Com 7.058 votos, a “Chapa 1 – Andes pela Base: ousadia para sonhar, coragem para lutar” irá liderar o Sindicato no biênio 2023-2025.
* Percentual calculado em relação ao número de eleitoras e eleitores. ** Percentuais calculados em relação ao número de votantes. *** Mediante errata encaminhada pela ADUFU, no prazo regimental e comprovada com a documentação encaminhada, foi corrigido o resultado da Apuração.
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Nas eleições que serão realizadas nos dias 10 e 11 de maio, três chapas disputam a direção do Andes-Sindicato Nacional para o biênio 2023-2025: “Chapa 1 – Andes pela Base: ousadia para sonhar, coragem para lutar”; “Chapa 2 – Andes Classista e de Luta”; e “Chapa 3 – Renova Andes”. Esta é apenas a segunda vez na qual três chapas concorrem no pleito, o qual foi aberto durante o 41º Congresso do Sindicato Nacional. A primeira – e até então única – foi em 1996.
Dias, horários e locais para votação (apenas para filiadas e filiados ao Sindiprol/Aduel)
Quarta e quinta-feira (10 e 11/05) – docentes da UEL e aposentadas e aposentados da universidade:
– Centro de Vivência: 9h – 12h e 13h – 17h30
Quarta-feira (10/05) – docentes da Uenp e aposentadas e aposentados da universidade*:
*Docentes que não conseguirem votar durante a assembleia também poderão votar no Centro de Vivência, que fica no campus da UEL, nos mesmos dias e horários anteriormente mencionados.
Para conhecer as chapas e as propostas para a direção do Sindicato Nacional, no dia 26 de abril (quarta-feira), foi realizado um debate entre elas no Centro de Vivência do Sindiprol/Aduel. Confira fotos do debate no Instagram.
Reafirmar a centralidade da luta pela recomposição das perdas salariais de 42%;
Aguardar a proposição oficial do projeto de lei que altera a carreira docente;
Indicar para o Comando Sindical Docente (CSD) a preocupação com a possível desigualdade entre o piso dos agentes universitários de ensino superior e os docentes das universidades públicas do Paraná.
Em assembleia realizada no dia 11 de abril, segundo dia de paralisação docente das universidades estaduais do Paraná, as e os docentes da UEL aprovaram, com uma única abstenção e nenhum voto contrário, o indicativo de greve para a primeira semana de maio. O primeiro dia de paralisação foi em 15 de março e, dessa segunda vez, todas as categorias docentes cruzaram os braços (UEL, UEM, Unioeste, UEPG, Unicentro, Unespar e Uenp). Confira mais informaçoes sobre a assembleia abaixo.
No caso da Uenp, em assembleia virtual realizada no dia 20 de abril, as e os docentes também aprovaram, por unanimidade, o indicativo de greve para a primeira semana de maio. Assim, a categoria se soma aos docentes de UEL, Unioeste, Unicentro e Unespar, que já aprovaram o indicativo. Na UEM, a assembleia para deliberar sobre ele será na segunda-feira (24).
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Assembleia docente da Uenp de 20/04/23
Em assembleia virtual realizada no dia 20 de abril, as e os docentes da Uenp aprovaram, por unanimidade, o indicativo de greve para a primeira semana de maio. Assim, a categoria se soma aos docentes de UEL, Unioeste, Unicentro e Unespar, que já aprovaram o mesmo indicativo. No caso da UEM, a assembleia para deliberar sobre ele será na segunda-feira (24).
Além do indicativo de greve pela reposição dos 42% de defasagem salarial acumulada nos últimos sete anos, docentes da Uenp apoiam a tramitação e aguardam a proposição oficial do projeto de lei que altera a carreira docente.
Uma próxima assembleia será convocada em breve para deliberar sobre o indicativo de greve aprovado no dia 20 de abril.
Data-base já!
Reposição salarial integral já!
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Assembleia docente da UEL de 11/04/23
Sem nenhuma novidade em relação à data-base desde a última assembleia, realizada no dia 5 de abril (confira mais informações aqui), ou seja, permanecendo a pífia proposta de 5,79% para agosto, anunciada sem nenhum tipo de diálogo pelo governador Ratinho Jr., e sem nenhuma proposta de recomposição dos 42% de defasagem salarial acumulados nos últimos sete anos, a resposta enviada pela categoria docente da UEL foi a aprovação do indicativo de greve para a primeira semana do mês de nossa data-base.
Na assembleia, também foi constituído um comando de mobilização com representantes de todos os nove centros da UEL, de modo a fomentar a categoria docente de maneira mais próxima aos locais de trabalho.
Em relação à carreira docente, foi feito um breve informe sobre o estado da proposta do grupo de apoio da Seti (saiba mais no boletim de semana passada) e deliberado pela realização de uma outra assembleia, na próxima terça-feira (18), cujo ponto de pauta e deliberação será a alteração na carreira docente. A assembleia está marcada para as 14h, mas o local será confirmado e divulgado posteriormente. (Confira as informações sobre a assembleia aqui.)
Data-base já!
Reposição salarial integral já!
(Atualizado no dia 20/04/23 para incluir a deliberação da assembleia da Uenp)
Nós, docentes da UEL e da Uenp, servidoras e servidores públicos, temos muita noção da diferença que faz recebermos 42% a menos, todos os meses, em nossos salários. Mas, para quem não tem, façamos um exercício diminuindo a UEL em 42%:
Cursos presenciais de graduação: 52 -> 30
Pós-graduações: 191 -> 110
Comunidade interna: 25 mil -> 14,5 mil
Agora pensemos na jornada de trabalho 42% menor:
20h -> 11h e 30 min
40h -> 23h
Hora-aula de 50 min -> 29 min
12 meses -> 7 meses
Esse último cenário poderia até parecer animador, especialmente considerando debates históricos e bastante atuais sobre a redução da jornada de trabalho, porém, ao contrário, a realidade enfrentada por nós é de constante aumento da demanda e das obrigações a serem aceitas/impostas, com extrapolação do horário de trabalho para nossos finais de semana, momentos de lazer e afins, ou seja, com o aumento do sobretrabalho.
Nenhum desses cenários de diminuição é real; somente o de aumento da defasagem salarial e da carga de trabalho. A LGU, em um estalar de dedos, fez o número de docentes a que a UEL teria direito passar de 1.956 a 1.448, uma redução de “apenas” 26%. A única coisa que, de fato, diminuiu em 42% nos últimos anos é o salário de servidoras e servidores públicos. E 42% a menos faz muita diferença…
Sem reposição integral da inflação desde 2016, ainda na gestão Beto Richa, e com míseros percentuais arrancados na luta contra o governo Ratinho Jr., nós trabalhamos o ano todo, com cargas efetivas de mais de 40h semanais, mas recebemos por apenas 7 meses ou por uma jornada semanal equivalente a 23h de trabalho. Em outras palavras, são raros os casos de docentes em dedicação exclusiva que têm uma jornada de trabalho de apenas 40h/semana, contando aulas, orientações, projetos (pesquisa, ensino e extensão), cargos administrativos e/ou pedagógicos etc. Quantos de nós não temos jornadas de 50, 60 e até 80h semanais? E o quanto estamos sendo valorizados por este governo? Nada, absolutamente nada!!!
Já perdemos pouco mais de 11 salários integrais desde 2016 – a maioria no governo de Ratinho Jr. – e nada indica que a política de arrocho salarial deixará de vigorar do dia para a noite. Na verdade, só nós, servidoras e servidores públicos organizados e mobilizados, poderemos arrancar do governo o percentual que nos é de direito e que ele nos deve. Sim, ele nos deve! A data-base é um direito de todo o trabalhador e está garantida nas Constituições Federal e Estadual e na própria Lei de Responsabilidade Fiscal. Reposição salarial é nosso direito!
Entre os dias 6 e 10 de fevereiro, 435 delegadas e delegados de 82 seções sindicais se reuniram, em Rio Branco-AC, para o 41º Congresso do Andes-Sindicato Nacional. Instância máxima de deliberação da categoria docente organizada no sindicato, essa edição teve como tema central “Em defesa da educação pública e pela garantia de todos os direitos da classe trabalhadora”. Sob organização da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Acre (Adufac – Seção Sindical), essa foi a primeira vez que a capital acriana sediou o congresso do Sindicato Nacional.
Além dessas deliberações, no 41º Congresso foi aberto o processo eleitoral para a escolha da diretoria que estará à frente da entidade no próximo biênio (2023-2025). Quatro chapas apresentaram inscrição, as quais serão homologadas em até 30 dias, após a entrega de toda a documentação e registro da nominata completa. Confira as chapas e os nomes dos candidatos a presidente, secretário-geral e 1º tesoureiro.
No evento, também foi aprovada a cidade de Fortaleza-CE como sede do 42º Congresso do Andes-SN, em 2024. A proposta foi apresentada pela diretoria do Sindicato dos Docentes das Universidades Federais do Estado do Ceará (ADUFC-Sindicato) e aprovada pelas e pelos congressistas.
Mais informações e a cobertura completa do evento estão no site do Andes-SN.
Na última quinta e sexta-feira (1 e 2 de dezembro), o Sindiprol/Aduel realizou a VI edição de seu Congresso, cujo tema foi “Desafios da organização e mobilização sindical nas bases do Sindiprol/Aduel”. A mesa de abertura, realizada das 19h30 às 22h de quinta-feira, no Anfiteatro Maior do CLCH, foi composta pelos professores Nelson Fujita (um dos fundadores e da primeira diretoria do Sindiprol), Evaristo Emigdio Colmán Duarte (ex-presidente da Aduel) e Nilson Magagnin Filho (ex-presidente do Sindiprol/Aduel). A moderação foi feita pelo atual presidente da seção sindical, Ronaldo Gaspar.
Cada um dos convidados fez uma fala expondo dificuldades que atravessaram nos momentos em que estiveram na diretoria do sindicato e quais os caminhos tomados para organizar a base frente aos diferentes ataques sofridos, seja na época da ditadura, na greve de seis meses, no início dos anos 2000, ou contra o pacotaço do governo Beto Richa, o qual motivou as greves de 2015 e 2016. Tudo isso como forma de ajudar na compreensão de que somente a organização e a mobilização da categoria – e do funcionalismo público, em geral – foram capazes (e serão capazes, no caso dos atuais desmandos de Ratinho Jr.) de barrar perdas e retrocessos ainda maiores.
Da esquerda para a direita: Nilson Magagnin Filho, Evaristo Colmán, Ronaldo Gaspar e Nelson Fujita
No dia seguinte, das 9h às 13h30, no Centro de Vivência, as e os delegados eleitos debateram a tese apresentada pela diretoria do Sindiprol/Aduel.
Depois de um período sem realização por causa da pandemia, o retorno do Congresso teve como objetivos fortalecer a base e promover a organização da categoria frente aos constantes desmandos e ataques dos governos, em especial o estadual de Ratinho Jr. Como um dos resultados do evento, também foi aprofundada a discussão para a formação de uma chapa com a finalidade de disputar a eleição para a futura diretoria do Sindiprol/Aduel, cujo mandato será entre abril de 2023 e 2025.
O Sindiprol/Aduel tem recebido diversas denúncias de tentativas de golpe por WhatsApp contra professoras e professores sobre precatórios aos quais teriam direito.
Por isso, reforçamos que os contatos são feitos prioritariamente por e-mail e telefone e que não são feitas cobranças de nenhum valor por WhatsApp.
Mais informações ou dúvidas? Entre em contato no e-mail sindicato@sindiproladuel.org.br ou no telefone (Whats): (43) 3324-3995.
Como sabemos, o problema não é novo, tem mais de uma década. Porém, com o fim do regime de Tempo Integral e Dedicação Exclusiva (TIDE) para esses contratos, a ampla prevalência de contratos de 20h, o arrocho salarial e, nos últimos meses, os efeitos da Lei Geral das Universidades (LGU), aprofundou-se a precarização das condições de trabalho, com problemas e abusos ganhando uma nova dimensão.
Em 2019 e 2020, o sindicato tentou fomentar a organização dos docentes com contrato temporário, mas, com o advento da pandemia e o recuo generalizado das lutas sindicais, essa tentativa não logrou êxito. No entanto, agora, a organização e a participação estão maiores e mais consistentes.
Para subsidiar essa luta, organizamos um questionário e solicitamos, durante a segunda quinzena de agosto de 2022, o preenchimento pelos docentes com contratos temporários que compõem o quadro funcional da universidade. A taxa de participação na pesquisa foi de 21,7% das e dos professores – em números absolutos, 93 – com contrato temporário na UEL. Com o amadurecimento da organização e o incremento da confiança desses professores no sindicato, as próximas pesquisas provavelmente terão maior participação dos docentes. Importante registrar que na UEL, no primeiro semestre de 2022, do total de 1633 docentes, 428 possuíam contratos temporários, ou seja, 26,2%.
Enfim, por meio dessa pesquisa, obtivemos informações importantes sobre essa parcela da nossa categoria e, no documento abaixo, seguem, comentados, os principais dados coletados.
Entre a última sexta-feira (19) e o domingo (21), a Universidade Estadual de Londrina (UEL) sediou o 18º Encontro das Instituições Estaduais e Municipais de Ensino Superior do Andes-Sindicato Nacional, que teve como tema “Financiamento, condições de trabalho docente e lutas nas Iees/Imes: Quem roubou nossos direitos?”. O evento foi uma das deliberações do 40º Congresso do Andes-SN.
Confira o relatório completo do encontro clicando aqui.
O fato da UEL ter sido escolhida como sede levou em conta o fato da antiga Aduel ser uma das fundadoras do Andes-SN, tendo deixado de participar do sindicato no período após a fusão com o Sindiprol, em 2009, e retornando à base do Sindicato Nacional apenas em 2019 (confira mais informações aqui). Também foi destacado que o Paraná concentra o maior número de universidades estaduais do país e sofre “uma política corrosiva em relação ao financiamento e direitos dos professores naquelas instituições”.
Sexta-feira (19) – 1º dia do evento
A mesa de abertura do evento foi composta por Milton Pinheiro, 1º vice-presidente do Andes, Gilberto Calil, presidente da Adunioeste e diretor da Regional Sul do sindicato, Osmar Santos, presidente da Sindunespar e representante do Comando Sindical Docente (CSD), e Ronaldo Gaspar, presidente do Sindiprol/Aduel, que representa docentes da Uenp e da UEL, sede do evento.
Da esquerda para a direita: Reinalda Souza Oliveira (Andes-SN), Osmar Santos, Milton Pinheiro, Gilberto Calil e Ronaldo Gaspar
Na sequência, Sâmbara Paula Francelino Ribeiro e Gisvaldo Oliveira (foto), ambos diretores do Sindicato Nacional, coordenaram o painel das seções sindicais, no qual, por cerca de cinco minutos, cada uma das 21 representações presentes falou sobre a situação enfrentada em sua universidade e estado.
Sábado (20) – 2º dia do evento
No sábado (20), foram realizadas duas mesas, umas às 9h e a outra às 14h. A primeira, sobre “Financiamento e Contrarreforma da Previdência, nos estados e municípios”, contou com as presenças de Emerson Duarte (Uepa) e Sara Granemann (UFRJ/ESS).
Da esquerda para a direita: Reinalda Souza Oliveira (Andes-SN), Michele Schultz Ramos (Adusp), Luiz Blume (Andes-SN), Sara Granemann e Emerson Duarte
Na segunda, que teve como tema “Trabalho e adoecimento docente”, estiveram presentes Elizabeth Barbosa (Andes-SN/UFF) e Amanda Moreira da Silva (UERJ).
Da esquerda para a direita: Alexsandro Donato Carvalho (Andes-SN), Adma Cristhina Salles de Oliveira (Andes-SN), Elizabeth Barbosa e Amanda Moreira da Silva
Após as duas mesas, a partir das 17h, foram formados quatro grupos de discussão, para encaminhar propostas relativas aos eixos: Financiamento, Condições de Trabalho, Autonomia e Democracia e Propostas Transversais.
Depois, as e os docentes presentes no encontro se deslocaram para a sede do Sindiprol/Aduel no centro de Londrina, para uma noite cultural, com apresentação do grupo do cantor Paulo Vitor Poloni.
Domingo (21) – 3º dia do evento
No terceiro e último dia do encontro, na parte da manhã, a diretoria do Andes-SN apresentou as propostas dos grupos, cuja sistematização havia sido feita por eles no dia anterior. Após discussão, supressão de algumas delas, por já estarem, por exemplo, nos princípios do Sindicato Nacional, e alteração na redação de outras, foram aprovadas as propostas.
Como este encontro não é uma instância deliberativa do Andes-SN, diferentemente dos Congressos e Conselhos (Conads), o plano de lutas e as propostas serão encaminhados para futuras discussões e deliberações. Também foram aprovadas duas moções, uma sobre a Amazônia e outra em repúdio ao Tribunal de Contas do Paraná (TCE), que multou individualmente conselheiros da Unioeste por uma decisão colegiada daquela instância.
Apesar da promessa eleitoral, durante a campanha de 2018, de apresentação de um plano de recomposição das perdas já acumuladas no governo Beto Richa, Ratinho Jr. não só manteve como aprofundou o arrocho salarial. Seis anos sem reposição prevista em lei e chegamos a 37% de defasagem salarial. Esta é a situação do funcionalismo público do poder executivo do Paraná. É preciso de organização e mobilização para exigir do governador o respeito ao nosso direito à reposição inflacionária anual!
No entanto, desta vez, o governo pediu mais tempo para responder sobre a data-base e, ao final, não apresentou proposta alguma de reposição, mantendo, assim, o arrocho salarial que rói mais de 1/3 dos salários do funcionalismo. Mais ainda, o governo Ratinho Jr. segue recusando até mesmo o pagamento dos 3,39%, que corresponde ao resíduo do acordo de greve de 2015, em relação ao qual já existe decisão judicial indicando a obrigação de pagamento pelo estado.
Ratinho Jr.: o principal responsável pelo arrocho salarial de 37% (Foto: AEN)
Em reunião na última terça-feira (28/06), quando não apresentou qualquer resposta em relação à data-base, o governo prometeu destravar as promoções e progressões de 2021 e 2022 e os quinquênios e anuênios para as categorias que sofreram com o congelamento das carreiras na pandemia.
Na reunião com a Seti, os representantes sindicais foram surpreendidos com a proposta do superintendente de criação de um grupo de trabalho para reestruturação das carreiras de agentes universitários e docentes. Com ampla maioria governista e a presença de apenas dois representantes das categorias, a participação no grupo se restringiu a evitar alterações nefastas na carreira docente. Apesar de algumas mudanças na carreira dos agentes universitários, deste grupo, para nós, docentes, resultou um parco incremento de 5% nos adicionais de titulação, que, sobre o salário global, representa algo em torno de 2,5%. Parco pois nossa reivindicação era de uma valorização muito maior, com incrementos de 25% nesses percentuais.
E mais, esse mísero incremento só saiu após o compromisso da superintendência em reduzir os orçamentos das IEES em valor equivalente ao montante do incremento salarial. Portanto, Ratinho quer lançar sobre as costas do funcionalismo não apenas todo o ônus da crise econômica, mas também a precarização das condições materiais e de funcionamento das universidades. Não devemos depositar nenhuma confiança neste governo e suas manobras sorrateiras.
No fundo, o que o governo fez foi uma manobra para não pagar o que nos deve de fato e de direito. Por isso mesmo, esta migalha não deve tirar de nosso foco a pauta que unificada todo o funcionalismo estadual: a data-base. Como esse governo já provou que só dialoga e recebe os sindicatos com mobilizações e greves, esta é nossa tarefa. Trata-se, então, de discutir o melhor momento.O certo é que este governo só entende a linguagem da força, da pressão das lutas e das ruas.