Aroeira – 2 de abril de 2022

O Aroeira é produzido em parceria pela Assuel Sindicato e pelo Sindiprol/Aduel e vai ao ar todos os sábados, a partir das 12h, na Rádio UEL FM (107,9), trazendo o noticiário do mundo sindical.

Produção e apresentação: Elsa Caldeira e Guilherme Bernardi.

Trabalhos técnicos: Ricardo Lima.

Música tema: Aroeira (Geraldo Vandré)

Programa de 2 de abril de 2022:

3m26s – Governo Ratinho Jr. promove mais um tratoraço na Alep (Assembleia Legislativa do Paraná); deputados aprovam leis que nem chegam perto dos 34% das perdas salariais das e dos servidores e deixam os das universidades de fora

14m42s – No dia 12 de abril, comunidade universitária da UEL elege novo reitor ou reitora; saiba como foi o primeiro debate e conheça as chapas 1 e 2

27m27s – Música e Resistência: É (Gonzaguinha)

31m30s – APP-Sindicato e deputados da oposição debatem, em audiência, a atuação de empresas privadas que oferecem vídeoaulas para alunos da rede pública; professores, estudantes e pais protestam contra mais um golpe de Ratinho Jr. e Renato Feder contra a educação no Paraná

41m45s – Greve dos servidores dos INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) continua; trabalhadores ocuparam a sede do instituto em Brasília para exigir a negociação da pauta de reivindicações

43m45s – Na coluna “Politizando a Economia”, o economista Venâncio de Oliveira fala sobre Adriano Pires, convidado para ser presidente da Petrobras, e o arrocho salarial de Ratinho Jr.

49m46s – Na coluna “Aparte”, o jornalista Fábio Silveira fala sobre as movimentações da chamada “terceira via”

56m18s – Na coluna “Matula do Direito”, o professor Reginaldo Melhado fala sobre dois crimes cometidos pelo presidente Jair Bolsonaro, que reverenciou o golpe de 1964 e editou a Medida Provisória (MP) 1108

Caso tenha perdido alguma edição ou não possa acompanhá-lo ao vivo na Rádio UEL FM, o programa poderá ser ouvido posteriormente no site da Rádio UEL FM e também estará disponível no Anchor e serviços de streaming como o Spotify.

Aroeira – 26 de março de 2022

O Aroeira é produzido em parceria pela Assuel Sindicato e pelo Sindiprol/Aduel e vai ao ar todos os sábados, a partir das 12h, na Rádio UEL FM (107,9), trazendo o noticiário do mundo sindical.

Produção e apresentação: Elsa Caldeira e Guilherme Bernardi.

Trabalhos técnicos: Ricardo Lima.

Música tema: Aroeira (Geraldo Vandré)

Programa de 26 de março de 2022:

3m16s – Na quarta-feira (23/03), Assuel e Sindiprol/Aduel organizaram uma audiência pública sobre a LGU e a crise na UEL; confira como foi

12m05s – Candidatos à reitora da UEL fazem primeira reunião para discutir como será o processo eleitoral; 1º turno está marcado para 12 de abril

14m33s – Servidoras e servidores do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) de Londrina entram em greve por tempo indeterminado; na pauta de reivindicações está a falta de servidores para o atendimento à população, melhores condições de trabalho e reposição salarial

18m55s – Milhares de pessoas participaram do evento no assentamento Eli Vive, em Lerroville, no último sábado (18/03), que contou com as presenças de Lula, Requião e outras autoridades; ouça como foi

33m07s – Música e Resistência: Só a luta faz valer (Zé Pinto)

36m29s – Na coluna “Politizando a Economia”, o economista Venâncio de Oliveira continua a falar sobre o preço do combustível no Brasil

42m04s – Na coluna “Aparte”, o jornalista Fábio Silveira fala sobre o escândalo no MEC (Ministério da Educação), que estaria distribuindo verbas por intermédio de dois pastores

48m28s – Na coluna “Matula do Direito”, o professor Reginaldo Melhado fala sobre a ditadura militar brasileira

Caso tenha perdido alguma edição ou não possa acompanhá-lo ao vivo na Rádio UEL FM, o programa poderá ser ouvido posteriormente no site da Rádio UEL FM e também estará disponível no Anchor e serviços de streaming como o Spotify.

Aroeira – 19 de março de 2022

O Aroeira é produzido em parceria pela Assuel Sindicato e pelo Sindiprol/Aduel e vai ao ar todos os sábados, a partir das 12h, na Rádio UEL FM (107,9), trazendo o noticiário do mundo sindical.

Produção e apresentação: Elsa Caldeira e Guilherme Bernardi.

Trabalhos técnicos: Ricardo Lima.

Música tema: Aroeira (Geraldo Vandré)

Programa de 19 de março de 2022:

3m15s – Data-base já! Saiba como foi a manifestação realizada em Curitiba na última quarta-feira, dia 16 de março, que foi um Dia nacional de mobilização dos servidores públicos

15m20s – Na quarta-feira (23/03), a partir das 9h, Assuel e Sindiprol/Aduel realizam audiência pública para mostrar à sociedade londrinense a crise enfrentada pelas servidoras e pelos servidores da UEL

18m20s – Música e Resistência: Volta por cima (Elza Soares)

22m33s – No sábado (19), o ex-presidente Lula esteve em Londrina para visitar o assentamento Eli Vive, do MST

29m34s – Ouça uma entrevista exclusiva com Silvana Mariano, professora da UEL e fundadora do Néias – Observatório de Feminicídios Londrina

43m23s – Na coluna “Politizando a Economia”, o economista Venâncio de Oliveira fala sobre o conflito entre Rússia e Ucrânia, o preço do petróleo e a perda do poder de compra dos trabalhadores

48m10s – Na coluna “Aparte”, o jornalista Fábio Silveira fala sobre os dois anos da pandemia de Covid-19 no Brasil

54m20s – Na coluna “Matula do Direito”, o professor Reginaldo Melhado fala sobre a discussão para instituir o semipresidencialismo no Brasil

Caso tenha perdido alguma edição ou não possa acompanhá-lo ao vivo na Rádio UEL FM, o programa poderá ser ouvido posteriormente no site da Rádio UEL FM e também estará disponível no Anchor e serviços de streaming como o Spotify.

Assuel e Sindiprol/Aduel organizam audiência pública sobre a LGU e a crise na UEL; confira como foi a atividade

Na manhã desta quarta-feira (23), na Câmara de Vereadores de Londrina, a Assuel e o Sindiprol/Aduel organizaram uma audiência pública para expor e debater a crise enfrentada pela UEL e como a Lei Geral das Universidades (LGU), aprovada a toque de caixa no final do ano passado, impacta as universidades estaduais do Paraná, que já enfrentam problemas como a falta de servidoras e servidores, a ausência de concursos públicos, as terceirizações e o subfinanciamento.  

Tudo isso em meio à não reposição das perdas inflacionárias, que já corroeu, desde 2016, mais de 32% dos salários do funcionalismo público. Pela reposição salarial integral! Confira mais informações em nosso jornal de março de 2022. Além de técnicos, docentes e diretores de Sindiprol/Aduel e Assuel, participaram da audiência pública diretores de outros sindicatos de servidores públicos, como a APP-Sindicato Londrina, que representa trabalhadores da educação pública estatual, o Sintemaar (Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Maringá) e o Sintespo (Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos Estaduais de Ensino Superior de Ponta Grossa), que pretendem realizar o mesmo tipo de atividades em suas respectivas cidades (Maringá e Ponta Grossa) nas próximas semanas. 

Na mesa de abertura, da esquerda para a direita, Ronaldo Gaspar, presidente do Sindiprol/Aduel, a vereadora Lenir de Assis (PT), Marcelo Seabra, presidente da Assuel Sindicato, e Reinaldo Zanardi, que conduziu os trabalhos e é professor de jornalismo da UEL

Também estiveram presentes o reitor e o vice-reitor da UEL, respectivamente, Sérgio Carvalho e Décio Sabbatini, a representante e a suplente da Câmara no Conselho Universitário da UEL, vereadoras Lenir de Assis (PT) e Profa. Sonia Gimenez (PSB), respectivamente, e representantes de órgãos suplementares da Universidade Estadual de Londrina: Edméia Ribeiro, do Museu Histórico, Renato Lima Barbosa, do Escritório de Aplicação de Assuntos Jurídicos (EAAJ), Tânia Costa Fernandes, do Colégio de Aplicação, e Regina Mitsuka Breganó, do Hospital Veterinário (HV-UEL). 

Da esquerda para a direita, Regina Breganó, Renato Barbosa, Edméia Ribeiro, Sérgio Carvalho, Tânia Fernandes e Reinaldo Zanardi

Iniciada por volta das 9h30, a audiência durou pouco mais de duas horas. Também foram convidados, mas não estiveram presentes Vivian Feijó, superintendente do Hospital Universitário (HU-UEL), Aldo Bona, superintendente de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), Ademar Traiano (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), os deputados estaduais Arilson Chiorato (PT), que enviou um assessor para acompanhar, Professor Lemos (PT), Tercílio Turini (CDN) e Goura (PDT). 

A atividade foi transmitida na íntegra e pode ser vista no YouTube: 

YouTube player

(Confira estudos feitos por Venâncio de Oliveira sobre o impacto da UEL na economia paranaense.)

 

Aroeira – 12 de março de 2022

O Aroeira é produzido em parceria pela Assuel Sindicato e pelo Sindiprol/Aduel e vai ao ar todos os sábados, a partir das 12h, na Rádio UEL FM (107,9), trazendo o noticiário do mundo sindical.

Produção e apresentação: Elsa Caldeira e Guilherme Bernardi.

Trabalhos técnicos: Edyr Pedro.

Música tema: Aroeira (Geraldo Vandré)

Programa de 12 de março de 2022:

45s – 4ª temporada do Aroeira está no ar; ouça as saudações de Marcelo Seabra e Ronaldo Gaspar, presidentes da Assuel e do Sindiprol/Aduel, respectivamente

5m50s – Devido à falta de servidoras e servidores na UEL, Assuel protocola solicitação de providência junto ao Ministério Público; no dia 23/03, será realizada audiência pública sobre o tema

8m50s – Música e Resistência: Respeita (Ana Cañas)

12m25s – Jornal de março de 2022 do Sindiprol/Aduel fala sobre a data-base, os governos Ratinho Jr. e Bolsonaro e a LGU (Lei Geral das Universidades)confira ele completo aqui

18m15s – Campanha salarial: na quarta-feira (16/03), servidoras e servidores do Paraná irão a Curitiba para manifestação Data-base já! Defasagem salarial é de mais de 30% (confira mais informações aqui)

25m – 8 de março – Dia Internacional da Mulher; conheça mais sobre a origem da data

31m47s – Na coluna “Politizando a Economia”, o economista Venâncio de Oliveira fala sobre mais um aumento do preço do combustível e do custo de vida

38m38s – Na coluna “Aparte”, o jornalista Fábio Silveira fala sobre a eleição de 2022 para governador do Paraná

44m13s – Na coluna “Matula do Direito”, o professor Reginaldo Melhado fala sobre o conflito entre Rússia e Ucrânia

Caso tenha perdido alguma edição ou não possa acompanhá-lo ao vivo na Rádio UEL FM, o programa poderá ser ouvido posteriormente no site da Rádio UEL FM e também estará disponível no Anchor e serviços de streaming como o Spotify.

Assembleia Geral Docente Virtual – 24/02/22

O Sindiprol/Aduel convoca todas e todos docentes da UEL, da Uenp e do campus de Apucarana da Unespar para assembleia virtual com a seguinte pauta:

1) Campanha salarial;
2) Lei Geral das Universidades (LGU);
3) Progressões e promoções;
4) Informes jurídicos;
5) Eleição de delegados para o 40º Congresso do Andes-SN (saiba mais no: https://andes.org.br/conteudos/noticia/40o-congresso-do-aNDES-sN-saiba-mais1).

Data e horário: 24/02 (quinta) às 14h

A sala virtual será divulgada no dia pela lista de transmissão (WhatsApp) e de e-mails. Caso não esteja em nenhuma delas, entre em contato pelo e-mail comunicacao@sindiproladuel.org.br ou envie uma mensagem para o WhatsApp (43) 3324-3995.

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Informe sobre organização sindical e campanha salarial

Nas últimas semanas, com o retorno das aulas presenciais na UEL e na UENP – em ambas, parcialmente –, o Sindiprol/Aduel tem feito esforços para o fortalecimento da organização da categoria docente, pois, em razão das condições adversas do trabalho remoto e da conjuntura (pandemia, crise econômica, certa legitimação eleitoral e política de forças de matiz fascistas e ultraliberais), houve retração generalizada da organização sindical e das lutas trabalhistas das mais diversas categoriais.

Como parte desses esforços, reuniões foram feitas com docentes da UENP nos três municípios em que a universidade tem campus: Cornélio Procópio, Bandeirantes e Jacarezinho. Nessas reuniões, os assuntos tratados foram: campanha salarial, LGU, progressões e promoções, ações jurídicas e o movimento pró-Aduenp.

Nas próximas semanas, o Sindiprol/Aduel tem como objetivo organizar atividades (panfletagens, carros de som etc.) para envolver a categoria docente na campanha salarial unificada dos servidores públicos estaduais, que, após uma semana de atividades nos locais de trabalho, visa, como marco importante do lançamento da campanha, mobilizar servidoras e servidores para uma manifestação no dia 16/03, em Curitiba.

AÇÕES DA DATA-BASE: Não caia em golpes!

O Sindiprol/Aduel, que representa docentes da UEL, da Uenp e da Unespar/Apucarana, tem ações referentes à data-base ajuizadas em nome de suas e seus filiados.

Por isso, reiteramos aos filiados: não há risco de prescrição e não é necessário entrar com ação individual.

Aos não filiados, também daremos informações em assembleia que faremos na próxima semana.

Qualquer novidade será informada à base.

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Informe sobre ações da data-base – 4/04/2022

O Sindiprol/Aduel ajuizou ação coletiva referente à reposição salarial das e dos docentes não concedida pelo governo ainda no ano de 2017. Essa ação encontra-se suspensa, em razão de um IRDR (Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas – instrumento processual que suspende todos os processos que tratam sobre o mesmo tema, até que haja uma decisão proferida pelo Tribunal que uniformize todas as decisões ainda pendentes e que possui efeito vinculante).

Esse incidente foi recentemente julgado (veja mais no informe abaixo), com reconhecimento da inconstitucionalidade da norma que vetou o repasse da reposição aos servidores (tese favorável aos servidores), entretanto, ainda cabe recurso dessa decisão (o que deve ocorrer na sequência) e, por isso, ainda deve levar um tempo até que a situação seja definitivamente decidida.

Importante frisar que já existe ação que contempla os docentes associados (ativos e inativos) ao Sindiprol/Aduel, não sendo necessário o ajuizamento de ação individual por este grupo de servidores.

Mesmo que a ação já ajuizada tenha pedido o reconhecimento do direito aos professores associados, o juiz pode estender os efeitos da decisão para toda a categoria, porque o Sindiprol/Aduel tem legitimidade para ajuizar ação com efeitos que se estendam a todos, mas essa definição somente ocorrerá quando for prolatada a sentença no processo, que está suspenso até a definição do entendimento com o julgamento de todos os recursos no IRDR citado.

De toda forma, para garantir que não haja prescrição das parcelas mensais para os não associados, foi ajuizado pelo sindicato um protesto para interrupção da prescrição, visando estender o prazo para aqueles não associados que busquem o ajuizamento de ação individual para garantir o reconhecimento do direito, ação que aguarda a decisão sobre a extensão do prazo.  

 

Atenciosamente,

Fabiane Fernanda da Silva

Assessoria Jurídica Sindiprol/Aduel

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Informe sobre a decisão do TJ-PR de 6/12/2021

No dia 6/12, os desembargadores do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), em decisão unânime, definiram tese sobre a inconstitucionalidade do adiamento da lei resultante do acordo da greve de 2015, que estabelecia índices para a reposição salarial da inflação de 2015 a 2017, mas foi suspensa em julho daquele ano por nova lei proposta pelo Poder Executivo. O julgamento se deu no Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas (IRDR) nº 0023721-67.2017.8.16.000.  

Como outros sindicatos, o Sindiprol/Aduel também ajuizou, no ano de 2017, uma ação coletiva sobre o tema em nome de seus filiados, a qual, tão logo esta decisão se torne definitiva e aplicável, será por ela contemplada. Ainda cabem, porém, recursos ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF) por parte do estado do Paraná. Isso significa que o trânsito em julgado (decisão definitiva) e o eventual pagamento às servidoras e aos servidores ainda podem demorar de meses a anos. Ou seja, ainda não está garantido o pagamento destes valores.  

Sendo assim, manteremos a categoria atualizada, de modo que as novidades sobre o processo serão devidamente informadas aos nossos filiados. 

Sabemos que há advogados procurando docentes para tratar do assunto. No entanto, reiteramos a informação aos nossos filiados: não há risco de prescrição e não é necessário entrar com ação individual, que pode ocasionar despesas desnecessárias neste momento.  

No devido tempo – ou seja, quando a decisão for definitiva – a ação coletiva do Sindiprol/Aduel será executada por sua assessoria jurídica para todos os docentes filiados. 

Nota sobre o retorno às aulas presenciais

Desde o início da pandemia, a diretoria do Sindiprol/Aduel tem salientado duas coisas fundamentais: 1) a imensa superioridade do ensino presencial ante o ensino remoto; 2) a observância das informações e protocolos científicos como uma necessidade em respeito à preservação da vida.  

Decerto, não nos faltam motivos para a defesa do retorno ao ensino presencial: qualidade muito superior, incentivo ao convívio social e os benefícios à sanidade mental, melhoria das condições de trabalho e para o fortalecimento da organização e luta das categorias etc. Por isso, como a imensa maioria da comunidade acadêmica, consideramos justo tanto o anseio ao retorno presencial quanto, a partir de seu pleno reestabelecimento, a luta contra o fomento à EaD que essa experiência forçada pode ter gerado em alguns. 

Ocorre que, longe de estarmos num momento atenuado da pandemia, o qual permitiria um retorno mais seguro às atividades presenciais, ainda nos encontramos num de seus momentos mais críticos. Na quarta-feira (9/02), a média de sete dias de novos casos no país foi de 164.596; no Paraná, 17.446. Em todo o período anterior à disparada deste ano, os respectivos picos foram 78.663 (23/06/2021) e 11.395 (24/06/2021). Em relação às mortes, as respectivas médias de anteontem (quarta, 9) foram 874 (Brasil) e 36 (PR). No pico anterior, foram 3.112 (11/04) e 270 (19/06).  

É importante lembrar que, em junho do ano passado, apenas 12% da população estava vacinada com duas doses. Hoje, embora significativamente menores, as médias acima ocorrem num contexto em que mais de 70% da população está vacinada com, pelo menos, duas doses. Portanto, o elevado número proporcional de casos graves e mortos entre os não vacinados demonstra que a Ômicron não é uma variante branda, mas simplesmente que a vacina abrandou seus efeitos. E, mesmo assim, ainda que os números variem um pouco entre as fontes (estados, municípios, condições de hospitalização etc.), de 15 a 25% dos casos graves e mortes são de pessoas que receberam, pelo menos, duas doses. 

Diante desses números, mesmo em condições de elevadíssima vacinação entre a população universitária, a manutenção do ensino remoto por mais algumas semanas é a medida mais adequada. Na ausência de uma diretriz efetiva da administração da UEL nesse sentido – diretriz que de modo algum afrontaria as liberdades democráticas, pois, afinal, tais liberdades não são estranhas a normas de validade geral emanadas de instâncias legítimas de deliberação –, o Sindiprol/Aduel considera que as e os docentes, por meio de seus Colegiados e Departamentos, devem postergar o início do retorno às aulas presenciais por mais duas ou três semanas. Pois, após tanto tempo de sofrimento com o distanciamento social, não custa esperar o arrefecimento efetivo da pandemia – o contágio já está em queda – para voltarmos em condições mais seguras para todos: docentes, técnicos e estudantes. Isso permite melhor proteção a nós, nossos familiares e pessoas do entorno – dentre as quais, por motivos como idade, comorbidade ou infeliz e errônea escolha, estão pessoas não vacinadas. 

Diretoria do Sindiprol/Aduel  

(Confira a nota do Sindiprol/Aduel “Retorno das aulas presenciais na UEL no pico da pandemia e em meio à epidemia de influenza? Por quê?“, publicada no dia 24/01/22.)

Retorno das aulas presenciais na UEL no pico da pandemia e em meio à epidemia de influenza? Por quê?

Nós, do Sindiprol/Aduel, temos plena consciência da imensa superioridade da qualidade das aulas presenciais em relação às remotas e, igualmente, de que o retorno presencial é fundamental para o fortalecimento da organização sindical e política dos segmentos que constituem a comunidade universitária. Porém, consideramos um equívoco manter a projeção de retorno presencial em 24/01 com uma alteração tão significativa da situação da pandemia nesse mês de janeiro.

Ontem, 18/01, o Brasil teve o maior número diário de casos de Covid-19 desde o início da pandemia, foram 137.103 novos casos registrados. Lembremos que no Brasil há indícios de subnotificação expressiva, especialmente agora com falta de testes e unidades de atendimento médico superlotadas. De acordo com a University of Washington, no Brasil, a estimativa é de 1 caso notificado para cada 14 pessoas infectadas. Inclusive, projeções do Institute for Health Metrics and Evaluation, da mesma universidade, indicam que o pico de casos diários notificados no Brasil ocorrerá entre 22 e 27 de janeiro. No caso do registro de mortes diárias, o pico está previsto para algo entre 03 e 06 de fevereiro. Além disso, estamos em meio a um surto da gripe H3N2, a qual já matou 40 paranaenses neste ano.

Isso significa que as aulas presenciais estão previstas para iniciar em meio ao pico da pandemia de Covid-19 e a uma epidemia de H3N2. Por mais que, com a vacinação, o número de mortes pela Covid-19 tenha declinado de modo abrupto (vitória da ciência contra o negacionismo, especialmente o governamental), nos parece um erro iniciar as aulas presenciais nesse momento de elevadíssimo contágio e unidades médicas superlotadas.

Se, desde o início da pandemia, a administração da UEL tem adotado todas as medidas sanitárias para preservar vidas, por que neste momento crítico está deixando de adotá-las? Se, durante a pandemia, as decisões partiram corretamente dela, como medida a ser seguida por toda a comunidade universitária, por que neste momento crítico está sendo transferida para os colegiados de curso?

Nesse contexto, a ausência de uma orientação firme da administração sinalizando para a prorrogação do início das aulas ou para a manutenção do ensino remoto por mais algumas semanas contradiz as ações efetuadas por ela até agora no enfrentamento da pandemia. Deixar que essa deliberação fique a cargo dos colegiados de curso é desorientar a comunidade acadêmica e transferir para instâncias de base uma responsabilidade que deve ser assumida pela Reitoria e Pró-reitorias.

Enfim, em benefício da saúde dos docentes e outros membros da comunidade acadêmica, nós, do Sindiprol/Aduel, consideramos fundamental que a administração adie o início das aulas até que, conforme as projeções dos infectologistas e nova avaliação dos dados, a curva de contágio esteja substancialmente menor.

Juntos somos mais fortes!

Diretoria do Sindiprol/Aduel 

Aroeira – 11 de dezembro de 2021

O Aroeira é um programa de radiojornalismo produzido em parceria pela Assuel e pelo Sindiprol/Aduel e vai ao ar todos os sábados, a partir das 12h, na Rádio UEL FM (107,9). Agora, durante a pandemia da Covid-19 e respeitando o isolamento social, o Aroeira está sendo produzido remotamente e em formato reduzido, mas ainda trazendo o noticiário do mundo sindical.

Produção e apresentação: Elsa Caldeira e Guilherme Bernardi.

Trabalhos técnicos: Pedro Carvalho.

Música tema: Aroeira (Geraldo Vandré)

Programa de 11 de dezembro de 2021:

4m32s – Servidoras e servidores vão a Curitiba para participar de manifestações contra a proposta de 3% de reposição salarial e a Lei Geral das Universidades (LGU), dois ataques do governador Ratinho Jr.

14m40 – Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) decide, por unanimidade, que é inconstitucional o adiamento da lei resultante do acordo da greve de 2015, que estabelecia índices para a reposição salarial da inflação de 2015 a 2017 (confira o informe do Sindiprol/Aduel aqui)

17m40s – Música e Resistência: Chega (Gabriel, o Pensador)

21m40s – Bolsonaro publica Medida Provisória (MP) que permite o acesso de alunos da rede privada no Prouni (Programa Universidade para Todos)

25m35s – Confira as deliberações e encaminhamentos aprovados pela assembleia docente do Sindiprol/Aduel realizada no dia 8/12/21

33m58s – Na coluna “Politizando a Economia”, o economista Venâncio de Oliveira fala sobre a LGU e o ataque do governo Ratinho Jr. às universidades e aos serviços públicos

38m18s – Na coluna “Aparte”, o jornalista Fábio Silveira fala sobre a política econômica desde 2016 e o aumento da fome no Brasil

45m36s – Na coluna “Matula do Direito”, o professor Reginaldo Melhado fala sobre o projeto da Comissão Europeia para regulamentar o trabalho por plataforma

52m15s – Informativo “Central do Brasil” trata, dentre outros temas, da variante ômicron e do certificado de vacinação para entrada e viagem no Brasil

Caso tenha perdido alguma edição ou não possa acompanhá-lo ao vivo na Rádio UEL FM, o programa poderá ser ouvido posteriormente no site da Rádio UEL FM e também estará disponível no Anchor e serviços de streaming como o Spotify.