente acúmulo de funções e atribuições.

III. Disciplina 

Este item indica duplicidade de controle e possível punição. O Regimento Geral da UEL já trata do assunto com o devido rigor e determina que o docente responderá perante a instituição, caso infrinja normas que regem a universidade e o serviço público. Vale enfatizar que, por um princípio jurídico fundamental, o docente jamais poderá ser punido duas vezes pelo mesmo erro. 

IV. Eficiência

a) Ao ser admitido – após aprovação em concurso público que atende às exigências de um processo avaliativo como prevê o Regulamento Geral da UEL – o docente está sujeito a um contrato que expressará sua carga horária de trabalho e as atividades a serem realizadas de acordo com o mesmo regimento e que serão organizadas e distribuídas pelas chefias de departamento. O devido cumprimento de tais atividades, que comporá o bom funcionamento da universidade como um todo, é, como já exposto, constantemente avaliado e observado pela comunidade universitária, não havendo necessidade de comprovação outra que os próprios resultados do trabalho realizado pelo docente;  

b) Pergunta-se: Quais são as prioridades dos formulários? O instrumento de avaliação faz jus às condições avaliativas para a seleção dos docentes? Quais atividades pesam mais nessa avaliação (ensino, pesquisa, extensão ou gestão)? O professor pode ter carga horária maior para ensino e menor para a pesquisa? Como ponderar estas particularidades?  

e) Cabe à universidade, junto com um corpo docente plural, complexo e diversificado, garantir o tripé ensino, pesquisa e extensão; 

f) O item baseia-se em um controle métrico das atividades realizadas pelo docente e não considera as especificidades de cada departamento; 

g) Sobre a produção intelectual, a UEL já conta com tabelas de pontuação específicas relativas à produção do docente. Tais tabelas são utilizadas para a aquisição de bolsas para estudantes – por exemplo, as bolsas de Iniciação Científica – e para as mudanças de nível. Pode-se dizer que, além de mais uma vez sobrepor-se a instrumentos de avaliação já existentes, a proposta ignora as dinâmicas de produção das diversas áreas do conhecimento, bem como as condições específicas da produção individualcomo, por exemplo, fato de o docente estar no início, meio ou fim da sua carreira, o perfil da área de pesquisa, a historicidade de programas de pós-graduação, as demandas contraditórias dos departamentos, entre outras;  

h) Sobre o item avaliação de unidades curriculares, o acompanhamento/monitoramento acadêmico/pedagógico já é realizado pelos colegiados dos cursos e pelos núcleos docentes estruturantes. A autonomia destas instâncias, bem como as especificidades de cada área/departamento, deve ser considerada; 

i) Em relação à avaliação discente, já existem mecanismos para a sua realização através dos colegiados dos cursos. Os discentes, por meio desses mecanismos, poderão participar de um processo avaliativo em relação ao currículo, ao processo de ensino-aprendizagem, às estratégias pedagógicas e ao cumprimento do programa da disciplina, contribuindo, dessa forma, para o aprimoramento acadêmico e curricular;  

j) Sobre a autoavaliação é de fundamental importância entender que qualquer reflexão do docente sobre seu trabalho deve englobar as condições materiais objetivas, ou seja, as reais condições de trabalho na UEL, paulatinamente deterioradas pelas indigentes políticas públicas no setor educacional. Não é demais lembrar do estrangulamento da verba de custeio promovido por diversos governos, da falta de concurso público para docentes e agentes universitários, da super exploração de docentes em contrato temporáriodas dificuldades que os centros de estudos têm para a manutenção das instalações prediais, do arrocho salarial que hoje beira 24%do congelamento das promoções e progressões etc.  

Como se não bastassem todos os ataques que as universidades públicas brasileiras, em geral, e as paranaenses, em particular, vêm sofrendo nos últimos anos, por parte de governos sem nenhum compromisso com os serviços públicos e seus servidores, ainda temos uma proposta de avaliação docente que, caso aprovada, significará um verdadeiro retrocesso nas relações sociais e acadêmicas historicamente construídas ao longo de décadas. A história e o comprometimento da universidade pública com a sociedade impedem que ela compactue com aparatos cuja lógica é a do mercado, sempre pronto a classificar e avaliar os trabalhadores em termos quantitativos e produtivistas. Nesse sentido, cabe ressaltar que a subjetividade de certos critérios elencados no documento serve a essa mesma lógica, pois cria, em última instância, condições para o acirramento de disputas e competitividade entre os docentes. Opomo-nos, portanto, à imposição do instrumento e reiteramos nosso compromisso com a autonomia da universidade pública, gratuita, laica e democrática.  

Aroeira – 1 de maio de 2021

O Aroeira é um programa de radiojornalismo produzido em parceria pela Assuel e pelo Sindiprol/Aduel e vai ao ar todos os sábados, a partir das 12h, na Rádio UEL FM (107,9). Agora, durante a pandemia da Covid-19 e respeitando o isolamento social, o Aroeira está sendo produzido remotamente e em formato reduzido, mas ainda trazendo o noticiário do mundo sindical.

Produção e apresentação: Elsa Caldeira e Guilherme Bernardi.

Trabalhos técnicos: Pedro Carvalho.

Atualização de site e distribuição em tocadores: Gabriela Fernandes Silva (estagiária sob supervisão de Guilherme Bernardi).

Música tema: Aroeira (Geraldo Vandré)

Programa de 1 de maio de 2021:

3m25s – Com recorde de 14 milhões de desempregados, trabalhadores não têm nada a comemorar no 1º de maio; Cid Cordeiro, economista e assessor do Fórum das Entidades Sindicais (FES), garante que sindicatos resistem em meio à crise

9m07s – Servidores públicos protestam para relembrar massacre de 29 de abril de 2015, quando a categoria foi bombardeada a mando do governador Beto Richa; Luiz Paixão Rocha, professor e diretor da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), garante que massacre continua

11m48s – Na quinta-feira (29), Coletivo de Sindicatos de Londrina realizou a live “Covid-19 – Lockdown: O caso de Araraquara e kit covid 

25m15s – Música e Resistência: Trabalhador (Seu Jorge)

31m35s – As atividades do Sindiprol/Aduel para o 29 de abril e o 1º de maio

37m47s – Na coluna “Politizando a Economia”, Venâncio Oliveira fala sobre o 1º de maio, Dia das Trabalhadoras e dos Trabalhadores

43m – Na coluna “Matula do Direito”, o professor Reginaldo Melhado volta a falar sobre o conflito entre israelenses e palestinos

50m – Informativo “Central do Brasil” que trata, dentre outros temas, da pandemia e do desmatamento na Amazônia

Caso tenha perdido alguma edição ou não possa acompanhá-lo ao vivo na Rádio UEL FM, o programa poderá ser ouvido posteriormente no site da Rádio UEL FM e também estará disponível no Anchor e serviços de streaming como o Spotify.