Aroeira – 18 de setembro de 2021

O Aroeira é um programa de radiojornalismo produzido em parceria pela Assuel e pelo Sindiprol/Aduel e vai ao ar todos os sábados, a partir das 12h, na Rádio UEL FM (107,9). Agora, durante a pandemia da Covid-19 e respeitando o isolamento social, o Aroeira está sendo produzido remotamente e em formato reduzido, mas ainda trazendo o noticiário do mundo sindical.

Produção e apresentação: Elsa Caldeira e Guilherme Bernardi.

Trabalhos técnicos: Pedro Carvalho.

Música tema: Aroeira (Geraldo Vandré)

Programa de 18 de setembro de 2021:

3m32s – O futuro do funcionalismo está em jogo: sindicalistas vão a Brasília para lutar contra a Reforma Administrativa e votação da PEC 32 é adiada; confira entrevista com o deputado federal Enio Verri (PT)

11m34s – Coletivo de Sindicatos de Londrina se reúne para discutir mais um ato “Fora Bolsonaro”; atividade está marcada para o dia 2 de outubro

12m25s – Música e Resistência: Saco de Feijão (Beth Carvalho)

16m02s – Confira entrevista com Djauara Goulart dos Santos, uma das 83 pessoas demitidas pela Companhia de Tecnologia e Desenvolvimento (CTD) no dia 31 de agosto

27m29s – Na coluna “Aparte”, o jornalista Fábio Silveira fala sobre as novas pesquisas de opinião que mostram a queda de popularidade de Bolsonaro

34m08s – Na coluna “Politizando a Economia”, o economista Venâncio de Oliveira fala sobre a revisão feita pelo governo da inflação para o ano de 2021, que passou de 6,2% para 8,4%

38m54s – Levante Popular da Juventude promove evento para lembrar do centenário de Paulo Freire

41m – Na coluna “Matula do Direito”, o professor Reginaldo Melhado fala sobre a nova decisão de Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), contra os direitos trabalhistas

48m20s – Informativo “Central do Brasil” trata, dentre outros temas, do centenário de Paulo Freire e da alta dos preços

Caso tenha perdido alguma edição ou não possa acompanhá-lo ao vivo na Rádio UEL FM, o programa poderá ser ouvido posteriormente no site da Rádio UEL FM e também estará disponível no Anchor e serviços de streaming como o Spotify.

Dia do Basta – Reposição Salarial já!

Para reinvindicar a reposição salarial, que não é feita integralmente desde 2016, resultando em uma defasagem de cerca de 30%, servidoras e servidores do Paraná estão sendo convocados para um ato em Foz do Iguaçu, no dia 27 de setembro (segunda). Haverá transporte do Sindiprol/Aduel, respeitando os 50% da capacidade.

Docentes interessados podem se inscrever no formulário: 

Saída: Dia 26/09 (domingo) – horário e local a definir
Volta: Após o ato no dia 27/09 (segunda)

Mais informações sobre o ato estão no site do Forum das Entidades Sindicais (FES).

Confira abaixo alguns registros do ato desta segunda-feira (27), que foram feitos por Ismael de Freitas, assessor do FES.

No Facebook do FES, também foi postado um vídeo sobre essa manifestação histórica de servidoras e servidores públicos do Paraná na Ponte da Amizade, em Foz do Iguaçu, reivindicando a reposição da inflação nos salários. #DiaDoBasta – Reposição salarial já! Confira o vídeo clicando aqui.

Aroeira – 11 de setembro de 2021

O Aroeira é um programa de radiojornalismo produzido em parceria pela Assuel e pelo Sindiprol/Aduel e vai ao ar todos os sábados, a partir das 12h, na Rádio UEL FM (107,9). Agora, durante a pandemia da Covid-19 e respeitando o isolamento social, o Aroeira está sendo produzido remotamente e em formato reduzido, mas ainda trazendo o noticiário do mundo sindical.

Produção e apresentação: Elsa Caldeira e Guilherme Bernardi.

Trabalhos técnicos: Ricardo Lima.

Música tema: Aroeira (Geraldo Vandré)

Programa de 11 de setembro de 2021:

3m56s – 7 de setembro: Grito dos Excluídos leva crítica social e alimentos para moradores da região sul

18m54s – Música e Resistência: Sonho Meu (Maria Bethânia)

22m40s – Coletivo Popular escreve nota criticando carta de apoio de entidades de Londrina a ações antidemocráticas de Bolsonaro

28m43s – Sindicato dos Jornalistas denuncia autoritarismo da família Boca Aberta contra repórteres da Folha de Londrina

31m48s – Na coluna “Aparte”, o jornalista Fábio Silveira fala sobre o terrorismo de Bolsonaro na semana da pátria

40m40s – Informe do Sindiprol/Aduel e da Assuel sobre a ruptura unilateral do convênio da Unimed com a UEL

43m02s – Na coluna “Politizando a Economia”, o economista Venâncio de Oliveira fala sobre inflação e aumentos da gasolina e da comida

48m07s – Na coluna “Matula do Direito”, o professor Reginaldo Melhado fala sobre o Supremo Tribunal Federal (STF) na berlinda dos movimentos golpistas

56m47s – Informativo “Central do Brasil” trata das manifestações de 7 de setembro

Caso tenha perdido alguma edição ou não possa acompanhá-lo ao vivo na Rádio UEL FM, o programa poderá ser ouvido posteriormente no site da Rádio UEL FM e também estará disponível no Anchor e serviços de streaming como o Spotify.

Informe sobre a ruptura unilateral do convênio da Unimed com a UEL

Na última semana, servidoras e servidores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) foram surpreendidos pelo anúncio da ruptura unilateral do convênio da Unimed com a UEL (aos conveniados, para todos os efeitos práticos, a alegação de que a operadora não aceitou renovar o contrato é irrelevante). E mais, pela imposição da migração para outro plano, da mesma operadora, mas agora por meio de convênio com a Associação de Pessoal da UEL (Apuel).

Como há filiados aos sindicatos (Sindiprol/Aduel e Assuel) que são conveniados, desde quarta-feira da semana passada, temos exigido uma reunião com os envolvidos, mas, até agora, nenhuma resposta efetiva. Em conversa com a reitoria, obtivemos o compromisso de que a reunião ocorrerá na próxima semana.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), “se a intenção de encerrar o contrato partir da operadora de assistência à saúde /…/ a pessoa jurídica contratante (empresa, associação ou sindicato) poderá pleitear, se necessário até na Justiça, a manutenção do plano coletivo, com base no Código de Defesa do Consumidor, pois nesta situação, o contratante se enquadra na definição de consumidor”.

Além disso, “apesar de o reajuste dos planos coletivos não ser controlado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o consumidor não deve aceitá-lo caso seja abusivo. A melhor forma de solucionar o problema é por meio da organização dos usuários que sofreram o mesmo aumento, tentando uma redução por intermédio da contratante (empresa/sindicato/associação) [no nosso caso, a UEL]. Caso não haja solução amigável, o consumidor deve procurar a Justiça”.

Se, porém, conforme alega a operadora, o plano está em condições de sinistralidade que exigiria aumentos das mensalidades acima da inflação – e, portanto, a migração fosse supostamente favorável aos conveniados –, entendemos que a imposição da Unimed e a leniência com que a UEL tratou do assunto apenas trouxeram indignação e semearam muita (e justa) desconfiança entre os servidores filiados ao respectivo plano.

Aliás, se o plano não tem equilíbrio financeiro atualmente, como o novo plano terá se, de imediato, a base é praticamente a mesma? Pelo que está sendo explicado no precário comunicado publicado pela operadora, a ampliação da base para diminuir a média etária e a sinistralidade é uma aposta, mas e se essa aposta não se concretizar? Enfim, essas são algumas perguntas que precisam de resposta.

Portanto, consideramos que é urgente que representantes da Unimed, UEL e Apuel façam uma reunião com sindicatos, servidores e usuários para tratar do assunto, tanto para dar explicações mais precisas sobre motivações e consequências da migração quanto, também, para explicar sobre os direitos e alternativas que os conveniados dispõem.

Por fim, cabe frisar que essa é mais uma demonstração de que a luta pela manutenção e melhoria dos serviços públicos é urgente e necessária, pois somente um serviço público e gratuito capaz de atender plena e prontamente às demandas da população eliminará essa perversa mercantilização da saúde e os problemas e inseguranças a ela associados.

Em defesa dos serviços públicos! Viva o SUS!

Londrina, 10 de setembro de 2021

Convênio do antigo Sindiprol com a Unimed

O convênio com a Unimed que está sendo encerrado agora em setembro é o convênio assinado em 2011 com a UEL.
O convênio do antigo Sindiprol (antes da unificação com a Aduel), embora não esteja mais aberto para adesão desde 2010, continua sem alteração. Ele estava regulado por uma legislação antiga e está “congelado” desde aquela época.
Portanto, não há nenhuma alteração e a vigência continua plena.

(Atualizado em 14 de setembro com a informação sobre o convênio do antigo Sindiprol.)

Aroeira – 4 de setembro de 2021

O Aroeira é um programa de radiojornalismo produzido em parceria pela Assuel e pelo Sindiprol/Aduel e vai ao ar todos os sábados, a partir das 12h, na Rádio UEL FM (107,9). Agora, durante a pandemia da Covid-19 e respeitando o isolamento social, o Aroeira está sendo produzido remotamente e em formato reduzido, mas ainda trazendo o noticiário do mundo sindical.

Produção e apresentação: Elsa Caldeira e Guilherme Bernardi.

Trabalhos técnicos: Pedro Carvalho.

Música tema: Aroeira (Geraldo Vandré)

Programa de 4 de setembro de 2021:

3m – Em Londrina, Grito dos Excluídos tem, entre outras atividades, entrega de alimentos para população carente, construção de moradia para indígenas e luta contra privatização dos hospitais das zonas norte e sul da cidade

9m08s – Sindicato dos Metalúrgicos de Londrina empossa nova diretoria e sindicalistas comemoram a derrubada da MP 1045 no Senado

14m46s – APP-Sindicato lembra do massacre de 30 de agosto de 1988, quando professores foram pisoteados pela cavalaria de Álvaro Dias

18m48s – Música e Resistência: Tiro ao Álvaro (Elis Regina)

21m56s – Sindiprol/Aduel publica nota sobre minuta que propõe alterações na distribuição de carga horária docente e boletim contra o golpe bolsonarista

31m27s – Na coluna “Politizando a Economia”, o economista Venâncio de Oliveira fala sobre a diminuição do PIB do Brasil e o preço da cesta básica em Londrina, que atingiu seu maior preço da série histórica: R$ 518,42

36m27s – Na próxima semana, Fábio Silveira estreia coluna “Aparte” no Aroeira; confira entrevista com ele sobre os temas que serão abordados no programa

41m40s – Na coluna “Matula do Direito”, o professor Reginaldo Melhado fala sobre a derrubada da “minirreforma trabalhista” (MP 1045)

47m52s – Informativo “Central do Brasil” trata, dentre outros temas, do Grito dos Excluídos, que há 27 anos é realizado no dia 7 de setembro

Caso tenha perdido alguma edição ou não possa acompanhá-lo ao vivo na Rádio UEL FM, o programa poderá ser ouvido posteriormente no site da Rádio UEL FM e também estará disponível no Anchor e serviços de streaming como o Spotify.

Em defesa das liberdades democráticas e dos direitos trabalhistas e sociais, diga não ao golpe bolsonarista!

Os últimos anos da história brasileira têm sido marcados por inúmeros retrocessos nos direitos, assim como nas condições de vida da população trabalhadora: retorno da inflação, crescimento vertiginoso do desemprego e da informalidade, arrocho salarial, escalada da fome, entre tantos outros problemas.

Desde fins de 2014, com a retomada da política neoliberal recessiva e, sobretudo, depois de 2016, o país tem retrocedido numa incrível velocidade: Emenda Constitucional 95 (“PEC do fim do mundo”), lei da terceirização, contrarreformas trabalhista e previdenciária, cortes orçamentários em educação e ciência (em 2021, o menor orçamento em duas décadas), desmantelamento das instituições de fiscalização do trabalho (extinção do Ministério do Trabalho) e meio ambiente (queimadas, perseguições a cientistas, desmonte do Ibama, ICM-Bio, Instituto Chico Mendes, reservas florestais e indígenas), dos órgãos de preservação e financiamento da cultura, assim como uma escalada autoritária nos conselhos de decisão sobre educação básica e superior. Inclusive, por serem espaços de livre exercício do pensamento, as universidades públicas foram alçadas à condição de inimigas dos governos, que, assentados em suas ideias negacionistas, desprezam a ciência, a filosofia, as artes e a cultura em geral.

Não bastasse isso, a pandemia da Covid-19 intensificou nossas já enormes mazelas sociais. Embora o SUS tenha tido um papel fundamental para a amenização das consequências da pandemia, o negacionismo instalado no Planalto, em governos estaduais e municipais – e apoiado por uma parcela minoritária, mas significativa da população –, resultou na aposta em tratamentos ineficazes, no descrédito das medidas sanitárias e na falta de políticas públicas nacionais coerentes para combater a propagação do vírus. E, como demonstra a CPI da Covid, em consonância com interesses corruptos, a protelação da compra de vacinas cobrou um preço alto. Como consequência, a doença se alastrou, as mortes foram massivas, a economia piorou. Tudo isso fez do Brasil um dos países cuja população mais sofreu e morreu com a pandemia; sofrimento agravado por resultados econômicos tão ruins ou piores do que as maiores economias do mundo. Enfim, o governo Bolsonaro e seus aliados estaduais e municipais tornaram o Brasil um enorme sepulcro, não apenas de pessoas, mas de civilidade.

O golpe que está sendo orquestrado por forças oficiais e não oficiais para 7 de setembro não tem por finalidade resolver nenhum desses gravíssimos problemas. Ao contrário, silenciando, com sua costumeira hipocrisia, sobre as maracutaias familiares, o acordo com o Centrão, o desmonte das instituições de fiscalização tributária (cerceamento às atividades do COAF), a compra de votos, os orçamentos e gastos secretos e outras malversações, Bolsonaro conta com complacência em seus malfeitos e apoio para difundir sua paranoia sobre a “má-fé” do STF e arregimentar forças sociais – especialmente militares de baixa patente e indivíduos armados de todos os quadrantes sociais, de “pessoas de bem” a milicianos – para tentar instalar uma ditadura civil-militar. Ele não quer, assim, apenas atingir objetivos pessoais e desses segmentos, mas também manter as atenções da população desviadas dos problemas sociais e, por meios autocráticos, silenciar aqueles que se opõem a essa trama antidemocrática e antipopular.

Diante disso, o Sindiprol/Aduel conclama as trabalhadoras e os trabalhadores a se mobilizarem contra a tentativa de golpe de Estado em curso, porque sua consecução significará inequívoca piora nas condições de vida dos trabalhadores e, ainda mais, produzirá um cerceamento às liberdades civis, que, além da negatividade em si disso, tornará muito mais difícil a organização e a luta sindical contra o arrocho salarial e por melhores condições de trabalho.

Só a luta dos trabalhadores pode abrir caminhos e infundir esperanças para a construção de um país mais justo e igualitário.

Contra o retrocesso de direitos!

Contra o aumento da inflação e o arrocho salarial!

Por direitos sociais e liberdades democráticas, diga não ao golpe bolsonarista!

Às ruas!! Diga não ao golpe!!

NOTA SOBRE A PROPOSTA DE MINUTA QUE DISPÕE SOBRE AS DIRETRIZES ADMINISTRATIVAS PARA A DISTRIBUIÇÃO DAS ATIVIDADES DOCENTES

No mês de junho de 2021, o Conselho de Administração (CA) da Universidade Estadual de Londrina (UEL) encaminhou para análise das Direções de Centro uma proposta de alteração das Resoluções CA nº 92/1999, 163/2009 e 180/2009. As Direções, no mês de agosto, solicitaram às Chefias e às Coordenações de Colegiado (Graduação e Pós-Graduação) o debate da minuta e consequente posicionamento acerca das alterações apresentadas. É oportuno enfatizar que as discussões sobre as alterações já vinham sendo realizadas por um grupo de trabalho instituído em 25 de setembro de 2019, constituído por representantes da PROPPG, PROPLAN, PRORH, PROGRAD, PROEX e pelos diretores dos Centros.

A minuta em questão estabelece diretrizes administrativas para a distribuição das atividades docentes e propõe alterações, sobretudo, na Resolução CA vigente, nº 0180/2009.

O Sindiprol/Aduel encara com muita preocupação esse movimento de modificações sobre a administração da carga horária das atividades docentes, alertando que estamos num contexto em que alterações em diversas leis têm incidido negativamente nos direitos das servidoras públicas e dos servidores públicos e, particularmente, no desmonte da carreira do funcionalismo público. Não é demais (re)lembrar, por um lado, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32, atualmente em tramitação na Câmara dos Deputados e na iminência de ir para votação em plenário, que propõe uma (contra)reforma administrativa, suprimindo direitos e eliminando a estabilidade – por enquanto – dos novos servidores públicos; e, por outro, a Lei Geral das Universidades (LGU) a ser enviada em breve para a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), que, como sabemos, perdeu qualquer autonomia real e aprova todas as propostas do governo Ratinho Jr.

Em um cenário de desmonte dos serviços públicos, de congelamento de investimentos em políticas sociais, de redução de investimentos em pesquisa, de forte presença de uma direção gerencial, privatista e “eadista” por parte dos governos na política educacional (federal e estadual), é preciso defender, intransigentemente, a universidade pública, gratuita e universal, bem como as trabalhadoras e os trabalhadores que a alicerçam e a constroem.

A defesa das condições de trabalho e o enfretamento aos ataques substanciais à carreira docente são exigências que se colocam, ainda de forma mais premente, na cena contemporânea. É nessa direção que a proposta de minuta em debate na comunidade acadêmica da UEL deve ser encarada com rigor crítico e com preocupações.

Como consta na Constituição de 1988, replicada na estadual do Paraná, a premissa fundamental da universidade é a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão. Sendo assim, a carga horária docente a ser cumprida, de acordo com seu contrato de trabalho, deve ser disposta em atividades de ensino, pesquisa e/ou extensão, como preconizado no Regimento Geral da UEL e em outras normativas institucionais. Vale dizer, é no conjunto do corpo docente que se cumpre o tripé que orienta a missão da universidade em prol do desenvolvimento social da comunidade, como forma de combate às desigualdades sociais e a outras mazelas da sociedade em que vivemos.

Ao reorganizar a distribuição das atividades docentes, a proposta de minuta acaba por enfatizar as atividades de ensino, alterando a forma de realizar seu cômputo, retirando alguns componentes até então considerados como carga horária de ensino (como orientação de monografia ou equivalente de cursos de pós-graduação Lato Sensu e orientação de dissertações e teses em programas de pós-graduação Stricto Sensu), e ampliando a carga horária mínima exigida na resolução atual que prevê carga didática (incluindo aulas na graduação e pós-graduação, supervisão de estágio curricular obrigatório e internatos, orientação de trabalho de conclusão de curso, de monografia de especialização, dissertações e teses e atividade complementar) de 8 (oito) horas/semana/ano, sendo que todo docente deverá ministrar, no mínimo, 4 h/aula/semana/ano na graduação.

Um ponto que chama a atenção é a ausência de um artigo específico que garanta, como há na resolução atual, a carga horária para atividade de preparação das aulas, denominada como atividade complementar no art. 4º da Resolução CA nº 0180/2009. A reafirmação de carga horária para a atividade complementar é imprescindível, para que não se retroceda na concepção de ensino e não se caminhe no sentido da precarização ainda maior das condições de trabalho das e dos docentes.

Enfatiza-se também que, na proposta em questão, considerando as exigências da creditação da extensão, propõe-se considerá-la categoria ensino, mas não podendo compor as 8 (oito) horas de ensino/semana. Pergunta-se: como mobilizar e dar condições para a realização de atividades de extensão não computando-as na carga horária mínima exigida?

A resolução em análise toma as atividades de ensino, isoladamente, sem incorporar e apresentar diretrizes em relação às atividades de pesquisa e extensão. O debate sobre a resolução destinada ao ensino deve ser acompanhado, concomitantemente, às formulações e diretrizes para a pesquisa e a extensão, na perspectiva de sua indissociabilidade. Como pensar em normativa para o ensino sem debater e defender o lugar da pesquisa na universidade?

O controle proposto para as atividades docentes, a serem registradas no formato agenda diária/semanal, também nos causa estranheza: 1) Não considera o volume, de fato, da carga horária cumprida pelo docente e, consequentemente, por engessar sua administração, desconsiderando as particularidades de cada curso, constitui-se muito mais como uma ferramenta fiscalizatória do que de acompanhamento por parte das chefias; 2) A carga horária já é distribuída pelas chefias e o monitoramento de seu cumprimento também.

Diante deste quadro, o Sindiprol/Aduel vê com extrema preocupação a discussão em curso, pois, ao lado de outras minutas, como a da avaliação docente, fomenta ainda mais a precarização do trabalho, ao reduzir nossas atribuições praticamente ao ensino – leia-se, “professoras e professores auleiros”. Tudo isso para atender a pressões externas à UEL, que, ao cabo, querem transformar as Instituições Estaduais de Ensino Superior (IEES) em “colégios de ensino superior”, aos moldes da quase totalidade das Instituições de Ensino Superior (IES) privadas.

O Sindiprol/Aduel, cumprindo seu papel de defensor dos direitos trabalhistas dos servidores docentes, bem como da universidade pública, gratuita e universal – que zela pela indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão –, repudia as tentativas, conscientes ou inconscientes, de precarizar ainda mais o trabalho docente na Universidade Estadual de Londrina.

Aroeira – 28 de agosto de 2021

O Aroeira é um programa de radiojornalismo produzido em parceria pela Assuel e pelo Sindiprol/Aduel e vai ao ar todos os sábados, a partir das 12h, na Rádio UEL FM (107,9). Agora, durante a pandemia da Covid-19 e respeitando o isolamento social, o Aroeira está sendo produzido remotamente e em formato reduzido, mas ainda trazendo o noticiário do mundo sindical.

Produção e apresentação: Elsa Caldeira e Guilherme Bernardi.

Trabalhos técnicos: Pedro Carvalho.

Música tema: Aroeira (Geraldo Vandré)

Programa de 28 de agosto de 2021:

3m53s – APP-Sindicato comemora decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que reconhece a legalidade da hora-atividade

7m24s – Vereadora Lenir de Assis (PT) fala sobre a luta com o governo do Paraná para evitar a construção da praça de pedágio próximo ao distrito de Irerê

10m51s – Fundação Estatal de Atenção em Saúde (Funeas) deve assumir a gestão dos hospitais das zonas norte e sul de Londrina; Conselho Municipal de Saúde defende que as mudanças sejam debatidas com a comunidade local

17m44s – Música e Resistência: Música de Trabalho (Legião Urbana)

21m55s – Sindicalistas e movimentos sociais se unem para realizar várias atividades no dia 7 de setembro, tendo como temas principais as lutas por moradia, alimentação e emprego; Grito dos Excluídos é pelo “Fora Bolsonaro”

24m40s – Mais de 120 trabalhadores da Companhia de Tecnologia e Desenvolvimento (CTD) devem ser demitidos nesta semana pela prefeitura de Londrina

32m40s – Na coluna “Politizando a Economia”, o economista Venâncio de Oliveira fala sobre o “custo Bolsonaro”, responsável pelo aumento do dólar, da inflação, dos juros e da miséria

39m27s – Na coluna “Matula do Direito”, o professor Reginaldo Melhado fala novamente sobre a “minirreforma trabalhista” (MP 1045)

46m02s – Informativo “Central do Brasil” trata, dentre outros temas, da crise hídrica no Pantanal e da mobilização indígena contra o “marco temporal”

Caso tenha perdido alguma edição ou não possa acompanhá-lo ao vivo na Rádio UEL FM, o programa poderá ser ouvido posteriormente no site da Rádio UEL FM e também estará disponível no Anchor e serviços de streaming como o Spotify.

Aroeira – 21 de agosto de 2021

O Aroeira é um programa de radiojornalismo produzido em parceria pela Assuel e pelo Sindiprol/Aduel e vai ao ar todos os sábados, a partir das 12h, na Rádio UEL FM (107,9). Agora, durante a pandemia da Covid-19 e respeitando o isolamento social, o Aroeira está sendo produzido remotamente e em formato reduzido, mas ainda trazendo o noticiário do mundo sindical.

Produção e apresentação: Elsa Caldeira e Guilherme Bernardi.

Trabalhos técnicos: Pedro Carvalho.

Música tema: Aroeira (Geraldo Vandré)

Programa de 21 de agosto de 2021:

4m18s – No 18 de agosto, dia de mobilizações nacionais contra a Reforma Administrativa (PEC 32/2020), sindicatos de Londrina promovem aulão em defesa dos serviços públicos

15m08s – Música e Resistência: Contra a Privatização (Grupo Anônimos)

17m16s – APP-Sindicato questiona resolução nº 735/21 do governo Ratinho Jr., que responsabiliza as escolas pelos protocolos sanitários contra a Covid-19

23m40s – Por 40 votos a 12, deputados estuduais aprovam projeto de lei do novo modelo de pedágio do Paraná

27m07s – Com a presença de Ludimar Rafanhim, Sindiprol/Aduel realiza Reunião Ampliada sobre a Reforma Administrativa e suas implicações nas universidades públicas e no trabalho docente

32m10s – Na coluna “Politizando a Economia”, o economista Venâncio de Oliveira fala sobre a Medida Provisória (MP) 1045, que retira ainda mais direitos de trabalhadoras e trabalhadores

39m20s – Na coluna “Matula do Direito”, o professor Reginaldo Melhado também fala sobre a “minirreforma trabalhista” (MP 1045)

49m22s – Informativo “Central do Brasil” trata, dentre outros temas, da privatização dos Correios e do Projeto de Lei (PL) do “Veneno”

Caso tenha perdido alguma edição ou não possa acompanhá-lo ao vivo na Rádio UEL FM, o programa poderá ser ouvido posteriormente no site da Rádio UEL FM e também estará disponível no Anchor e serviços de streaming como o Spotify.

Todas as capitais e pelo menos outras 60 cidades brasileiras têm atos contra a Reforma Administrativa (PEC 32/2020)

O dia 18 de agosto (quarta-feira) foi marcado como mais um grande dia de luta e defesa dos serviços públicos. Em todas as 27 capitais e em pelos menos outros 60 municípios foram realizadas manifestações em defesa das servidoras e dos servidores públicos, contra a Reforma Administrativa (PEC 32/2020), a privatização das estatais e a Medida Provisória (MP) 1045 (mais informações sobre ela estão disponíveis aqui). 

Cartazes e faixas também pediam a ampliação do auxílio emergencial, vacina para todas e todos, e reivindicavam mais emprego, saúde e educação para a população. Os protestos começaram pela manhã e ocorreram ao longo de todo o dia, sendo que em alguns lugares estavam previstos para o final da tarde e início da noite. As informações são do Andes-SN. 

Em Londrina, a programação do dia teve início com uma aula pública sobre os “Impactos Econômicos da Destruição dos Serviços Públicos”. Ela começou às 10h, no Calçadão em frente às Pernambucanas. Confira algumas imagens: 

Na parte da tarde, foi realizada uma Reunião Ampliada do Sindiprol/Aduel sobre a reforma e suas implicações nas universidades públicas e no trabalho docente. A reunião teve a participação de Ludimar Rafanhim, que é membro do Coletivo Jurídico do Fórum das Entidades Sindicais (FES), assessor de sindicatos de servidores públicos e consultor nas áreas legislativa e previdenciária.

Caso não tenha podido participar, a gravação da reunião está disponível no YouTube do Sindiprol/Aduel:

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À noite, o Comando Sindical Docente (CSD) promoveu o debate “Reforma Administrativa: Por que somos contra a PEC 32?”. Com participações do Prof. Dr. Edmilson Aparecido da Silva (1º Vice-Presidente da Regional Sul do Andes-SN) e do deputado federal Enio Verri (PT-PR), foram problematizadas as ameaças dela para o serviço público e os direitos dos servidores. 

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Além dessas atividades, no podcast “Andes-SN Entrevista” desta semana, José Menezes, professor de economia da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), falou um pouco sobre como essa ‘‘Reforma Administrativa’’ afeta negativamente a vida de cada trabalhador e trabalhadora desse país. A PEC 32 irá alterar o papel do Estado e da Administração Pública e entregar os serviços públicos e gratuitos do Brasil para as grandes corporações da iniciativa privada.  

Ouça o podcast no Spotify aqui.