Novas manifestações nacionais são convocadas para o próximo sábado (19/06)

Com avaliação positiva das mobilizações de 29 de maio (saiba mais sobre a realizada em Londrina aqui), o próximo sábado, dia 19 de junho, foi definido como data para uma nova manifestação contra o governo Bolsonaro/Mourao e por emprego, vacina no braço e comida no prato.  

Para o dia 29, sindicatos, centrais sindicais, movimentos populares e o próprio Andes-SN convocaram suas bases para protestar contra um governo que, pelas ações e omissões próprias e de seus aliados estaduais (como é o caso de Ratinho Jr.), tem intensificado imensamente a grave pandemia de Covid-19. E, além disso, tem executado e apoiado o desmonte dos serviços públicos, atacado diretamente o funcionalismo – arrochando salários e cortando direitos (confira nossa campanha pela recomposição salarial) – e negado o amparo necessário às famílias pobres. Por isso, para nós, servidores públicos, tanto o 29 de maio como o 19 de junho são também dias de luta em prol do fortalecimento dos serviços públicos e em defesa de nossos direitos. Em Londrina, a concentração será realizada em frente ao Teatro Ouro Verde, a partir das 16h.  

O Sindiprol/Aduel, como já havíamos reconhecido na convocação para a manifestação passada, sabe que o momento da pandemia é crítico. Uma terceira onda parece estar se configurando, com a possibilidade de muitas vidas serem ceifadas nos próximos meses, tanto pelo vírus quanto pelo desemprego e pelo desamparo a que milhões de brasileiros estão submetidos. Precisamos lutar para alterar o rumo das coisas. Conforme o lema que inspirou os colombianos a saírem às ruas em protesto contra o governo de seu país, podemos dizer que não há como não protestar quando o governo – e não só – é pior do que o vírus.  

É importante esclarecer que, como já foi feito da última vez, visando minimizar os riscos de contaminação, esta também será realizada em plena conformidade com protocolos de biossegurança preconizados pelas autoridades sanitárias. E mais, com outros sindicatos, vamos contribuir para disponibilizar máscaras (se possível, use as pff2/n95) e álcool gel e dar orientações a todos os manifestantes.

Por isso, novamente convidamos a participar quem estiver imunizado com a vacina e/ou se sentir seguro e ciente da necessidade de respeito estrito aos referidos protocolos. Caso não sinta segurança, esteja com sintomas de Covid-19 ou tenha tido contato com alguém com a doença, fique em casa e ajude a divulgar os atos pelas redes sociais. As redes sociais do Sindiprol/Aduel estão todas reunidas neste link.  O evento da manifestação no Facebook pode ser acessado aqui. 

No Aroeira do último sábado (12), foi ao ar uma matéria sobre a organização do Comitê Unificado de Londrina para o ato de 19 de junho em Londrina. Ela começa no minuto 32 e o programa completo pode ser ouvido aqui. 

– Fora Bolsonaro/Mourão! 

– Pelo fim do arrocho salarial e pela valorização dos serviços públicos! 

– Contra a reforma administrativa (PEC 32/2020)! 

– Contra o desemprego e a fome! 

– Por vacina para todos e todas! 

– Pelo auxílio emergencial de 600 reais para todos os necessitados! 

– Pela manutenção das liberdades democráticas! 

Convocação do Fórum das Entidades Sindicais (FES) 

Em 2020, 19 milhões de pessoas viviam em situação de fome no país, segundo o Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da covid-19 no Brasil. Em 2018, eram 10,3 milhões. Ou seja, em dois anos houve um aumento de 27,6% (ou quase 9 milhões de pessoas a mais). Para piorar a inflação corroeu o poder de compra da população, principalmente de alimentos pela parcela mais pobre. Fonte: BBC News – Brasil. 

No Paraná, os dados mais recentes do IBGE mostram que, em 2018, 22,48% da população vivia com algum nível de insegurança alimentar, sendo 17,63% com insegurança alimentar leve, 2,67% com insegurança moderada e 2,17% com insegurança grave. 

De acordo com levantamento realizado pelo Ibre-FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), a renda média domiciliar per capita (por pessoa) dos brasileiros foi de R$ 1.065 no primeiro trimestre deste ano, uma queda de 10% em relação à média de R$ 1.185 de igual período de 2020.  

Bolsonaro não cuida nem de combater a pandemia, nem de promover a economia. Embora o PIB tenha conseguido uma leve recuperação, isso não se reflete na vida dos brasileiros. Ou seja, quem está ganhando dinheiro no país continua sendo quem já é rico. Mesmo assim, o governo federal diminuiu drasticamente o valor do auxílio emergencial. No Paraná, os mais pobres não tiveram praticamente nenhuma ajuda do governo Ratinho Jr. Nos últimos cinco anos, o feijão teve aumento de 300% e o arroz de 200%. Não dá mais!

Em plena pandemia, em fevereiro de 2021 o governo Bolsonaro reduziu pela metade as verbas para custear os leitos de UTI. Em 2019, o corte de recursos para a saúde já havia diminuído mais de 20 bilhões de reais. Com a pandemia, Bolsonaro resolveu editar medidas de cortes de salários dos servidores, mas foi barrado pelo Congresso. Mesmo assim, a PEC emergencial causou estragos e muitos direitos ficaram congelados, como promoções e progressões de carreira.

Mas a tropa de choque de Bolsonaro não descansa. Tramita na Câmara Federal projeto de lei de autoria do deputado Luiz Lima (PSL-RJ) que pretende diminuir salários de servidores federais, estaduais e municipais com a desculpa de arranjar dinheiro para combater a pandemia. Bolsonaro só não mexe no lucro dos bancos, tampouco dos milionários e bilionários do Brasil. No Paraná, Ratinho Jr. congelou todos os direitos dos servidores públicos e se recusa a discutir o reajuste dos salários pela inflação, que já está atrasado há cinco anos, com déficit superior a 25%.

Governo quer sonegar R$ 15 bilhões ao Paranaprevidência

O governador Ratinho Jr. pretende, mais uma vez, punir servidoras e servidores públicos se apropriando de recursos que seriam destinados aos fundos da Paranaprevidência. Os cálculos da assessoria econômica do Fórum das Entidades Sindicais (FES) mostram que o governo pretende deixar de pagar mais de 15 bilhões de reais. Hoje (sexta, 18), o tema será abordado em uma live no Facebook do FES, a partir das 17h.

Documento elaborado pelo FES aponta que “O novo Plano de Custeio apresentado no Projeto de Lei 189/2021 traz duas alterações importantes” que redundam em retirada de aportes do governo para os fundos da Paranaprevidência. Na primeira, o governo economiza R$ 1,4 bilhão, ao alterar a contribuição progressiva e na segunda deve deixar de pagar R$ 13,7 bilhões ao reduzir a contribuição suplementar. Confira o documento completo aqui. Outras informações estão no site do FES.

Comando Sindical Docente se reúne com Secretário da Administração e da Previdência

Na terça-feira (15), o Comando Sindical Docente (CSD) se reuniu com o Secretário da Administração e da Previdência do Paraná, Marcel Henrique Micheletto. Na reunião, ele se comprometeu a apresentar uma proposta em relação às perdas salariais e em relação às promoções e progressões durante o mês de julho. Confira todos os detalhes da reunião aqui.

Reiteramos as nossas reivindicações:

Reposição salarial já!

Plano de recomposição salarial e respeito aos reajustes na data-base!

Imediato descongelamento das progressões e promoções!

Convocação e materiais do Andes-SN 

Precisamos intensificar a mobilização contra esse governo genocida, que é mais perigoso que o vírus e o grande responsável pela morte de mais de 470 mil brasileiros e brasileiras e pelo aumento da pobreza e fome em nosso país. 

Por isso, dia 19 de junho voltaremos às ruas em defesa da vida, por “Vacina, Pão, Saúde e Educação” e pelo Fora Bolsonaro e Mourão! Vacina no braço e comida no prato! 

Lembramos a importância de que todas e todos que forem aos atos respeitem as regras de distanciamento, usem máscara pff2/n95, higienizem as mãos frequentemente com álcool em gel. Caso não sinta segurança, esteja com sintomas de Covid-19 ou tenha tido contato com alguém com a doença, fique em casa e ajude a divulgar os atos pelas redes sociais. 

Na quinta-feira (17), o Andes-SN discutiu a importância de, mesmo diante de uma pandemia, ocuparmos as ruas. A live “POR QUE IR ÀS RUAS? Por um 19J maior” foi transmitida no Facebook e no YouTube do Sindicato Nacional.  

Link para assistir no YouTube aqui. Caso prefira pelo Facebook, acesse o endereço clicando neste link.

No site do Andes-SN, há uma lista de 180 cidades nas quais atos já foram confirmados para o 19 de junho. Confira a lista completa aqui.

#19J em defesa da vida! | Andes-SN transmitirá atos ao vivo

A partir das 9h do dia 19 de junho, o Andes-SN vai acompanhar atos em defesa da vida por todo o Brasil. Acompanhem o canal no YouTube e a tag #19J. A transmissão vai contar com a análise política de Virgínia Fontes (UFF), Maria Lucia Fatorelli (Auditoria Cidadã da Dívida), Sara Granemann (UFRJ), Sofia Manzano (UESB), Luiz Henrique Schuch (UFPEL) e Mauro Iasi (UFRJ).

Para acompanhar a live pelo YouTube, o link é este. Se preferir, pelo Facebook ela será transmitida aqui.

Para organização, agitação, divulgação e cobertura de todos os atos nacionais e internacionais de maneira ampla e inclusiva, foram criados perfis no Instagram (@forabolsonaronacional)e no Twitter (@forabolsonarona). 

Caso não tenha visto o guia da Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares sobre como realizar atos de rua com proteção, ele pode ser acessado em nosso Instagram (@sindiproladuel).

Campanha pela recomposição salarial

Desde 2016, servidoras e servidores públicos do Paraná sentem nos bolsos a violência imposta pelos governos Beto Richa/Cida Borgetthi e Ratinho Júnior. Sem concursos públicos, além do aumento da carga de trabalho e do acúmulo de funções, professores e técnicos também sofrem com a defasagem salarial de 25% e ainda têm promoções e progressões congeladas! 

Você sabe quanto já deixou de receber? 

Em 2021, três dos seus salários não serão pagos pelo governo do Paraná. E isso sem contar o 13º. Desde 2017, você já deixou de receber 7,5 salários!  

Para que servidores estimem suas perdas, o Fórum das Entidades Sindicais (FES) e o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) disponibilizaram uma calculadora referente ao período de jan/2017 a abr/2021. Para usar é simples, basta digitar o valor do salário e o aplicativo estima as perdas de cada servidor. Estime suas perdas clicando aqui. 

No mesmo período em que servidores e servidoras tiveram a defasagem de seus salários atingindo os 25%, eles sentiram seu poder de compra ser ainda mais corroído, devido ao aumento da inflação. Comida, gasolina e gás de cozinha, para citar três itens básicos, sofreram altas de mais de 50%.

Ao longo das próximas semanas, esses e outros materiais serão postados e encaminhados pelas redes sociais e pela lista de transmissão no WhatsApp do Sindiprol/Aduel. Todas elas estão reunidas aqui. Por isso, curtam, compartilhem/encaminhem e participem da luta pela recomposição salarial integral. Este e outros materiais já publicados estão reunidos em uma pasta para acesso, download e compartilhamento, que está disponível aqui.

Além de seguir as redes sociais e compartilhar os materiais, a filiação e participação das discussões e da construção do Sindiprol/Aduel são de suma importância. Caso ainda não seja, a ficha para filiação está disponível aqui.

Em defesa de servidoras, servidores e dos serviços públicos!  

Pela reposição salarial integral! 

Investimentos públicos já! 

Estudo aponta que investimentos públicos na UEL poderiam gerar R$ 263 milhões na economia e 2.433 empregos

Depois do estudo sobre a importância de servidoras e servidores públicos da Universidade Estadual de Londrina (UEL) (confira a pesquisa aqui), Venâncio de Oliveira, economista formado na UEL e doutor em economia pela Unam (Universidade Nacional Autônoma do México), publicou um novo relatório de pesquisa, este sobre o impacto econômico da universidade na economia paranaense.  

Nesta pesquisa encomendada pelo Sindiprol/Aduel, além de ressaltar a importância da universidade na garantia de direitos (educação, saúde, cultura etc.) e na consecução de melhores índices de desenvolvimento humano, Venâncio de Oliveira desmonta os argumentos que advogam a tese de que investimentos em universidades seriam gastos improdutivos e que a solução mais adequada seria a privatização, argumentando que eles geram uma cadeia de oferta de bens e serviços capazes de gerar excedente retornável.  

Para isso, através da metodologia insumo-produto, que leva em consideração a cadeia de serviços movimentada pela UEL, seja nos empregos diretos e indiretos gerados, nos gastos no comércio ou na compra de produtos para o desenvolvimento de suas atividades de ensino, pesquisa e extensão, foi mensurada a perda em renda, emprego e produção devido à política de desmonte dos serviços públicos, em geral, e das universidades, em particular; uma política implementada principalmente pelos governos Beto Richa e Ratinho Junior. Assim, uma saída possível para a crise econômica vivida desde 2015, ao invés da política de desinvestimento, de superávit orçamentário e de renúncias fiscais bilionárias, como apresentado no primeiro relatório, seriam os investimentos públicos para financiamento de serviços, reposição do quadro de servidores (no caso da UEL, foram calculadas 606 perdas entre 2015 e 2019) e das perdas salariais (19% até 2019, valor utilizado neste estudo, mas já ultrapassando os 25% agora em 2021). 

(O FES – Fórum das Entidades Sindicais – e o Dieese – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – disponibilizaram uma calculadora para estimar as perdas salariais de servidoras e servidores do poder executivo do Paraná no período de jan/2017 a abr/2021. Para usar é simples, basta digitar o valor do salário e o aplicativo calcula as perdas estimadas no período. Estime suas perdas clicando aqui.) 

Em um primeiro momento, estimando as relações da universidade com outros setores econômicos do estado e, em particular, Londrina, onde, por hipótese, se concentra grande parte da cadeia movimentada pela Universidade Estadual de Londrina, foi calculado que cada R$ 1 real investido na UEL resulta em R$ 1,57 em renda do trabalho no Paraná, assim como R$ 2,13 em valor agregado na economia do estado. Se comparado o ano de 2015, quando foram gerados R$ 764 milhões em renda do trabalho e mais de R$ 1 bilhão em valor agregado, ao de 2019, as perdas pelo desinvestimento público e a falta de reposição de pessoal e salarial foram de R$ 82 milhões em renda do trabalho e R$ 238 milhões em valor agregado, dos quais grande parte teria movimentado a economia londrinense. 

Na sequência, seguindo a pesquisa, foi calculado o impacto econômico de alguns cenários, como a reposição dos 606 servidores e das perdas salariais de 19%, mencionados anteriormente. Se fosse recomposto o quadro de pessoal da UEL, o adicional gerado em 2019 teria sido de R$ 72 milhões em renda do trabalho e R$ 101 milhões em valor agregado. Caso, além disso, fosse feita a reposição salarial de 19%, em 2019, o valor agregado seria aumentado em R$ 263 milhões. Essa injeção na economia paranaense e, em particular, londrinense também representaria 2.433 empregos agregados no estado como um todo, ou seja, além dos 606 servidores, seriam criadas outras 1.827 vagas. 

Por isso, muito diferente de ser um gasto improdutivo, a Universidade Estadual de Londrina, estudada neste caso, é um patrimônio da cidade e do estado e contribui para a oferta de direitos e de serviços, além de, como demonstrado, representar um ator econômico fundamental, que pode ser um agente no auxílio para a saída da crise e a melhora dos índices sociais e das condições de vida da população londrinense e paranaense.  

Neste momento em que Londrina acumula mais de 1.300 mortes pela covid-19 pela insuficiência de políticas públicas adequadas, o peso dos anos de desinvestimento e de precarização dos serviços públicos (falta de financiamento, diminuição do quadro de pessoal, falta de reposição salarial etc.) se torna ainda mais evidente. O caso do Hospital Universitário (HU) da UEL é um bom exemplo. Referência do Sistema Único de Saúde (SUS) na região e no combate e tratamento de infectados pelo coronavírus – resultado do enorme esforço de seus profissionais -, o HU-UEL teve sua estrutura diminuída entre 2009, quando contava com 317 leitos, e 2012, quando realizou 209.395 atendimentos, e 2016, ano de referência utilizado no estudo, quando esses números foram de 300 e 186.281, respectivamente.

Baixe o relatório “Impacto econômico da UEL na economia paranaense” completo aqui.

Mais informações sobre o primeiro relatório “A importância dos servidores públicos da UEL” aqui.

No programa Aroeira do dia 15 de maio, Venâncio de Oliveira deu uma entrevista sobre o estudo e os principais resultados dele. A entrevista começa no minuto 29 e pode ser ouvida aqui. O programa Aroeira, produzido pela Assuel e pelo Sindiprol/Aduel, vai ao ar todos os sábados, às 12h, na Rádio UEL FM. Caso não consiga ouvir ao vivo, posteriormente ele estará disponível em agregadores de podcast, como o Spotify, e nos sites do Sindiprol/Aduel e da Rádio UEL FM.  

Comando Sindical Docente realiza Reunião Ampliada sobre a LGU

Na próxima quarta-feira (7), a partir das 15h, o Comando Sindical Docente (CSD) realizará uma Reunião Ampliada sobre a Lei Geral das Universidades (LGU).

Data e horário: quarta (7) às 15h

Link para acompanhar a transmissão no YouTube: https://youtu.be/L1e7t1I3sBQ 

A sala virtual da reunião será divulgada no dia pela lista de transmissão (WhatsApp) e de e-mails. Caso não esteja em nenhuma delas, entre em contato pelo e-mail comunicacao@sindiproladuel.org.br ou envie uma mensagem para o WhatsApp (43) 3324-3995.

Sobre o assunto, o CSD publicou uma nota, na quarta-feira (31), sobre “A LGU e a cumplicidade da SETI contra a autonomia universitária”. Ela está disponível no: .

Não à LGU!