Sindiprol/Aduel na luta contra prática antissindical do governo Ratinho Jr.

Audiência no MPT (Foto: APP-Sindicato)

Em 21 de janeiro, houve uma audiência de mediação, entre os sindicatos dos servidores e o governo (representado pela Procuradoria Geral do Estado – PGE), proposta e coordenada pelo Ministério Público do Trabalho em Curitiba. Dela participou também um membro da diretoria do Sindiprol/Aduel. Nessa audiência, o promotor Alberto Emiliano de Oliveira Neto perguntou aos representantes da Procuradoria do Estado do Paraná (PGE) se eram portadores de alguma proposta de conciliação, pois, na última reunião com o governo, estes ficaram de estudar uma possível alternativa ao recadastramento.

Em resposta, os advogados do governo manifestaram que, além de não apresentar nenhuma proposta, tampouco eram obrigados a nada, porque a Justiça do Trabalho não tem jurisdição sobre os servidores públicos. Insistiram que o decreto que obriga ao recadastramento é uma adequação à Lei Geral de Proteção de Dados (Lei Federal n° 13709/2018), que, na opinião unilateral deles, obriga as entidades sindicais e associativas, mas exclui as instituições financeiras, pois, diferentemente destas, as demais entidades associativas que recorrem ao desconto em folha não detêm autorização específica e por prazo determinado.

Os representantes dos sindicatos expuseram que não se tratava de nenhum “recadastramento”, pois, na tela do sistema para operá-lo, não há que informar nenhum dado dos servidores, apenas confirmar a autorização do desconto em folha da contribuição associativa, e que, indicando a intenção do governo, o sistema já preenche automaticamente a opção de NÃO autorizar o desconto, induzindo servidores pouco experientes com recursos informáticos a confirmar desavisadamente a NÃO autorização. Enfatizaram também os representantes sindicais que o efeito do decreto só podia ser a desfiliação em massa dos associados promovida pelo governo (o patrão), em aberta oposição à liberdade de organização sindical garantida pela Constituição Federal e pelas convenções internacionais.

O procurador do trabalho ainda insistiu na tese dos impactos sociais da desfiliação em massa para tentar arrancar dos representantes do governo algum compromisso de revisão ou cancelamento do decreto, porém, os procuradores da PGE se mantiveram intransigentes no pretexto de que se tratava apenas de uma adequação à lei.

Na sequência, realizou-se uma audiência pública da qual participaram representantes de quase todos os sindicatos e associações que compõem o Fórum das Entidades Sindicais (FES). Nessa audiência, os representantes do governo voltaram a manifestar a mesma posição da audiência de mediação. Todos os representantes sindicais, de modo contundente, denunciaram que o decreto era um ataque à liberdade de organização sindical e aos sindicatos; que era uma retaliação do governador ao combate protagonizado pelos servidores durante todo o ano de 2019 contra as medidas do governo e expuseram também a inconsistência jurídica dos argumentos do governo. Todos insistiram na necessidade de revogação do decreto sem prejuízo de outras medidas de denúncia do governo nas cortes nacionais e, inclusive, na Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Organização dos Estados Americanos (OEA).

O Ministério Público do Trabalho, entretanto, interpretou que a possibilidade de “diálogo” entre governo e servidores não estava esgotada e marcou outra audiência de mediação para o dia 27 deste mês.

O que se observa, no entanto, é que o governo está intransigente e pretende impor o decreto de modo a provocar a desfiliação em massa dos servidores dos seus sindicatos. Esta situação exigirá uma resposta dos funcionários públicos do Paraná de denúncia das nefastas intenções do governador, mas, principalmente de fortalecer os seus sindicatos, que são os instrumentos legais e legítimos de organização e representação.

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Sindiprol/Aduel participa de reuniões sobre o decreto antissindical do governo Ratinho Jr.

No apagar das luzes do ano de 2019, além da Reforma da Previdência Estadual aprovada a toque de caixa, o governo Ratinho Jr (PSD) assinou um decreto (então com o nº 3793 e agora com o 3808 – a diferença entre ambos diz respeito aos prazos e não ao conteúdo) que obriga, sem qualquer motivação, a revalidação da filiação dos servidores a sindicatos ou associações, mas não bancos, seguradoras e tantas outras empresas e instituições que também têm desconto em folha de pagamento.

A medida do governo configura abertamente uma prática arbitrária, autoritária e antissindical, que atenta duramente contra o direito de associação garantido pela Constituição Federal. Portanto, o governo não pode, sob a forma de um recadastramento, infringir esse direito e nem o ato jurídico perfeito que, sob a anuência de cada servidor filiado, autorizou o desconto. Por isso, a exigência é que o decreto seja revogado. Uma resposta do governo é esperada para a semana que vem.

(Confira a nota com a posição do FES sobre o decreto: nota-posicao-do-fes-sobre-o-decreto.)

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Para debater o decreto e articular iniciativas para combatê-lo, foram realizadas reuniões sobre o tema nas primeiras semanas do ano.

Reuniões sobre o decreto antissindical

No dia 8 (terça-feira), dirigentes de sindicatos e assessores jurídicos foram convocados, pelo Fórum das Entidades Sindicais (FES), para debater o decreto do governo Ratinho Jr (PSD). A reunião foi realizada na sede da APP-Sindicato, em Curitiba.

Na quarta-feira da semana seguinte (15), foram realizadas duas reuniões sobre o tema. A primeira reunião, iniciada às 10h na sede da APP-Sindicato, foi convocada também pelo FES e teve por objetivo avaliar o decreto antissindical e estabelecer as linhas de unidade e ação de sindicatos e associações.

(Foto: Ismael de Freitas)

A segunda foi com a Procuradora-Chefe do Ministério Público do Trabalho no Paraná (MPT-PR), Margaret Matos de Carvalho. Nela, representantes do FES e alguns advogados foram solicitar apoio do MPT na luta para exigir a revogação do referido decreto.

(Foto: Ismael de Freitas)

No outro dia (quinta-feira, 16), representantes de sindicatos e associações se reuniram com membros da Procuradoria Geral do Estado, da Controladoria Geral do Estado e da Casa Civil, para debater o decreto do governo Ratinho Jr (PSD).

A reunião, realizada na Casa Civil, teve início com o governo apresentando suas justificativas para a elaboração do decreto. Os representantes das entidades e sindicatos consideram que elas não têm fundamento e expuseram suas objeções na sequência. A exigência é que o decreto seja revogado. Uma resposta do governo é esperada para o começo da semana que vem.

(Foto: Ismael de Freitas)
(Foto: Ismael de Freitas)

Reunião do FES e audiência de mediação

Na manhã do dia 21 (terça-feira), representantes de sindicatos e associações se reuniram, na sede da APP-Sindicato, em Curitiba, para debater o decreto antissindical do governo Ratinho Jr. Convocada pelo Fórum das Entidades Sindicais (FES), a reunião teve como objetivo alinhar posições para a audiência de mediação com o governo que seria realizada naquele dia. Marcada para a Procuradoria Regional do Trabalho, em Curitiba, a audiência foi convocada e mediada por Alberto Emiliano de Oliveira Neto, procurador do trabalho.

Reunião do FES (Foto: Ismael de Freitas)

Mais fotos sobre as reuniões estão no Instagram e no Facebook do Sindiprol/Aduel.

[Atualizada em 23 de janeiro para incluir informações de novas reuniões.]

Boletim do FES sobre o ano de 2019 e a luta em 2020

Nesta quarta-feira (18), o Fórum das Entidades Sindicais (FES) publicou o Boletim de dezembro de 2019. A publicação é sobre o ano que está chegando ao fim e sobre a necessidade de organização, mobilização e luta para 2020.

O Boletim completo pode ser lido abaixo ou acessado em PDF clicando aqui.

BOLETIM DO SINDIPROL/ADUEL – 14 DE DEZEMBRO DE 2019

A sexta edição (e última do ano de 2019) do Boletim do Sindiprol/Aduel, que foi ao ar no sábado (14), já está disponível no Spotify. A pauta dessa edição foi o ano de 2019, os ataques dos governos federal e estadual e o que esperar e fazer para 2020. Os trabalhos técnicos são de Ricardo Lima.

O Boletim é mais um momento de parceria e aliança entre o Sindiprol/Aduel e a Assuel, na luta contra o desmonte do Estado, os ataques ao funcionalismo e à universidade. O Aroeira fica disponível no site da rádio e pode ser acessado e ouvido através dele.

Além do Boletim poder ser ouvido ao vivo na Rádio UEL FM e no site, o programa está disponível no anchor.fm/sindiproladuel, de onde os episódios são distribuídos para outros serviços como o Spotify. Dessa forma, você pode acompanhar o Boletim do Sindiprol/Aduel em diferentes locais e no momento em que achar mais adequado.

Sindiprol/Aduel organiza almoço para docentes em Londrina

Neste sábado (14), o Sindiprol/Aduel organizou um almoço para docentes e acompanhantes em sua sede na cidade de Londrina (Praça La Salle, 83). O cardápio foi composto por entrada, buffet de saladas, arroz, miolo de alcatra com mostarda e sobremesa.

Confira algumas fotos do almoço:

Mais fotos estão no álbum no Facebook do Sindiprol/Aduel.

Boletim do Sindiprol/Aduel – 7 de dezembro de 2019

A quinta edição do Boletim do Sindiprol/Aduel, que foi ao ar no sábado (7), já está disponível no Spotify. A pauta dessa edição foi o início e o encerramento da greve dos docentes da UEL, a ida a Curitiba e ocupação da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e a Reforma da Previdência Estadual. Os trabalhos técnicos são de Elson Ferreira.

O Boletim é mais um momento de parceria e aliança entre o Sindiprol/Aduel e a Assuel, na luta contra o desmonte do Estado, os ataques ao funcionalismo e à universidade. O Aroeira fica disponível no site da rádio e pode ser acessado e ouvido através dele.

Além do Boletim poder ser ouvido ao vivo na Rádio UEL FM e no site, o programa está disponível no anchor.fm/sindiproladuel, de onde os episódios são distribuídos para outros serviços como o Spotify. Dessa forma, você pode acompanhar o Boletim do Sindiprol/Aduel em diferentes locais e no momento em que achar mais adequado.

Sindiprol/Aduel realiza almoço para docentes e acompanhantes no próximo sábado (14)

No próximo sábado (14), em Londrina, o Sindiprol/Aduel irá realizar um almoço para docentes e acompanhantes. Os ingressos podem ser adquiridos com um(a) dos(as) diretores(as) do sindicato e também na sede do Sindiprol/Aduel (Praça La Salle, 83) ou no Centro de Vivência (campus da UEL próximo ao Sebec). Mais informações estão na foto abaixo.

Docentes da UEL deliberam pelo encerramento imediato da greve

Em Assembleia realizada na manhã desta quinta-feira (5), no Anfiteatro Cyro Grossi (“Pinicão”) do Centro de Ciências Biológicas (CCB) da Universidade Estadual de Londrina (UEL), os docentes da UEL deliberaram pelo encerramento imediato da greve e a construção de um calendário de mobilização para o ano que vem (2020).

Outra deliberação foi que serão expostos os deputados que votaram contra os servidores públicos na Reforma da Previdência Estadual.

Docentes da UEL mantêm greve e aprovam nova Assembleia para amanhã (quinta, 5)

Em Assembleia realizada na manhã desta quarta-feira (4), no Anfiteatro Cyro Grossi (“Pinicão”) do Centro de Ciências Biológicas (CCB) da Universidade Estadual de Londrina (UEL), os docentes da UEL deliberaram por manter a greve e convocar uma nova Assembleia para amanhã (quinta, 5) e, então, após os acontecimentos de hoje na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e nas assembleias de outras categorias do estado, avaliar e deliberar sobre a continuidade da greve na UEL.

Votação que decretou a continuidade da greve

A pauta, horário e local da nova Assembleia estão na foto abaixo:

Mais informações sobre a situação em Curitiba podem ser vistas no Facebook do Sindiprol/Aduel.