Ratinho Jr. enrola, engana e mantém o arrocho salarial para o funcionalismo público

Apesar da promessa eleitoral, durante a campanha de 2018, de apresentação de um plano de recomposição das perdas já acumuladas no governo Beto Richa, Ratinho Jr. não só manteve como aprofundou o arrocho salarial. Seis anos sem reposição prevista em lei e chegamos a 37% de defasagem salarial. Esta é a situação do funcionalismo público do poder executivo do Paraná. É preciso de organização e mobilização para exigir do governador o respeito ao nosso direito à reposição inflacionária anual! 

Desde que assumiu, o governo só autorizou a instalação de mesas de negociação salarial com o Fórum das Entidades Sindicais (FES) depois de grandes manifestações ou greves. Essa foi a situação tanto em 2019 quanto agora em 2022. Neste ano, foi assim após o 29 de abril (inicialmente prometeu e, posteriormente, descumpriu), como também após a recente paralisação de 21 de junho 

No entanto, desta vez, o governo pediu mais tempo para responder sobre a data-base e, ao final, não apresentou proposta alguma de reposição, mantendo, assim, o arrocho salarial que rói mais de 1/3 dos salários do funcionalismo. Mais ainda, o governo Ratinho Jr. segue recusando até mesmo o pagamento dos 3,39%, que corresponde ao resíduo do acordo de greve de 2015, em relação ao qual já existe decisão judicial indicando a obrigação de pagamento pelo estado.

Ratinho Jr.: o principal responsável pelo arrocho salarial de 37% (Foto: AEN)

Em reunião na última terça-feira (28/06), quando não apresentou qualquer resposta em relação à data-base, o governo prometeu destravar as promoções e progressões de 2021 e 2022 e os quinquênios e anuênios para as categorias que sofreram com o congelamento das carreiras na pandemia. 

Confira a live especial de quarta-feira (29/06) sobre data-base, luta e negociação 

Mudança nas carreiras e incremento no adicional de titulação 

O governo Ratinho Jr. tem usado a estratégia de dividir as categorias para desmobilizar e impor derrotas a elas. Isso ficou explícito em março deste ano, quando ele concedeu um auxílio-alimentação para alguns segmentos do funcionalismo, dentre os quais não estavam os servidores das universidades estaduais. Como reação, sindicatos que os representam solicitaram reuniões com o Superintendente da Seti (Superintendência de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior), prof. Aldo Bona, e outra com o Chefe da Casa Civil, João Carlos Ortega, para tratar da data-base e do tratamento isonômico das categorias.  

Na reunião com a Seti, os representantes sindicais foram surpreendidos com a proposta do superintendente de criação de um grupo de trabalho para reestruturação das carreiras de agentes universitários e docentes. Com ampla maioria governista e a presença de apenas dois representantes das categorias, a participação no grupo se restringiu a evitar alterações nefastas na carreira docente. Apesar de algumas mudanças na carreira dos agentes universitários, deste grupo, para nós, docentes, resultou um parco incremento de 5% nos adicionais de titulação, que, sobre o salário global, representa algo em torno de 2,5%. Parco pois nossa reivindicação era de uma valorização muito maior, com incrementos de 25% nesses percentuais.  

E mais, esse mísero incremento só saiu após o compromisso da superintendência em reduzir os orçamentos das IEES em valor equivalente ao montante do incremento salarial. Portanto, Ratinho quer lançar sobre as costas do funcionalismo não apenas todo o ônus da crise econômica, mas também a precarização das condições materiais e de funcionamento das universidades. Não devemos depositar nenhuma confiança neste governo e suas manobras sorrateiras. 

No fundo, o que o governo fez foi uma manobra para não pagar o que nos deve de fato e de direito. Por isso mesmo, esta migalha não deve tirar de nosso foco a pauta que unificada todo o funcionalismo estadual: a data-base. Como esse governo já provou que só dialoga e recebe os sindicatos com mobilizações e greves, esta é nossa tarefa. Trata-se, então, de discutir o melhor momento. O certo é que este governo só entende a linguagem da força, da pressão das lutas e das ruas.   

Sem lutas, não há conquistas! 

Data-base Já!  

21 de junho – Saiba como foi o ato pela reposição salarial e as panfletagens no campus da UEL

Neste 21 de junho, dia de paralisação estadual pela data-base, milhares de servidoras e servidores estiveram em Curitiba para exigir do governo Ratinho Jr. a reposição integral das perdas salariais. Após a marcha até o Palácio Iguaçu, dirigentes do Fórum das Entidades Sindicais (FES) tiveram uma reunião com representantes do governo. Foi feita uma transmissão ao vivo na sequência com as informações sobre ela: https://fb.watch/dNOTUmenDY/.

22 de junho – Confira como foi a reunião do FES com a Casa Civil

Enquanto isso, a partir das 7h30, foram realizadas panfletagens em dois pontos da UEL, para denunciar a política de Ratinho Jr. de arrocho salarial, que já provocou a perda de 37% do poder de compra do funcionalismo público, e de desmonte do serviço público. O panfleto distribuído pode ser visto aqui.

Data-base já! Pela reposição salarial integral!

NOTA DO SINDIPROL/ADUEL SOBRE A CONSTITUIÇÃO DE UMA COMISSÃO TRANSITÓRIA ENCARREGADA DE COORDENAR UMA CAMPANHA INSTITUCIONAL

A atual conjuntura econômica, política, social e educacional brasileira evidencia os desdobramentos da crise estrutural do capitalismo mundial e, em particular, de nossa formação econômico-social. Essa crise se expressa na agudização das contradições sociais; no aumento de desemprego e subemprego, da pobreza e da extrema pobreza; no crescimento da informalidade e da flexibilização das leis trabalhistas; nas contrarreformas dos governos Temer e Bolsonaro; no desmantelamento de políticas sociais; nos cortes de investimentos em educação; nas privatizações; na mercantilização de direitos; no desmonte e sucateamento dos serviços públicos e ataque aos direitos dos servidores.

Esse cenário traz implicações diretas nas Universidades Públicas, as quais estão entre os principais alvos da política neoliberal, privatista e entreguista dos governos federal e estadual. Diante disso, a defesa das Universidades Públicas pressupõe a crítica e o enfrentamento contundentes às medidas e legislações que ataquem o teor público, gratuito e laico da educação pública; pressupõe, também, a defesa intransigente dos direitos dos/as trabalhadores que atuam na política educacional, especificamente, no ensino superior público. Para ilustrar, mencionamos, na esfera federal, a PEC 032/2020 sobre a reforma administrativa e a PEC 206/2019 sobre cobrança de mensalidade nas universidades públicas.

Nessa direção, saudamos a proposta de constituição de uma Comissão Transitória na Universidade Estadual de Londrina (UEL) encarregada de coordenar uma campanha institucional, envolvendo toda a Universidade – Conselho Universitário, Sindiprol/Aduel, DCE, Assuel, centros, departamentos, colegiados, projetos e programas de ensino, pesquisa e extensão – na defesa da autonomia universitária, das liberdades democráticas, da gratuidade das universidades públicas e do Sistema Único de Saúde (SUS). Estas são bandeiras, historicamente, defendidas e compõem o plano de lutas do Sindiprol/Aduel – seção sindical do ANDES-SN. Sendo assim, a nossa seção sindical ratifica a fundamental importância de mobilização e articulação políticas da comunidade universitária em prol do ensino superior público, pois isso adensa e fortalece as ações, reinvindicações e manifestações caras ao Sindiprol/Aduel.

Reafirmamos que o Sindiprol/Aduel direciona seus posicionamentos e ações político-sindicais na defesa da Universidade Pública e, consequentemente, da Autonomia Universitária. Faz muito tempo que estamos denunciando e construindo respostas de combate e denúncia às propostas privatistas e de estrangulamento orçamentário que cercam as universidades públicas e, em especial, as universidades públicas estaduais paranaenses. Expressamos essas posições em defesa das universidades e sua autonomia em diversas publicações, boletins, notas, reuniões, panfletos e manifestações.

Confira a revista “Autonomia universitária em debate”

Confira o caderno “Entenda o debate sobre autonomia universitária”

Defender, efetivamente, a autonomia universitária implica contrapor-se à Lei Geral das Universidades (LGU), que se constitui em um instrumento danoso e de ameaça concreta à autonomia e que traz consequências desastrosas às condições de trabalho dos/as docentes e técnicos. Sem concurso público na UEL até 2025, com a redução de 200 vagas de docentes efetivos em relação a 2018 e de 508 vagas de docentes (efetivos e temporários) em relação à Lei 16555 de 21/07/2010, a LGU desmontará ainda mais a estrutura universitária, reduzindo sua expansão ao parametrizar por baixo as universidades estaduais.

Sobre a LGU, o Sindiprol/Aduel vem realizando constantemente debates, reuniões, assembleias, eventos e publicações, com destaque para o Seminário Estadual sobre a LGU realizado no dia 02 de agosto de 2019 (veja o caderno com a síntese do relatório final aqui), que culminou no posicionamento explícito e democrático de toda comunidade da UEL e que impulsionou a mesma posição em todas as demais IEES do Paraná. Inclusive, nas duas últimas assembleias sindicais (realizadas em 13/04 e 27/04), a questão da autonomia universitária foi ponto de pauta, tendo havido o relato das recentes ações praticadas pelo Sindicato: 1) ofício à atual administração da UEL sobre as providências a serem tomadas em razão do aniquilamento da autonomia universitária por decorrência da LGU (mas, infelizmente, até o momento, não houve resposta por parte de administração); 2) ação que está em fase final de conclusão (resultado do trabalho conjunto entre os departamentos jurídicos do Sindiprol/Aduel e outras seções sindicais da Regional sul do ANDES) e que será brevemente ajuizada.

Oportuno mencionar que, no contexto de desmonte das universidades públicas, com redução de investimentos públicos em todas as esferas e governo, LGU nas universidades estaduais do Paraná e 37% de defasagem salarial dos servidores públicos paranaenses, a defesa da universidade pública e de sua autonomia é condição fundamental para a sua própria sobrevivência.

Em síntese, a luta pela Universidade Pública é a luta contra a privatização da educação, contra o ensino à distância e suas métricas privatistas e práticas de superexploração dos trabalhadores; é a luta por melhores condições de trabalho e pela reposição salarial integral; é a luta por ampliação da assistência estudantil; é a luta pela defesa do tripé ensino, pesquisa e extensão e pela ampliação orçamentária; é a luta para defender e reafirmar a autonomia universitária e, portanto, para denunciar os desdobramentos nocivos da LGU.

Não se trata, então, simplesmente de aderir à campanha da autonomia universitária, pois o Sindiprol/Aduel já está inserido há muito tempo nessa luta e assim permanecerá. Trata-se, isto sim, de reiterar que o Sindiprol/Aduel apoia todas as lutas em defesa da universidade pública e, por conseguinte, compreende que, nesse momento histórico, qualquer defesa das universidades estaduais paranaenses passa, necessariamente, pela oposição à LGU e pela denúncia do seu caráter antipopular e antidemocrático, bem como do governo de Ratinho Jr. que a propôs e sancionou.

Baixe a nota em PDF aqui.

29 de abril – Milhares de servidoras e servidores vão a Curitiba exigir: Data-base já!

As fotos são da “Quem TV” e do fotógrafo Gibran Mendes

No dia 29 de abril de 2022, sete anos após o episódio que ficou conhecido como o “Massacre do Centro Cívico”, milhares de servidoras e servidores públicos do Paraná foram a Curitiba para exigir que o governador Ratinho Jr. respeite nosso direito e reponha integralmente a defasagem salarial, que, desde 2017, já está na casa dos 36% (confira uma tabela sobre as perdas salariais do funcionalismo até março de 2022). Pela reposição salarial integral! 

Desde 2015, quando, nesta mesma data, cerca de 200 servidores ficaram feridos durante um protesto contra o então governador Beto Richa (PSDB), o funcionalismo público se reúne no local para rememorar a violência e exigir o respeito aos nossos direitos. Neste ano de 2022, a concentração para o ato foi na praça 19 de Dezembro, de onde os servidores partiram em marcha até o Centro Cívico. Participaram da manifestação todos os sindicatos de servidores públicos ligados ao Fórum das Entidades Sindicais (FES) e os da União das Forças de Segurança. Confira mais imagens ao final. 

Enquanto servidoras e servidores estiveram em Curitiba, conforme aprovado na assembleia docente da última quarta-feira (27), docentes, técnicos e estudantes paralisados da UEL realizaram ações de mobilização e conscientização no campus da universidade, para alertar a comunidade universitária sobre a Lei Geral das Universidades (LGU) – que, com o decreto nº 10.824 do governo Ratinho Jr., diminuiu em mais de 500 as vagas docentes às quais a UEL tem direito (confira uma tabela aqui: quadro-de-vagas-docentes-da-uel-com-a-lgu) – e lutar pela reposição salarial integral. Confira mais fotos no Instagram do Sindiprol/Aduel. 

Devido à paralisação e à força demonstrada pela categoria no 29 de abril, na manhã de segunda-feira (2/05), o secretário de Administração e Previdência (Seap), Elisandro Frigo, juntamente com técnicos da pasta e da Casa Civil, recebeu a coordenação do FES para ouvir nossas reivindicações. Como resultado, foi definido que haverá a formação de uma mesa de negociação, composta por representantes da Seap, Casa Civil, Secretaria da Fazenda (Sefa) e FES, para negociar a principal reivindicação do funcionalismo público, a data-base. 

(Com informações do Fórum das Entidades Sindicais) 

Confira o texto publicado pelo Andes-SN sobre a manifestação de 29 de abril 

Notas técnicas da assessoria econômica do Fórum das Entidades Sindicais (FES) 

 A assessoria econômica do Fórum das Entidades Sindicais (FES) preparou uma série de notas técnicas para demonstrar que o governo de Ratinho Jr. tem as condições para cumprir a Constituição Federal, a Constituição Estadual e a legislação em vigor e pagar o que deve para servidoras e servidores públicos do Paraná. 

A estimativa é de que em maio, mês da data-base, a defasagem salarial ultrapasse os 36%. Num cenário de inflação galopante, é urgente que o estado cumpra suas obrigações.  

Confira as seis notas técnicas: 

Nota técnica 1 – Emprego e Salário caem no Gov. Ratinho Jr. – 2018-2020

Nota técnica 2- Redução folha Gov. Ratinho Jr. 2018-2021

Nota técnica 3 – Governo deve 36% para Servidores/as, perda salarial é de 4,8 salários 

Nota técnica 4 – Governo dispõe de Margem Fiscal para aumentar Gasto com Pessoal em 24%

Nota técnica 5 – Reajuste DB 2017-2022 – Condições Legais, Fiscais e Financeiras do Estado

Nota técnica 6 – Reajustes e Perdas Salariais – Servidores do PR – 2014 à 2022 – desagregando períodos

Confira alguns registros da manifestação feitos pela “Quem TV” e pelo fotógrafo Gibran Mendes: 

40º Congresso do Andes-Sindicato Nacional – saiba como foi!

Entre os dias 27 de março e 1º de abril, 445 delegadas e delegados de 89 seções sindicais se reuniram, em Porto Alegre (RS), para o 40º Congresso do Andes-Sindicato Nacional. O evento, instância máxima de deliberação da categoria filiada a ele, teve como tema central “A vida acima dos lucros: Andes-SN 40 anos de luta!” e foi sediado pela seção sindical na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).  

 

Eleitos na assembleia virtual do dia 24 de fevereiro, Ronaldo Gaspar, Lorena Portes, Evaristo Colmán e Marcio Carreri foram os representantes do Sindiprol/Aduel nele (confira algumas fotos abaixo). O 40º Congresso foi o segundo no qual delegados representaram a seção sindical. Relembre aqui como foi o primeiro, realizado em 2020, em São Paulo (SP).

Saiba mais sobre a história do Sindiprol/Aduel com o Andes-SN. 

Após cinco dias de debates e deliberações, na noite de quinta-feira (31), foram aprovadas moções (veja todas elas aqui) e foi feita a leitura da Carta de Porto Alegre (acesse ela aqui), documento que sintetiza as deliberações do Congresso. Confira mais informações sobre as deliberações aqui. Fechando as atividades, na manhã de sexta-feira (1), data que marcou os 58 anos do início da ditadura empresarial-militar no Brasil, os docentes participaram do ato “Pelas Liberdades Democráticas e em Defesa do Serviço Público”.

Também foi aprovado que o próximo 41º Congresso do Andes-SN será realizado em Rio Branco (AC), em 2023, ano no qual também será eleita uma nova diretoria do Sindicato Nacional.

Nas próximas semanas, os delegados que representaram o Sindiprol/Aduel farão uma reunião aberta para apresentar as principais discussões e deliberações do 40º Congresso. Informaremos a data e horário por meio de nossos canais de comunicação. Todas e todos estão convidados a participar. 

A cobertura completa e mais informações sobre as deliberações podem ser vistas aqui. 

Confira algumas fotos da participação das e dos delegados do Sindiprol/Aduel no 40º Congresso do Andes-SN: 

Assuel e Sindiprol/Aduel organizam audiência pública sobre a LGU e a crise na UEL; confira como foi a atividade

Na manhã desta quarta-feira (23), na Câmara de Vereadores de Londrina, a Assuel e o Sindiprol/Aduel organizaram uma audiência pública para expor e debater a crise enfrentada pela UEL e como a Lei Geral das Universidades (LGU), aprovada a toque de caixa no final do ano passado, impacta as universidades estaduais do Paraná, que já enfrentam problemas como a falta de servidoras e servidores, a ausência de concursos públicos, as terceirizações e o subfinanciamento.  

Tudo isso em meio à não reposição das perdas inflacionárias, que já corroeu, desde 2016, mais de 32% dos salários do funcionalismo público. Pela reposição salarial integral! Confira mais informações em nosso jornal de março de 2022. Além de técnicos, docentes e diretores de Sindiprol/Aduel e Assuel, participaram da audiência pública diretores de outros sindicatos de servidores públicos, como a APP-Sindicato Londrina, que representa trabalhadores da educação pública estatual, o Sintemaar (Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Maringá) e o Sintespo (Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos Estaduais de Ensino Superior de Ponta Grossa), que pretendem realizar o mesmo tipo de atividades em suas respectivas cidades (Maringá e Ponta Grossa) nas próximas semanas. 

Na mesa de abertura, da esquerda para a direita, Ronaldo Gaspar, presidente do Sindiprol/Aduel, a vereadora Lenir de Assis (PT), Marcelo Seabra, presidente da Assuel Sindicato, e Reinaldo Zanardi, que conduziu os trabalhos e é professor de jornalismo da UEL

Também estiveram presentes o reitor e o vice-reitor da UEL, respectivamente, Sérgio Carvalho e Décio Sabbatini, a representante e a suplente da Câmara no Conselho Universitário da UEL, vereadoras Lenir de Assis (PT) e Profa. Sonia Gimenez (PSB), respectivamente, e representantes de órgãos suplementares da Universidade Estadual de Londrina: Edméia Ribeiro, do Museu Histórico, Renato Lima Barbosa, do Escritório de Aplicação de Assuntos Jurídicos (EAAJ), Tânia Costa Fernandes, do Colégio de Aplicação, e Regina Mitsuka Breganó, do Hospital Veterinário (HV-UEL). 

Da esquerda para a direita, Regina Breganó, Renato Barbosa, Edméia Ribeiro, Sérgio Carvalho, Tânia Fernandes e Reinaldo Zanardi

Iniciada por volta das 9h30, a audiência durou pouco mais de duas horas. Também foram convidados, mas não estiveram presentes Vivian Feijó, superintendente do Hospital Universitário (HU-UEL), Aldo Bona, superintendente de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), Ademar Traiano (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), os deputados estaduais Arilson Chiorato (PT), que enviou um assessor para acompanhar, Professor Lemos (PT), Tercílio Turini (CDN) e Goura (PDT). 

A atividade foi transmitida na íntegra e pode ser vista no YouTube: 

YouTube player

(Confira estudos feitos por Venâncio de Oliveira sobre o impacto da UEL na economia paranaense.)

 

Jornal do Sindiprol/Aduel fala sobre a data-base, os governos Ratinho Jr. e Bolsonaro e a LGU

Neste mês de março de 2022, o Sindiprol/Aduel publicou mais uma edição de seu jornal. Nela, foram abordados três temas de suma importância para a categoria docente. Primeiro, a defasagem salarial acumulada por servidoras e servidores do executivo do Paraná está prevista para chegar, em maio deste ano, a assombrosos 34%. Precisamos lutar pelo respeito ao nosso direito e a consequente reposição salarial integral. Segundo, Bolsonaro e Ratinho Jr. têm projetos políticos muito parecidos e são inimigos da ciência e da universidade pública. Terceiro, a Lei Geral das Universidades (LGU) é um atentado contra a autonomia universitária e precisa ser combatida e derrotada. 

Governador, respeite o nosso direito! Reposição salarial integral já! 

Abaixo a LGU! 

Só a luta muda a vida! 

Acesse a edição de março de 2022 do jornal do Sindiprol/Aduel 

No dia 16 de março, em Curitiba, será realizada a manifestação Data-base já! Caso tenha interesse e possa ir, preencha o formulário a seguir: https://forms.gle/i2ufccE1GK3VGbzs8  

CONFIRA O RELATÓRIO DO SINDIPROL/ADUEL SOBRE AS CONDIÇÕES DE TRABALHO NA PANDEMIA

Acesse o relatório completo clicando aqui

Prorrogação do mandato da diretoria do Sindiprol/Aduel

Na assembleia realizada na tarde do dia 29 de outubro (mais informações em: https://sindiproladuel.org.br/assembleia-geral-docente-virtual-apenas-para-filiados/), em plataforma virtual, docentes filiadas e filiados deliberaram pela prorrogação do mandato da atual diretoria até o dia 15 de abril de 2021. A decisão foi baseada na crise sanitária e social instaurada pela pandemia de covid-19, bem como na respectiva indefinição com relação à possibilidade de realização de pleitos eleitorais com caráter presencial de modo seguro.

A prorrogação foi aprovada com 93% dos votos. Os outros 7% foram de abstenções. Na sequência, por unanimidade, foi eleita a Comissão Eleitoral responsável pela condução das próximas eleições, sendo ela formada pelos docentes Eduardo Di Mauro, Miguel Belinati Piccirillo e Marcio Luiz Carreri.

Em breve, pelos meios do Sindiprol/Aduel serão comunicadas mais informações referentes a prazos e encaminhamentos do processo eleitoral.

PREOCUPA CONDIÇÕES DE TRABALHO DOS DOCENTES DURANTE A PANDEMIA

Nova pesquisa sobre as condições de trabalho realizada pelo Sindiprol/Aduel, entre os dias 31 de agosto e 20 de setembro, mostra que triplicou o número de docentes que se sentem exaustos durante a pandemia. A pesquisa também levantou, nesta versão, as condições de trabalho dos docentes temporários.

Com o objetivo de conhecer as condições de trabalho, no mês de abril, ao completar o primeiro mês de isolamento social, uma pesquisa foi realizada com os docentes da UEL, da Uenp e do campus de Apucarana da Unespar. Respondida por mais de 300 docentes, os dados já davam alertas de que a situação não era nada tranquila. Na época, 95% dos docentes indicavam que não haviam parado de trabalhar, mesmo que remotamente, 22% estavam trabalhando mais que 8 horas diárias e 17% consideravam o trabalho exaustivo. (Veja o boletim completo .)

O Sindiprol/Aduel vem acompanhando com apreensão as condições de trabalho dos docentes. Desde então, oficiou aos reitores solicitando a constituição de uma mesa de negociação permanente relacionada às condições do trabalho docente, evocando as orientações do Ministério Público do Trabalho e do Andes-SN acerca do trabalho remoto. (Veja o boletim, publicado em 28 de julho, sobre o assunto clicando .)

Nova pesquisa mostra agravamento da situação

Passados cinco meses, ao replicar a pesquisa, observamos que a situação se agravou. Foram 315 docentes que responderam: 218 da UEL, 92 da Unespar/Apucarana e 5 da Uenp.

Dentre eles, 169 são mulheres, 142 são homens e 4 se declararam não binários. Com relação à faixa etária, os docentes estão igualmente distribuídos nas faixas entre 31 a 60 anos; 11% têm mais de 60 anos.

Mais da metade (56%) respondeu que está trabalhando mais que 8 horas por dia; 29% considera que as condições do seu isolamento social estão lhes causando dificuldades; e 35% consideram as demandas de trabalho exaustivas (mais que o dobro da pesquisa anterior). Se estes forem somados àqueles que consideram tal demanda incompatível, ou na maior parte do tempo incompatível com o isolamento social, teremos quase 60% dos docentes com muitas dificuldades para o exercício do trabalho docente nesta condição.

A precarização do trabalho dos docentes temporários

Nesta segunda versão da pesquisa, foram feitas algumas perguntas exclusivamente para os docentes temporários. 18% dos que responderam ao questionário são temporários. Do total, 41% informam que ocupam mais da metade da sua carga horária com disciplinas e 54% têm sob sua responsabilidade cinco ou mais ementas diferentes. Temos ainda que 32% não participam de atividades de pesquisa ou extensão, sendo que, daqueles que participam, 1/3 não tem carga horária para isso.

As condições de trabalho dos docentes temporários têm sido objeto de reuniões abertas, e precisam ser observadas por todos os docentes, pelas instâncias administrativas e pelos trabalhadores organizados no sindicato, como forma de limitar o processo de precarização do trabalho.

Quem é responsável por garantir condições adequadas ao trabalho docente?

Em abril, já apontávamos que a condição de isolamento social, de incertezas e medo diante da pandemia, produziria diferentes graus de ansiedade e diversas repercussões em nossa vida, nossa saúde e em nossa capacidade de trabalho; problemas que hoje são bem conhecidos de todos nós.

As situações geradas pelo ensino não presencial vêm sendo denunciadas sistematicamente por estudiosos e pela imprensa, e vão desde a falta de interação entre docentes e estudantes até as dificuldades em aferir o conhecimento obtido.

Além disto, as condições em que ocorre o ensino remoto emergencial, embora se apresentem como transitórias, estão impondo aos docentes (e aos estudantes também) condições de precarização típicas do ensino a distância.

Aproveitando-se da pandemia, e utilizando como subterfúgio o ensino remoto emergencial, as universidades, de um modo geral, avançam na implantação do EaD. Para isso, se insiste no uso de plataformas próprias do EaD, estimula-se a “cultura” das atividades “assíncronas” e a gravação de aulas que ficam armazenadas em bancos de dados.

O Sindiprol/Aduel teve acesso a termos de cessão de direitos autorais que circulam em alguns locais nas nossas universidades, nos quais não há uma linha sequer que resguarde os direitos dos docentes. Os equipamentos e muitos aplicativos em uso pelos docentes são pessoais, sem falar nos custos de adequação de espaços, gastos com energia elétrica, internet e outros insumos.

A falta de orientações sobre estes e outros elementos por parte das administrações tem sido objeto de preocupação do sindicato e estão sendo levadas às mesas de negociação. As reitorias da UEL e da Unespar já se dispuseram a discutir esses e outros aspectos das condições de trabalho dos docentes. Inclusive, na UEL já foi realizada uma primeira reunião. Na Unespar, onde o Sindiprol/Aduel participa junto com o Sindunespar, espera-se a primeira reunião para os próximos dias. Somente a reitoria da Uenp ainda não respondeu a estas solicitações.