Por unanimidade, docentes em assembleia rechaçam proposta de avaliação docente

Em assembleia virtual do Sindiprol/Aduel realizada na tarde desta quarta-feira (24), todas e todos docentes presentes rejeitaram, de maneira unânime, a minuta de avaliação docente proposta pelo Conselho Universitário (CU) da Universidade Estadual de Londrina (UEL) em agosto de 2020.

A decisão esteve embasada no histórico de resistência da categoria contrária a esses instrumentos de avaliação/controle e foi fundamentada numa análise, mesmo preliminar, apresentada pela diretoria do Sindiprol/Aduel. A assembleia também deliberou pela sua ampla divulgação, incluindo todas as instâncias da UEL, a fim de não só se posicionar contra essa minuta e o momento no qual se discute a sua implementação, mas também de subsidiar os docentes em futuros debates.

Texto apresentado e discutido na assembleia:

A avaliação docente e a ocultação dos mecanismos de controle 

Apresentação 

Desde meados de 2013, as diversas administrações da UEL têm insistido em aprovar uma proposta de avaliação de desempenho docente, tanto para os efetivos quanto para os que estão em estágio probatório. Desde lá até hoje, as justificativas praticamente não se alteraram, no entanto, a categoria, junto com o seu sindicato, tem recebido o intento com muitas críticas e resistências, fazendo com que, em diversas ocasiões, o Sindiprol/Aduel convocasse a sua base para discutir o tema em reuniões e/ou assembleias. Em todas aquelas oportunidades, rejeitamos proposta de avaliação pelos motivos que exporemos adiante. Por ora, é importante frisar que esta insistência das administrações atende, direta ou indiretamente, a interesses alheios ao exercício da autonomia universitária, como previsto no art. 207 da Constituição Federal.   

Antes de fazermos uma crítica mais contundente à avaliação proposta e, consequentemente, ao instrumento inerente, que agora circula nos departamentos e centros de estudos para avaliação e sugestões, defendemos que ela precisa ser analisada dentro de uma conjuntura política extremamente desfavorável aos servidores públicos, especialmente os que trabalham nas universidades. Sem desprezar que fazemos esta discussão em meio a maior crise sanitária que o país já passou nos últimos tempos, com mortes diárias por Covid-19 batendo na casa das três mil pessoas, os ataques ao funcionalismo público, em geral, não cessam um só instante, tanto oriundos do governo federal como do estadual. Eles trabalham ardilosamente para desmontar os serviços públicos e não descansam enquanto não conseguirem. Para não irmos muito longe, a mais recente é a aprovação da PEC 186, a famigerada PEC “emergencial” (agora Emenda Constitucional 109), que, de modo geral, faz com que os servidores públicos arquem com uma crise que não é sua, por meio do congelamento de seus salários até 2036. Como se não bastasse, encontra-se na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), da Câmara Federal, a PEC 32 da “reforma administrativa”, que, entre outras maldades, caso aprovada, relativiza a estabilidade de emprego para os atuais servidores, ao criar a figura da “demissão por insuficiência de desempenho”. Como seremos capazes de aprovar um instrumento de avaliação docente tendo uma faca no nosso pescoço que preconiza, se aprovada, a “demissão por insuficiência de desempenho”?  

Se no plano federal se planeja o desmonte dos serviços públicos e torna o servidor público uma peça acessória, descartável, podendo ser substituído por apadrinhados dos governos de plantão, o que dizer, no estado do Paraná, quando Aldo Bona (Seti – Superintendência de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior) chantageia reitores e comunidades universitárias a aceitarem a versão desconhecida da LGU (Lei Geral das Universidades), em troca de uma suposta realização de concurso público? A questão, entretanto, é ainda mais profunda: a LGU, que está prestes a ser enviada à Alep, é mais um instrumento de ataque às universidades públicas paranaenses, concebida por uma lógica mercantil da educação superior, como, de resto, tem seguido a posição do seu chefe, o governador Ratinho Jr. O que a LGU provocaráindependentemente da versão que será enviada à Alepé o rebaixamento da qualidade do ensino público superior, orientado por uma lógica privatista. Diante deste quadro, como discutir e aprovar qualquer instrumento de avaliação docente, a não ser para atender a estes interesses privatistas?  

Às questões acima, é preciso agregar outra igualmente importante: a aceitação, por parte das administrações, da ingerência de organismos externos à universidade, como o Conselho Estadual de Educação que, como consta em seu relatório, “recomenda” que seja normatizado um processo unificado de avaliação de desempenho docente, numa flagrante violação da autonomia universitária e, além disso, ignorando completamente a diversidade dos campos de conhecimento de uma universidade pública que, por sua natureza, inviabiliza qualquer “processo unificado”.  

É preciso reforçar que a universidade já possui mecanismos para avaliar o seu funcionamento acadêmico e administrativo e que, respeitada a autonomia dos departamentos, considerando suas particularidades e áreas de ensino/saber, a avaliação de desempenho docente já se realiza cotidianamente. Outro elemento a enfatizar é que existe um arcabouço estatutário/regimental para coibir as eventuais faltas disciplinares, prevendo inclusive a demissão.  

A estes aspectos mais gerais, acrescentamos, por fim, que uma avaliação de desempenho docente, nos moldes empresariais propostos, pode ferir de morte uma das maiores conquistas das universidades públicas brasileiras: a autonomia universitária conjugada com a liberdade de expressão e de cátedra, a pluralidade de pensamento e a forma democrática de gerir o seu cotidiano, com eleições livres para todos os cargos administrativos e acadêmicos. Dessa forma, ao garantir a coparticipação responsável de toda a comunidade universitária, a universidade vem cumprindo com a sua função social, amparada no tripé do ensino, pesquisa e extensão, conforme define não só a Constituição de 1988, como também seu estatuto e seus regimentos internos, o que lhe tem permitido conquistar os maiores rankings nacionais e internacionais de avaliação acadêmica.  

Análise preliminar do instrumento de avaliação docente 

Um aspecto particularmente problemático deste instrumento de avaliação são os critérios pelos quais o docente deverá ser avaliado, ou seja, relações interpessoais, assiduidade, disciplina e eficiência.  

No que diz respeito ao primeiro item, cabe enfatizar que se trata de avaliação feita por pares de forma absolutamente subjetiva. Afinal, de que maneira se pode avaliar, precisar e pontuar a capacidade do docente de se “comunicar de forma clara e objetiva”, de ser “[assertivo] ao expressar seu ponto de vista”, ou de ser “autêntico mantendo-se coerente em seu comportamento”, como consta do Anexo II? Ao contrário do que se pretende, tal avaliação incorrerá em um sistema de vigilância constante entre os docentes, podendo levar, até mesmo, ao acirramento de disputas, competições e retaliações. Em última instância, criar-se-á uma atmosfera adversa à liberdade de expressão e de cátedra no âmbito da universidade, sobretudo quando houver divergências de natureza política e ideológica. É inegável que as dificuldades inerentes às relações humanas aparecem no cotidiano da universidade pública, posto que, aqui, estão em jogo diferentes visões de mundo e diferentes projetos de Universidade. Esse dinamismo das relações leva a encontros e desencontros constantes que precisam ser revolvidos a partir desse mesmo contexto dinâmico e plural propiciado pelas universidades públicas. No momento em que se pensa um instrumento que cerceia as liberdades dos docentes, perdem-se as condições de possibilidade do fazer político, da construção do conhecimento e da criação, que têm na divergência sua maior aliada. Cabe salientar, por fim, que os processos de sindicância e a execução de atos administrativos existem com o intuito de coibir ou mesmo punir atitudes e comportamentos inadequados por parte dos docentes.  

No que diz respeito aos demais critérios, os docentes já são extensiva e continuamente avaliados por meio da assinatura da folha-ponto, da presença nas aulas de graduação e pós-graduação, da produção acadêmica rigorosamente avaliada pela CAPES, da coordenação e participação em projetos de pesquisa, ensino e extensão, das orientações de estudantes de graduação e pós-graduação, da ocupação de cargos administrativos, e, atualmente, das duplas jornadas de trabalho, uma vez que muitos departamentos sequer possuem secretário(a)s que possam auxiliar nas tarefas burocráticas. Este último ponto merece destaque especial, posto que a proposta pressupõe a imposição de mais uma tarefa burocrática a já longa jornada de trabalho do docente, como estabelece o Art. 5: “Para a avaliação será eleita uma Comissão de Avaliação de Desempenho Docente a cada gestão departamental constituída por três membros titulares”.  

Conclui-se, portanto, que a Universidade Estadual de Londrina já possui instrumentos suficientes para reger e orientar a conduta dos docentes, o que torna a proposta de avaliação, por um lado, redundante, e, por outro, essencialmente punitiva e privatista. O caráter punitivo aparece de forma subliminar a partir dos diversos itens que compõem cada critério, mas, em especial, no fato de que o docente deverá atingir pontuação mínima (70 pontos) a fim de ser aprovado. Para além do fato de ser avaliado pelos próprios pares, a todo momento, o docente verá o conjunto do seu trabalho se perder, em suas especificidades e potencialidades, ao ser incorporado a uma lógica fundamentalmente produtivista. Em outras palavras, toda a complexidade do trabalho docente na universidade pública será reduzida a um número, que pode ou não resultar em punição efetiva. 

Análise minuciosa do instrumento de avaliação docente

A comissão que está analisando a minuta apresentará, em breve, uma análise minuciosa do instrumento proposto, destrinchando-o por inteiro. Assim que estiver pronta, a diretoria do Sindiprol/Aduel divulgará para que todos os docentes utilizem-na em debates e encaminhamentos.

Aroeira – 20 de março de 2021

O Aroeira é um programa de radiojornalismo produzido em parceria pela Assuel e pelo Sindiprol/Aduel e vai ao ar todos os sábados, a partir das 12h, na Rádio UEL FM (107,9). Agora, durante a pandemia da Covid-19 e respeitando o isolamento social, o Aroeira está sendo produzido remotamente e em formato reduzido, mas ainda trazendo o noticiário do mundo sindical.

Programa de 20 de março de 2021:

Produção e apresentação: Elsa Caldeira e Guilherme Bernardi.

Trabalhos técnicos: Pedro Carvalho.

Atualização de site e distribuição em tocadores: Gabriela Fernandes Silva (estagiária sob supervisão de Guilherme Bernardi).

Música tema: Aroeira (Geraldo Vandré)

4m39s – “Trabalhadores unidos contra a fome”: Coletivo de Sindicatos de Londrina promove campanha para arrecadação de alimentos em parceria com a Cufa (Central Única das Favelas)

13m28s – Olga Estefânia, coordenadora geral do SindiSaúde-PR, conversa sobre a atuação dos profissionais de saúde contra o novo coronavírus

27m07s – Na coluna “Politizando a Economia”, o economista Venâncio Oliveira fala sobre o auxílio emergencial e a distribuição de renda no país

32m44s – Aprovação da PEC 186 Emergencial é o assunto da primeira live do Fórum das Entidades Sindicais, disponível no Facebook do FES; ela é ponto de pauta na Assembleia Docente do Sindiprol/Aduel, que será realizada na quarta-feira (24), a partir das 16h

37m10s – Na coluna “Matula do Direito”, o professor Reginaldo Melhado fala sobre a Ação Direta de Inconstitucionalidade de Bolsonaro contra os decretos de governadores, que estabeleceram restrições às atividades econômicas

44m01s – Informativo “Central do Brasil” trata, dentre outros temas, da falta de políticas públicas, que faz pobres, negros e indígenas serem as principais vítimas de covid-19

Caso tenha perdido alguma edição ou não possa acompanhá-lo ao vivo na Rádio UEL FM, o programa poderá ser ouvido posteriormente no site da Rádio UEL FM e também estará disponível no Anchor e serviços de streaming como o Spotify.

Assembleia Geral Docente Virtual

O Sindiprol/Aduel convoca todas e todos docentes da UEL, da Uenp e do campus de Apucarana da Unespar para assembleia virtual com a seguinte pauta:

Pauta:
1) Data-base;
2) Lei das progressões e promoções;
3) Emenda Constitucional 109 (PEC 186 Emergencial);
4) Lei Geral das Universidades;
5) Instrumento de avaliação docente;
6) Jornada de Lutas de Servidoras e Servidores Públicos;
7) Eleição de delegado para o 11º Conad Extraordinário (confira o caderno de textos aqui).

Data e horário: 24/03 (quarta) às 16h

A sala virtual será divulgada no dia pela lista de transmissão (WhatsApp) e de e-mails. Caso não esteja em nenhuma delas, entre em contato pelo e-mail comunicacao@sindiproladuel.org.br ou envie uma mensagem para o WhatsApp (43) 3324-3995. 

Aroeira – 13 de março de 2021

O Aroeira é um programa de radiojornalismo produzido em parceria pela Assuel e pelo Sindiprol/Aduel e vai ao ar todos os sábados, a partir das 12h, na Rádio UEL FM (107,9). Agora, durante a pandemia da Covid-19 e respeitando o isolamento social, o Aroeira está sendo produzido remotamente e em formato reduzido, mas ainda trazendo o noticiário do mundo sindical.

Programa de 13 de março de 2021:

Produção e apresentação: Elsa Caldeira e Guilherme Bernardi.

Trabalhos técnicos: Pedro Carvalho.

Atualização de site e distribuição em tocadores: Gabriela Fernandes Silva (estagiária sob supervisão de Guilherme Bernardi).

Música tema: Aroeira (Geraldo Vandré)

4m48s – Podcast com programação intensa na “semana da mulher”

14m20s – Presidente da APP-Londrina, professor Márcio André Ribeiro, comenta sobre o adiamento das aulas presenciais nas escolas públicas

21m04s – Governo Federal quer privatizar o Banco do Brasil; confira entrevista com um diretor do sindicato dos bancários de Londrina

32m40s – Na coluna “Politizando a Economia”, o economista Venâncio de Oliveira fala sobre o aumento dos preços de gás de cozinha, óleo diesel e gasolina (confira a nota técnica do Dieese sobre o tema: https://www.dieese.org.br/notatecnica/2018/notaTec195gas.html)

38m02s – Chapa “Unidade na Luta” é eleita para dirigir o Sindiprol/Aduel entre 2021 e 2023

43m34s – Na coluna “Matula do Direito”, o professor Reginaldo Melhado comenta as decisões do Supremo Tribunal Federal sobre a Lava Jato e os processos criminais que envolvem o ex-presidente Lula

51m06s – Informativo “Central do Brasil” que trata, dentre outros temas, dos três anos sem Marielle, da luta dos médicos intensivistas no combate à covid-19 e da PEC Emergencial

Caso tenha perdido alguma edição ou não possa acompanhá-lo ao vivo na Rádio UEL FM, o programa poderá ser ouvido posteriormente no site da Rádio UEL FM e também estará disponível no Anchor e serviços de streaming como o Spotify.

Chapa Unidade na Luta é eleita para diretoria do Sindiprol/Aduel 2021-2023

Com quase 98% dos votos válidos, a chapa “Unidade na Luta” foi eleita para o mandato 2021-2023 à frente do Sindiprol/Aduel (confira ao final a composição completa da nova diretoria). No total, 377 docentes votaram na eleição virtual, sendo 368 votos registrados para a chapa eleita. Além desses, 5 votaram em branco e 4 foram nulos.   

A eleição foi realizada de maneira virtual e todas e todos filiados puderam votar, entre as 8h de terça-feira (9) e as 23h59 de quarta-feira (10), através de um sistema desenvolvido pela empresa Eleja Online. Mais informações sobre todo o processo eleitoral estão aqui. 

Responsável pela organização do processo, a Comissão Eleitoral, composta pelos docentes Marcio Luiz Carreri (coordenador), Eduardo Di Mauro e Miguel Belinati Piccirillo, destacou a importância da participação da categoria no pleito, ainda mais um momento de constantes ataques e desmonte dos serviços públicos. 

Confira a mensagem completa da Comissão Eleitoral:  

Pandemia, desemprego e fome, dificuldades de toda ordem para as trabalhadoras e trabalhadores, educação e serviço público sob ataques de governos, precariedade e falta de vacina. Todavia, em meio a tudo isso, eleição sindical. Apesar de peculiar e difícil, é um momento histórico, de eleição e democracia para a nossa categoria. Por isso a participação dos docentes de nossas universidades, mesmo que virtualmente, fez dessa eleição um amplo exercício de coletividade. Professoras e professores, obrigado por participar, obrigado por votar. Parabéns à Chapa Unidade na Luta, nossos representantes eleitos, que encaminharão nossas lutas nos próximos dois anos. 

Nova diretoria eleita do Sindiprol/Aduel 

Em outubro do ano passado, a atual diretoria do Sindiprol/Aduel teve seu mandato prorrogado até o dia 15 de abril de 2021. A data da posse da nova direção será confirmada e divulgada posteriormente.  

Conheça a composição da nova diretoria: 

Aroeira – 6 de março de 2021

O Aroeira é um programa de radiojornalismo produzido em parceria pela Assuel e pelo Sindiprol/Aduel e vai ao ar todos os sábados, a partir das 12h, na Rádio UEL FM (107,9). Agora, durante a pandemia da Covid-19 e respeitando o isolamento social, o Aroeira está sendo produzido remotamente e em formato reduzido, mas ainda trazendo o noticiário do mundo sindical.

Programa de 6 de março de 2021:

Produção e apresentação: Elsa Caldeira e Guilherme Bernardi.

Trabalhos técnicos: Pedro Carvalho.

Atualização de site e distribuição em tocadores: Gabriela Fernandes Silva (estagiária sob supervisão de Guilherme Bernardi).

Música tema: Aroeira (Geraldo Vandré)

7m11s – Maurício Toledo, diretor jurídico da Assuel, fala sobre as principais ações impetradas pelo sindicato para garantir os direitos dos servidores da UEL

10m21s – Assuel questiona vacinação contra covid-19 em alunos de odontologia

13m17s – Podcast em homenagem às mulheres na “semana da mulher”

13m36s – Música e Resistência: Mulher Sem Razão (Adriana Calcanhoto)

14m36s – Música e Resistência: Maria, Maria (Elis Regina)

15m13s – Diretoria da APP-Sindicato prepara atividades para o 8M pandêmico

17m49s – Violência contra mulher é a principal pauta desse 8 de março

20m03s – Música e Resistência: Não Precisa Ser Amélia (Bia Ferreira)

20m23s – Pesquisas comprovam que mulheres negras são as maiores vítimas de feminicídio no Brasil, além de serem as que mais perdem a vida na linha de frente contra a Covid-19

25m41s – Qual a importância dos servidores públicos da UEL? Sindiprol/Aduel e Assuel encomendam estudo do economista Venâncio Oliveira para responder à pergunta

40m33s – Eleições do Sindiprol/Aduel acontecem nesta terça (9) e quarta-feira (10)

45m36s – Na coluna “Matula do Direito”, o professor Reginaldo Melhado fala sobre a Copa do Mundo do Catar e acidentes de trabalho

Caso tenha perdido alguma edição ou não possa acompanhá-lo ao vivo na Rádio UEL FM, o programa poderá ser ouvido posteriormente no site da Rádio UEL FM e também estará disponível no Anchor e serviços de streaming como o Spotify.

Está aberta a votação para eleição da nova diretoria do Sindiprol/Aduel; confira as orientações para votação

Nesta terça e quarta-feira (9 e 10), serão realizadas as eleições para a diretoria do Sindiprol/Aduel referente ao mandato 2021/2023 (confira a chapa abaixo). A votação será feita de maneira virtual e todas e todos docentes filiados poderão votar entre as 8h da manhã de terça-feira (9) e as 23h59 da quarta-feira (10). A empresa contratada para fornecer o sistema para votação online é a Eleja Online, que tem sede em Porto Alegre-RS e ampla experiência em eleições desse tipo. 

Na manhã do dia anterior ao início da eleição (segunda, 8), os filiados receberão um e-mail e/ou SMS, nos endereços e/ou números fornecidos pelo Sindiprol/Aduel, a partir do cadastro docente existente nas listas próprias da seção sindical, com o login, a senha e o site para efetuar a votação. Esta poderá ser feita pelo celular, notebook ou tablet. 

Nos dias da votação, portanto, o docente deverá acessar de algum dispositivo o site https://sindiproladuel.elejaonline.com/, entrar com os dados fornecidos pela empresa (login e senha enviados no dia anterior) e votar na eleição para a nova diretoria do Sindiprol/Aduel 

Lembrando que as informações para login serão válidas para um único acesso. Em caso de problemas técnicos, haverá um chat de ajuda no site para votação. Caso o problema persista, contate o Sindiprol/Aduel no sindicato@sindiproladuel.org.br e/ou a Comissão Eleitoral no eleicaosindiproladuel@gmail.com. Entre as 9h e as 18h, também poderá ser feito contato pelo telefone (WhatsApp) (43) 99994-3995. 

A apuração será feita no dia seguinte (11) e o resultado será divulgado aos filiados pelos meios de comunicação do Sindiprol/Aduel. 

Confira um passo a passo de como votar: 

Calendário eleitoral 

A fim de se ter tempo para votação e também contribuir para que se alcance o quórum necessário para eleição da nova diretoria (50% + 1 dos docentes filiados), o período de votação foi definido entre os dias 9 e 10. Dessa forma, a votação poderá ser efetuada em qualquer momento entre as 8h do dia 9 e as 23h59 do dia 10. 

Confira o calendário eleitoral completo: 

Conheça a chapa  

Entre os dias 16 de dezembro de 2020 e 29 de janeiro de 2021, esteve aberto o período de inscrição de chapas para a eleição da diretoria do Sindiprol/Aduel referente ao mandato 2021/2023. Finalizado o prazo e feita a homologação pela Comissão Eleitoral, a chapa inscrita tem a seguinte composição:

Diretoria – Efetivos 

Presidente: Ronaldo Fabiano dos Santos Gaspar – UEL/CLCH 

Vice-Presidente: César Bessa – UEL/Cesa 

1º Secretária: Fernanda de Freitas Mendonça – UEL/CCS

2º Secretário: Mauro Januário – Uenp/Bandeirantes 

1º Tesoureira: Lorena Ferreira Portes – UEL/Cesa 

 2º Tesoureiro: Carlos Eduardo Caldarelli – UEL/Cesa 

 Diretor de Comunicação: Cristiano Medri – UEL/CCB 

  

Diretoria – Suplentes 

1º Suplente: Eliel Ribeiro Machado – UEL/CLCH 

2º Suplente: Renato Lima Barbosa – UEL/Cesa 

3º Suplente: Moisés Alves de Oliveira – UEL/CCE

4ª Suplente: Taíse Ferreira da Conceição Nishikawa – Uenp/Jacarezinho 

5ª Suplente: Valdir Anhucci – Unespar/Apucarana 

6ª Suplente: Bruno Miguel Nogueira De Souza – Uenp/Bandeirantes 

7º Suplente: Luíz Carlos Sollberger Jeolás – UEL/Ceca 

  

Conselho Fiscal – Efetivos 

1º Conselheira: Marselle Nobre de Carvalho – UEL/CCS

2ª Conselheiro: Antônio Carlos de Souza – Uenp/Jacarezinho 

3º Conselheira: Fernanda Forte de Carvalho – UEL/CLCH 

  

Conselho Fiscal – Suplentes 

1 º Suplente: Maria Inês Nobre Ota – UEL/Aposentada 

2 º Suplente: Celso Davi Aoki – Uenp/Cornélio Procópio 

3 º Suplente: Ângela Lamas Rodrigues – UEL/CLCH 

Sobre o processo eleitoral 

O mandato da atual diretoria foi prorrogado, em assembleia realizada no dia 29 de outubro do ano passado, até o dia 15 de abril de 2021 (mais informações aqui). Naquele momento, também foi eleita a Comissão Eleitoral, composta pelos docentes Marcio Luiz Carreri (coordenador), Eduardo Di Mauro e Miguel Belinati Piccirillo. Ela é a responsável pelo calendário eleitoral e pelos encaminhamentos referentes ao processo. 

Regimento Eleitoral com mais informações está disponível no: https://sindiproladuel.org.br/regime-eleitoral/. 

Qual a importância dos servidores públicos da UEL? Confira a pesquisa de Venâncio de Oliveira

Qual a importância dos servidores públicos da Universidade Estadual de Londrina? Com objetivo de responder essa pergunta, o Sindiprol/Aduel e a Assuel (Sindicato dos Servidores Tecno-Administrativos da UEL) encomendaram um estudo ao economista Venâncio de Oliveira. Formado na UEL e com doutorado em economia pela Unam (Universidade Nacional Autônoma do México), Venâncio publicou um primeiro relatório sobre o tema e, por pouco mais de uma hora, fez uma apresentação dos principais achados em um vídeo que está disponível no canal do Sindiprol/Aduel no YouTube. Ambos estão disponíveis abaixo. 

(Foto: Letícia Araújo)

 A tese da qual Venâncio parte é a de que o governo de plantão, por meio do Estado, usa o discurso de fatalidade econômica para justificar sua passividade frente à economia, ou seja, para, em meio a uma crise que atinge o Brasil desde 2015, diminuir ainda mais o investimento público e sua atuação como agente econômico. Dessa forma, em vez de, em um momento recessivo, aumentar os investimentos, garantir direitos do funcionalismo público, realizar concursos etc.faz com que o Estado diminua sua participação e piora, com isso, a crise. O argumento usado é o de que finanças públicas sadias aumentariam os investimentos privados. De acordo com o relatório, entretanto, esse aumento não aconteceu e houve uma deterioração ainda maior da situação econômica. 

Nesse contexto, os serviços públicos e, em particular, as universidades públicas, são os mais penalizados, mesmo sendo responsáveis por atender as necessidades da grande maioria da população, que depende de saúde, educação e assistência social públicas. Sem concursos públicos e sem reposição salarial desde 2016, a situação na UEL, foco da pesquisa desenvolvida por Venâncio, nos últimos anos é de forte precarização e desmonte das condições para a oferta de ensino, pesquisa e extensão de qualidade. Entre 2015 e 2019, houve diminuição de 18% no número de técnicos e um crescimento frágil de 1,15% no número de professores. Somando esses dados ao crescimento do total de alunos, o resultado visto é o aumento da carga horária e da intensidade de trabalho, que resultam, por sua vez, em maior cansaço mental e físico, por exemplo. 

Com relação ao investimento público, há uma tendência, desde 2016, de queda de gastos com ensino superior, queda dos investimentos com pessoal e encargos sociais – sendo ela ainda mais forte nas contratações por tempo determinado – e aumento do uso de recursos próprios da UEL. Ao mesmo tempo em que há esse desmonte, a UEL continua sendo bem avaliada em índices e rankings nacionais e internacionais. Dessa forma, o governo destaca e valoriza os méritos, mas, na prática, atua para desmontar o ensino público e os serviços públicos como um todo. Vale lembrar, como faz o relatório de Venâncio, que há interesse na privatização e/ou na aplicação de lógicas totalmente mercadológicas dentro da universidade, como é o caso da LGU (Lei Geral das Universidades). 

No final desse primeiro relatório, Venâncio de Oliveira recupera estudos sobre o impacto positivo (social e economicamente) das universidades públicas. Eles relacionam a presença delas com a melhora em indicadores de emprego, renda, educação, saúde e desenvolvimento humano nas cidades em que elas estão instaladas e no estado como um todo. Por isso, conclui Venâncio de Oliveira: “(…) podemos avaliar que o investimento público é benéfico à sociedade e tem a capacidade de recompor emprego e renda no curto prazo. Pois, cada real investido na contratação de professor e/ou recomposição salarial gera resultados indiretos na economia como um todo. Até agora as políticas de desinvestimento e de precarização da universidade, tendo como referência apenas a desoneração de impostos e o descaso com a cobrança da dívida ativa, não surtiram efeito na economia. Como percebemos, o desemprego aumentou no estado. Nesse sentido, a valorização do servidor público é um fator benéfico para a sociedade como um todo.” 

Confira o relatório completo clicando .

Assista também à apresentação de Venâncio de Oliveira:

YouTube player

Em 2021, o Andes-SN faz 40 anos; confira uma entrevista sobre o sindicato e as participação de Aduel e de Sindiprol/Aduel nele

Nesta sexta-feira (19), o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) completa 40 anos. Como parte das comemorações, desde a primeira sexta de fevereiro (5) e em todas as sextas-feiras até o final do ano, estão sendo postados conteúdos de resgate histórico de toda a luta do Sindicato Nacional (confira no final do texto os conteúdos postados até agora). 

(Foto: Acervo pessoal)

Durante o ano passado e nas postagens desse ano, falamos que o Sindiprol/Aduel é, desde 2019, uma das seções sindicais do Andes-SN. De fato, o Sindiprol/Aduel, associação resultante da união entre Sindiprol e Aduel, em 2009, faz parte do Sindicato Nacional desde 2019 (mais informações aqui), mas é importante lembrar que, anteriormente, as e os docentes da Universidade Estadual de Londrina (UEL), organizados na  Associação dos Docentes da UEL (Aduel), integraram o Andes-SN durante décadas desde sua fundação. Para resgatar um pouco dessa história e falar sobre as lutas do passado, do presente e do futuro, conversamos com Silvia Alapanian (foto), que atualmente compõe a diretoria da Regional Sul (Paraná e Santa Catarina) do sindicato. 

Silvia, primeiramente, você poderia se apresentar e falar um pouco sobre sua carreira como professora da UEL e também sobre sua atuação no movimento sindical como um todo? 

SA: Meu nome é Silvia Alapanian, entrei na UEL em 1995 como professora do departamento de Serviço Social, do Centro de Estudos Sociais Aplicados (Cesa), onde atuei até minha aposentadoria em dezembro de 2018. Fui membro da diretoria da Associação dos Docentes da UEL (Aduel) em algumas gestões, tendo sido a presidente da última gestão, a que conduziu o processo de unificação entre a Aduel e o Sindiprol, em 2009. Desde então tenho participado das várias diretorias do Sindiprol/Aduel. Atualmente componho a diretoria da Regional Sul (Paraná e Santa Catarina) do Andes-Sindicato Nacional.

O Andes-SN completa 40 anos agora no dia 19 de fevereiro. O Sindiprol/Aduel faz parte do Sindicato Nacional desde 2019, mas, antes disso, a Aduel já havia sido uma das seções sindicais durante anos, até a saída para o processo que levou à fusão com o Sindiprol, em 2009, certo?  Como foi o processo de fundação do Andes-SN? Qual a importância de ter um sindicato para organizar nacionalmente a luta e a pauta docente? E como foi a participação da Aduel dentro dele?  

SA: Certo. O Andes foi fundado em 1981, em plena ditadura militar, como Associação Nacional do Docentes do Ensino Superior. O objetivo era organizar os docentes a partir da base, dos locais de trabalho, através de seções sindicais com autonomia de decisão e de organização, em confronto com o tradicional modelo de sindicalismo vigente no país.

Suas bandeiras foram, desde o início, a defesa da Universidade pública e gratuita, da autonomia universitária como garantia da livre manifestação do pensamento e produção de ciência, e das condições do trabalho docente.

A partir de 1988, quando a Constituição passou a permitir a sindicalização dos servidores públicos, o Andes se torna um sindicato mas mantém sua estrutura e vocação originais de organização autônoma por local de trabalho e de luta em defesa da Universidade.

Já a Aduel nasceu como Adhuel, de uma luta local contra demissões de docentes no Hospital Universitário. Em 1981, no mesmo ano de fundação do Andes, se transformou em Aduel. Esse processo era parte de um grande movimento de reorganização dos trabalhadores no início da década de 1980, e, nessa condição, docentes da UEL estiveram presentes na fundação do Andes e nas primeiras décadas de sua organização. Até o início dos anos 2000 a Aduel era a única seção sindical do Andes nas Universidades Estaduais do Paraná e formava, junto à APUFPR, as duas seções sindicais do Andes no Paraná.

As greves de 2000/2001 marcaram toda uma geração de docentes, estudantes e servidores que vivenciaram aquele grande movimento deixando como legado uma transformação na organização sindical das Universidades Estaduais paranaenses. Pudemos constatar aqui a importância de uma direção sindical unificada dos dois entes representativos dos docentes na região: a Aduel, com seu histórico de lutas pela Universidade, e o Sindiprol, que desde a década de 1970 estava presente na região levando a cabo as questões corporativas dos docentes.

Os anos seguintes foram de várias tentativas de conciliar os dois modelos de organização sindical e os projetos políticos envolvidos nas duas entidades, o que só foi possível com o Congresso de Unificação realizado em 2009. A unificação do movimento docente da UEL e região acabou impondo a saída da Aduel do Andes, no entanto, a perspectiva de participar do movimento docente nacional nunca ficou fora do radar da maior parte dos docentes

Depois da saída do Andes-SN, em 2009, a Aduel se fundiu ao Sindiprol para formar o Sindiprol/Aduel. Cerca de uma década depois, foi a vez de ser organizado e realizado o processo de reaproximação e, posteriormente, adesão ao Andes-SN, em 2019. Quais foram as motivações e qual a importância de voltar a fazer parte do Sindicato Nacional? 

SA: Foram mais alguns anos tentando romper as barreiras que impediam a nossa participação no movimento docente nacional. Mais uma vez, foram as lutas que impuseram essa necessidade: as greves de 2015/2016 mostraram para uma nova geração de docentes a importância da organização nacional para fazer frente aos constantes e cada vez maiores ataques contra as Universidades em nosso país.

O projeto do Andes-SN é mais do que um projeto de defesa de salários e condições de trabalho, embora isto esteja sempre em pauta (não nos esqueçamos que a carreira que nós temos, que foi implantada em 1997 aqui no Paraná, foi gestada no interior do Andes), trata-se de uma proposta de organização sindical única no país e de uma luta em defesa da Universidade.

Nos vários congressos que realizamos no sindicato a questão foi sendo amadurecida e, em 2018, em votação, os docentes deliberaram pelo retorno ao Andes.

Em 2020, foi realizado, de maneira telepresencial, devido à pandemia de covid-19, o processo de eleição da nova diretoria do Andes-SN (2020-2022), da qual você faz parte como 2ª Secretária da Regional Sul. Seguimos em 2021 com a pandemia fora de controle e com uma série de ataques aos serviços públicos e ao funcionalismo público como um todo. Nesse cenário, agora como diretora do Sindicato Nacional, quais você diria que são os desafios e as lutas para organizar e defender a categoria não só nesse ano, mas durante os próximos anos? 

SA: Em pauta está a luta contra os ataques à Universidade pública e contra o desmonte do financiamento da pesquisa científica. Além disto temos a luta contra a reforma administrativa, cujo objetivo é a destruição do serviço público em nosso país. Trata-se, hoje, de uma luta conjunta de toda a classe trabalhadora em defesa da educação e da saúde pública e gratuita e da vacinação de toda a população brasileira como forma de enfrentamento da pandemia.

 

Postagens do Andes-SN em comemoração aos 40 anos 

Como dito acima, o Andes-SN está postando às sextas-feiras conteúdos em suas redes sociais como parte das comemorações pelos 40 anos. Além das postagens, a próxima edição da revista “Universidade & Sociedade” terá como tema central “40 anos do Andes-SN: luta e resistência”. Os artigos podem ser enviados até o dia 12 de abril (confira mais informações sobre a chamada aqui).

Também em comemoração pelos 40 anos, nesta sexta (19), a partir das 18h, haverá uma live especial para celebrar a história de quatro décadas de luta, com a presença de entidades sindicais, movimentos sociais, estudantis, além do Teatro Popular de Ilhéus e da cantora Nina Rosa. A live será transmitida no canal do Andes-SN no YouTube e na página no Facebook

Abaixo estão os conteúdos já postados pelo Sindicato Nacional, que seguirão sendo atualizados aqui no site do Sindiprol/Aduel até o final do ano. Para baixar o material na íntegra e compartilhá-lo em suas redes, se inscreva no canal do Andes-SN no Telegram.

5 de fevereiro 

Na primeira divulgação oficial, é possível conferir um pouco do que está sendo preparado para os próximos meses. A mensagem apresentada é assinada por Rivânia Moura, Amauri Fragoso e Regina Avila, da Executiva Nacional. 

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12 de fevereiro 

 

A história do Andes-SN é formada por diversos momentos de lutas, conquistas, desafios e vitórias. Logo, selecionar alguns poucos acontecimentos emblemáticos é tarefa muito difícil. Por isso, durante todas as sextas-feiras do ano, tentaremos mostrar a história da instituição de uma maneira acessível e dinâmica a fim de divulgar a trajetória de lutas desta entidade durante 40 anos. Em 4 décadas, o país enfrentou profundas mudanças e o Andes-SN soube acompanhar esse processo e permanecer firme em seus ideais ao longo do tempo, com ações na defesa dos direitos dos docentes e da educação pública de qualidade em todo o país.  

Após a promulgação da atual Constituição Federal, de 1988, durante II Congresso Extraordinário, realizado na Universidade Estadual do Rio de Janeiro, foi aprovada a transformação da Andes em Andes-Sindicato Nacional. Destaca-se que, durante a ditadura empresarial-militar, as servidoras e os servidores públicos eram proibidos de se sindicalizarem. Apesar da transformação em sindicato ter ocorrido em 26 de novembro de 1988, o registro sindical ocorreu apenas em 01 de março de 1990. 

19 de fevereiro 

Nos dias 16 e 17 de fevereiro foi realizado, em Campinas (SP), o III Encontro Nacional das Associações de Docentes (Enad). Na pauta, estava a criação de uma entidade nacional para defender e representar os e as docentes de todo o país.

Em plena ditadura empresarial-militar, surge em 19 de fevereiro de 1981, a Andes, a Associação Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior. Sete anos depois, a Associação é transformada em Sindicato Nacional. Hoje, comemoramos 40 anos dessa história. 

26 de fevereiro

Como dito anteriormente, durante todas as sextas-feiras traremos alguma lembrança da história do Andes-SN. Hoje, vemos um registro histórico de divulgação da instância máxima de deliberação do Sindicato.

Todas as decisões do Andes-SN são deliberadas pela base e, por isso, anualmente, desde sua fundação, o Andes-SN realiza Congressos Nacionais, que reúnem representantes de suas Seções Sindicais para que possam, de forma democrática, realizar votações e definição das pautas do Sindicato. O 1º Congresso Nacional do Andes aconteceu na cidade de Florianópolis entre os dias 1 e 5 de fevereiro de 1982, com as principais pautas: Avaliação do movimento; programa de luta; estatuto definitivo; eleição da 1ª diretoria.

5 de março

O Governo Federal tem tentado silenciar as brasileiras e os brasileiros de diversas formas. Na semana que se encerra, pudemos acompanhar números recordes de mortes por covid-19, mais ações que derrubam direitos conquistados, como a aprovação da PEC 186, e atitudes arbitrárias que pretendem desrespeitar a livre manifestação do pensamento.

Os e as docentes estão em luta! #nãovãonoscalar

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19 de março

Depois de 20 anos de uma ditadura empresarial-militar, marcada pela tortura, repressão e censura, a classe trabalhadora saía às ruas e soltava um grito longamente reprimido nas gargantas: Diretas Já!

Após o III Congresso da Andes, em 1984, assim o Andes-SN se posicionou em um manifesto ao povo brasileiro: (…) “Como cidadãos integramo-nos à campanha das diretas já, entendendo não ser mais possível ao povo brasileiro deixar de intervir nos destinos do governo da nação. Basta de arbítrio, de opressão, de miséria, de desemprego, de fome, de lei de segurança nacional, de intervenção nos sindicatos. Como professores integramo-nos à campanha das diretas já, entendendo ser nossa obrigação educar para a liberdade e para democracia. Basta de analfabetismo, de escassez de verbas para a educação, de política privatizante para o ensino superior”.

26 de março

Tanto a professora Zelma Torres como o professor João Carlos Thomson foram docentes da UEL e presidiram a Aduel

Em 1991, é lançada a 1ª Revista Universidade e Sociedade. A publicação, trata dos mais variados assuntos sobre o movimento docente e a educação no país, e que tem periodicidade semestral até hoje.

Em seu primeiro exemplar, a revista U & S abordou temas como a história do Sindicato e do movimento docente, a LDB, e trouxe uma entrevista com o pedagogo Paulo Freire.

2 de abril

DITADURA NUNCA MAIS!

Na semana em que o golpe empresarial-militar completa 57 anos, o Andes-SN recorda a prisão ilegal do professor Reynaldo Antônio Cúe pelo DOPS em São Paulo, em 1982.

Na ocasião, o Andes-SN acompanhou o caso e logo que foi informado da prisão ilegal, encaminhou ofício ao então Ministro Abi – Ackel denunciando a prisão. Cué ficou 40 dias preso no DOPS e depois foi liberto.

21 de maio

Uma campanha popular tomou as ruas para pedir o afastamento do presidente eleito, Fernando Collor de Mello, acusado de corrupção e envolvimento em esquemas ilegais. O Andes-SN participou ativamente do movimento.

No 24º Conad, em 1992, dentre os encaminhamentos destacou-se que: (…) “Participar ativamente, com o conjunto do movimento sindical, dos partidos políticos e demais setores da sociedade civil, de uma campanha de massa pelo impeachment. O impeachment não pode ser entendido como mera ‘restauração da normalidade’, mas como uma luta efetiva pela conquista da democracia e pela defesa das conquistas democráticas e sociais inscritas da Constituição”.

Memória Viva do Andes-SN

O Memória Viva nasce com a proposta de prestigiar quem construiu o Andes-SN ao longo dos últimos 40 anos. Será um programa de entrevistas conduzido por diretoras e diretores do Sindicato Nacional e que vão conversar com diversas pessoas que marcaram as (quatro) décadas da entidade. O projeto será exibido quinzenalmente em nosso canal no YouTube, sempre às 19h.

A novidade começa com uma entrevista super especial. Conversamos com a Fátima Alves, que foi secretária administrativa do Sindicato Nacional por 34 anos e se aposentou em 2018. Fátima ingressou no Andes-SN como funcionária, no auge da luta pela redemocratização, em 84. Foram três décadas e meia de uma trajetória que se mistura com a história do Sindicato Nacional.

O programa pode ser visto no YouTube.

Memória Viva #002 do Andes-SN

Na edição #002, conversamos com Elizabete Vale, professora da UEPB, Universidade Estadual da Paraíba. Elizabete é natural de uma pequena cidade do interior do Rio Grande do Norte, próxima a Mossoró. Se graduou na UERN e é doutora em Educação pela UERJ, professora do departamento de Educação da Universidade Estadual da Paraíba, foi também diretora e secretária da ADUEPB em duas gestões e atualmente é membro do conselho de representantes da ADUEPB e contribui com o grupo de trabalho de políticas educacionais.

O programa pode ser visto no Youtube do Andes-SN.

Memória Viva #003 do Andes-SN

Na edição #003, conversamos com Luiz Henrique Schuch – Presidente do Andes-SN no biênio 94/95. Luiz Henrique Schuch é professor da Universidade Federal de Pelotas e possui uma longa trajetória na política sindical. No Andes-SN, passou por diversas gestões, entre elas no biênio 1994-1996, como presidente, e entre 2010 e 2012, como 1º vice-presidente. Nesta gestão, participou ativamente da condução das lutas dos professores durante a greve nas instituições federais de 2012, considerada a mais longa da história. Schuch também foi vice-reitor da UFPel de 1988 a 1992 e coordenador do processo nacional de debate sobre a carreira do professor federal após 2010.

O programa pode ser visto no Youtube do Andes-SN.

Podcast “Andes em Luta”

No dia 28 de maio (sexta-feira), o Sindicato Nacional estreou o “ANDES em Luta”, um podcast que pretende ser uma referência para diversos assuntos do momento. Mensalmente, pela manhã, todas e todos vão poder ouvir informações e análises importantes sobre educação, política, conjuntura e muito mais.

O primeiro episódio fez uma análise do que foi o dia Nacional de Luta – A educação precisa resistir – e um convite para que todas e todos ocupassem as ruas no 29 de maio (mais informações sobre o 29 de maio estão no site do Sindicato Nacional; para ver sobre a manifestação realizada em Londrina, clique aqui). Ele contou com a participação de Rivânia Moura, Regina Ávila, Sâmbara Paula e Joselene Mota – todas da diretoria nacional do sindicato.

O podcast está disponível em agregadores de podcast como o Spotify.

“Essencial é a vida”: confira a nota do Sindiprol/Aduel

O ensino público e gratuito paranaense, sempre atacado pelos governos de plantão, está sucateado: salas de aula super lotadas; falta de concursos públicos; professoras e professores com sobrecarga de trabalho, esgotados física e psicologicamente; salários achatados em mais de 20%; plano de carreira congelado; além de outras atrocidades contra o funcionalismo público do estado. Este quadro só pirou durante a pandemia, que, aliás, está em seu pior momento. 

Se a educação fosse realmente importante para o governo Ratinho Jr., ele teria revertido o quadro acima retratado: construiria mais escolas e reformaria as atuais; recomporia os orçamentos das universidades; autorizaria concursos públicos dentro do que prevê a lei; valorizaria os professores e funcionários; revogaria seu próprio decreto de congelamento das carreiras; reconstituiria a defasagem salarial de acordo com a correção anual dos salários; etc. 

Como esse governo nunca teve compromisso com os serviços públicos, menos ainda com a educação, o PL 04/2021 visa atender, por um lado, aos interesses das escolas e universidades privadas e, por outro, fazer demagogia com a vida alheia dos professores, funcionários e estudantes das escolas e universidades públicas do estado, que serão obrigados a voltar a frequentar presencialmente ambientes sem qualquer segurança sanitária, dadas as condições já destacadas anteriormente. 

Essencial, governador, é a vida de qualquer brasileiro, independentemente da profissão que exerça. Essencial, nesse momento, é preservar vidas e não ser vetor de transmissão do coronavírus. Essencial, governador, é respeitar os profissionais da educação, reconhecendo as suas demandas legítimas, recompondo os seus salários defasados e abrindo concursos públicos. 

Na prática, este PL é mais um ataque do governo Ratinho Jr. à organização/mobilização sindical dos profissionais da educação. 

A educação é importante, mas essencial é a vida!  

Aulas presenciais só com vacina! 

Não ao PL 04/2021! 

 Londrina, 17 de fevereiro de 2021